Brokeback Mountain

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Brokeback Mountain
O Segredo de Brokeback Mountain (PT/BR)
Pôster original do longa.
 Estados Unidos
 Canadá

2005 • cor • 134 min 
Direção Ang Lee
Roteiro Diana Ossana
Larry McMurtry
Elenco Felipe Krewer
Heath Ledger
Jake Gyllenhaal
Michelle Williams
Anne Hathaway
Anna Faris
Género Drama, Romance
Idioma inglês
Música Gustavo Santaolalla
Cinematografia Rodrigo Prieto
Edição Geraldine Peroni
Dylan Tichenor
Distribuição Focus Features
Paramount Pictures
Lançamento Estados Unidos 16 de dezembro de 2005
Canadá 6 de janeiro de 2006
Brasil 3 de fevereiro de 2006
Orçamento US$ 14 milhões[1]
Receita US$ 200.062.759[1]
Página no IMDb (em inglês)

Brokeback Mountain (br/pt: O Segredo de Brokeback Mountain) é um filme norte-americano e canadense de 2005, um drama romântico que retrata o complexo relacionamento romântico de um casal do mesmo sexo na Região Oeste dos Estados Unidos entre 1963 e 1981.[2]

O filme foi dirigido pelo cineasta taiwanês Ang Lee a partir de um roteiro escrito por Diana Ossana e Larry McMurtry no final da década de 1990, adaptado do conto homônimo de Annie Proulx. No elenco principal estão Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Michelle Williams e Anna Faris. Estreou em 9 de dezembro de 2005 nos Estados Unidos, em 3 de fevereiro de 2006 no Brasil e em 9 de fevereiro de 2006 em Portugal.

Brokeback Mountain venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza, além dos prêmios BAFTA, Globo de Ouro e Independent Spirit Awards de melhor filme e direção para Ang Lee, além do reconhecimento de outras organizações e festivais. Brokeback Mountain recebeu o maior número de indicações aos 78os Prêmios Oscar (oito), ganhando três: melhor direção para Ang Lee, roteiro adaptado e trilha-sonora. O filme era considerado o favorito na disputa pelo prêmio de melhor filme, mas acabou perdendo para Crash. Ao sair de cartaz, Brokeback Mountain conquistou o oitavo lugar na lista dos filmes românticos de drama de maior bilheteria de todos os tempos.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Brokeback Mountain narra a história de Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis del Mar (Heath Ledger), dois jovens vaqueiros que se conhecem e se apaixonam em 1963, enquanto trabalham juntos em um serviço de pastoreamento de ovelhas na fictícia montanha de Brokeback, no Wyoming. O filme documenta o complexo relacionamento emocional, sexual e romântico que eles passam a ter no curso de dezoito anos.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.
  • 1963

O filme se inicia no verão de 1963. Jack e Ennis são contratados após procurarem emprego com um rancheiro de ovelhas (Randy Quaid). O trabalho deles é dividido da seguinte forma: enquanto um vigia as ovelhas do alto da montanha (que estão pastando em área de proteção ambiental, e portanto, ilegal), o outro fica na base e é responsável pelos alimentos e pela vigilância daquela área. Os dois se encontram apenas para partilharem as refeições, mas isso não impede com que tornem-se bons amigos. Após uma noite de bebedeira pesada, Ennis decide ficar na base da montanha e dormir em frente à fogueira ao invés de retornar para vigiar as ovelhas. Preocupado com a fria madrugada, Jack convida-o para dormir junto com ele em sua barraca. Ali, eles têm um rápido contato sexual. No dia seguinte, insistem em dizer um ao outro que "não são gays"; no entanto, antes do fim do verão, o relacionamento emocional e físico deles se aprofunda. Enquanto isso, o rebanho de ovelhas que deveriam vigiar acaba por misturar-se com outro, uma ovelha é abocanhada por um lobo, e várias delas morrem de frio devido a uma tempestade de neve. No último dia de trabalho, as frustrações de ambos (por terem que deixar um ao outro) se manifestam através de uma discussão que acaba evoluindo para uma briga física. Jack faz o nariz de Ennis sangrar, e Ennis esmurra a cara de Jack.

