Centro-Oeste Paulista

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O Centro-Oeste Paulista é uma grande região do Estado de São Paulo, que se destacou ao longo do século XIX e até a primeira metade do século XX, ao lado do Nordeste e Noroeste Paulista, como a principal região cafeeira do estado, grão que impulsionou a economia e a colonização local durante o período. Atualmente, a região ainda conta com forte presença do setor agropecuário em sua economia, que está associado a um significante crescimento do terceiro setor, desde o final do século XX.

Controvérsias Históricas[editar | editar código-fonte]

Em história do século XIX, quando se refere a Oeste Paulista, na verdade se refere à região de todo o Centro-Oeste Paulista, além do Nordeste e Noroeste Paulista, porém, desde a segunda metade do século XX, tal conceito não é mais aplicado, em virtude dos rumos distintos que as regiões tomaram, sendo o Oeste Paulista histórico, hoje dividido em Centro-Oeste Paulista, Nordeste Paulista e Noroeste Paulista.

Centro-Oeste Paulista[editar | editar código-fonte]

Engloba o que atualmente se conhece como Oeste Paulista e Centro Paulista. Desta forma, se constitui como parte do que atualmente se conhece como Oeste Paulista, as regiões de: Araçatuba, Assis, Presidente Prudente; e como parte do Centro Paulista, as regiões de: Bauru, Marília, Ourinhos,Jaú. O Oeste Paulista é abrangido pelo DDD 18 e o Centro, pelo DDD 14.

Nordeste Paulista[editar | editar código-fonte]

Engloba a área correspondente às regiões de Araraquara e Ribeirão Preto. A região é abrangida pelo DDD 16.

Noroeste Paulista[editar | editar código-fonte]

Engloba a região de São José do Rio Preto, coincidentemente a maior mesorregião do estado de São Paulo, sendo inteiramente abrangida pelo DDD 17.

História[editar | editar código-fonte]

Historicamente, antes da colonização por não índios, a presença humana existente era predominantemente marcada índios da etnia Kaigang, ao lado de outras etnias minoritárias, como os Guaranis, Ipó-Xavante, Terena e Krenak. Com a colonização por não-índios, que se deu a partir da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX, tais grupos acabaram se tornando minoritários, predominando a presença dos colonizadores não-índios, provenientes do exterior ou de outras partes do país. Atualmente, segundo dados da FUNAI em 2010, vivem na região cerca de 322 índios, das etnias Kaigang, Terena e Krenak, nas Reservas Índigenas Vanuire (localizada em Tupã) e Icatu (localizada em Braúna). Com a colonização impulsionada pela necessidade de expansão da produção cafeeira, colonos provenientes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Nordeste, além das regiões Litorânea, Sudoeste e Nordeste Paulista, se dirigiram em rumo ao Centro-Oeste Paulista. Esta primeira leva colonizadora, que tem como principal característica a demarcação de grandes latifúndios e a presença de uma colonização desorganizada, foi fator contributivo para o surgimento dos conflitos de terra no Pontal do Paranapanema, região de terras devolutas que fora ocupada por latifúndios neste período. Com a expansão da produção cafeeira rumo ao Oeste do estado de São Paulo, surgiu-se a necessidade do escoamento desta produção para o Porto de Santos, dando-se início a expansão das linhas férreas rumo ao interior do Estado. Com a vinda das estradas de ferro para o Centro-Oeste Paulista, a economia regional ganharia um novo impulso, se destacando em todo estado, pelo seu potencial cafeeiro.

Mapa da Província de São Paulo de 1886, mostrando a região atualmente conhecida como Oeste Paulista, como território despovoado (em verde).

