O Pianista

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The Pianist
O Pianista (PT/BR)
Pôster de divulgação
 França
Alemanha
 Reino Unido
 Polónia

2002 •  cor •  150 min 
Produção
Direção Roman Polanski
Produção Roman Polanski
Robert Bermussa
Alain Sarde
Roteiro Ronald Harwood
Elenco original Adrien Brody
Thomas Kretschmann
Emilia Fox
Frank Finley
Maureen Lipman
Michał Żebrowski
Género Drama
Biográfico
Idioma original Inglês
Alemão
Russo
Música Wojciech Kilar
Frederic Chopin
Cinematografia Paweł Edelman
Edição Hervé de Luze
Distribuição Focus Features
Lançamento 6 de setembro de 2002
Orçamento US$ 35.000.000
Receita US$ 120.072.577

IMDb: (inglês) (português)
Projeto CinemaPortal Cinema

The Pianist (br/pt: O Pianista) é um filme de 2002 dirigido por Roman Polanski e estrelado por Adrien Brody. É baseado na autobiografia de mesmo nome escrito pelo músico polonês Władysław Szpilman.

O filme venceu três Oscars, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Ainda foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Edição.

Índice

[editar] Enredo

Info Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

Władysław Szpilman, um famoso pianista judeu-polonês que trabalha na rádio de Varsóvia, vê seu mundo ruir com o começo da Segunda Guerra Mundial e a Invasão da Polônia em 1 de setembro de 1939. Após a estação de rádio ser bombardeada pelos alemães, Szpilman vai para casa e descobre que o Reino Unido e a França declararam guerra contra a Alemanha Nazista. Ele e sua família se alegram achando que a guerra vai acabar logo.

Quando a urss assume o controle de Varsóvia após a saída da Wehrmacht, as condições de vida da população judia rapidamente se deterioram e seus direitos são gradualmente retirados: primeiro eles limitam a quantidade de dinheiro para cada família, depois eles devem usar faixas nos braços com a Estrela de Davi para serem identificados e, eventualmente, no Dia das Bruxas de 1940, eles são forçados a ir para o Gueto de Varsóvia. Lá eles enfrentam a fome, perseguição, humilhação e o medo sempre presente de morte e tortura. Os nazistas ficam cada vez mais sadistas e as famílias presenciam muitos horrores infligidos a outros judeus.

A família de Szpilman, junto com outras centenas, são colocadas como parte da Operação Reinhard para deportação até um campo de extermínio em Treblinka. Enquanto os judeus são forçados a entrar em vagões de trem, Szpilman é salvo no último segundo por um policial do gueto, que era seu amigo. Separado de sua família e entes queridos, ele consegue sobreviver. Primeiro ele é colocado em uma unidade de reconstrução alemã como um trabalhador escravo. Durante esse tempo, um outro trabalhador judeu confidencia a Szpilman duas informações críticas. Primeira: muitos judeus que estão vivos sabem que os alemães planejam matá-los. Segunda: que um levante contra os alemães está sendo preparado. Szpilman se oferece para ajudar. Ele é colocado para contrabandear armas para dentro do gueto, quase sendo pego em um momento.

Mais tarde, antes do levante começar, Szpilman decide se esconder fora do gueto, contando com a ajuda de não-judeus que ainda se lembram dele, como um antigo trabalhador da rádio. Enquanto se escondia, ele testemunha vários horrores cometidos pela SS. Em 1943, ele finalmente testemunha o Levante do Gueto de Varsóvia que ele ajudou a formar e o que aconteceu a seguir, com a SS entrando no gueto e matando quase todos os judeus. Um ano se passa e a vida em Varsóvia se deteriora. Szpilman é forçado a fugir de seu esconderijo quando o vizinho de seu apartamento descobre sua presença e ameaça delatá-lo. Em seu segundo esconderijo, perto de um hospital militar alemão, ele quase morre de icterícia e desnutrição.

Em agosto de 1944, a resistência polaca monta a Revolta de Varsóvia contra a ocupação alemã. Szpilman testemunha insurgentes poloneses lutarem contra os alemães pela sua janela. Novamente, ele quase morre quando um tanque alemão atira no apartamento em que ele estava se escondendo. Varsóvia é virtualmente arrasada como resultado do conflito. Após a população sobrevivente ser deportada para fora das ruínas da cidade e da SS fugir do avanço do Exército Vermelho, Szpilmam é deixado sozinho. Em prédios ainda em pé, ele procura desesperadamente por comida. Enquanto ele tenta abrir uma lata de picles, Szpilman é descoberto pelo capitão de Wehrmarcht Wilm Hosenfeld. Interrogando Szpilmam, e descobrindo que ele é um pianista, Hosenfeld pede que ele toque algo no piano que ainda sobrevive no prédio. O decrépito Szpilman, apenas uma sobra do grande pianista que ele fora, toca uma versão abreviada da Balada em Sol menor, de Frédéric Chopin.

