O Pai Tirano

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O Pai Tirano
O Pai Tirano (PT)
 Portugal
1941 • pb • 114 min 
Direção António Lopes Ribeiro
Elenco Vasco Santana,
Francisco Ribeiro "Ribeirinho",
Leonor Maia,
Arthur Duarte,
Eliezer Kamenesky
Género Comédia
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

O Pai Tirano (1941) é um filme português de António Lopes Ribeiro.

“O Pai Tirano” é um filme originário de Portugal, tendo sido estreado a 19 de Setembro de 1941, em Lisboa. O filme retrata a tempestuosa paixão de um jovem amador dramático, caixeiro nos Armazéns Grandella, por uma simpática empregada da Perfumaria da Moda.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O protagonista é Chico Mega (Ribeirinho), empregado de sapataria dos Grandes Armazéns do Grandella, que nutre uma grande paixão por Tatão (Leonor Maia), empregada na Perfumaria da Moda. Esta, por seu turno, é cortejada por Artur Castro (Arthur Duarte), um bon-vivant. Como Tatão é uma fervorosa cinéfila, Chico esconde-lhe que é ator num grupo de teatro amador: os "Grandelinhas", dirigidos pelo mestre José Santana (Vasco Santana). Do grupo fazem também parte Gracinha (Graça Maria), apaixonada por Chico, Dona Cândida (Luísa Durão), Lopes (Barroso Lopes), Seixas (Seixas Pereira), o contrarregra Machado (Armando Machado) e o ponto Pinto (Reginaldo Duarte). O grupo decide levar à cena a peça "O Pai Tirano ou o Último dos Almeidas".

Enquanto que o Mestre Santana procura ocultar de Gracinha a paixão de Chico por Tatão, este resolve albergar-se na mesma pensão onde mora Tatão, só para ficar mais próximo dela. A pensão é dirigida por Dona Emília (Emília de Oliveira), auxiliada pela criada Laura (Laura Alves) e entre os hóspedes encontram-se o contabilista Prata (Joaquim Prata), a dactilógrafa Amélia (Nelly Esteves) e o refugiado russo Ciriloff (Eliezer Kamenesky). Tatão vai rejeitando os avanços de Chico até ao dia em que ela erroneamente se convence que Chico é o herdeiro rico de uma família aristocrata.

Decide então aceitar o pedido de namoro de Chico e pede-lhe para conhecer a sua família. Confrontado com esta situação, Chico resolve pedir ajuda ao Mestre Santana, que decide ensaiar um ato da peça num palacete onde trabalha como governanta a sua prima Teresa (Teresa Gomes), uma alcoólica inveterada. Conseguem enganar Tatão, até ao dia em que Artur descobre que Chico é ator e resolve convidar Tatão e todos os hóspedes da pensão para a estreia da peça.

Análise[editar | editar código-fonte]

Realizada por António Lopes Ribeiro e escrita por Ribeirinho, em 1941, esta comédia é unanimemente considerada como um dos expoentes máximos do período de ouro do cinema português, encabeçado por títulos como A Canção de Lisboa (1933) ou O Pátio das Cantigas (1942).

Num tom satírico, pautado por um frenético humor, ficaram célebres algumas passagens como o ensaio da cena da "Torre de Saint-Dennis" ou a frase de Teresa Gomes "eram dois copinhos de vinho branco". António Lopes Ribeiro pretendeu sobretudo satirizar uma certa pequena burguesia lisboeta e uma concepção de interpretação teatral totalmente anacrónica, pautada pelo tom excessivamente formal e melodramático. O filme foi um êxito de público tanto em Portugal como no Brasil, algo que se explica pelo facto de a maioria do elenco ter sido recrutado entre intérpretes de teatro de revista, o que forneceu dinamismo e vivacidade à ação do filme. João Villaret fez uma breve aparição no papel de pedinte mudo.

Citações[editar | editar código-fonte]

"Isto é fundamental" - usada constantemente por Santana.

"Oh inclemência! Oh martírio! Estará porventura periclitante a saúde desse nobre e querido menino que eu ajudei a criar?" - a única fala de Sr. Seixas na peça (onde faz de Criado), que é ouvida nas alturas em que ele aparece a despropósito em palco e no palacete.

"Oh seu cavalo!! Então você foi-me pôr em cena o telefone verdadeiro???" - Santana para Sr. Machado (o Contra-regra) depois de na peça se ter feito chamada para a Polícia e Bombeiros e se aperceberem de que o telefone em cena era verdadeiro e não de adereço.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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