  • 1963-1967

Após se separarem, com o fim do trabalho, Ennis se casa com sua namorada Alma Beers (Michelle Williams), e eles têm duas filhas, Alma Jr. e Jenny. Jack acaba indo para o Texas, onde conhece e se casa com a cowgirl Lureen Newsome (Anne Hathaway), filha de um magnata de equipamentos agrícolas. O casal tem um filho, Bobby. Jack vai trabalhar para o pai de Lureen na negociadora de equipamentos agrícolas, apesar de ser constantemente desprezado por seu sogro.

  • 1967

Quatro anos após a separação, Ennis recebe um cartão postal de Jack no qual ele diz que vai passar pela região onde Ennis mora e pergunta se ele quer revê-lo. Ao se reencontrarem, eles se beijam apaixonadamente em frente à casa de Ennis e, sem serem notados, são acidentalmente testemunhados por Alma. Ao irem acampar, no dia seguinte, Jack fala da ideia de construirem uma vida juntos num pequeno rancho. Ennis, atormentado pela dolorosa memória de infância na qual um homem suspeito de ser homossexual é torturado e assassinado em sua cidade-natal, teme que isso venha a acontecer com algum deles também. Além disso, ele argumenta que não pode abandonar a esposa e as filhas. Não dispostos a expor seu relacionamento abertamente, Jack e Ennis marcam encontros esporádicos nos quais vão acampar nas montanhas.

  • 1967-1983

Com o passar dos anos, o casamento de Ennis e Alma se deteriora. Enquanto fazem amor certa noite, Alma insulta a capacidade de Ennis de sustentar sua família ao insistir que ele use camisinha, por não possuírem condições de terem outro filho. Logo após tal evento, o casamento deles acaba em divórcio. Ennis se muda para uma casa na periferia da cidade e agora tem que pagar pensão alimentícia para as filhas. Jack, ao ficar sabendo da notícia do divórcio, se dirige para o Wyoming na esperança de que agora os dois possam, finalmente, viver juntos. No entanto, Ennis recusa a se afastar de suas filhas e ainda teme pelo que possa lhes ocorrer se viverem juntos.

Algum tempo após tais acontecimentos, Alma se casa com seu ex-patrão e tem outro bebê com ele. Durante a celebração do dia de Ação de Graças na casa deles, Alma confronta Ennis insinuando que sabe de seu relacionamento com Jack. Enquanto isso, Jack começa a namorar o marido de uma amiga de Lureen após flertar intensamente com ele numa festa. Ennis arruma uma namorada garçonete chamada Cassie Cartwright (Linda Cardellini), mas acabará perdendo-a por não criar muitas expectativas para o futuro do relacionamento.

  • 1983 adiante

Em uma outra viagem às montanhas em 1983, Ennis e Jack revisam suas vidas naquele momento: Ennis comenta que está namorando Cassie, enquanto Jack diz estar namorando uma amiga da esposa (o que não é verdade, considerando que ele flerta com o marido desta nas cenas da festa). O clímax emocional entre os dois acontece enquanto estão arrumando as coisas para irem embora e Ennis diz que devido ao trabalho não poderá ir no próximo encontro que planejaram (o que significa que vão ficar sem se encontrar por vários meses). A frustração crescente de Jack acaba explodindo em uma discussão. Após lamentar que os sentimentos que sente por Ennis o aprisionaram e acabaram com sua vida, Jack começa a chorar. Quando Jack tenta abraçar Ennis, este acaba por resistir, mas no final trocam um longo abraço e vão embora.

