Odre

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Um odre de vinho.

Odre é como se chama um antigo recipiente feito de pele de animal, geralmente de cabra, usado para o transporte de líquidos.

Ganha especial expressão cultural pelo uso dado no Novo Testamento, na Parábola Vinho Novo em Odres Velhos de Jesus Cristo em que não se coloca vinho novo em odres velhos:

«Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.» (Mateus 9:17)[1]

Sua associação ao vinho vem dos antigos gregos que, nas festas denominadas bacanais, dedicadas ao deus Baco pela vindima desta bebida, era oferecido o sacrifício do bode com o qual se fabricaria o odre que a conservaria: sendo a morte de animais um ato anti-religioso, entre os antigos árias, tal dedicação ao deus os perdoaria do pecado de tirarem a vida daquele; era, então, entoado um hino trágico, chamado Canto do Bode.[2]

A parte sacrificial do rito a Baco diferia da parte profana; enquanto na primeira dava-se de modo contrito e sério, a segunda era pública e festiva. Nesta o cortejo era aberto por Sileno ou o próprio Baco, montados num burro, carregando o odre cheio do vinho.[2]

Referências

  1. Segundo a Bíblia de João Ferreira de Almeida de 1819
  2. a b Émile Boutroux. Origens da Poesia Helênica: O hino, a epopeia e o drama (em <código de língua não-reconhecido>). [S.l.]: Tipografia da Sociedade Propagadora..., 1867. 451 pp. vol. Volumes 17-18. ISBN.
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