O Rei Leão

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The Lion King
O Rei Leão (PT/BR)
Pôster original do filme.
 Estados Unidos
1994 • cor • 89 min 
Direção Roger Allers
Rob Minkoff
Produção Don Hahn
Roteiro Linda Woolverton
Irene Mecchi
Jonathan Roberts
Elenco Matthew Broderick
James Earl Jones
Jeremy Irons
Nathan Lane
Moira Kelly
Rowan Atkinson
Whoopi Goldberg
Cheech Marin
Género Animação
Aventura
Drama
Épico
Idioma Inglês
Música Hans Zimmer (orquestral)
Elton John (música)
Tim Rice (letras)
Direção de arte Chris Sanders
Edição Ivan Bilancio
Estúdio Walt Disney Animation
Distribuição Walt Disney Pictures
Lançamento Estados Unidos 15 de junho de 1994
Brasil 8 de julho de 1994
Portugal 5 de agosto de 1994
Orçamento US$ 45 milhões[1]
Receita US$ 987 483 777[1]
Cronologia
Último
Último
O Rei Leão 2: O Reino de Simba
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

The Lion King (O Rei Leão, no Brasil e Portugal) é o 32º longa-metragem animado produzido pela Walt Disney Pictures. Foi dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff, com roteiro creditado a Linda Woolverton, Irene Mecchi e Jonathan Roberts, e música de Elton John com letras de Tim Rice. O filme é inspirado na peça teatral Hamlet, de Shakespeare; no filme Bambi e nas histórias de José e Moisés, da Bíblia.

O Rei Leão foi lançado em 15 de junho de 1994 e foi aclamado pela crítica, que elogiou o filme pela sua música, história e animação, e ganhando dentre os vários prêmios, o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original (Hans Zimmer) e Melhor Canção Original ("Can You Feel the Love Tonight?", de Elton John e Tim Rice), e o Globo de Ouro de Melhor Filme Comédia ou Musical.

O filme saiu de cartaz como a maior bilheteria de 1994 e foi a segunda maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para Jurassic Park. Após o re-lançamento em 3D em 2011, o filme chegou a 987 milhões de dólares em bilheterias ao redor do mundo, se tornando a animação desenhada à mão de maior bilheteria da história, e a terceira animação com maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para Toy Story 3 e Frozen. É a vigésima maior bilheteria da história.[2] O sucesso levou a uma adaptação teatral na Broadway que está em cartaz desde 1997, e duas sequências, O Rei Leão 2: O Reino de Simba e O Rei Leão 3.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Nas Terras do Reino, na África, um leão comanda os animais como seu rei. O nascimento de Simba, filho do Rei Mufasa e da Rainha Sarabi, cria inveja e ressentimento no irmão mais novo de Mufasa, Scar, porque o seu sobrinho irá substituí-lo como herdeiro do trono. Depois de já ter crescido e se tornado um filhote, Mufasa leva Simba para um passeio pelas Terras do Reino, ensinando-lhe sobre as responsabilidades de ser um rei e o ciclo da vida. Mais tarde naquele dia, através das artimanhas de Scar, Simba e sua melhor amiga Nala, vão explorar um cemitério de elefantes proibido, apesar dos protestos do mordomo de Mufasa, Zazu. No cemitério, as hienas Shenzi, Banzai e Ed atacam os filhotes, mas Mufasa, alertado por Zazu, aparece para resgata-los e perdoa Simba por suas ações. Naquela noite, as hienas, aliadas à Scar, tramam com ele para matar Mufasa e Simba.[3]

No dia seguinte, Scar atraí Simba para um desfiladeiro e diz para ele esperar lá enquanto ele vai buscar Mufasa. Por ordem de Scar, as hienas iniciam uma grande debandada de gnus no desfiladeiro. Mufasa resgata Simba, mas quando ele tenta subir as paredes do desfiladeiro, Scar joga-o de volta para a debandada, onde ele é pisoteado até a morte. Simba encontra o corpo de Mufasa e Scar o convence de que ele foi o responsável pela morte de seu pai e o aconselha a fugir do reino. Quando Simba vai embora, Scar ordena às hienas que o matem, mas Simba escapa. Scar anuncia aos outros leões que tanto Mufasa e Simba foram mortos na debandada e se nomeia como o novo rei, permitindo que um bando de hienas viverem nas Terras do Reino.[3]

Depois de andar sem rumo por bastante tempo, Simba cai de exaustão em um deserto. Timão e Pumba, um suricate e um javali, encontram-no e cuidam dele até ele recuperar sua saúde. Simba cresce com eles na selva, vivendo uma vida despreocupada com seus amigos sob o lema "Hakuna Matata" ("sem preocupações"). Quando ele é um jovem adulto, Simba resgata Timão e Pumba de uma leoa faminta, que acaba por ser Nala. Ela e Simba se reconciliam e se apaixonam. Nala tenta convencer Simba a voltar para casa, dizendo-lhe que as Terras do Reino tornaram-se um terreno baldio sem comida e água. Sentindo-se culpado pela morte de seu pai, Simba se recusa e fica zangado com Nala, e ela o deixa desapontada e irritada. Quando Simba entra na selva, ele encontra Rafiki, um mandril, amigo e conselheiro de Mufasa. Rafiki diz à Simba que Mufasa está "vivo" e leva-o a uma lagoa. Lá, Simba é visitado pelo fantasma de Mufasa no céu, que diz que ele deve tomar o seu lugar de direito como o rei das Terras do Reino. Simba percebe que ele não pode fugir de seu passado e vai para casa. Nala, Timão e Pumba acompanham-no, e concordam em ajudá-lo na luta contro o tio.[3]