Alguns meses após isso, um cartão postal que Ennis enviou a Jack sobre o futuro encontro deles em novembro, volta carimbado com a mensagem "falecido". Numa conversa telefônica, Lureen diz a Ennis que Jack morreu acidentalmente enquanto trocava um pneu do carro que explodiu em sua face. Enquanto ela explica as circunstâncias do acidente, são sobrepostas imagens de Jack sendo espancado brutalmente por três homens; é possível interpretar essas imagens como um receio de Ennis sobre o que realmente aconteceu (inspirado pela sua experiência de assassinato homofóbico em sua infância) ou uma forma de mostrar que Lureen sabia qual tinha sido o real destino de seu marido, contando a Ennis uma outra versão. Lureen diz a Ennis que Jack mencionou-lhe certa vez que gostaria que suas cinzas fossem espalhadas na montanha Brokeback, mas ela não descobriu onde fica. Ela diz que metade das cinzas de Jack foram enterradas no Texas e que o restante ela enviou para os pais dele. Ennis tenta explicar a Lureen sobre a importância da montanha Brokeback para Jack, possivelmente chamando a atenção dela para o real motivo das viagens de acampamento que ele fazia. Ela secamente sugere a Ennis que entre em contato com os pais de Jack para ver se eles podem realizar a vontade dele.

Ennis viaja até Lightning Flat para conhecer os pais de Jack. Chegando lá, se oferece a levar as cinzas de Jack para a montanha Brokeback. O pai de Jack recusa rabugentamente, insistindo que os restos mortais de Jack devem ser enterrados junto com o resto da família dele. A mãe de Jack é mais gentil, e insiste com Ennis que vá ver o quarto onde Jack passou a infância antes de ir embora. No quarto, Ennis descobre duas camisetas, sujas de sangue nas mangas, escondidas no fundo do armário. As camisetas são as que os dois usaram quando brigaram em seu último dia na montanha Brokeback. Ennis abraça as camisetas procurando sentir o cheiro de Jack. A mãe de Jack permite que ele leve as camisetas para si.

No final do filme, Ennis está vivendo sozinho num pequeno trailer. Sua filha Alma Jr., agora com 19 anos, visita-o e lhe conta que está noiva. Ela pede ao pai que a leve até o altar no dia da cerimônia de seu casamento. Depois de perguntar se seu namorado realmente a ama (estando agora profundamente ciente da importância do amor), ele fica primeiramente relutante, dizendo que não vai poder ir porque tem que trabalhar. No entanto, depois de perceber o quão desapontada sua filha está com ele, Ennis decide ir ao casamento, e pega um copo de vinho para celebrar com a filha seu noivado. Assim que sua filha vai embora, Ennis percebe que ela esqueceu seu suéter, o qual ele dobra e coloca no armário. Dentro deste, penduradas num prego preso à porta, vemos as duas camisetas, mas agora a dele está em cima da de Jack. Junto a elas há um cartão postal com uma foto da montanha Brokeback. Ennis cuidadosamente abotoa os botões da parte de cima da camiseta de Jack, e, com lágrimas nos olhos, murmura "Jack, eu juro…", enquanto endireita o cartão postal lentamente.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, os protagonistas do filme.
Dublagem brasileira Brasil

Produção[editar | editar código-fonte]

Brokeback Mountain é o décimo longa-metragem de ficção de Ang Lee. Doze anos após dirigir The Wedding Banquet, Lee retomou o tema da homossexualidade masculina. O roteiro de Larry McMurtry, novelista vencedor do prêmio Pulitzer, e de Diana Ossana - ambos com pouca ou nenhuma experiência cinematográfica - é baseado no conto de mesmo nome de Annie Proulx, originalmente publicado na revista The New Yorker na edição de 13 de outubro de 1997. Tal roteiro foi escrito no final da década de 1990 e permaneceu durante anos sem conseguir financiamento para ser filmado.

Estrelado por Heath Ledger e Jake Gyllenhaal nos papéis principais, o filme rendeu a ambos atores indicações ao Oscar nas categorias de melhor ator e melhor ator coadjuvante, respectivamente. O papel de Ennis foi oferecido a Mark Wahlberg, que declarou ter recusado a oportunidade porque estava "um pouco assustado" com a temática e com as cenas de sexo. A atriz Michelle Williams, que até então era mais conhecida por ter integrado o elenco da série juvenil Dawson's Creek, foi indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante. Ainda no elenco estão Anne Hathaway, protagonista do filme O Diário da Princesa, Anna Faris, da série de filmes de comédia Todo Mundo em Pânico, Linda Cardellini, do seriado médico E.R. e Randy Quaid, do filme Independence Day.

