O Seminarista

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O Seminarista é um romance de Bernardo Guimarães, publicado em 1872.

Nessa obra dramática, o autor investe contra o celibato religioso e o autoritarismo das famílias do século XIX, que impediam o jovem de seguir um caminho escolhido.

[editar] Resumo da obra

O Seminarista narra o drama de Eugênio e Margarida que, na infância passada no sertão mineiro, estabelecem uma amizade que logo vira paixão. O pai de Eugênio, indiferente aos sentimentos do filho, obriga-o a ir para um seminário. Dilacerado entre o amor e a religiosidade, Eugênio segue para o mosteiro. Além disso, o livro também mostra a ação patriarcal, ou seja, o sr Antunes manda e a sra Antunes não pode interferir. Tanto é que nem nome ela recebe, é chamada pelo sobrenome do marido.

Embora todo o sofrimento da perda amorosa, o jovem dedica-se à vida espiritual e acaba ordenando-se sacerdote. Volta então à aldeia natal para rezar a sua primeira missa. Lá encontra a sua antiga paixão, Margarida, que está à beira da morte. Os dois não resistem ao impulso afetivo e mantêm relações. Em seguida, a heroína morre. Eugênio,ao iniciar a missa de um defunto, descobre que aquele era Margarida e assim enlouquece de dor afetiva e moral. Joga sua roupa de padre no chão e sai correndo pela porta principal da igreja. Desesperado. Sem controle. Estava louco.

Apesar de sua dimensão melodramática sentimental e filocontrabandista, o romance apresenta uma das mais veementes críticas ao patriarcalismo em toda a literatura do século XIX.


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