O Mundo Fantástico de Oz

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Return to Oz
O Mundo Fantástico de Oz (BR)
 Estados Unidos
1985 • cor • 113 min 
Direção Walter Murch
Produção Paul Maslansky
Roteiro Gill Dennis / Walter Murch
Elenco Fairuza Balk
Nicol Williamson
Jean Marsh
Piper Laurie
Matt Clark
Gênero fantasia
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

O filme de 1985 O Mundo Fantástico de Oz foi criado como uma sequência não-oficial do O Mago de Oz. Foi feito pela Walt Disney Pictures e não aprovado pela MGM, a companhia que fez o filme clássico de 1939 (a MGM tinha os direitos sobre o filme do Mago, mas a Disney possuia direitos sobre os últimos livros de Oz). O filme foi dirigido por Walter Murch. Não foi muito bem recebido, principalmente por quem conhecia Oz apenas pelo filme da MGM, de 1939. Apesar disso, foi bem recebido no lançamento em vídeo e tornou-se um filme cult para muitos adultos e crianças.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O enredo do filme é uma combinação das novelas Ozma de Oz e The Marvelous Land of Oz, de L. Frank Baum, escritas como sequências da novela The Wonderful Wizard of Oz. Dorothy (interpretada por Fairuza Balk) não consegue parar de pensar sobre o Mundo de Oz e seus amigos, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde. É levada pela sua preocupada tia a um médico que deseja curá-la de seus sonhos e desilusões com algo parecido a uma terapia de choque, mas Dorothy escapa durante uma tempestade. Acompanhada da galinha Billina, ela retorna à Terra de Oz, apara encontrá-la em estado pós-apocalíptico: a estrada de tijolos amarelos está destruída, a Cidade das Esmeraldas em ruínas, todos os seus habitantes, incluindo o Homem de Lata e o Leão Covarde transformados em pedra e o Espantalho, sequestrado pelo Rei Nome. Ela logo é aprisionada pela Princesa Mombi (uma composição de dois personagens dos livros, Princesa Langwidere e a bruxa Mombi). Essa personagem pode mudar de cabeça, tendo à sua disposição 30 diferentes cabeças, sendo a 31 a sua original.

Depois de encontrar Tik-Tok e João Cabeça de Abóbora, Dorothy descobre que seus amigos foram transformados em pedra pelo malvado Rei Nome, que planeja controlar toda Terra de Oz. Eles constroem o Gump para escapar do castelo de Mombi, e voar para o país do Rei Nome e encontrar o Espantalho, que era rei da Cidade das Esmeraldas. Eles enfrentam o Rei Nome, que é destruído quando engole sem querer um dos ovos de Billina (em Oz, ovos são venenosos para os nomes), deixando para trás os sapatos de ruby que Dorothy perdera quando de sua primeira visita à Terra de Oz. Usando os sapatos, Dorothy deseja que ela e seus amigos retornem para uma reconstruída Cidade das Esmeraldas, onde descobrem a Princesa Ozma, veradeira governante da cidade, presa num espelho pela Princesa Mombi. Após uma alegre celebração, Dorothy retorna para casa.

Comparação com O Mago de Oz[editar | editar código-fonte]

O Mundo Fantástico de Oz é muitas vezes apresentado como uma sequência ao musical da MGM O Mago de Oz, mas isso é parcialmente verdadeiro. Algumas ligações ao filme de 1939 foram deliberadamente mantidas. Por exemplo, Dorothy é loira nos livros, mas tem cabelos escuros neste filme. Os sapatos prateados da história de Baum continuam cor de ruby no O Mundo Fantástico de Oz, como eram no filme da MGM. Também, a Dorothy da MGM imaginava Oz baseda em pessoas que ela conhecia do mundo real - idéia que não está presente na história original - foi mantida intacta em no O Mundo Fantástico de Oz. Entretanto, são apenas estas as similaridades.