Nas Terras do Reino, Simba enfrenta Scar, que provoca Simba falando sobre sua "culpa" na morte de Mufasa. Mas quando Scar empurra Simba para a borda da Pedra do Rei, ele admite que ele matou Mufasa. Enfurecido, Simba contra-ataca e força Scar a revelar a verdade para os outros leões. Timão, Pumba, Rafiki, Zazu e as leoas afastam as hienas enquanto Scar, tentando escapar, é encurralado por Simba no topo da Pedra do Rei. Scar implora por misericórdia, dizendo que ele é da família e colocando a culpa nas hienas. Simba diz não mais acreditar em Scar, mas poupa sua vida e ordena-o a deixar para sempre as Terras do Reino. Scar humildemente passa por ele, mas, em seguida, ataca o sobrinho. Depois de uma batalha feroz, Simba lança seu tio que cai da Pedra do Rei. Scar sobrevive a queda, mas é atacado e morto pelas hienas, que ouviram a sua tentativa de traí-las.[3]

Com Scar morto e a partida das hienas, Simba sobe para o topo da Pedra do Rei e assume o reino quando a chuva cai novamente. Algum tempo depois, as Terras do Reino são restauradas à sua antiga glória, e Simba olha feliz para seu reino com Nala, Timão e Pumba ao seu lado. Rafiki, então, apresenta o filhote recém-nascido de Simba e Nala para os habitantes das Terras do Reino e o "ciclo da vida" continua.[3]

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Personagens[editar | editar código-fonte]

A imagem promocional dos personagens do filme. Da esquerda para direita: Shenzi, Scar, Ed, Banzai, Rafiki, Simba, Mufasa, Nala, Sarabi, Zazu, Sarafina, Timão e Pumba
  • Mufasa: O rei das Terras do Reino, pai de Simba. É irmão do sagaz e sádico Scar, o qual é um obstáculo em seu caminho, planejando tomar seu reino. É morto por Scar.[4]
  • Scar: Irmão de Mufasa. Invejoso do seu irmão, sonha em tomar seu lugar como Rei; com ajuda das hienas, mata Mufasa e expulsa Simba das Terras do Reino, se tornando rei.[4]
  • Simba: Filho de Mufasa e Sarabi. Um príncipe leão, que quando filhote foi acusado de matar seu pai por Scar, o que lhe deixou grandes traumas e o fez realizar um auto-exílio induzido por Scar. É o rei legitimo das Terras do Reino.[4]
  • Sarabi: Esposa de Mufasa e mãe de Simba.[4]
  • Nala: É a melhor amiga de Simba quando os dois são filhotes. Ela reencontra Simba anos depois, e acabam se apaixonando.[4]
  • Zazu: Pássaro mordomo de Mufasa. Depois da morte de Mufasa e da ascensão de Scar ao trono, Zazu passa a ser escravo pessoal de Scar.[4]
  • Pumba: Um javali que ajuda Simba enquanto pequeno e melhor amigo de Timão. Junto com Timão apresentam o estilo de vida despreocupado, Hakuna Matata, para Simba.[4]
  • Timão: Um suricate que junto a Pumba, ajuda Simba na infância. Melhor amigo de Pumba.[4]
  • Rafiki: O sábio mandril responsável pelo batismo de Simba e também por abrir os olhos de Simba em relação ao seu passado.[4]
  • Shenzi, Banzai e Ed: Hienas, que tem como moradia o exílio do reino, se juntam a Scar para matar Mufasa e Simba, e assim tomar as Terras do Reino.[4]
  • Sarafina: Mãe de Nala e a melhor amiga de Sarabi.[4]

Vozes dos personagens[editar | editar código-fonte]

Personagem Estados Unidos Dubladores Originais Brasil Dubladores Brasileiros Portugal Dobradores Portuguesa
Mufasa James Earl Jones[5] Paulo Flores[3] António Marques[6]
Simba (criança) Jonathan Taylor Thomas
Jason Weaver (canções)[5]
Patrick de Oliveira
Bruno Miguel (canções)[3]
Tiago Caetano
Fábio Pascoal (canções)[6]
Simba (adulto) Matthew Broderick[5]
Joseph Williams (canções)
Garcia Junior[3] Carlos Freixo
Telmo Miranda (canções)[6]
Scar Jeremy Irons[5] Jorgeh Ramos[3] Rogério Samora[6]
Timão Nathan Lane[5] Pedro de Saint Germain André Maia[6]
Pumba Ernie Sabella[5] Mauro Ramos[3] José Raposo[6]
Nala (criança) Niketa Calame[5]
Laura Williams (canções)
Roberta Madruga
Paula Tribuzy (canções)[3]
Sara Feio
Ana Guida (canções)[6]
Nala (adulta) Moira Kelly[5]
Sally Dworsky (canções)
Carla Pompílio
Roberta Madruga (canções)[3]
Cláudia Cadima[6]
Rafiki Robert Guillaume[5] Pietro Mário[3] Fernando Luís[6]
Zazu Rowan Atkinson[5] Pádua Moreira[3]
Shenzi Whoopi Goldberg[5] Carmen Sheila[3] Cucha Carvalheiro[6]
Ed Jim Cummings[5] Voz original retida[3] Voz original retida[6]
Banzai Cheech Marin[5] Hércules Fernando[3] Adriano Luz[6]
Sarabi Madge Sinclair[5] Maria Helena Pader[3] Manuela Santos[6]
Sarafina Zoe Leader[5] Marly Ribeiro[3] Desconhecido

Produção[editar | editar código-fonte]

