O Resgate do Soldado Ryan

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Saving Private Ryan
O Resgate do Soldado Ryan (PT/BR)
 Estados Unidos
1998 • cor • 169 min 
Direção Steven Spielberg
Produção Steven Spielberg
Ian Bryce
Mark Gordon
Gary Levinsohn
Roteiro Robert Rodat
Elenco Tom Hanks
Tom Sizemore
Matt Damon
Edward Burns
Barry Pepper
Vin Diesel
Género Guerra
Drama
Idioma Inglês
Música John Williams
Cinematografia Janusz Kamiński
Edição Michael Kahn
Estúdio Amblin Entertainment
Mark Gordon Productions
Mutual Film Company
Distribuição DreamWorks Pictures
(Estados Unidos)
Paramount Pictures
(International)
Lançamento Estados Unidos 24 de julho de 1998
Itália 4 de setembro de 1998 (Festival de Veneza)
Portugal 4 de setembro de 1998 (premiere)
Brasil 11 de setembro de 1998 (São Paulo)
Orçamento US$ 70 milhões[1]
Receita US$ 481.840.909[1]
Página no IMDb (em inglês)
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Saving Private Ryan (no Brasil e em Portugal: O Resgate do Soldado Ryan) é um filme de guerra épico norte-americano de 1998, ambientado durante a Batalha da Normandia na Segunda Guerra Mundial. Foi dirigido por Steven Spielberg e escrito por Robert Rodat. O filme é notável pela intensidade de seus primeiros 27 minutos, que retratam o ataque costeiro na Praia de Omaha, em 6 de junho de 1944. Depois, o filme acompanha Tom Hanks como Capitão John H. Miller e sete homens (Tom Sizemore, Edward Burns, Barry Pepper, Vin Diesel, Giovanni Ribisi, Adam Goldberg e Jeremy Davies) enquanto eles procuram pelo paraquedista James Francis Ryan (Matt Damon), que é o último sobrevivente de quatro irmãos militares.

Rodat veio com a história do filme em 1994, quando viu um monumento dedicado aos quatro filhos de Agnes Allison em Port Carbon, na Pensilvânia. Os irmãos foram mortos na Guerra Civil Americana. Rodat decidiu escrever uma história similar, ambientada na Segunda Guerra Mundial. O roteiro foi enviado ao produtor Mark Gordon, que o encaminhou a Tom Hanks. Finalmente, foi entregue a Steven Spielberg, que decidiu dirigi-lo. A premissa do filme é ligeiramente baseada no caso real dos irmãos Niland.

Saving Private Ryan foi bem recebido pelo público e acumulou considerável aclamação crítica, ganhando diversos prêmios pelo filme, elenco e equipe técnica, assim como significativo retorno de bilheteria. O filme acumulou 481.8 milhões de dólares ao redor do mundo, tornando-se o mais lucrativo filme do ano. A Academy of Motion Picture Arts and Sciences indicou-o a onze Óscares; a direção de Spielberg rendeu-lhe o seu segundo Oscar de Melhor Diretor. Saving Private Ryan foi lançado em home video em maio de 1999, lucrando 44 milhões de dólares com vendas.

História[editar | editar código-fonte]

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A história se desenrola durante a Segunda Guerra Mundial, começando com o desembarque de soldados americanos na Normandia no Dia D, na Praia de Omaha como parte da operação para libertar a França ocupada pelos alemães.

Após o ataque, descobre-se que três dos quatro irmãos Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller (Tom Hanks) e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho, James Francis Ryan, que fazia parte do pelotão de paraquedistas que caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França. O soldado Ryan (Matt Damon) pertencia à 101 Company 506 Regiment. Era um airborne, ou seja, um paraquedista altamente treinado para combater mas acima de tudo para defender pontos e objetivos estratégicos, como pontes, estradas, vilas e aldeias.

Depois de vários contra-tempos, a unidade do capitão Miller finalmente encontra Ryan vivo junto com seus companheiros paraquedistas sobreviventes. Mesmo depois de ser informado da morte dos irmãos, Ryan se recusa a abandonar seu posto e o personagem de Tom Hanks vê-se obrigado a escolher entre partir com a missão incompleta ou ficar e ajudar os paraquedistas a guardar uma ponte frente a um iminente ataque alemão. O capitão Miller decide então ficar e assume o comando da defesa. Horas depois eles estariam sob pesado ataque de vários blindados alemães e de ao menos 50 soldados de infantaria.