Com a economia aquecida e a abolição da escravatura, deu-se início a segunda leva colonizadora da região. A necessidade de mão-de-obra para trabalhar nos cafezais fez com que os cafeicultores da região, assim como os cafeicultores do Noroeste e do Nordeste Paulista, trouxessem para suas propriedades, imigrantes europeus (Italianos, Espanhóis e Letões) ou asiáticos (Japoneses), para realizar tal função. A vinda dos colonos europeus e asiáticos vinha em contro com as teorias eugenistas, predominantes no fim do século XIX, todavia, o desejo do imigrante em se tornar proprietário de terras e os interesses nacionais, deram origem a Terceira Leva Colonizadora. A Terceira Leva Colonizadora fora marcada pelo planejamento colonizatório, feito através de companhias colonizadoras, como por exemplo a Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização (CAIC). Esta modalidade colonizadora deu-se em virtude da Crise de 1929, que afetou diretamente a produção cafeeira regional, não havendo outra escolha aos latifundiários, se não, lotear suas propriedades e vendê-las à colonos, em especial, de origem imigrante, que aspiravam em se tornar proprietários de terra na América. Posteriormente, a Colonização dos Territórios Despovoados do Oeste, era de interesse nacional, surgindo neste momento, a colonização da Alta Paulista, que se deu em torno da Estrada de Ferro Paulista, que ligava Bauru a Panorama. Na Alta Paulista, a colonização se deu através de colonos imigrantes, com destaque à cidade de Bastos, de predominância japonesa e o Distrito de Varpa, na cidade de Tupã, com predominância de colonos letões. A presença de cidades planejadas e de pequenas propriedades rurais, fizeram com que a colonização desta região se divergisse do restante da região, tornando-a peculiar, até os dias atuais.

Mapa da malha ferroviária da FEPASA em 1987.

A forte presença de colonos japoneses na região rendeu a visita do Príncipe Japonês Naruhito a cidade de Bastos, no ano de 2008, não sendo essa, a primeira vez que um membro da Família Imperial Japonesa à região, sendo que a primeira vez ocorreu em 1958, cinquenta anos antes da vinda do Príncipe Naruhito, quando o Princípe Mikasa, veio até Marília, nas comemorações do Cinquentenário da Imigração Japonesa no Brasil. Como ícones da forte presença da região, é comum a presença da arquitetura japonesa em algumas praças, sendo isto facilmente notado, na cidade de Bastos, marcada pela grande concentração de nipo-brasileiros, que ali residem e preservam suas culturas e tradições. Em virtude da colonização japonesa, a região ganhara o título de "Capital Nacional do Ovo", em função da grande quantidade de granjas construídas e mantidas por famílias nipo-brasileiras. Foi também em Bastos, que ocorrerá o primeiro crime da Shindo Renmei, que foi o assassinato do japonês Ikuta Mizobe, no dia 7 de março de 1946. A partir da segunda metade do século XX, a produção cafeeira local viria a enfraquecer e dar lugar a criação de bovinos e ao plantio de cana-de-açúcar, amendoim e algodão, gêneros que hoje se destacam no potencial da agricultura local. Todavia, o golpe final à Produção Cafeeira, se deu com a Geada Negra, sobrevivendo a produção cafeeira apenas na região de Marília, modificando totalmente o cenário econômico das regiões que ainda persistiam em se dedicar à cultura cafeeira. Após a Geada Negra e a desativação das estradas de ferro locais, inicia-se na região, um forte êxodo rural e consequentemente, um aquecimento do terceiro setor e o crescimento das áreas urbanas locais. Com a elevada taxa de urbanização das principais cidades da região, o crescimento dos latifúndios tornaria-se inevitável, fazendo que os grandes proprietários de terra, incorporassem as pequenas propriedades que pertenciam àqueles que deixavam a vida no campo, na esperança de conseguir uma vida melhor na cidade. Consequentemente, com a falta de oportunidades no interior, muitos dirigiram-se para a capital ou para outros estados, sendo este um cenário muito frequente na região até os dias atuais. Com a crescente urbanização da região e com os novos incentivos para a produção de álcool, que se iniciaram no começo do século XXI, dando início a expansão da cana-de-açúcar na região, para suprir a produção sucroalcooleira, em alta na região. É neste período que se inicia uma Quarta Leva de Colonização da região, na qual, as usinas trouxeram para a região, para atuarem como cortadores de cana, colonos nordestinos, vindo muitos, a se fixarem com ânimos definitivos na região.