A ideia para O Rei Leão foi concebida no final de 1988, durante uma conversa entre Jeffrey Katzenberg, Roy E. Disney e Peter Schneider em um avião para a Europa, onde iam promover Oliver e sua Turma. Durante a conversa, o tema de uma história ambientada na África surgiu, e Katzenberg imediatamente aprovou a ideia.[7] A ideia foi então desenvolvida por Charlie Fink, vice-presidente de assuntos criativos da Walt Disney Animation Studios.[8] Katzenberg decidiu acrescentar elementos que envolvessem a chegada da maturidade e da morte, e de suas experiências pessoais, dizendo sobre o filme: "É um pouco sobre mim mesmo".[9] Em novembro do mesmo ano, Thomas Disch (autor de A Torradeira Valente) escreveu um roteiro intitulado King of the Kalahari (O Rei de Kalahari),[10] e, posteriormente, Linda Woolverton passou um ano escrevendo rascunhos do roteiro, que foi intitulado King of the Beasts (O Rei das Feras) e, em seguida, King of the Jungle (O Rei da Selva).[8] A versão original do filme era muito diferente da versão final. A trama foi centrada em uma batalha entre leões e macacos com Scar sendo o líder dos babuínos, Rafiki sendo uma chita, e Timão e Pumba sendo amigos de infância de Simba.[11] Simba também não deixa o reino, mas tornava-se um "personagem horrível desleixado, preguiçoso" devido a manipulações de Scar, então Simba seria deposto depois de atingir a maioridade. Em 1990, o produtor Thomas Schumacher, que tinha acabado de trabalhar em Bernado e Bianca 2, decidiu unir-se ao projeto, "porque os leões são legais".[8] Schumacher comparou o roteiro de King of the Jungle "a um especial animado do National Geographic".[12]

O diretor George Scribner, de Oliver e sua Turma, foi o primeiro direto do filme,[13] sendo mais tarde acompanhado por Roger Allers, que era o principal revisor da história de A Bela e a Fera em outubro de 1991.[7] Allers trouxe com ele Brenda Chapman, que se tornaria a supervisora de roteiro.[8] Mais tarde, vários dos membros da equipe principal, incluindo Allers, Scribner, Hahn, Chapman, e o diretor de arte Chris Sanders, fizeram uma viagem para o Parque Nacional do Quênia a fim de estudar e apreciar o cenário para o filme.[14] Depois de seis meses de desenvolvimento da história, Scribner decidiu deixar o projeto, porque ele não concordou com Allers e os produtores sobre a decisão de transformar o filme em um musical, já que sua intenção era fazer um filme com caráter documental mais focado em aspectos da natureza.[7] [15] Rob Minkoff substituiu Scribner,[16] e o produtor Don Hahn se juntou à produção, fazendo com que Schumacher torna-se um produtor executivo pois ele havia sido promovido a vice-presidente de desenvolvimento para longa-metragem animados.[12] Hahn achou que roteiro não tinha um foco e um tema claro, e então estabeleceu o tema principal: "deixando a infância e enfrentando as realidades do mundo". Allers, Minkoff, Chapman e Hahn então reescreveram a história através de duas semanas de reuniões com os diretores Kirk Wise e Gary Trousdale, que tinham acabado A Bela e a Fera.[16] O roteiro também teve seu título alterado de King of the Jungle para O Rei Leão, porque as Terras do Reino não eram uma selva, mas uma savana.[7]

O Rei Leão foi o primeiro longa-metragem de animação da Disney a ser uma história original, em vez de baseado em um trabalho já existente. Os cineastas disseram que a história de O Rei Leão foi inspirado pelas de José e Moisés da Bíblia e Hamlet de Shakespeare.[17] Durante o verão de 1992, o roteirista Irene Mecchi entrou para equipe, como um segundo roteirista, e Jonathan Roberts, juntou-se poucos meses depois. Mecchi e Roberts assumiram o comando do processo de revisão, corrigindo problemas emocionais não resolvidos no script e adicionando cenas para Pumba, Timão e as hienas. O letrista Tim Rice, trabalhou em estreita colaboração com a equipe de roteiristas, indo para a Califórnia, pelo menos uma vez por mês, já que suas letras precisavam trabalhar na continuidade da narrativa. As letras de Rice – que foram retrabalhadas até ao final da produção – foram ainda atreladas aos storyboards durante o desenvolvimento.[16] Reescritas eram frequentes, como por exemplo, o animador Andreas Deja tinha completado uma série de cenas que tiveram de ser refeitas devido a mudanças de diálogo.[8]

Elenco[editar | editar código-fonte]

A escolha dos dubladores foi feita a partir da ideia de que as vozes precisavam se encaixar e acrescentar emoção aos personagens. Por exemplo, James Earl Jones foi escolhido porque os diretores acharam sua voz "potente" e semelhante ao rugido de um leão.[18] Jones comentou que durante os anos de produção, Mufasa "tornou-se mais e mais um pai em vez de um grande rei".[19] Nathan Lane fez o teste para Zazu, e Ernie Sabella, para uma das hienas. Após a reunião no estúdio de gravação, os atores, que na época ambos co-estrelavam Guys and Dolls, foram convidados para gravar juntos como hienas. Os diretores riram de seu desempenho e decidiu lançá-los como Timão e Pumba.[18] Para as hienas, a intenção inicial era reunir Cheech & Chong, mas enquanto Cheech Marin aceitou interpretar Banzai, Tommy Chong estava indisponível. Assim, seu papel foi transformado em uma hiena fêmea, Shenzi, que foi dublada por Whoopi Goldberg.[11] Matthew Broderick foi escalado como Simba adulto desde o inicio da produção.[20] Jeremy Irons tinha inicialmente recusado o papel devido a não se sentir confortável após a atuação dramática como Claus von Bülow em O Reverso da Fortuna. Mas uma vez que ele resolveu participar, o desempenho de Irons inspirou os roteiristas a incorporarem mais de sua atuação como von Bülow - mesmo adicionando uma das falas do personagem, "Você não tem ideia" - e o animador Andreas Deja assistiu O Reverso da Fortuna para pegar traços e tiques faciais de Irons.[19]

Animação[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg O Rei Leão foi considerado um filme pequeno porque estávamos assumindo alguns riscos. O enredo da história era um filhote de leão acusado de assassinato por seu tio com o fundo definido pela música de Elton John. As pessoas diziam, 'O quê? Boa sorte com isso!'. Mas por alguma razão, as pessoas que acabaram participando do filme foram muito apaixonada por ele e cativado. Cquote2.svg
Don Hahn.[21]
Andreas Deja, animador de Scar, em 2 de Junho de 2012

