Ob-La-Di, Ob-La-Da

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
"Ob-La-Di, Ob-La-Da"
Canção de The Beatles
do álbum The Beatles
Lançamento 22 de novembro de 1968
Gravação Abbey Road Studios
3 de julho de 1968
Gênero(s) Pop Rock, Ska, Reggae, Dub
Duração 3:08
Gravadora(s) Apple Records
Composição Lennon/McCartney
Produção George Martin
Faixas de The Beatles
Lado um
  1. "Back in the U.S.S.R."
  2. "Dear Prudence"
  3. "Glass Onion"
  4. "Ob-La-Di, Ob-La-Da"
  5. "Wild Honey Pie"
  6. "The Continuing Story of Bungalow Bill"
  7. "While My Guitar Gently Weeps"
  8. "Happiness Is a Warm Gun"

Lado dois

  1. "Martha My Dear"
  2. "I'm So Tired"
  3. "Blackbird"
  4. "Piggies"
  5. "Rocky Raccoon"
  6. "Don't Pass Me By"
  7. "Why Don't We Do It in the Road?"
  8. "I Will"
  9. "Julia"

Lado 3

  1. "Birthday"
  2. "Yer Blues"
  3. "Mother Nature's Son"
  4. "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey"
  5. "Sexy Sadie"
  6. "Helter Skelter"
  7. "Long, Long, Long"

Lado 4

  1. "Revolution 1"
  2. "Honey Pie"
  3. "Savoy Truffle"
  4. "Cry Baby Cry"
  5. "Revolution 9"
  6. "Good Night"

"Ob-La-Di, Ob-La-Da" é uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles ou Álbum Branco, de 1968. Composta por Paul McCartney porém creditada à dupla Lennon-McCartney foi lançada como single tempos depois e alcançou grande sucesso no Reino Unido, onde tornou-se primeiro lugar nas paradas de sucesso britânicas em uma regravação com o grupo The Marmelade no mesmo ano do lançamento oficial pelos Beatles.[1]

Origens[editar | editar código-fonte]

Havia um músico nigeriano chamado Jimmy Scott, que era muito conhecido nos bares de Londres e sempre que via Paul o cumprimentava com a frase: “Ob-La-Di, Ob-La-Da, Life goes on, bra”, Algo como “Ob-La-Di, Ob-La-Da, a vida continua, irmão”. Mais tarde Jimmy processou McCartney por ter usado a frase e como título da canção. Porém McCartney rebateu dizendo que era uma frase comum dita pela tribo Yoruba e Scott apenas proferiu as palavras que significam “Life goes on” ou “A vida continua”. Paul disse em entrevista uma vez: “Vocês acham que eu usaria uma frase sem antes pesquisar seu significado?” Obviamente Scott perdeu a causa.

A canção é uma clara homenagem ao ritmo do Reggae, (visa-se a base de baixo e guitarra), que estava emergindo na Inglaterra dos anos 60, trazido pelos imigrantes jamaicanos, (Life goes on, bra), porém também é relacionado, pela base de piano, ao ritmo sulista dos EUA. A batida da música é muito peculiar e diferente de tudo que os Beatles vinham fazendo com a escala em SI bemol e mostrava mais uma faceta de criação de Paul McCartney.

Letra[editar | editar código-fonte]

A base da letra foi composta durante a meditação transcendental na Índia. Ele já tinha em sua cabeça o refrão citado por Jimmy Scott e após isso ele criou uma letra bobinha, porém de conteúdo muito alegre, que narra o encontro de Desmond e Molly Jones, que segue a linha de “Eleanor Rigby”, no caso de Molly Jones, já que esta é uma personagem fictícia. Já a personagem Desmond é um tributo a Desmond Dekker, lenda do reggae bastante apreciado pelos Beatles e que assim lhe prestaram homenagem.

Gravação[editar | editar código-fonte]

Geoff Emerick disse que a “cereja no bolo” para esgotar sua paciência foi as gravações de “Ob-La-Di, Ob-La-Da”. “Aquilo era um pesadelo técnico e levou mais de dez dias para terminar. Numa ocasião, no calor das tensões, George Martin se inclinou ao microfone e sugeriu à Paul como ele deveria cantar certa parte da canção e Paul simplesmente virou para a cabine e disse ‘Então venha cantar você!’”

Ainda segundo Geoff, John Lennon dizia abertamente que “odiava a canção” e a chamava de “a baladinha de merda do Paul”. Num dos dias de gravação, Lennon saiu para espairecer e retornou algumas horas depois, totalmente dopado, dizendo em alto e bom som que nunca tinha estado daquele jeito antes. Então ele se sentou no piano e tocou a introdução dizendo que era aquilo que a música precisava, um pouco de animação. Aqueles acordes foram parar na edição final.

Músicos[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A canção é referida em outra música desse álbum, “Savoy Truffle” de George Harrison (ver o tópico “Letra”).
  • A canção foi eleita, por uma votação on line, como “uma das melhores músicas de todos os tempos.”
  • A música era parte das “canções inapropriadas e banidas do Clear Channel, após os ataques de 11 de setembro, presume-se que seja pela parte “A vida continua”.
  • A música já ganhou muitas versões como Jimmy Cliff, No Doubt e Inner Circle, e a base é claramente uma influência na música “Peixuxa (O Amiguinho dos Peixes)” de Raul Seixas. A música está no disco “Novo Aeon” de 1975.
  • A música foi escolhida para o comercial brasileiro do carro Fiat 500 (Cinquecento), lançado em 2009.
  • Serviu de base para a música Why Don't You Get A Job, da banda estadunidense The Offspring.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Beatles (2000). The Beatles Anthology. São Francisco: Chronicle Books. ISBN 0-8118-2684-8.


Precedido por
"Lily the Pink" de The Scaffold
Número um na UK Singles Chart
(versão de Marmalade)

4 de janeiro de 196911 de janeiro de 1969
Sucedido por
"Lily the Pink" de The Scaffold
Precedido por
"Lily the Pink" de The Scaffold
Número um na UK Singles Chart
(versão de Marmalade)

18 de janeiro de 19691 de fevereiro de 1969
Sucedido por
"Albatross" de Fleetwood Mac