Características regionais no fim do século XIX[editar | editar código-fonte]

No começo do século XIX, a região tinha como principais que impulsionaram a colonização e aqueceram a economia local, até a Crise de 1929:

Geografia[editar | editar código-fonte]

O território do Centro-Oeste Paulista conta com 201 municípios compreendidos na área territorial que se encontra entre a margem sul do Rio Tietê e a margem norte do Rio Paranapanema, totalizando uma área territorial de 87.402,23 km², um pouco menor que a área do estado de Pernambuco. Sendo assim, caso fosse um estado, a Região Cento-Oeste Paulista seria o 20º estado da Federação em área territorial. A área territorial da região corresponde a 35,21% do território paulista.

Bacia do Rio Paraná, a bacia que abrange todos os principais rios da região.

Os principais rios da região são: Rio Aguapeí, Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio do Peixe e Rio Tietê. Todos esses rios citados, percorrem relevos planálticos (Planalto Ocidental Paulista) e possuem grande potencial hidroelétrico, percorrendo altitudes que normalmente variam entre 200 a 600 metros acima do nível do mar. A região toda se encontra abrangida sobre o Aquífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce do mundo e parte da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. O relevo predominantemente é planáltico, e as altitudes girem em torno de 350 metros, na região do Baixo Tietê, até 890 metros, na Serra de Botucatu. O relevo da região é de origem sedimentar, de predominância planáltica, onde se encontra em quase todo território o solo de coloração avermelhada, que foi apelidado pelos imigrantes italianos como Terra Roxa, que serviu como principal atrativo para o cultivo de café na região, mais tarde abandonado por motivos climáticos (geadas), ou econômicos (desvalorização do café no mercado internacional). O clima predominante na região é o Tropical de Altitude, nas variedades Aw e Cwa na escala de Köppen. Sendo assim, é comum na região a presença de verões quentes e úmidos, com temperaturas acima de 18ºC e invernos amenos ou frios, com baixa precipitação chuvosa.

Economia[editar | editar código-fonte]

Exemplar de touro da raça Nelore, em Avaré

O Produto Interno Bruto (PIB) da região, segundo dados do IBGE de 2008, gira em torno de R$ 40.090.504.884,00 - pouco superior ao do Maranhão (16º estado da Federação quanto ao PIB) e o PIB per capita em torno de R$ 9.998,93 - um pouco superior ao do Acre (18º estado da Federação quanto a PIB per capita. A economia local tem sido impulsionada pela agropecuária, com destaque à criação de bovinos, que tornaram a região, um dos principais criadores de gado bovino do país.

Demografia[editar | editar código-fonte]

O Centro-Oeste Paulista conta com uma das menores densidades populacionais do estado de São Paulo. De acordo com o Censo, realizado pelo IBGE em 2010, a população da região é de aproximadamente 4.009.476 habitantes, ou seja, um pouco maior que a população da Paraíba. Sendo assim, se fosse um estado, a região seria o 13º estado do país, em população. Atualmente, a população corresponde a 9,6% da população do Estado de São Paulo. A densidade demográfica da região é de 45,87 habitantes por km², equivalente a do estado do Paraná (12º maior em concentração populacional) e aproximadamente 3,6 vezes menor que a média geral do estado de São Paulo. Considerando a hipótese de que a região fosse um estado, este seria o 13º estado da federação em densidade populacional.