O desenvolvimento de O Rei Leão começou simultaneamente com Pocahontas, por isso, a maioria dos animadores da Disney decidiram trabalhar nele ao invés de no Rei Leão, acreditando que seria o mais prestigiado e bem-sucedido dos dois.[11] Os artistas de história também não tinha muita fé no projeto, com Chapman declarando que ela estava relutante em aceitar o trabalho porque "a história não estava muito boa",[8] e o escritor Burny Mattinson dizendo ao colega de trabalho Joe Ranft, sobre o filme: "eu não sei quem vai querer assistir a isso."[7] A maioria dos animadores principais ou foram fazendo o seu primeiro grande trabalho de supervisão de personagem, ou tinha muito interesse em animar um animal.[22] Treze desses supervisores de animação, ambos na Califórnia e na Flórida, foram responsáveis ​​por estabelecer as personalidades e ajustar o tom para os personagens principais do filme. A animação principal dos personagens inclui Mark Henn animando o Simba filhote, Ruben A. Aquino animando Simba adulto, Andreas Deja animando Scar, Aaron Blaise animando Nala filhote, Anthony DeRosa animando Nala adulta, e Tony Fucile animando Mufasa.[23] Quase 20 minutos do filme, incluindo a sequência "O que eu quero mais é ser rei", foram animadas no Disney-MGM Studios. Em última análise, mais de 600 artistas, animadores e técnicos contribuíram para O Rei Leão ao longo de sua produção.[23] Semanas antes do filme ser lançado, a produção foi afetada pelo terremoto de Northridge em 1994, que desligou o estúdio e foi necessário os animadores terminarem o seu trabalho em casa.[24]

Os animadores estudaram animais da vida real para referência, como foi feito para Bambi em 1942. Jim Fowler, renomado especialista em vida selvagem, visitou os estúdios em várias ocasiões com uma variedade de leões e outros habitantes da savana para discutir o comportamento e ajudar os animadores dar aos seus desenhos uma sensação de autenticidade.[17] As Terras do Reino são modeladas sobre o parque nacional queniano visitado pela equipe. Distâncias focais e lentes variadas foram empregadas para diferir do retrato habitual da África em documentários - que empregam lentes teleobjetivas para fotografar a vida selvagem à distância. A sensação épica se inspirou nos estudos do artista Hans Bacher e em obras de pintores como Charles Marion Russell, Frederic Remington e Maxfield Parrish.[25] Uma vez que os personagens não são seres antropomórficos, todos os animadores tiveram de aprender a desenhar animais de quatro patas, e o desenvolvimento da história foi feito através do uso de cenas mais longas dos personagens.[24]

O uso de computadores ajudou os cineastas apresentarem sua visão de novas maneiras. O uso mais notável de animação por computador está na seqüência "debandada de gnus". Vários personagens gnus distintos foram criados em um programa de computador 3D, multiplicando-se em centenas, e em cel sombreadas para se parecer com animação desenhada, e dado caminhos aleatórios abaixo de uma montanha para simular o movimento real, imprevisível de um rebanho.[26] Cinco animadores com formação específica e técnicos passaram mais de dois anos criando a sequência da debandada. Outros usos de animação por computador foram feitas por meio de CAPS, que ajudou a simular movimentos de câmera, tais como rastreamento de tiros, que foi empregado na coloração, iluminação e efeitos de partículas.[11]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

O letrista Tim Rice, que estava trabalhando com o compositor Alan Menken em canções para Aladdin, foi convidado a escrever as letras, aceitando com a condição de encontrar um parceiro de composição. Como Menken não estava disponível, os produtores aceitaram a sugestão de Rice, que foi Elton John, após o convite aos integrantes do ABBA não ter dado certo, porque Benny Andersson estava ocupado com o musical Kristina från Duvemåla.[27] John manifestou interesse em escrever "canções ultra-pop que as crianças e pais gostassem, então os adultos podem ir ver o filme e obter prazer também deles", mencionando uma possível influência em Mogli- O Menino Lobo, onde sentia que "a música era tão engraçada e apelava para crianças e adultos".[27]

John e Rice escreveram cinco canções originais para o filme ("Circle of Life","I just can't wait to be king"," Be Prepared", "Hakuna Matata" e "Can't you feel the love tonight") com o o desempenho do cantor em Can You Feel the Love Tonight nos créditos finais.[27]

Os lançamento em IMAX e DVD acrescentou outra canção, "The Morning Report", que foi baseado em uma canção descartada durante o desenvolvimento e que eventualmente foi destaque na versão musical de O Rei Leão.[28] A pontuação do filme foi composta por Hans Zimmer, que foi contratado com base em seu trabalho em dois filmes em cenários africanos, O Poder de um Jovem e A World Apart, e completou a trilha sonora com música e coro de elementos tradicionais africanos organizados por Lebo M.[27] Os parceiros de Zimmer, Mark Mancina e Jay Rifkin, ajudaram com arranjos e produção musical.

A trilha sonora original do filme foi lançada pela Walt Disney Records em 13 de julho de 1994, e foi o quarto álbum mais vendido do ano no Billboard 200 e a trilha sonora mais vendida.[29] É a única trilha sonora um filme de animação a ser certificada Diamante (10 × platina) pela Recording Industry Association of America.[30] A música instrumental completa de Zimmer para o filme nunca foi dada uma versão completa pela Disney, até a data comemorativa do lançamento da trilha sonora em 2014. O Rei Leão também inspirou o álbum de 1995, Rhythm of Pride Lands, com oito canções de Zimmer, Mancina e Lebo M.[27]

Canções[editar | editar código-fonte]

