Odor de santidade

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O odor de santidade, também designado como osmogênese milagrosa, constitui, de acordo com a tradição da igreja católica, uma fragrância emanada dos corpos dos santos, e sobretudo de seus estigmas.

Significado[editar | editar código-fonte]

O odor de santidade pode ser compreendido de duas formas:

  1. Um estado ontológico, não necessariamente relacionado com uma sensação olfativa real, que indica que seu possuidor se apresenta em estado de graça, ou seja, um estado caracterizado pela ausência de pecado mortal. É usado para referência ao estado da alma do fiel no momento da sua morte. Vários santos canonizados teriam morrido em odor de santidade.
  2. Um odor percepível pelo sentido olfativo, presente no momento da morte e em algum tempo subsequente.

Os santos e o odor de santidade[editar | editar código-fonte]

A expressão odor de santidade parece ter surgido na Idade média, quando muitos se tornavam santos por aclamação dos fiéis. Com a escassez de registros escritos, as evidências de santidade se resumiam frequentemente às lembranças daqueles que haviam convivido com indivíduo a quem se propunha outorgar o título de santo. A presença do odor de santidade teria um grande efeito persuasivo sobre as autoridades eclesiáticas na anuência de uma possível canonização.

Causa física[editar | editar código-fonte]

A explicação proposta pela ciência,[1] atribuída a J. B. S. Haldane, é que o odor de santidade se deveria simplesmente à acetona e ao ácido acetoacético gerados pela cetose devida ao estado de desnutrição causado pela prática do jejum religioso.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

A morte da santa Teresa de Ávila teria sido acompanhada de uma forte emanação, percebida em todo o mosteiro. Santa Teresa de Lisieux teria, em seguida de sua morte, emanado um forte aroma de rosas, que persistiu por vários dias. O sangue vertido dos estigmas do Padre Pio, teria também um odor floral.[2]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Clark, R. E. D.. (junho 1953). "The Spheres of Revelation and Science. What Are Their Limitations In Relation to Each Other". JASA 5: 8–17 pp..
  2. De Liso, Oscar. Padre Pio, the priest who bears the wounds of Christ. [S.l.]: McGraw-Hill, 1960. p. 102. LCC 60-15686