A região se destaca pelos baixos índices de criminalidade, segundo estudo da Organização dos Estados Americanos, feito durante o período de 2002 a 2006, que apresentou na região, baixos índices de assassinato, cuja a taxa de assassinatos, na maioria dos municípios, dificilmente excede ao número de 25 mortes a cada 100 mil habitantes, sendo que a única exceção é o município de Clementina onde as taxas de homicídios ficam entre 25,01 a 50 mortes para cada 10 mil habitantes. A criminalidade na região aumentou porém nos últimos anos, em função da vinda de casas de detenções para a região, fortemente rejeitadas pela população e pelo fato da região ser rota de tráfico de drogas oriundos do Paraguai e Bolívia, que chegam a região através dos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, com destino a capital do estado, São Paulo. O estudo sobre a qualidade de vida e desigualdade na região torna-se complexo, por não haver estudos detalhados, por órgãos oficiais na região, mas, por uma média de índices entre as principais cidades da região (Araçatuba, Assis, Bauru Marília, Ourinhos e Presidente Prudente, equivalente a 28,63% da população, pode se obter, um IDH médio de 0,830 segundo dados da PNUD em 2000. Tal índice é equivalente ao índice obtido pelo estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que ocupam o 3º ao 5º lugar no ranking nacional, de índices mais elevados. Além dos índices citados, a região apresenta:

  • Índice de Gini: 0.44 - um pouco menor que a média estadual (Índice de Gini: 0.45)
  • Alfabetização: 94,5% - pouco menor que a do Rio Grande do Sul (95% de Alfabetizados)
  • Mortalidade Infantil: 11,81 para cada mil nascidos vivos - menor que a do Rio Grande do Sul (13,1 para cada mil nascidos vivos)
  • Expectativa de Vida: 74,35 anos - um pouco menor que a do Paraná (74,4 anos)
  • Taxa de Fecundidade: 2,03 filhos por mulher
  • População Urbana: 96,71%
  • População Rural: 3,28%
  • Proporção entre gêneros: 1,05 mulheres para cada homem

Municípios mais Populosos[editar | editar código-fonte]

Etnias[editar | editar código-fonte]

A região apresenta, como uma característica do estado de São Paulo, um predomínio de brancos de ascendência italiana. Veja abaixo a tabela que representa a composição étnica da cidade de Birigüi, uma das cinco maiores do Oeste Paulista.

Cor/Raça Percentagem
Branca 78,0%
Negra 1,8%
Parda 18,8%
Amarela 1,1%
Indigena 0,2%

Fonte: Censo 2000

Religião[editar | editar código-fonte]

A região apresenta uma grande diversidade religiosa; porém, como no restante do país, a população é de maioria católica.

A tabela abaixo mostra a porcentagem da população por crença religiosa do município de Araçatuba, um dos cinco maiores do Oeste Paulista.

Religião Percentagem
Católicos 65,23%
Evangélicos 21,38%
Sem religião 5,64%
Espíritas 3,45%
Oriental 1,31%
Umbandistas 0,43%
Judeus 0,03%
Outros 2,5%

Fonte: Censo 2000

Terras indígenas[editar | editar código-fonte]

Índia de etnia Terena.

A região, apesar de colonização recente, com menos de 120 anos, não vivenciou períodos de escravidão em seu território, que foi sempre marcado, desde o começo, por propriedades demarcadas atavés do modo de colonização capitalista e sempre se utilizando da mão de obra imigrante. No entanto, na região também havia a existência de alguns povos indigenas, antes da chegada dos colonizadores. Atualmente esses povos índigenas vivem em duas terras indígenas demarcadas pela FUNAI, que se encontram regulamentadas e registadas em Cartório de Registro de Ímoveis e na Secretaria de Patrimônio da União.

Terra Índigena Vanuire
  • Documento: Decreto 289 de 30 de outubro de 1991
  • Área (ha): 709
  • População: 181 (1998) (Fonte: FUNAI/BAURU)
  • Presença de isolados: Não
  • Municípios: Tupã, SP
  • Povos: Kaingang, Krenak
Terra Índigena Icatu
  • Documento: Decreto 314 de 30 de outubro de 1991
  • Área (ha): 301
  • População: 104 (1998) (Fonte: FUNAI/BAURU)
  • Presença de isolados: Não
  • Municípios: Braúna, SP
  • Povos: Kaingang, Terena

Cultura[editar | editar código-fonte]

Arquitetura japonesa em Araçatuba.