  1. "Circle of Life" ("Ciclo sem fim") - Carmen Twillie, Lebo M. e Mbongheni Ngema
  2. "I Just Can't Wait to be King" ("O que eu quero mais é ser rei") - Simba (Jason Weaver), Zazu (Rowan Atkinson) e Nala (Laura Williams)
  3. "Be Prepared ("Se preparem") - Scar (Jeremy Irons), Banzai (Cheech Marin) e Shenzi (Whoopi Goldberg)
  4. "Hakuna Matata" - Timão (Nathan Lane), Pumba (Ernie Sabella) e Simba (Jason Weaver, criança; Joseph Williams, adulto)
  5. "Can You Feel The Love Tonight?" ("Esta noite o amor chegou") - Simba (Joseph Williams), Nala (Sally Dworsky), Timão (Nathan Lane), Pumba (Ernie Sabella) e Kristle Edwards; Elton John canta uma versão pop nos créditos
  6. "The Morning Report" ("Relatório Matinal") - Zazu (Jeff Bennett), Mufasa (James Earl Jones) e Evan Saucedo; não aparece no filme original, mas foi incluída na versão de IMAX e no DVD

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Para o primeiro trailer de O Rei Leão a Disney optou por, pela primeira vez, apresentar uma única cena: a sequência de abertura inteira da música "Circle of Life". O então presidente da distribuidora Buena Vista Pictures, Dick Cook, disse que a decisão de exibir a cena como trailer foi tomada porque, "todos nós fomos tocados pela beleza e majestade desta cena, que nos sentimos como tivesse sido um dos melhores quatro minutos de filme que nós tínhamos visto",[18] e Don Hahn acrescentou que "Circle of Life" funcionou como um trailer, uma vez que "saiu tão forte, e tão bom, e terminou de maneira explosiva".[18] O trailer foi lançado em novembro de 1993, acompanhando de Os Três Mosqueteiros nos cinemas, já que apenas um terço de O Rei Leão tinha sido concluído.[31] A reação do público foi de entusiasmo, fazendo Hahn ter medo de que o filme não correspondesse as expectativas criadas pelo trailer.[31] Antes do lançamento do filme, a Disney fez onze sessões de teste.[32]

Após o lançamento, O Rei Leão foi acompanhado por uma extensa campanha de marketing que incluiu anúncios com Burger King, Mattel, Kodak, Nestlé e mercadorias diversas,[32] ao todo, 186 produtos licenciados.[33] [34] Em 1994, a Disney ganhou aproximadamente $1 bilhão com produtos baseados no filme,[35] com $ 214 milhões em brinquedos de O Rei Leão apenas durante o Natal de 1994.[36]

Home media[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão foi lançado em VHS e em laserdisc nos Estados Unidos em 3 de março de 1995, como parte da série de vídeos da Disney, "Masterpiece Collection". Além disso, edições de luxo de ambos os formatos foram liberados. O VHS Deluxe Edition inclui o filme, uma litografia exclusiva de Rafiki e Simba (em algumas edições), uma epígrafe comemorativa de "Circle of Life", seis litografias das artes conceituais, outra fita com meia hora de The Making of The Lion King e um certificado de autenticidade. A laserdisc Deluxe Edition também continha o filme, seis litografias de artes conceituais e The Making of The Lion King, acrescentando storyboards, design de arte dos personagens e comentários da equipe, que a edição em VHS não têm, num total de quatro discos de dupla face. A fita VHS rapidamente se tornou o vídeo mais vendido de todos os tempos: 4,5 milhões de fitas foram vendidas no primeiro dia[37] e as vendas totalizaram mais de 30 milhões,[38] antes destas versões em vídeo entrarem em moratória em 1997.  

Em 7 de outubro de 2003, o filme foi re-lançado em VHS e lançado em DVD pela primeira vez, com o título The Lion King: Platinum Edition, como parte da linha Platinum Edition dos clássicos animados da Disney. O lançamento do DVD contou com duas versões do filme no primeiro disco, uma versão remasterizada criada para o lançamento em IMAX de 2002 e uma versão editada que apresenta a versão original de 1994.[39] Um segundo disco, com bônus, também foi incluído no lançamento em DVD. A trilha sonora do filme foi fornecida tanto na sua faixa original em Dolby 5.1, e em uma nova e aprimorada versão em Home Theater Mix, tornando este um dos primeiros DVDs da Disney equipados dessa maneira.[40] Por meio de ramificação perfeita, o filme poderia ser visto com ou sem uma cena recém-criada, uma breve conversa no filme substituída por uma música completa ("The Morning Report"). O set de colecionador especial também foi lançado, contendo o conjunto de DVD, cinco exclusivos retratos dos personagens litografados (novos desenhos criados e assinados pelos animadores dos personagens originais), e um livro introdutório intitulado A Journey.[41] As alterações na Edição Platinum de destaque, que foram feitas para o relançamento do filme em IMAX, incluiu os crocodilos re-elaborados para a sequência "I Just Can not Wait to Be king", bem como outras alterações.[39] Mais de dois milhões de unidades da edição Platinum em DVD e VHS foram vendidas no primeiro dia de lançamento.[42] Um DVD box set dos três filmes de o Rei Leão (em dois formatos de disco da Edição Especial) foi lançado em 6 de dezembro de 2004. Em janeiro de 2005, o filme, juntamente com as sequelas, voltou para moratória.[43]

Walt Disney Studios Home Entertainment lançou a Edição Diamante de O Rei Leão em 4 de outubro de 2011.[44] Isto marca o momento em que o filme foi lançado em alta definição em Blu-ray e Blu-ray 3D. A versão inicial foi lançada em três pacotes diferentes: uma versão de dois discos com Blu-ray e DVD; uma versão de quatro discos com Blu-ray, DVD, Blu-ray 3D e cópia digital; e um conjunto de caixa de oito discos que inclui também as sequelas, O Rei Leão 2 e O Rei Leão 3.[45] A versão em DVD único também foi lançada em 15 de novembro de 2011.[45] A Edição Diamante liderou as vendas de Blu-ray com mais de 1,5 milhões de cópias vendidas.[46] [47] O filme vendeu 3.830.000 unidades Blu-ray no total, levando a uma renda de $ 101.140.000 milhões.[46]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão tornou-se um dos maiores sucessos da Disney, com 312 milhões de dólares somente nos Estados Unidos e US$783,841,776 milhões ao redor do mundo.[5] Foi a animação de maior bilheteria até Procurando Nemo em 2003.