Para este filme, Lee utilizou uma equipe técnica que inclui, em sua maioria, profissionais jovens com quem o diretor ainda não havia trabalhado. A fotografia esteve a cargo de Rodrigo Prieto, que a partir do sucesso internacional de Amores Brutos (2000) começara a atuar sistematicamente no mercado estadunidense. Embora já tivesse no currículo trabalhos notáveis como 21 Grams, Frida e 8 Mile, o filme lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar. A trilha sonora original do filme foi composta pelo argentino Gustavo Santaolalla, que conquistou o Oscar e o Globo de Ouro por seu trabalho.

A edição começara a ser executada pela experiente Geraldine Peroni, responsável pela montagem de muitos filmes de Robert Altman. Entretanto, ela faleceu em agosto de 2004 e o trabalho foi finalizado por Dylan Tichenor. Marit Allen, que já atuara com Lee em Ride with the Devil e Hulk, ocupou-se da direção de arte. Os figurinos foram desenhados por Laura Ballinger.

Apesar da história do filme se passar nas Montanhas Big Horn em Wyoming, a maior parte de suas cenas foram filmadas em cidades da província canadense de Alberta, tais como Calgary, Crossfield e Fort Macleod. Nos Estados Unidos, as locações incluem apenas a cidade de La Mesilla, no Novo México. Brokeback Mountain levou apenas dois meses para ser filmado, entre os dias 14 de junho e 15 de agosto de 2004.[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Sucesso crítico[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
All Movie Guide 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg[4]
BBC 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[5]
Chicago Sun-Times 4 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svg[6]
Chicago Tribune 3.5 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svg[7]
Empire 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[8]
Filmcritic 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[9]
Premiere 4 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svg[10]
Rolling Stone 4 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svg[11]
Film Threat 2 de 5 estrelas.Star full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[12]

Além de bem recebido pelo público, Brokeback Mountain também foi muito bem recebido pela crítica especializada. Baseando-se em quarenta e uma críticas de influentes jornais e revistas, o site Metacritic constatou que 87% destas eram positivas.[13] Assim sendo, o filme foi eleito o quinto melhor de 2005 pelo site.[14] De acordo com o site Rotten Tomatoes, das duzentas e vinte e uma críticas registradas, também 87% foram favoráveis.[15]

Sucesso comercial[editar | editar código-fonte]

Brokeback Mountain custou cerca de 14 milhões de dólares para ser produzido (excluindo-se os 5 milhões investidos em marketing). Arrecadou aproximadamente 200 milhões de dólares nas bilheterias de todo o mundo, o que representa um lucro cerca de doze vezes maior que seu custo de produção. O filme lucrou mais de 80 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos (o que representa cerca de 41.5% do lucro total),[16] transformando-o no oitavo filme dramático de romance com melhor bilheteria naquele país.[17]

  • Lucro nacional (EUA): US$ 83.043.761 (41,5%)
  • Lucro internacional: US$ 117.018.998 (58,5%)
  • Lucro total: US$ 200.062.759 (aproximadamente R$ 480.150.621,60, segundo a cotação de dezembro de 2005) [18]

Banimento e controvérsia[editar | editar código-fonte]

  • Bahamas

Na República das Bahamas, Brokeback Mountain foi proibido em decisão feita pelo Escritório de Controle do país, que justificou o ato por que o filme contém "cenas extremas de homossexualidade, pessoas nuas, vulgaridades que não podem trazer nenhum valor positivo ao público das Bahamas". Imediatamente surgiram protestos de grupos homossexuais no país caribenho.

