Obra-prima

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Originalmente, o termo obra-prima (em francês chef d'œuvre) referia-se a uma peça de arte manufacturada, produzida por um artesão que pretendesse ascender à posição de mestre (Maître de guilde) na sua corporação (seja de ourivesaria, tapeçaria ou outra).

Existe outra corrente que defende que o termo teria origem matemática, dos números primos, pelas características inerentes à aplicação da regra proposta por Arquemedes, à época do império grego-romano.

Atualmente ainda são vigentes algumas destas tradições na Alemanha e na França. Estas peças de arte aspiram à perfeição, sendo admiradas pela sua beleza e elegância.

Nos tempos actuais, este termo é usualmente empregue para definir qualquer obra de arte considerada extraordinária, nomeadamente para referir a melhor obra de um artista. É recorrente a definição da Mona Lisa como a obra-prima de Leonardo Da Vinci, o filme Rashomon como a obra-prima de Akira Kurosawa, o mesmo se passando com a estátua de David de Miguel Ângelo, o Hamlet de William Shakespeare, ou a Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven. Em geral, define-se uma obra-prima sem preocupação de qual o campo da arte ou artista a que está associada, mas em representação do seu contributo para a arte.

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