No total, O Rei Leão arrecadou $ 422.783.777 milhões na América do Norte e 564,7 milhões de dólares em outros territórios para um total mundial de $ 987.483.777 milhões.[2] É o 20º filme de maior bilheteria, e a terceira maior bilheteria de um filme de animação em todos os tempos, e o segundo filme da Walt Disney Animation Studios (atrás de Frozen) de maior bilheteria.[48] O filme também foi a maior bilheteria do ano de 1994 em todo o mundo.[2] Após a sua execução inicial, tendo ganho $ 783,841,776 milhões, ele se classificou como a segunda maior bilheteria de todos os tempos no mundo, atrás de Jurassic Park.[5] Durante o seu relançamento em 3D, O Rei Leão superou todos os filmes de animação, menos Toy Story 3, ficando em segundo na posição de maior bilheteria de uma animação - depois rebaixado para terceiro por Frozen - e é a maior bilheteria de uma animação desenhada à mão.[49]

Lançamento original[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão teve um lançamento limitado na América do Norte em 15 de junho de 1994, lançado em apenas dois cinemas, em Los Angeles e Nova York.[50] Ele ainda ganhou 15.86.753 mil dólares em todo o fim de semana de 17 á 19 de junho, permanecendo em décimo lugar do ranking de bilheteria.[51] A média de 793,377 dólares por cinema permanece como a maior já alcançada durante um fim de semana.[52] O grande lançamento ocorreu em 24 de junho de 1994, em 2.550 cinemas. O som surround digital do filme levou muitos cinemas a implementarem novos sistemas de som da Dolby Laboratories.[53] O Rei Leão arrecadou 40.900 mil dólares, que na época era a quarta maior abertura no fim de semana da história da Disney no topo das bilheterias de fim de semana;[54] ele também ganhou uma rara classificação "A +" do CinemaScore.[54] Até o final de sua temporada nos cinemas, no inicio de 1995, ele tinha ganhado 312.855.561 milhões,[2] sendo a segunda maior bilheteria de 1994 na América do Norte atrás de Forrest Gump.[55] Fora da América do Norte, ganhou $ 455.800.000 durante a sua execução inicial, para um total mundial de 768,6 milhões de dólares americanos.[56]

No Brasil, fez mais de 500 mil pagantes na estréia[57] e 4.2 milhões no total.[58]

Re-lançamento em IMAX[editar | editar código-fonte]

O filme foi relançado em 25 de dezembro de 2002 nos cinemas em IMAX. Don Hahn explicou que oito anos após o lançamento original de O Rei Leão, "havia toda uma nova geração de crianças que ainda não tinha visto isso, particularmente em tela grande."[32] Dado o filme já tinha sido arquivado digitalmente durante a produção, o processo de restauração foi mais fácil, além de fornecer muitas cenas com melhorias que cobriam as deficiências originais.[59] Um som melhorado também foi fornecido, como Hahn explicou, "fazer o público se sentir como eles estão no meio do filme."[32] Em seu primeiro fim de semana, O Rei Leão fez 2,7 milhões dólares em 66 cidades, uma média de 27,664 dólares por cinema. Este lançamento terminou com $15.686.215 milhões de dólares arrecadados em 30 de maio de 2003.[60]

Re-lançamento em 3D[editar | editar código-fonte]

Em 2011, O Rei Leão foi convertido para 3D, num lançamento limitado de duas semanas posterior a liberação do Blu-ray 3D.[61] O filme estreou na sexta-feira, 16 de Setembro de 2011, com 8,9 milhões de dólares[62] e terminou o fim de semana com 30,2 milhões dólares, sendo número um nas bilheterias. Isso fez com que O Rei Leão fosse a primeira re-edição á ficar em número um nas bilheterias de fim de semana estadunidenses, desde o re-lançamento de Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi em março de 1997.[49] O filme também se tornou a quarta maior estréia de setembro em todos os tempos.[63] Também se saiu muito bem em seu segundo fim de semana, mais uma vez ficando em primeiro lugar nas bilheterias, com um declínio de 27% para 21,9 milhões dólares.[64] A maioria dos observadores de bilheteria esperavam o filme cair cerca de 50% em seu segundo fim de semana e também estavam esperando Moneyball em primeiro lugar.[64]

Após seu sucesso inicial nas bilheteria, muitos cinemas decidiram a continuar exibir o filme por mais de duas semanas, embora o seu lançamento em Blu-ray 3D foi marcado para duas semanas e meia após a exibição nos cinemas.[64] Na América do Norte, o relançamento em 3D saiu dos cinemas em 12 de janeiro de 2012, com um lucro de 94.242.001 milhões de doláres. Fora da América do Norte, ele arrecadou 83,4 milhões dólares americanos, no Brasil, o filme foi visto por 303.582 espectadores.[5] O sucesso do relançamento em 3D de O Rei Leão, fez a Disney criar planos de relançar nos cinemas A Bela e a Fera, Procurando Nemo, Monstros S.A e A Pequena Sereia durante 2012 e 2013.[65] No entanto, nenhum dos três primeiros filmes re-lançados alcançaram o enorme sucesso de O Rei Leão 3D, e o re-lançamento de A Pequena Sereia acabou sendo cancelado.[66] Em 2012, Ray Subers do Box Office Mojo escreveu que a razão pela qual a versão 3D de O Rei Leão fez sucesso foi porque, "a noção de um relançamento em 3D ainda era novo e empolgante, [...] depois de rei leão o público foi bombardeado com três relançamentos em 3D no ano que, fez o valor da novidade desaparecer."[67]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão foi recebido com aclamação pela crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação de 90%, com base em 110 avaliações, com uma classificação média de 8.2 / 10. O consenso dos crítico no site diz: "Emocionalmente forte, ricamente desenhado e bem animado, O Rei Leão está em um posto alto no panteão dos filmes clássicos da Disney."[68] No Metacritic, o filme tem uma pontuação de 83 em 100, com base em 14 críticos, indicando "aclamação universal".[69]