Hosenfeld deixa Szpilman continuar se escondendo no prédio, dando a ele comida regularmente, salvando sua vida. Algumas semanas se passam e as forças alemães devem evacuar de Varsóvia devido ao avanço do Exército Vermelho. Antes de ir embora, Hosenfeld pergunta a Szpilman seu nome e, ao ouvi-lo, diz que ele está apto para ser pianista (Szpilman sendo a versão polonesa do alemão Spielmann, que significa "homem que toca"). Ele promete ouvi-lo na rádio de Varsóvia. Ele dá a Szpilman seu casaco da Wehrmacht e vai embora. Mais tarde, esse casaco quase mata Szpilman quando tropas polonesas, libertando as ruínas de Varsóvia, o confundem com um oficial alemão. Ele consegue convencê-los que ele era polonês.

Um grupo de recém libertados prisioneiros de um campo de concentração passam por um grupo de prisioneiros alemães. Um machucado prisioneiro alemão, que era na verdade Hosenfeld, chama os ex-prisoneiros. Ele implora para um deles, um violinista conhecido de Szpilman, para contactá-lo para que possam libertá-lo. Szpilman, que voltou a tocar na Rádio de Varsóvia, vai ao local tarde demais, todos os prisioneiros haviam sido removidos sem deixar rastros. Na última cena, ele toca Grand Polonaise brillante para uma grande plateia em Varsóvia. Antes dos créditos é mostrado que Szpilman continuou a viver em Varsóvia até sua morte em 2000 e que Hosenfeld morreu em 1952 em um campo de prisioneiros da KGB, porém foi postumamente honrado por salvar a vida de Szpilman.

Info Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo (spoilers).

[editar] Elenco

  • Adrien Brody .... Władysław Szpilman
  • Thomas Kretschmann .... Capitão Wilm Hosenfeld
  • Emilia Fox .... Dorota
  • Michał Żebrowski .... Jurek
  • Ed Stoppard .... Henryk
  • Maureen Lipman .... Mãe Szpilman
  • Frank Finlay .... Pai Szpilman
  • Jessica Kate Meyer .... Halina
  • Julia Rayner .... Regina
  • David Singer .... Hansell
  • Richard Ridings .... Sr. Lipa
  • Daniel Caltagirone .... Majorek
  • Valentine Pelka .... Marido de Dorota

[editar] Produção

A história tem conexões com o diretor Roman Polanski, porque ele escapou do Gueto de Cracóvia quando criança após a morte de sua mãe. Ele viveu na fazenda de um polonês até o fim da guerra. Seu pai quase morreu nos campos de concentração, porém eles se reencontraram ao final de guerra.

Joseph Fiennes era a primeira escolha de Polanski para o papel principal, porém ele teve de recusar devido a compromissos com o teatro. Mais de 1400 atores fizeram testes para o papel de Władysław Szpilman. Insatisfeito com todos, Polanski procurou Adrien Brody, que ele achou ser ideal para o papel após encontrá-lo em Paris.

As filmagens começaram em 9 de fevereiro de 2001, no Studio Babelsberg, em Potsdam. O Gueto de Varsóvia e a cidade ao redor foram recriados em Babelsberg como eles seriam durante a guerra. Antigos quartéis soviéticos foram usados para recriar a cidade em ruínas.

Após as filmagens nos quartéis, a produção foi para uma vila em Potsdam que serviu como locação onde Szpilman encontra Hosenfeld. Em 2 de março de 2001 as filmagens foram para um hospital militar soviético abandonado em Beelitz, na Alemanha. Em 15 de março as filmagens dentro do estúdio começaram. A primeira cena filmada foi a que Szpilman presencia a resistência dos judeus do gueto atacando os alemães. A cena foi complexa para ser filmada devido aos inúmeros dublês e explosões. As filmagens no estúdio terminaram em 26 de março e foram para Varsóvia em 29 de março. O bairro de Praga, na capital polonesa, foi escolhido para as filmagens devido a abundância de prédios originais. O departamento de arte recriou propagandas e cartazes originais da época que foram colocados nos prédios.

As filmagens terminaram em julho de 2001 e foram seguidas por duas semanas de pós-produção.

[editar] Prêmios e indicações

Oscar 2003 (EUA)

Globo de Ouro 2003 (EUA)

  • Indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Ator - Drama (Adrien Brody).

BAFTA 2003 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme e Melhor Diretor (Roman Polanski).
  • Indicado nas categorias de Melhor Ator (Adrien Brody), Melhor Roteiro Adaptado (Ronald Harwood), Melhor Trilha Sonora (Wojciech Kilar), Melhor Fotografia (Paweł Edelman) e Melhor Som.

Prêmio César 2003 (França)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme, Melhor Diretor (Roman Polanski), Melhor Ator (Adrien Brody), Melhor Fotografia (Paweł Edelman), Melhor Som, Melhor Trilha Sonora (Wojciech Kilar) e Melhor Desenho de Produção.
  • Indicado nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado (Ronald Harwood), Melhor Edição (Harvé de Luize) e Melhor Figurino (Anna B. Sheppard).

Festival de Cannes 2002 (França)

Prêmio Goya 2003 (Espanha)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Europeu.

Grande Prêmio Cinema Brasil (Brasil)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Academia Japonesa de Cinema 2004 (Japão)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 2003 (Itália)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

[editar] Ligações externas


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