Octavio Ianni
Octavio Ianni (Itu, 13 de outubro de 1926 — São Paulo, 4 de abril de 2004) foi um sociólogo brasileiro.
Biografia [editar]
Octavio Ianni formou-se em ciências sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1954. Logo após a formatura, integrou o corpo de assistentes da Faculdade, na cadeira de Sociologia I, da qual Florestan Fernandes era o titular.
Foi um pensador devotado à compreensão das diferenças sociais, das injustiças a elas associadas e dos meios de superá-las.
Aposentado pelo AI-5 (e proibido de dar aulas na USP), foi para a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), integrou a equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), foi professor visitante e conferencista em universidades norte-americanas, latino-americanas e européias. Voltou à universidade pública como professor na Universidade Estadual de Campinas.
Ianni participou da chamada Escola de Sociologia Paulista, que traçou um panorama novo sobre o preconceito racial no Brasil. Ao lado de Florestan Fernandes e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é considerado um dos principais sociólogos do país. Nos últimos anos, dedicou seus estudos à globalização.
Suas principais obras são: "Cor e Mobilidade Social em Florianópolis" (1960, em colaboração com Fernando Henrique Cardoso), "Homem e Sociedade" (1961, em colaboração com Fernando Henrique Cardoso), "Metamorfoses do Escravo" (1962); "Industrialização e Desenvolvimento Social no Brasil" (1963), "Política e Revolução Social no Brasil" (1965), "Estado e Capitalismo no Brasil" (1965), "O Colapso do Populismo no Brasil" (l968).
Também devem ser citadas "A Formação do Estado Populista na América Latina" (1975), "Imperialismo e Cultura" (1976), "Escravidão e Racismo" (1978), "A Ditadura do Grande Capital" (1981), "Classe e Nação" (1986), "Dialética e Capitalismo" (1987), "Ensaios de Sociologia da Cultura" (1991), "A Sociedade Global" (1992)
Legado intelectual [editar]
Em suas pesquisas especializou-se na análise do populismo e do imperialismo.
Fez parte da chamada "Escola Paulista de Sociologia", cuja principal referência é Florestan Fernandes.
Na década de 1990, sua pesquisa se focou mais na crítica à nova ordem global. Foi um dos sociólogos mais influentes do Brasil.
Obras [editar]
- Cor e mobilidade social em Florianópolis, 1960 (em colaboração)
- Homem e sociedade, 1961
- As Metamorfoses do escravo, 1962
- Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, 1963
- Política e revolução social no Brasil, 1965
- Estado e capitalismo no Brasil, 1965
- O colapso do populismo no Brasil, 1968
- Estado e Planejamento Econômico no Brasil, 1971
- Raças e Classes Sociais no Brasil, 1972
- A formação do Estado populista na América Latina, 1975
- Imperialismo e cultura, 1976
- Escravidão e racismo, 1978
- Ditadura e Agricultura, 1979
- A ditadura do grande capital, 1981
- Revolução e cultura, 1983
- Classe e nação, 1986
- Dialética e capitalismo, 1987
- Ensaios de sociologia da cultura, 1991
- A sociedade global, 1992
- O Labirinto Latino - Americano, 1995
- Teorias da Globalização, 1996
- Enigmas da modernidade-mundo, 2000