Roger Ebert deu-lhe 3.5 de 4 estrelas e o chamou de "um filme de animação soberbamente desenhado" e, em sua crítica, escreveu: "A saga de Simba, que em suas origens profundamente enterradas deve algo a tragédia grega e certamente a Hamlet, é uma experiência de aprendizagem, bem como um entretenimento."[70] No programa de televisão Siskel & Ebert, o filme foi elogiado, mas recebeu uma recepção mista em relação aos filmes anteriores da Disney. Ebert e seu colega Gene deram ao filme elogios, mas Siskel disse que não era tão bom quanto os filmes anteriores, como A Bela e a Fera e era "um bom filme, mas não grande".[71] Hal Hinson do The Washington Post chamou-lhe "impressionante, uma conquista quase assustadora" e sentiu que o filme era "espetacular de uma maneira que está quase se tornado comum nas animações da Disney", mas foi menos entusiasmado para o fim de sua crítica dizendo: "Shakespeare no tom, épico, parece mais adequado para adultos do que para crianças, para dizer a verdade, mesmo para os adultos é francamente estranho."[72]

Owen Gleiberman do Entertainment Weekly elogiou o filme, escrevendo que ele "tem a ressonância para ficar não apenas como um desenho animado fantástico, mas como um filme emocionalmente pungente".[73] Peter Travers, crítico de cinema da Rolling Stone, elogiou o filme e sentiu que era "uma mistura extremamente divertida de música, diversão e emoção de arregalar os olhos, não faltando coração".[74] James Berardinelli do ReelViews elogiou dizendo, "a cada nova animação, a Disney parece estar expandindo os seus horizontes ainda mais, O Rei Leão é o mais maduro (em mais de um sentido) desses filmes, e claramente tem sido um esforço consciente para agradar tanto adultos e crianças. Felizmente, para aqueles de nós que geralmente ficam longe de "desenhos animados", eles conseguiram."[75]

Alguns críticos ainda questionaram a narrativa do filme. A equipe da TV Guide escreveu que, embora era tecnicamente eficiente e divertido, O Rei Leão "oferece canções menos memoráveis do que os sucessos anteriores, e, uma resolução dramática insatisfatória e precipitada."[76] Terrence Rafferty do The New Yorker, considerou que apesar da boa animação, a história sentia-sse como "manipulando nossas respostas à vontade", como "Entre traumas, o filme serve-se calmamente de números músicas banais e tolos, com comédia indisciplinada".[77]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Em 2008, O Rei Leão foi classificado como o 319º melhor filme já feito pela revista Empire,[78] e em junho de 2011, a Time o nomeou um dos "25 Melhores Filmes de Animação de Todos os Tempos".[79] Em junho de 2008, o American Film Institute listou o Rei Leão como o quarto melhor filme no gênero animação em sua lista AFI Top 10,[80] tendo anteriormente colocado "Hakuna Matata", como sua 99º melhor canção do cinema americano, em sua lista, AFI's 100 Years... 100 Songs (100 Anos... 100 Canções).[81]

Ano Premio Categoria Nomeação Resultado
1995 Oscar
Melhor Trilha Sonora Original Hans Zimmer Venceu
Melhor Canção Original Elton John e Tim Rice por Can You Feel that Love Tonight Venceu
Elton John e Tim Rice por Circle of Life Indicado
Elton John e Tim Rice por Hakuna Matata Indicado
1995 Globo de Ouro
Melhor Filme (Comédia/Musical) Roger Allers e Rob Minkoff Venceu
Melhor Trilha Sonora Original Hans Zimmer Venceu
Melhor Canção Original Elton John e Tim Rice por Can You Feel that Love Tonight Venceu
Elton John e Tim Rice por Hakuna Matata Indicado
1995 BAFTA[82] Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer Indicado
Melhor Som David Hudson, Mel Meltcafe e Terry Potter Indicado
1995 Saturn Awards Melhor Filme de Fantasia Don Hann Indicado
Melhor Performance por um Ator Juvenil Jonathan Taylor Thomas Indicado
1994 Grammy Awards[83] Melhor Performance Pop Masculina (Can You Feel The Love Tonight) Elton John Venceu
1994 Annie Awards[84] Melhor Animação Walt Disney Pictures Venceu
Melhor Atuação de Voz Jeremy Irons Venceu
Melhor Contribuição Individual para História Brenda Chapman Venceu
1995 BMI Film & TV Awards[85] Melhor Música Hans Zimmer Venceu
Melhor Performance de uma Canção Can You Feel the Love Tonight Venceu
1995 MTV Movie Awards[86] Melhor Vilão Jeremy Irons (Scar) Indicado
Melhor Canção Can You Feel The Love Tonight Indicado
1995 Kids Choice Awards[87] Filme Favorito Walt Disney Pictures Venceu


Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Imagem de O Rei Leão, mostrando a suposta palavra sex formada a partir de poeira. Esta imagem só aparece na versão original do filme.

Certos elementos do filme foram considerados tendo uma semelhança com um famoso show de televisão japonês dos anos 60, Jungle Taitei (Kimba, o Leão Branco), por causa dos personagens análogos, e várias cenas individuais sendo quase idênticas em composição e ângulo da câmera. Matthew Broderick acreditava inicialmente que ele estava trabalhando em um remake de Kimba, porque ele estava familiarizado com o show japonês.[88] A posição oficial da Disney é que as semelhanças são mera coincidência.[89] Yoshihiro Shimizu, da Tezuka Productions, que criou Kimba o Leão Branco, refutou os rumores de que o estúdio foi pago suborno pela Disney, mas explica que eles rejeitaram impulsos de processar a companhia porque, "nós somos uma empresa pequena, fraca. Não valeria a pena mesmo assim ... que os advogados da Disney estão entre os vinte melhores do mundo!".[90]