Na batalha que se seguiu, no clímax do filme, os soldados de Miller conseguem impor pesadas baixas ao inimigo mas a um custo muito alto: boa parte dos paraquedistas e vários Rangers do Capitão Miller foram mortos. Miller ordena então que os sobreviventes recuem para a ponte; enquanto ele se preparava para explodi-la, acaba sendo mortalmente ferido por um alemão. Frente à inevitável derrota e morte, o Capitão Miller pega sua pistola Colt M1911 e começa a atirar num tanque alemão que tentava atravessar a ponte, mas um avião-caça P-51 Mustang acaba destruindo o blindado. Em seguida, com a chegada de reforços americanos, os alemães batem em retirada. Ryan então se encontra com Miller, que está prestes a morrer e profere suas últimas palavras: "James... earn this. Earn it." (pt: "Faça por merecer.")

O filme se encerra com Ryan, já velho, observando o túmulo do Capitão Miller e prestando-lhe continência.

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Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1994, Robert Rodat viu um monumento em Putney Corners, New Hampshire, dedicado à quatro irmãos que morreram durante a Guerra Civil Americana. Inspirado por essa história, ele fez algumas pesquisas e decidiu escrever uma história similar, ambientada na Segunda Guerra Mundial. O roteiro de Rodat foi enviado ao produtor Mark Gordon, que gostou da história, mas só a aceitou após ela ter sido reescrita onze vezes. Gordon mostrou o roteiro final à Tom Hanks, que gostou da ideia, enviando-o à Steven Spielberg, para que o dirigisse. A data de filmagem foi definida para 27 de junho de 1997.[2] Antes do início das filmagens, diversos atores envolvidos com o filme, incluindo Edward Burns, Barry Pepper, Vin Diesel, Adam Goldberg, Giovanni Ribisi e Tom Hanks participaram de um treinamento de campo de dez dias, como forma de preparação para seus papéis. Propositalmente, para fazer o resto do grupo sentir ressentimento em relação ao personagem de Matt Damon, ele não foi levado ao campo até os últimos dias.[3]

Spielberg já havia demonstrado interesse na Segunda Guerra Mundial com os filmes 1941, Empire of the Sun e Schindler's List, além da série Indiana Jones. Além desses, ele mais tarde co-produziu as séries de televisão Band of Brothers e The Pacific, com Hanks. Quando perguntado sobre isso pela American Cinematographer, Spielberg disse: "Eu acho que a Segunda Guerra Mundial é o evento mais significativo dos últimos cem anos; o destino dos baby boomers e até da Geração X estão relacionados com seus efeitos. Além disso, eu simplesmente sempre estive interessado na Segunda Guerra Mundial. Meus filmes mais antigos, que eu fiz quando tinha 14 anos, eram filmes de combate que aconteciam tanto na terra quanto no ar. Há anos eu tenho procurado pela história certa sobre a Segunda Guerra Mundial para filmar, e quando Robert Rodat escreveu Saving Private Ryan, eu a achei."[4]

As cenas do Dia D foram filmadas na praia de Ballinesker, em Curracloe Strand, na Irlanda.[5] [6] [7] A filmagem começou em 27 de junho de 1997 e durou dois meses.[8] [9] [10] Uma parte das filmagens foi feita no Normandy American Cemetery and Memorial, na Normandia, em Colleville-sur-Mer e Calvados. Outras cenas foram filmadas em localidades na Inglaterra, como a antiga fábrica do British Aerospace em Hatfield, Londres, Thame, Oxfordshire e Wiltshire. A produção também estava programada para ser realizada em Seaham, County Durham, mas restrições governamentais impediram isso.[11]

Retratando a história[editar | editar código-fonte]