  • China

Na República Popular da China, o filme não teve sua exibição garantida pelo governo. As razões dadas foram que o público seria pequeno, o que não justificaria o lançamento comercial. De acordo com a mídia internacional, o governo não permitiu o lançamento do filme porque ainda é hostil quanto à homossexualidade. Apesar disto, a mídia local elogiou o diretor do filme, Ang Lee (nascido na Ilha de Taiwan, atual República Democrática da China), que se tornou o primeiro diretor de cinema chinês a receber um Oscar. Cópias piratas de DVD foram distribuídas no país. Foi exibido na Taiwan nativa de Lee e estreou em Hong Kong em 23 de fevereiro de 2006.

  • Estados Unidos

Brokeback Mountain foi o estopim de uma grande polêmica midiática nos Estados Unidos quando foi banido, um dia antes de sua estreia, da rede de cinemas de Larry H. Miller, integrante da igreja mórmon e dono do time de basquete Utah Jazz. Aproximadamente um ano após a controvérsia, quando o ex-jogador da NBA John Amaechi se declarou homossexual, Miller se desculpou por ter banido o filme de sua rede de cinemas dizendo que agiu de maneira estúpida. No entanto, afirmou que não sabe como reagiria se um dos jogadores de seu time fosse homossexual.

No dia 13 de março de 2007, a família de Jessica Turner, uma garota de 12 anos de idade, processou a Secretaria de Educação de Chicago em mais de quatrocentos mil dólares por causa da exibição de Brokeback Mountain à classe de Turner por uma professora substituta.[19] [20]

  • Oriente Médio

No Oriente Médio, o filme transformou-se em questão política. A homossexualidade ainda é crime na maior parte das nações daquela região (sendo punida com pena de morte na Arábia Saudita e no Irã com frequência, e com menor comando expresso de execução do governo central embora ainda assim presente no Afeganistão, no Iraque e nos Emirados Árabes Unidos), ou ao menos tabu nas poucas onde não é ilegal (como no Brasil, turcos gays não são protegidos da discriminação e de crimes de ódio, e jordanianos gays são proibidos de adotar crianças mesmo que enquanto indivíduos) – a presença da religião nestas sociedades se faz muito mais forte e presente, e é usada como instrumento de pressão a grupos que a sociedade vê como desleais, antissociais, blasfêmicos ou obscenos, e o laicismo e os direitos humanos ainda estão distantes dos padrões da maioria dos países ocidentais, incluso latino-americanos.

Foi oficialmente banido pelo governo dos Emirados Árabes Unidos. No Líbano, país que até três décadas antes da estreia do filme tinha maioria cristã, e um dos únicos países desta região onde o trabalho de Lee pode ser exibido, algumas cenas foram censuradas. Na Turquia, o filme foi exibido, mas foi proibido para menores de dezoito anos de idade pelo governo. Em Israel, onde existem leis que protegem os homossexuais contra a discriminação verbal, foi apresentada a versão completa original.