Protestos foram levantados contra uma cena em que supostamente aparece a palavra "sex" (sexo) na poeira voando no céu, quando Simba abaixa as patas.[91] O ativista conservador, Donald Wildmon, afirmou ser uma mensagem subliminar com a intenção de promover a promiscuidade sexual. Animadores do filme afirmaram que as letras significam "SFX" (uma abreviatura comum para "efeitos especiais"), e foi concebido como uma "assinatura" inocente criada pela equipe de efeitos visuais da animação.[92]

Biólogos protestaram contra o retrato da Hiena no filme: um pesquisador de hiena processou os estúdios Disney por difamação de caráter,[93] e um outro que tinha organizado a visita dos animadores na Universidade da Califórnia para uma Pesquisa Comportamental, onde os animadores observou e fizeram esboços de hienas cativas,[94] boicotou O Rei Leão por não ajudar a preservar as hienas em estado selvagem.[95] As hienas também foram interpretadas como representado uma alegoria anti-imigrante, onde as hienas seriam os latinos e negros.[96] [97] [98] [99]

Legado[editar | editar código-fonte]

Sequelas e spin-offs[editar | editar código-fonte]

Os primeiros projetos de animação relacionados com O Rei Leão envolveu os personagens de Timão e Pumba. Primeiramente a dupla estrelou o curta de animação "Stand By Me", com Timão cantando a música de mesmo nome, que foi lançado em 1995, e acompanhou o filme Tom and Huck. Em seguida, a dupla recebeu o seu próprio show animado, que ficou em exibição por três temporadas e 85 episódios entre 1995 e 1999. Ernie Sabella continuou como a voz de Pumba, enquanto Timão foi dublado por Quinton Flynn e Kevin Schon, além de Nathan Lane.[100]

A Disney lançou dois filmes diretamente em vídeo relacionados com O Rei Leão. O primeiro foi a sequela, O Rei Leão 2: O Reino de Simba, lançado em 1998, em VHS. O filme é centrado em torno da filha de Simba e Nala, Kiara, que se apaixona por Kovu, um leão que foi criado por seguidores exilados de Scar.[101] Em 2004, houve o lançamento de outro filme do Rei Leão em DVD, O Rei Leão 3 - Hakuna Matata. É uma prequela que mostra como Timão e Pumba se conheceram, e também um paralelo com o filme original, recontando os eventos dele.[102]

Em junho de 2014, foi anunciado que uma nova série de TV baseada no filme será lançada, chamada The Guard Lion e contará com Kion, filho de Simba. O show será transmitido no Disney Junior pela primeira vez como um filme de televisão em novembro de 2015, antes dos episódios serem transmitidos em janeiro de 2016.[103]

Vídeo games[editar | editar código-fonte]

Junto com o lançamento do filme, três jogos diferentes com base em O Rei Leão foram liberados pela Virgin Interactive em dezembro de 1994. O jogo principal, The Lion King foi desenvolvido pela Westwood Studios, e publicado para computadores e consoles pela SNES e Sega Mega Drive/Genesis. Darks Technologies criou a versão Game Boy, enquanto a Syrox Developments fez a versão Master System e Game Gear.[104] O filme e a sequela, O Reino de Simba, mais tarde inspirou um outro jogo original da Torus Games, The Lion King: Simba's Mighty Adventure (2000) para Game Boy Color e PlayStation.[105] Timão e Pumba também apareceram em Timon & Pumbaa's Jungle Games, para Super NES e computador lançado em 1995.[106]

A Square Enix apresenta na série Kingdom Hearts, Simba como uma invocação recorrente,[107] bem como um jogável mundo de Rei Leão, As Terras do Reino, em Kingdom Hearts II. A trama é vagamente relacionada com o filme original, com todos os personagens principais, exceto Zazu e Sarabi.[108] O Rei Leão também fornece um dos mundos apresentados no Disney Universe,[109] e Simba foi destaque no jogo do Nintendo DS, Disney Friends (2008).[110]

Adaptação teatral[editar | editar código-fonte]

Anúncios para a adaptação musical de O Rei Leão em Minskoff Theatre.

Walt Disney Theatrical produziu uma adaptação para o teatro musical de mesmo nome, que estreou em Minneapolis, Minnesota em julho de 1997, e mais tarde estreou na Broadway em outubro de 1997, no Teatro New Amsterdam. O musical foi dirigido por Julie Taymor e contou com músicas tanto do filme e do Rhythm of the Pride Lands, juntamente com três novas composições de Elton John e Tim Rice. Mark Mancina fez os arranjos musicais e novas trilhas orquestrais.[111] O musical tornou-se um dos mais bem sucedidos na história da Broadway, vencedor de seis prêmios Tony, incluindo Melhor Musical. Mesmo se mudando para o Teatro Minskoff em 2006, ainda está em execução em Nova York, tornando-se o quarto show mais tempos em cartaz na história da Broadway. O sucesso financeiro do musical levou a adaptações em todo o mundo.[112]

O Rei Leão inspirou duas atrações que recontam a história do filme nos Walt Disney Parks and Resorts. O primeiro, "The Legend of the Lion King", contou com uma recriação do filme através de marionetes de tamanho real de seus personagens, e ficou entre 1994-2002 no Magic Kingdom, em Walt Disney World.[113] Outro que ainda está em execução é o live-action musical de 30 minutos do filme, "Festival of the Lion King", que incorpora os números musicais com ginásticas de atores ao vivo, junto com bonecos animatrônicos de Simba e Pumba e um ator fantasiado como Timão. A atração abriu em abril de 1998 no Animal Kingdom do Disney World,[114] e em setembro de 2005 no Adventureland em Hong Kong Disneyland.[115] Uma versão similar com o nome de "The Legend of the Lion King" foi destaque na Disneyland Paris, de 2004 a 2009.[116] [117]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  115. Adventureland (em inglês) Hong Kong Disneyland. Visitado em 27 de outubro de 2014.
  116. Euro Disney: Report 2004 (em inglês). Visitado em 27 de Outubro de 2014.
  117. Videolopis Theatre (em inglês). Visitado em 27 de outubro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]