The Winter King

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The Winter King
O Rei do Inverno
Autor (es) Bernard Cornwell
Idioma inglês
País Reino Unido
Género Romance, Histórico, Fantasia
Série As Crônicas de Artur
Ilustrador Kipper
Tradutor Ivanir Alves Calado
Editora Record
Lançamento 5 de Outubro, 1995 (1ª edição)
Páginas 546
ISBN 850106114X
Cronologia
Último
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O Inimigo de Deus
Próximo
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O Rei do Inverno (The Winter King) é um livro escrito pelo inglês Bernard Cornwell, e primeira parte da trilogia As Crônicas de Artur, continuada em O Inimigo de Deus e encerrada em Excalibur. Aborda uma visão da lenda arturiana sob um ponto de vista historicamente possível, situando a história durante o período anterior à Idade Média conhecido Era das Trevas. A lenda do Rei Artur é narrada do ponto de vista de Derfel Cadarn, menino saxão adotado por Merlin e que se torna um dos principais guerreiros a serviço de Artur. Desde de seu lançamento em 1995 o livro já teve traduções para diversos idiomas, no Brasil teve sua 1ª edição em 2001 e já vende a 21ª edição (2012).

Sinopse oficial[editar | editar código-fonte]

O Rei Artur, ao longo de séculos, transformou-se no maior de todos os heróis da literatura e em um dos personagens míticos mais presentes no nosso imaginário. Mas depois de muitas versões de suas aventuras, sua verdadeira história perdeu-se nas brumas do tempo. Quem foi de fato o homem Artur? Onde foi seu reino? Existiram mesmo os Cavaleiros da Távola Redonda? Em que época ele viveu? Que inimigos combateu? Para que Deus enviou suas preces? Que mulheres realmente amou?

Apaixonado desde a infância por aventuras de cavaleiro, o escritor Bernard Cornwell resolveu pesquisar a figura histórica de Artur. Baseado em descobertas arqueológicas recentes, criou a mais emocionante saga protagonizada pelo imortal personagem: As Crônicas de Artur, que se inicia neste romance, O Rei do Inverno.

Artur, na verdade, nunca foi rei. Era, sim, o filho bastardo de Uther, que se transformou no principal líder militar britânico no século V. Após a saída dos romanos da ilha, a Britânia viveu um período conturbado, durante o qual seu povo lutou pela posse da terra de seus ancestrais contra os invasores saxões. Uma época em que os velhos deuses tribais dos Druidas resistiam ao domínio dos cristãos e procuravam recuperar o prestígio e o poder perdidos durante a ocupação romana.

Numa terra dividida entre diferentes senhores feudais e ameaçada pela invasão dos bárbaros do oeste, Artur emerge como um guerreiro poderoso e corajoso capaz de inspirar lealdade e unir o país. Uma personalidade complexa, impelida por honra, dever e paixão, que nos é apresentada de maneira jamais vista.

Um romance que já nasce como a melhor versão da lenda de Artur escrita em muitos anos. Uma história que vai ser recontada inúmeras vezes por bardos modernos em todos os cantos do mundo.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história é narrada em 1ª pessoa, do ponto de vista de Derfel Cadarn, um monge vivendo no mosteiro de Dinnewrac, localizado no reino de Powys (na região leste do País de Gales). À pedido da rainha Igraine de Powys, Derfel escreve suas memórias sobre a época de Arthur, tendo o próprio monge em sua juventude sido um dos maiores guerreiros de Arthur. O bispo Sansum, superior de Derfel e reverenciado no mosteiro como um santo, denuncia as histórias de Arthur como lendas heréticas, tendo sido um inimigo de Arthur e do próprio Derfel, a quem despreza como sendo "um saxão, filho de uma prostituta saxã". Sendo assim, Derfel escreve os contos na sua língua natal, o saxão, e a rainha Igraine convence o bispo de que ele está traduzindo os Evangelhos para essa língua. Derfel então relata a história desde o início, quando era ainda uma criança.

Primeira Parte: Um nascimento no inverno[editar | editar código-fonte]

O foco da história é o reino da Dumnonia (no sudoeste da Inglaterra), cujo rei é Uther Pendragon, detentor também do título de Grande Rei, o que lhe confere a primazia sobre os outros reis britânicos. O rei Uther está já velho e doente, próximo da morte, mas seu único filho legítimo e "edling" (príncipe herdeiro) da Dumnonia, Mordred, morreu numa recente batalha contra os invasores saxões. Arthur (filho bastardo de Uther) liderava os exércitos da Dumnonia junto a Mordred e, a despeito de ter derrotado os saxões na batalha, foi culpado pelo rei Uther da morte do príncipe, sendo então banido para a Armórica (Bretanha, no noroeste da França). Com um rei velho e sem herdeiros, a única esperança da Dumnonia, portanto, é que a esposa grávida do príncipe Mordred, Norwenna, dê luz a um filho menino.

