Odontodactylus scyllarus

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Odontodactylus scyllarus

Odontodactylus scyllarus
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Subclasse: Hoplocarida
Ordem: Stomatopoda
Família: Odontodactylidae
Género: Odontodactylus
Espécie: O. scyllarus
Nome binomial
Odontodactylus scyllarus
(Linnaeus, 1758)

Odontodactylus scyllarus, conhecida como lagosta-boxeadora é uma espécie de tamarutaca nativa do Oceano Pacífico, de Guam até a África Oriental.[1] Em aquários de água salgada, é uma atração tanto pela coloração quanto pelo perigo.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O. scyllarus é uma das largas espécies de lagostas coloridas, chegando a 18 cm.[1] De coloração verde, com pernas laranjas e com a carapaça com estampas tipo leopardo.[1]

As lagostas-boxeadoras contam com olhos incríveis, que possuem três pontos focais cada e são capazes de enxergar do espectro ultravioleta ao infravermelho. Para que você tenha uma ideia, o olho humano contém milhões de células fotorreceptoras, entre elas os cones, que são as que nos permitem ver as cores. Nossos olhos possuem três tipos desses receptores — que respondem à luz azul, verde e vermelha —, que nos permitem perceber o espectro de cores que vemos. Os cães contam com apenas dois tipos de cones (verde e azul), e é por isso que eles vêm tons de azul, verde e um pouco de amarelo. Já as borboletas possuem cinco tipos de cones, o que significa que elas conseguem enxergar cores que o nosso cérebro é incapaz de processar. Contudo, as lagostas-boxeadoras contam com 16.

As lagostas-boxeadoras costumam ser encontradas próximo à costa de mares tropicais e subtropicais e são predadoras letais que se alimentam de caranguejos, camarões, moluscos e peixes. Na verdade, apesar de não serem muito grandes — entre 15 e 30 centímetros —, as tamarutacas são um verdadeiro pesadelo dos oceanos, sendo consideradas como um dos animais mais violentos do planeta.

Elas possuem duas patas superpoderosas na parte dianteira que, quando acionadas, são capazes de proferir um golpe com a mesma aceleração de um disparo de uma arma do calibre 22 e força de impacto de 60 kg/cm3. E isso em menos de 1/3.000 de segundo, o que significa que, se um humano pudesse acelerar os braços com 1/10 desse poder, seria possível lançar uma bola de baseball em órbita ao redor da Terra.

Essas patinhas se movem tão depressa que a água próxima a elas chega a ferver — em um fenômeno chamado supercavitação —, além de provocar uma onda de choque capaz de matar a presa mesmo que a lagosta erre o golpe. Assim, as tamarutacas matam outros animais, despedaçando os coitados, mesmo que contem com carapaças protetoras.

Seus membros são tão poderosos que os cientistas estão estudando a estrutura de suas células para desenvolver novas armaduras para as tropas de combate; A Força Aérea norte-americana “encomendou” uma pesquisa para o desenvolvimento de aeronaves militares mais resistentes com base no revestimento das patas golpeadoras do mantis; Existem estudos baseados na visão superpoderosa das tamarutacas para melhorar os componentes ópticos — como os dos leitores de CD e DVD, por exemplo.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Odontodactylus scyllarus vive em tocas que constrói nos fundos dos corais, ou através de buracos deixados por outros animais, em rochas e substratos próximos de corais de recifes a cerca de 40 metros de profundidade.[1]

São capazes de desferir um dos mais rápidos e violentos golpes do reino animal, seu soco fora registrado com uma velocidade de 80 km/h e aceleração similar a uma arma calibre .22. A força do impacto do soco é de 60 kg/cm²[2] . Essa força esmagadora é a responsável pelo seu título de "lagosta-boxeadora" e é capaz de facilmente quebrar a carapaça de um caranguejo, as conchas duras e calcificadas de gastrópodes ou até mesmo quebrar o vidro reforçado de um aquário[3] [4]


Referências

  1. a b c d (em inglês) Roy Caldwell. Species: Odontodactylus scyllarus. Roy's List of Stomatopods for the Aquarium. Página visitada em July 18, 2006.
  2. (em inglês) [S. N. Patek, W. L. Korff, and R. L. Caldwell, Volume 428, páginas=819–820 Deadly strike mechanism of a mantis shrimp]
  3. (em inglês) Editorial de USA Today acessado em 23 de abril de 2013
  4. BBC Science & Nature Mantis Shrimp

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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