  • Itália

Em dezembro de 2008, o canal de televisão pública generalista italiano Rai Due exibíu o filme, com corte de três cenas básicas para a compreensão do mesmo. São elas: a cena em que Jack e Enis fazem sexo anal no acampamento, num impulso repentino, a cena em que Jack e Enis assumem o amor que sentem um pelo outro e, dão o primeiro beijo e depois se enchem mutuamente de carinho, ainda no acampamento e, por fim, a cena em que os dois se beijam de fronte da casa de Enis e, são vistos por Alma, esposa de Enis. A estação foi alvo de imensas queixas por homofobia e discriminação. O argumento dado foi o de, por ser ter sido exibido durante a tarde, não ferir a susceptibilidade de espectadores mais jovens. Porém, o diretor da estação Claudio Petruccioli, exibiu um pedido público de desculpas, anunciando exibir o filme completo cerca de três meses depois, sem cortes, mas a um horário tardio, 23h e 45m, com círculo vermelho no canto superior direito do ecrã, para ser mais dificilmente visto por espectadores mais novos.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Prêmios
Óscar (Oscars)
Categoria Vencedor(es)
Melhor direção Ang Lee
Melhor roteiro adaptado Larry McMurtry e Diana Ossana
Melhor trilha-sonora original Gustavo Santaolalla
BAFTA Film Awards
Categoria Vencedor(es)
Melhor filme do ano Diana Ossana e James Schamus
Melhor direção (prêmio David Lean) Ang Lee
Melhor ator coadjuvante Jake Gyllenhaal
Melhor roteiro adaptadao Larry McMurtry e Diana Ossana
Melhor trilha-sonora original Gustavo Santaolalla
Festival Internacional de Cinema de Veneza
Categoria Vencedor(es)
Leão de Ouro de melhor filme Ang Lee
Globo de Ouro
Categoria Vencedor(es)
Melhor filme dramático Diana Ossana e James Schamus
Melhor direção Ang Lee
Melhor roteiro Larry McMurtry e Diana Ossana
Melhor canção original Gustavo Santaolalla (música)
e Bernie Taupin (letra)
por "A Love That Will Never Grow Old"
Independent Spirit Awards
Categoria Vencedor(es)
Melhor filme Diana Ossana e James Schamus
Melhor direção Ang Lee
MTV Movie Awards
Categoria Vencedor(es)
Melhor ator Jake Gyllenhaal
Melhor cena de beijo Heath Ledger e Jake Gyllenhaal
National Board of Review
Categoria Vencedor(es)
Melhor direção Ang Lee
Melhor ator coadjuvante Jake Gyllenhaal
Satellite Awards
Melhor filme dramático Diana Ossana e James Schamus
Melhor direção Ang Lee
Melhor edição Geraldine Peroni e Dylan Tichenor
Melhor canção original Gustavo Santaolalla (música)
e Bernie Taupin (letra)
por "A Love That Will Never Grow Old"
Indicações:
Óscar (Oscars)
Categoria Indicado(s)
Melhor filme do ano Diana Ossana e James Schamus
Melhor ator principal Heath Ledger
Melhor ator coadjuvante Jake Gyllenhaal
Melhor atriz coadjuvante Michelle Williams
Melhor fotografia Rodrigo Prieto
BAFTA Film Awards
Melhor ator principal Heath Ledger
Melhor atriz coadjuvante Michelle Williams
Melhor fotografia Rodrigo Prieto
Melhor edição Geraldine Peroni e Dylan Tichenor
Melhor trilha-sonora original Gustavo Santaollalla
Prêmio Bodil
Melhor filme estadunidense Ang Lee
César
Melhor filme estrangeiro Ang Lee
Prêmio David di Donatello
Melhor filme estrangeiro Ang Lee
Globo de Ouro
Melhor ator em um filme dramático Heath Ledger
Melhor atriz coadjuvante em um filme Michelle Williams
Melhor trilha-sonora original Gustavo Santaolalla
Grammy Awards
Melhor álbum de trilha-sonora Gustavo Santaolalla (produtor)
Independent Spirit Awards
Melhor ator Heath Ledger
Melhor atriz coadjuvante Michelle Williams
National Board of Review
Melhor filme Diana Ossana e James Schamus
Melhor ator Heath Ledger
Screen Actors Guild Awards
Melhor ator principal Heath Ledger
Melhor ator coadjuvante Jake Gyllenhaal
Melhor atriz coadjuvante Michelle Williams
Melhor elenco em um filme Todos os atores

Data de lançamento e bilheteria por país[editar | editar código-fonte]

Data de lançamento[21] País Bilheteria[22]
9 de dezembro de 2005 Estados Unidos da América US$83.025.853
23 de dezembro de 2005 Canadá
6 de janeiro de 2006 Reino Unido £9.469.032
18 de janeiro de 2006 França 1.044.624 (ingressos vendidos)
3 de fevereiro de 2006 Brasil 757.953 (ingressos vendidos)
Suécia SEK 14.138.771
20 de janeiro de 2006 Itália €4.320.304
9 de Fevereiro de 2006 Portugal
16 de fevereiro de 2006 Países Baixos €1.315.583
24 de fevereiro de 2006 Polônia $193.625 (primeira semana)
9 de março de 2006 Alemanha 1.371.668 (ingressos vendidos)