Derfel testemunha o trabalho de parto da princesa Norwenna no castelo de Caer Cadarn (Camelot). Norwenna, uma cristã, exigira que somente padres e servas cristãs estivessem presentes no parto. Uther, porém, sendo um pagão, confia mais nos poderes místicos atribuídos aos sacerdotes druidas, como Merlin, e por isso exigiu que Derfel (criado na morada de Merlin) estivesse presente no Caer Cadarn para, se necessário, convocar a feiticeira Morgana (que também é a filha bastarda de Uther e fora discípula de Merlin), para trazer a criança ao mundo. Após horas de parto, Uther finalmente perde a paciência com os cristãos e ordena a Derfel que convoque Morgana. A sacerdotisa atende ao chamado, junto a Nimue, a aprendiz de Merlin, e usa seus feitiços para forçar o nascimento da criança. Para o alívio de Uther, o bebê é um menino, mas Morgana o alerta de que ele é aleijado (possuindo um pé deformado), e isso é um péssimo presságio para o reino. Uther ignora os avisos de Morgana e proclama que a Dumnonia tem um herdeiro, o qual decide chamar, em homenagem ao pai da criança, Mordred.

Norwenna e Mordred são enviados para Ynis Wydrin, também conhecida como Avalon (e correspondente à moderna Glastonbury), o lar de Merlin, onde ficarão sob os cuidados de Morgana. O próprio Merlin não é visto há tempos, e alguns dizem que ele deixou a Britânia, ou mesmo que está morto. Em Ynis Wydrin/Avalon vivem várias crianças órfãs, como também aleijados e loucos, adotados por Merlin. Dentre as crianças estão o próprio Derfel, filho de uma escrava saxã, e Nimue, aprendiz e amante de Merlin. Derfel ama Nimue e ela, embora não compartilhe desse sentimento, realiza com ele um feitiço, cortando a mão de Derfel e a sua própria e misturando seu sangue com o dele, de maneira que eles estarão sempre vinculados por essa cicatriz que, ela explica, torna Derfel, perante os deuses, responsável pela proteção da vida dela, e ela pela dele. Ela explica que um dia irá precisar dele e o chamará para ajudá-la e que, se ele não cumprir seu juramento, estará amaldiçoado por toda eternidade.

O Grande Rei Uther convoca os outros reis britânicos para se reunirem na antiga cidade romana de Glevum (moderna Gloucester). Morgana é chamada para representar o ausente Merlin, e ela por sua vez é acompanhada de Nimue e Derfel. Comparecem à assembléia o anfitrião do conselho, o rei Tewdric de Gwent, aliado da Dumnonia, como também o rei de Isca (moderna Exeter), o rei do povo dos Belgae e o príncipe das Pedras (Stonehenge), todos vassalos do Rei Uther, além do representante do reino de Kernow (Cornualha), o princípe Tristan. O rei Gorfyddyd de Powys, sendo inimigo jurado da Dumnonia, não comparece. A situação caótica da Britânia medieval fica evidente quando é revelado que novas hordas de invasores saxões chegam a todo momento nas praias do leste e do sul, e que agora estão sob a liderança de um único chefe, Aelle, e que bandos de saqueadores irlandeses são uma séria ameaça à segurança das terras banhadas pelo Mar Ocidental. O rei Gundleus, da Silúria, primo e aliado do rei Gorfyddyd de Powys, aparece inesperadamente, e proclama estar em busca de uma aliança com a Dumnonia, oferecendo um tributo ao rei Uther, em troca da oportunidade de casar-se com Norwenna e tornar-se guardião de Mordred. Uther, por sua vez, declara que, até Mordred atingir a maioridade, a Dumnonia será governada por um conselho de regentes (incluindo o próprio Gundleus). A guarda de Mordred será confiada a três homens da confiança de Uther: ao rei Tewdric, a Owain, o Campeão da Dumnonia, e a Merlin. Tanto o rei de Gwent quanto Owain prestam seus juramentos de protegerem o herdeiro, mas, ao inquirir Morgana se Merlin prestará o juramento, ela diz que o mago só aceitará se Arthur também for designado guardião. O rei Uther relutantemente aceita.

Após a morte de Uther, Mordred, ainda bebê, é aclamado rei da Dumnonia. Pouco depois, o rei Gorfyddyd marcha contra Gwent. Os exércitos da Dumnonia e da Silúria marcham em auxílio ao reino aliado. Após algumas semanas, o rei Gundleus anuncia que está a caminho de Avalon para encontrar-se com Norwenna, agora a sua esposa, declarando que derrotaram as forças de Powys e que a guerra foi vencida. Nimue desconfia que Gundleus está mentindo, que, na realidade, ainda está mancomunado com Gorfyddyd, e alerta Derfel e Norwenna, mas é ignorada pela mãe de Mordred. Gundleus revela suas verdadeiras intenções ao assassinar Norwenna e ordenar a seus sequazes que ponham fogo na mansão de Merlin e matem Mordred. O rei da Silúria estupra e arranca um olho de Nimue como vingança por um insulto que ela lhe dirigira anteriormente. Derfel resgata Nimue do incêndio e escapa das tropas silurianas, encontrando Morgana e outros sobreviventes, incluindo o próprio bebê Mordred. Eles fogem para Caer Cadarn e lá se reunem com os guerreiros de Owain, no mesmo instante em que são alcançados pelo grupo de Gundleus. Os exércitos se preparam para a batalha, estando os homens de Owain em clara desvantagem numérica. Subitamente, porém, Arthur aparece com seus cavaleiros e destrói as forças de Gundleus.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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