Saving Private Ryan tem sido criticamente notado por seu retrato realístico dos combates da Segunda Guerra Mundial. Em particular, a sequência que mostra o ataque na Praia de Omaha foi votada a "melhor cena de batalha de todos os tempos" pela revista Empire, além de ter sido classificada na primeira posição da lista do TV Guide dos "50 Maiores Momentos do Cinema".[12] A cena custou doze milhões de dólares e envolveu mais de 1.500 pessoas, alguns dos quais eram membros das Forças Reservas de Defesa da Irlanda. Membros de grupos locais de encenamento, como o Second Battle Group, foram escalados para atuarem como os soldados alemães.[13] Em adição, de vinte a trinta atores realmente amputados foram usados para retratarem os soldados americanos mutilados durante a atracagem.[14] Spielberg não fez uma sequência em storyboard, já que ele queria reações espontâneas e "a ação de me inspirar em relação à onde colocar a câmera".[15]

As embarcações usadas incluíram doze exemplares reais da Segunda Guerra.[16] [17] Os realizadores do filme usaram câmeras sub-aquáticas para retratar melhor os soldados sendo atingidos na água. Quarenta barris de sangue falso foram usados para simular os efeitos do sangue na água marinha.[14] Esse grau de realismo foi mais difícil de ser atingido quando retratando os veículos blindados alemães, uma vez que existem poucos modelos em condições de operação. Os tanques Tiger I do filme eram cópias construídas de chassis de antigos, mas funcionais de tanques T-34 soviéticos.[18] Os dois veículos descritos no filme como Panzers foram feitos para retratarem Marder III. Um foi criado para o filme usando chassis de tanques tchecos Panzer 38(t)[19] , similar à construção dos Marder III originais; o outro foi uma arma de assalto sueca SAV m/43 cosmeticamente modificada, que também usou chassis dos 38(t).[20]

Inevitavelmente, algumas licenças artísticas foram tomadas pelos realizadores em prol do drama. Uma das mais notáveis é a representação da 2ª Divisão SS Das Reich como adversária durente a fictícia Batalha de Ramelle. A 2ª SS não estava engajada na Normandia até julho, e depois em Caen, contra os ingleses e canadenses, cem milhas à leste.[21] Ademais, as pontes do rio Merderet não eram objetivo da 101ª Divisão Aérea, mas sim da 82ª, como parte da Missão Boston.[22] Muito tem sido dito sobre os vários "erros táticos" cometidos tanto pelas forças alemãs quanto pelas forças americanas na batalha climácica do filme. Spielberg respondeu, dizendo que em muitas das cenas ele optou por substituir táticas sonoras militares e precisão histórica rigorosa para obter o efeito dramático.[23]

Para atingir um tom e qualidade que era real para a história assim como refletia o período em que era ambientada, Spielberg, mais uma vez, contou com o cinematografista Janusz Kamiński, dizendo, "Logo no início, nós dois sabíamos que não queríamos que o filme se parecesse com uma extravagância Technicolor sobre a Segunda Guerra Mundial, mas mais como sequências de um jornal cinematográfico dos anos 40, que é bastante desaturado e de baixa tecnologia." Kamiński tirou o revestimento protetor das lentes da câmera, tornando-a próxima das usadas nos anos 40. Ele explica que "sem o revestimento protetor, a luz entra e começa a saltar ao redor, o que a torna um pouco mais difusa e suave, sem ficar fora de foco". Kamiński completou o efeito colocando o negativo através de bleach bypass, um processo que reduz o brilho e a saturação da cor. O obturador foi configurado para 90 ou 45 graus para a maioria das sequências de batalha, em oposição à configuração padrão de 180 graus. Kamiński explica, "Desse jeito, nós atingimos um certo staccato nos movimentos dos atores e uma certa vivacidade nas explosões, o que as torna mais realistas."[24]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Actor Personagem Dublador/Brasil
Tom Hanks Capitão John Miller Jr Garcia Junior
Edward Burns Soldado Richard Reiben, operador do rifle BAR Marcus Jardym
Tom Sizemore Sargento Michael Horvath Jorge Lucas
Matt Damon Soldado James Francis Ryan, um paraquedista Hermes Baroli
Jeremy Davies Cabo Timothy Upham o tradutor Reinaldo Buzzoni
Adam Goldberg Soldado Stanley Mellish, um soldado judeu Mário Jorge Andrade
Barry Pepper Soldado Daniel Jackson, franco-atirador Manolo Rey
Giovanni Ribisi Soldado Irwin Wade, o médico do grupo Alexandre Moreno
Leland Orser Major Jackson, piloto de avião ?
Vin Diesel Soldado Adrian Caparzo Duda Ribeiro
Ted Danson Capitão Fred Hamill, comandante das forças paraquedistas na região Hélio Ribeiro
Paul Giamatti Sargento William Hill, um paraquedista Hamilton Ricardo
Dennis Farina Tenente-coronel Walter Anderson, comandante do Batalhão de Miller Júlio César
Harve Presnell General George C. Marshall, Chefe do Estado-Maior do Exército Americano Orlando Drummond
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Prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1999  Estados Unidos