Classificação indicativa[editar | editar código-fonte]

Devido à sua controversa natureza, a classificação indicativa do filme variou bastante de um país para o outro (por exemplo, foi classificado como livre na França e na Bélgica, enquanto foi proibido para menores de 21 anos de idade em Singapura). Abaixo segue uma lista com a classificação indicativa do filme em alguns dos locais onde foi lançado:

País Classificação Especificações
Alemanha FSK 12 Quem tem 12 anos ou mais (mais novos só acompanhados)
Argentina 16 Quem tem 16 anos ou mais
Austrália M Maiores de 18 anos (menores só acompanhados)
Bélgica KT Livre
Brasil 16 Quem tem 16 anos ou mais
Canadá 14A Quem tem 14 anos ou mais
Canadá (Quebec) 13+ Maiores de 13 anos
Chile 14 Maiores de 14 anos
Coreia do Sul 15 Quem tem 15 anos ou mais
Dinamarca 11 Maiores de 11 anos (mais novos só acompanhados)
Espanha 13 Maiores de 13 anos
Estados Unidos R Maiores de 18 anos (menores só acompanhados)
França U Livre
Finlândia K-11 Quem tem 11 anos ou mais (mais novos só acompanhados)
Hong Kong IIIB Maiores de 18 anos (menores só acompanhados)
Índia A Maiores de 18 anos (menores só acompanhados)
Irlanda 16 (cinema)
18 (VHS/DVD)
Islândia 12 Maiores de 12 anos (mais novos só acompanhados)
Japão PG-12 Maiores de 12 anos (mais novos só acompanhados)
México B Quem tem 12 anos ou mais (mais novos só acompanhados)
Noruega 11 Quem tem 11 anos ou mais (mais novos só acompanhados)
Países Baixos 12 Maiores de 12 anos
Polônia 18 Maiores de 18 anos
Portugal M/12 Quem tem 12 anos ou mais (mais novos só acompanhados)
Reino Unido 15 Maiores de 15 anos
Singapura R21 Maiores de 21 anos
Suécia 7 Maiores de 7 anos (mais novos só acompanhados)
Suíça 14 Maiores de 14 anos (mais novos só acompanhados)
Taiwan R Maiores de 18 anos

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Joel Schumacher e Gus Van Sant - ambos abertamente gay - estiveram cotados para dirigir o filme.
  • O pôster do filme foi inspirado no de Titanic, após o produtor James Schamus ter pesquisado os posteres dos cinquenta filmes que considera os "mais românticos de todos os tempos".
  • Durante as filmagens, Heath Ledger rodou uma cena de nudez frontal, na sequência em que o seu personagem e o de Jake Gyllenhall - que para essa cena usou um dublê - pulavam sem roupas num rio. O diretor, temendo a censura, deixou a cena de fora da edição final do trabalho. Fotos deste momento, entretanto, realizadas por um paparazzo portando uma câmera digital terminaram espalhando-se posteriormente pela Internet.
  • Heath Ledger quase quebrou o nariz de Jake Gyllenhaal ao rodarem uma cena de beijo.
  • Durante as filmagens Heath Ledger iniciou um relacionamento de mais de dois anos com Michelle Williams, que acabou se tornando a mãe de Matilda Rose, sua única filha. Jake Gyllenhall é o padrinho da menina.
  • O diretor de fotografia Rodrigo Prieto aparece numa curta cena de Brokeback Mountain: ele é o michê que o personagem de Jake Gyllenhaal escolhe no México.
  • O filme ganhou o MTV Movie Award de Melhor Beijo (Ledger-Gyllenhaal). Esta é a segunda vez em que um casal de homens recebe o prêmio desde que este foi instituído.
  • Brokeback Mountain foi eleito, com quase 38% dos votos, o "filme mais romântico de 2005" no site Box Office Mojo.[23]
  • Jack Twist também é o nome de um personagem gay da série de livros House of Night, lançada em 2007, o nome foi dado em homenagem ao personagem do filme. Na série também tem um personagem chamado Heath.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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