O Zero e o Infinito

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O Zero e o Infinito (no original, Darkness at Noon) é um romance escrito por Arthur Koestler e publicado em 1941.

O personagem principal do romance, o fictício e velho militante Rubachov é inspirado nos líderes bolcheviques aniquilados pelo regime estalinista durante o Grande Expurgo na União Soviética. O livro relata as reflexões do preso político e o processo que o conduz à morte.[1] [2]

Influência[editar | editar código-fonte]

Folheto para uma adaptação teatral de "Darkness at Noon", de Sidney Kingsley de 1953

Escritores interessados nas lutas políticas da época acompanharam Koestler e outros europeus de perto. O escritor britânico George Orwell escreveu: "Rubashov poderia ser chamado de Trotsky, Bukharin, Rakovski ou alguma outra figura relativamente civilizada entre os velhos bolcheviques.[3] Em 1944, Orwell observou que as melhores obras sobre política em inglês estava sendo feito por europeus e não-nativos britânicos, em seu ensaio sobre a discutida obra de Koestler, Darkness at Noon.[4]

Comunistas americanos e europeus consideraram O Zero e o Infinito como anti-estalinista e anti-URSS. Na década de 1940, vários roteiristas de Hollywood ainda eram comunistas, geralmente foram atraídos para o partido durante as crises económicas e sociais da década de 1930. De acordo com Kenneth Lloyd Billingsley em um artigo publicado em 2000, os comunistas consideraram o romance de Koestler importante o suficiente para evitar a sua adaptação para o cinema.[5]

Referências

  1. Koestler, Arthur. Darkness at Noon. [S.l.]: Scribner, 1941. ii pp.
  2. Calder, Jenni. Chronicles of Conscience: A Study of George Orwell and Arthur Koestler. [S.l.]: Martin Secker & Warburg Limited, 1968. 127 pp.
  3. George Orwell, Arthur Koestler. Essay, at www.george-orwell.org[ligação inativa]
  4. Orwell, "Arthur Koestler (1944)", in Collected Essays, (1944), ebooks at University of Adelaide, accessed 25 June 2012
  5. Kenneth Lloyd Billingsley,"Hollywood's Missing Movies: Why American Films Have Ignored Life under Communism", in Reason Magazine, June 2000

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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