Indicações:

Globo de Ouro 1999  Estados Unidos

Indicações:

BAFTA 1999  Reino Unido

  • Melhor som
  • Melhores efeitos especiais

Indicações:

  • Melhor filme
  • Melhor trilha sonora (John Williams)
  • Melhor fotografia
  • Melhor ator (Tom Hanks)
  • Melhor maquiagem
  • Melhor diretor
  • Melhor edição
  • Melhor direção de arte

Grammy 1999  Estados Unidos

  • Melhor trilha sonora (John Williams)

MTV Movie Awards 1999  Estados Unidos

  • Melhor filme
  • Melhor sequencia de ação (desembarque da Normandia)
  • Melhor Ator (Tom Hanks)

Prêmio César 1999  França Indicação:

  • Melhor filme estrangeiro

Academia Japonesa de Cinema 1999  Japão Indicação:

  • Melhor filme estrangeiro

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Saving Private Ryan (em inglês) no Box Office Mojo
  2. Message in a Battle (em inglês) Entertainment Weekly (24 de julho de 1998). Visitado em 28 de junho de 2011.
  3. Boot Camp (em inglês).
  4. Five Star General (em inglês) American Cinematographer Online Magazine (Agosto de 1998). Visitado em 28 de junho de 2011.
  5. Omaha Beach (em inglês) Saving Private Ryan Encyclopedia. Visitado em 28 de junho de 2011.
  6. Dog One Saving Private Ryan Encyclopedia. Visitado em 28 de junho de 2011.
  7. Saving Private Ryan (em inglês) The Irish Film & Television Network. Visitado em 28 de junho de 2011.
  8. 'Private Ryan' expo (em inglês) Wexford People (6 de junho de 2007). Visitado em 28 de junho de 2011.
  9. Ryan's slaughter (em inglês) (3 de agosto de 1998). Visitado em 28 de junho de 2011.
  10. Saving Private Ryan (em inglês) Britannia Film Archives. Visitado em 28 de junho de 2011.
  11. "Saving Private Ryan". Sunderland Echo. 02 de novembro de 1999.
  12. 50 Greatest Movie Moments (em inglês) TV Guide (24 de março de 2001). Visitado em 28 de junho de 2011.
  13. Roaring back to the forties (em inglês) Matlock Mercury (6 de agosto de 2008). Visitado em 28 de junho de 2011.
  14. a b How we made the best movie battle scene ever (em inglês) Independent (7 de agosto no 2006). Visitado em 5 de setembro de 2011.
  15. Steven Spielberg Goes To War Empire. Visitado em 28 de junho de 2011.
  16. LCVP (em inglês) Saving Private Ryan Encyclopedia. Visitado em 28 de junho de 2011.
  17. LCM (3) (em inglês). Visitado em 28 de junho de 2011.
  18. Ryan Tigers (em inglês) Second Battle Group. Visitado em 28 de junho de 2011.
  19. Marders (em inglês) Second Battle Group. Visitado em 29 de junho de 2011.
  20. http://the.shadock.free.fr/Repros.pdf
  21. Normandy and Falaise - April to August 1944 Das Reich. Visitado em 29 de junho de 2011.
  22. U.S. Airbone in Cotentin Peninsula (em inglês) D-Day: Etats des Lieux. Visitado em 29 de junho de 2011.
  23. Sunshine, Linda. Saving Private Ryan, The Men, The Mission, The Movie: A Steven Spielberg Movie. [S.l.]: Newmarket Press. ISBN 155704371X
  24. Combat Footage (em inglês) Saving Private Ryan Encyclopedia. Visitado em 29 de junho de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]