O Despertar da Primavera (peça)

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O despertar da primavera (em alemão: Frühlings Erwachen) é a maior peça do dramaturgo alemão Frank Wedekind e um trabalho seminal da historia moderna do teatro.[1] Foi escrito entre o outono de 1890 e a primavera de 1891, mas não recebeu a sua primeira atuação antes de 20 Novembro de 1906, quando foi premiado pela Deutsches Theater em Berlim sob a direção de Max Reinhardt. Esta levou o sub-título de A tragédia infantil.[2] A peça critica a sociedade alemã do fim do século XIX que possuía uma cultura que oprimia a sexualidade e é uma dramatização viva de fantasias eróticas.[3] Como é obvio, a peça foi frequentemente censurada.

A sua primeira atuação em inglês foi no ano de 1917 na cidade de Nova Iorque. Nesta cidade a peça foi também ameaçada de censura.[4]

A sua adaptação musical foi feita em off broadway em 2006 e movida para Broadway, onde ganhou 8 tony awards, incluindo o premio de melhor musical.

No Brasil, o musical surgiu por ação de Charles Möeller e Claudio Botelho, no Rio de Janeiro, em 21 de Agosto de 2009.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Wendla Bergmann: Esta rapariga completa 14 no inicio da peça. Expõe as suas duvidas acerca da fecundação mas nunca chega a obter respostas. É violada por Mechior no meio do segundo ato e engravida deste sem saber o que estava a fazer e antes de saber de onde os bebes vêm. Toma a pilula para tentar abortar mas acaba por morrer.

Melchior Gabor: Melchior têm 14 anos e é um jovem inteligente, de boas famílias sendo considerado o terceiro melhor aluno da sua turma. Desde cedo que se questiona sobre a sexualidade, sobre ética e religião. Este torna-se ateu após se ter questionado e adepto de filosofias que se baseiam no instinto humano. É o melhor amigo de Moritz e conversa com este durante a peça sobre sexualidade. Por ter mais conhecimento deste ramo que Stiefel, acaba escrevendo um "livro" ilustrado onde explica a sexualidade destinado a esclarecer Moritz. Melchior sente-se atraído por Wendla mas também se sente intrigado por não compreender o porque de esta ajudar os pobres e ter prazer, e também pelo facto de este "prazer" ser uma prova a favor perante Deus. Num nos encontros com Weldla este acaba por a violar e engravidar. No fim os seus pais mandam-no para um reformatório sob a acusação de ser responsável pela morte de Wendla e Moritz.

Moritz Stiefel: Moritz é o melhor amigo de Melchior. É um adolescente cheio de duvidas, inseguro e sexualmente inculto, ao mesmo tempo é um rapaz nervoso e muito bipolar. Não é capaz de assumir a responsabilidade de ter nascido e suicida-se devido a não conseguir ter vivido o que pra ele seria o mais humano, ter feito sexo.

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Ilse: Um amiga de infância de Melchior, Moritz e Wendla. Tem um vida boêmia e é amante de vários pintores`. É a ultima pessoa que fala com Moritz antes da sua morte.

Hanschen (Hänschen) e Ernst: São dois amigos de Melchior que descobrem que são gays. Durante a peça confessam o seu amor um ao outro.

Otto, Georg, Lämmermeier e Robert: Colegas de Moritz e Melchior. Riram-se de Moritz quando este ameaçou matar com um tiro. Otto teve um sonho sexual com a mãe

Thea e Martha: São as amigas de Wendla. Martha tem um fixação por Moritz. Thea sente-se atraída por Melchior.

Frau Bergmann: Mãe de Wendla que não aceita a fato de a sua filha crescer rapidamente e recusa contar-lhe a verdade sobre a reprodução.

Fanny Gabor: Mãe de Melchior. Confia no seu filho e recusa que este va para um reformatório

Herr Gabor: Pai de Melchior.

Sonnenstich: Diretor da escola que expulsa Melchior por ter escrito o "livro" ilustrado

Knuppeldick, Zungenschlag, Fliegentod, Hungergurt: Professoras da escola de Melchior

Pastor Kahlbauch: O pároco da cidade. Realiza o funeral de Moritz.

O homem mascarado: Um misterioso e estranho indivíduo que aparece no final e devolve a esperança a Melchior.

Referências

  1. Banham (1998, 1189) and Boa (1987, 26).
  2. Bond and Bond-Pablé (1993, 1).
  3. Boa (1987, 26).
  4. Bentley (2000, viii).

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Banham, Martin, ed. 1998. "Wedekind, Frank." In The Cambridge Guide to Theatre. Cambridge: Cambridge University Press. 1189-1190. ISBN 0521434378.
  • Bentley, Eric. 2000. "Introduction." In Spring Awakening:Tragedy of Childhood. Applause Books. ISBN 1557832455, ISBN 9781557832450.
  • Boa, Elizabeth. 1987. The Sexual Circus: Wedekind's Theatre of Subversion. Oxford and New York: Basil Blackwell. ISBN 0631142347.
  • Bond, Edward and Elisabeth Bond-Pablé, trans. 1993. Wedekind: Plays One. By Frank Wedekind. Methuen World Classics ser. London: Methuen. ISBN 0413675408.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]