A cultura do Cento-Oeste Paulista, apresenta particularidades próprias, não vistas em outras partes do país, como o falar de acordo com Dialeto caipira e outras particularidades que surgiram graças à mescla da cultura e dos imigrantes italianos e japoneses, com a cultura do Centro-Oeste brasileiro, que em muito influenciaram a cultura desta região. Tal reflexo torna-se evidente na culinária, que apresenta significantes elementos da culinária mineira e sul-mato grossense.

Quanto a arquitetura e urbanismo, a presença imigrante deixou significativas marcas, em especial elementos da arquitetura japonesa e italiana em boa parte das cidades da região. A cultura nativa também deixou suas marcas na região, sendo isto bem evidente em Tupã, onde toda a área central da cidade fora dedicada aos ameríndios, com nomes de ruas em indígena, por exemplo.

Eventos religiosos[editar | editar código-fonte]

Em muitos municípios da região, o dia 8 de dezembro é tido como feriado, em comemoração ao dia de Nossa Senhora da Conceição.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A região apresenta presença e alguns destaques em diversos esportes, em especial o judô. Quanto ao futebol, a população costuma torcer para os clubes da capital, em virtude da ausência de clubes de futebol locais na série A. Atualmente, a região possui os seguintes clubes de futebol:

Filiados a FPF

Mesorregião de Araçatuba

Mesorregião de Assis

Mesorregião de Presidente Prudente

Mesorregião de Bauru

Mesorregião de Marília

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Representatividade Política[editar | editar código-fonte]

Boa parte da infraestrutura local deve-se ao fato de iniciativas isoladas da iniciativa privada e das prefeituras municipais. Infraestruturas de iniciativa federal ou estadual são pouco frequentes ou ausentes, sendo isto culpa da pouca representatividade região nas esferas federais e estaduais, havendo apenas seis Deputados Estaduais representando a região na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e, três deputados federais, que representam a região na Câmara dos Deputados, o que corresponde a 4,3% dos assentos que São Paulo tem por direito, na esfera federal, o que é muito a menos que a proporção populacional que a região apresenta para o Estado. Se fosse um Estado, a região teria direito a doze Deputados Federais, representatividade que atualmente a Paraíba dispõe. Porém, graças aos esforços das Prefeituras Municipais e da iniciativa privada, setores importantes da região tem sido supridos.

Serviço Militar[editar | editar código-fonte]

A região pertence a 1ª Região Militar (São Paulo), sendo abrangida pela 06ª Circunscrição do Serviço Militar, com sede em Bauru. A região conta com forte presença de Tiros de Guerra (TG), mantidos pelas municipalidades onde estão sediados.

Organizações Eclesiásticas[editar | editar código-fonte]

A região está sob a área de jurisdição da Arquidiocese de Botucatu, tendo todas as sete dioceses sufragâneas localizadas no território do Centro-Oeste Paulista.

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

A região é servida por dezoito aeroportos, sendo que somente os aeroportos de Bauru, Bauru-Arealva, Marília, Presidente Prudente e Araçatuba possuem vôos comerciais.

Aeroporto Dário Guarita em Araçatuba

Contando com o aeroporto de Presidente Prudente que é o mais movimentado entre os citados.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

  • Canais de Televisão

A televisão aberta na região conta com oito redes filiadas de TV aberta, além de oito canais de TV aberta não ligados a rede filiadas: Uno TV (Canal Futura), SBT Interior, SBT Centro-Oeste Paulista, Record Bauru, Record Rio Preto, Band Prudente, TV TEM (Globo), TV Fronteira (Globo), RedeTV!, TV Cultura, Rede Vida, TV Gazeta, CNT e MTV Brasil.

  • Radiodifusão

Há na região muitas emissoras de rádio difusão

  • Telecomunicações

A região é abrangida pelo DDD 18 nas regiões de Presidente Prudente, Araçatuba e Assis e pelo DDD 14, nas regiões de Bauru, Marília, Lins e Ourinhos. A companhia telefônica responsável pela região é a Telefónica, como no resto do estado de São Paulo.