Muito mais realista, considerado obscuro e não sendo outro musical, este filme é mais fiel ao conceito de Oz presente nos livros de Baum. Certos elementos-chave nos livros, como o nome do Tin Woodman (Homem de Lata, no Brasil), que foi encurtado para "Tin Man" no filme de 1939, assim como detalhes de sua vida, não mencionados no filme original, foram utilizados.E também Fairuza Balk tinha 9 anos de idade quando filmou O Mundo Fantástico de Oz, muito mais próxima da idade de Dorothy nos livros que Judy Garland, que tinha 17 anos quando estreou O Mágico de Oz. Este filme também têm várias cenas violentas e situações perturbadoras. Embora esta seja uma das queixas principais dos que não conhecem os livros, é outra vez mais verdadeira à visão de Baum: era comum que os livros contivessem tais cenas.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme custou caro e foi morto pelos espectadores. A classificação MPAA do filme como PG teve grande influência nesse resultado, com muitos críticos denunciando o filme como muito porco e assustador para crianças pequenas. Por exemplo, a Princesa Mombi é uma criatura descabeçada que coleciona cabeças extraídas das mulheres mais sexy de Oz, e o filme mostra a Princesa "trocando" de cabeças, colocando em e cortando de seu pescoço. O público não familiarizado com os livros de Oz também acharam as cenas bizarras e estranhas, ainda que muitos personagens do primeiro filme aparecessem, além de Dorothy. O Espantalho faz uma breve aparição, o Leão Covarde e o Homem de Lata são vistos mas não têm fala.

De acordo com Harlan Ellison em seu livro Harlan Ellison's Watching, o estúdio deliberadamente assassinnou o sucesso do filme. Em um processo conhecido como Dumping, foram desencorajadas resenhas positivas sobre o filme, e limitaram sua estada nos cinemas a menos de uma semana. Quando do lançamento do filme, Ellison publicou uma resenha na revista Isaac Asimov's Science Fiction Magazine, dizendo "vejam antes que desapareça". Ele diz que a razão para a sabotagem do filme foi a modificação na administração da Disney em 1984, em que Michael Eisner teria pretendido justificar sua presença na empresa fazendo o trabalho de seu predecessor parecer ruim, e acredita que o filme teria tido sucesso se os espectadores tivessem tido a chance de assistí-lo.

Apesar da recepção pobre do filme, ele não foi esquecido pela Walt Disney Imagineering. A interpretação de Oz vista no filme é atração da Storybook Land na Disneyland Paris. Até foi um grande sucesso de vendas em vídeo.

Em 2005 a banda estado-unidense Scissor Sisters, fãs do filme, publicaram um single chamado Return to Oz, não-lançado no seu álbum de debut.

Relações com os livros de Oz[editar | editar código-fonte]

  • A bruxa boa do sul, Glinda, está ausente deste filme. Ela tem um grande papel no filme de 1939, e em quase todos os livros. Em Ozma de Oz, ela dá a Princesa Ozma um tapete mágico para cruzar o deserto.
  • A garota Patchwork, o homem Shaggy, e Ojo, o Sortudo, figuram na cena final. Jellia Jam, General Jinjur e o Capitão da Guarda estão na cena também.
  • A mal-sucedida tentativa dos Nomes de invadirem a Cidade das Esmeraldas aparece no livro A Cidade Esmeralda de Oz.
  • Os mapas de Oz variam, especialmente a controvérsia leste/oeste, mas é possível que Dorothy tenha perdido seus sapatos durante o vôo sobre os domínios do Rei Nome, depois de sua primeira visita. Se o tornado aproximou-se de Oz pelo leste é possível que seja a direção pela qual Dorothy retornou ao Kansas. No cânon de Baum, os sapatos não são recuperados.
  • As dívidas financeiras de Tio Henry e Tia Emma (a perda da casa pelo tornado e o banco cobrando a fazenda) são um forte tema em A Cidade Esmeralda de Oz.
  • O túnel da montanha do Rei Nome até a Cidade das Esmeraldas é um dos temas principais de A Cidade Esmeralda de Oz.
  • O pó da vida, presente em vários livros, é produzido em A Garota Patchwork de Oz.
  • O Rei Nome sequestra alguém com fins de avançar seu túnel pelo centro da terra surge no livro Tik-Tok de Oz.
  • O plano do Rei Nome de se tornar humano aparece no livro A Magia de Oz.
  • Por quê Toto não fala no filme de 1939 e Billina agora fala? Isto é explicado no livro Tik-Tok de Oz.

Problemas[editar | editar código-fonte]

Pode-se argumentar que as tentativas de manter continuidade com o musical de 1939 da MGM (por exemplo, tratando as experiências de Dorothy na Oz como sonhos e desilusões, assim como a decisão de manter os "sapatinhos de ruby" e ainda combiná-los com o cinto mágico do Rei Nome) foram as maiores causas dos problemas deste filme porque confundiam os espectadores. Outras causas prováveis incluíam a combinação de The Marvelous Land of Oz (o único livro de Oz que não inclui Dorothy) com Ozma de Oz, e fundir (como Mombi e Langwiedre) ou eliminar (como Tip e toda a real família da Terra de Ev) personagens.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

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Recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Efeito Visual.

Série[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]