  • Internet

A região conta com alguns municípios que oferecem internet via-rádio de forma gratuita, como Sud Mennucci[2] e Adamantina. Uma das maiores cidades da região, Presidente Prudente, oferece pontos de wireless no Parque do Povo, um dos principais pontos da cidade.

  • Jornais impressos

A região dispões de uma grande quantidade de Jornais Impressos.

Instituições de ensino superior[editar | editar código-fonte]

A região conta com muitas instituições de ensino superior, a maioria destas criadas com o capital privado local. Hoje, graças à educação a distância, muitas instituições vêm conseguindo chegar ao Oeste Paulista. Segue abaixo a relação das instituições de ensino presencial do Oeste Paulista:

Municipais
Estaduais
Federais
Particulares

Instituições de ensino médio técnico[editar | editar código-fonte]

Há espalhadas pela região Escolas Técnicas Estaduais (ETEC-SP - Centro Paula Souza), cuja lista de cidades servidas segue abaixo:

Maiores empresas[editar | editar código-fonte]

O parque industrial do Oeste Paulista, é marcado pela forte concentração de empresas que existem graças ao capital local, e que hoje são conhecidas no país inteiro, dentre elas podemos citar:

  • Colchões Castor - um dos principais fabricantes de colchões do país, atuando também no mercado de móveis e decoração, com sede em Ourinhos.
  • Funada - uma das maiores marcas de refrigerantes do país, com sede em Presidente Prudente.
  • Jacto S/A - uma das maiores fabricantes de máquinas e implementos agrícolas do país, com sede em Pompeia.
  • Industrial e Comercial Marvi Ltda - maior indústria de produtos para sorvetes da América Latina, e está entra as cinco maiores do mundo, com sede em Ourinhos.
  • Taxi Aéreo Marilia, hoje TAM Linhas Aéreas, foi fundada no município de Marília, hoje uma das maiores companhias aéreas do país, com sua sede em São Paulo.
  • Tilibra - referência no segmento de papelaria, material escolar e produtos para escritório, com sede em Bauru.
  • Viação Motta - companhia de transportes rodoviários com a frota de ônibus mais moderna do país, com sede em Presidente Prudente.
  • Bradesco Banco criado a partir da Antiga Casa Bancária Almeida, fundado na cidade de Marília em 1943, atualmente sua sede é em Osasco SP, sendo o segundo maior banco em ativos totais do país. A agência nº2 continua em Marilia até hoje.
  • Empresa de Transportes Andorinha, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país, com sede em Presidente Prudente.
  • Expresso de Prata, principal companhia de transporte rodoviário da região, com sede em Bauru.
  • Reunidas Paulista, uma das principais companhias de transportes rodoviários da região, com sede em Araçatuba.
  • Marilan, famosa marca de alimentos, com sede em Marília.
  • Biomecânica, referencia nacional e exportadora de proteses ortopédicas, com sede em Jaú
  • Sasazaki Portas e Janelas, maior empresa de produção de portas e janelas de aço e aluminio do país, com sede em Marilia.
  • Coimma - Balanças e troncos, empresa líder de mercado nacional em balanças rodoviárias e bovinas e troncos de contenção para gado de pequeno, médio e grande porte, com sede em Dracena.
  • PRX, líder na América Latina no segmento de Sistemas de Gestão Agroindustrial. Hoje é parte da TOTVS e tem sua sede em Assis.
  • VSM, grande empresa de Sistemas de Gestão de Farmácias, com sede em Assis.

Casas de detenção[editar | editar código-fonte]

Foram instaladas muitas penitenciárias na região, durante o final da década de 1990 e começo da década de 2000, em parceria com os municípios locais. Porém a instalação de casas de detenção na região foram fortemente rejeitadas pela população, o que resultou numa grande redução de intalação de novas penitenciárias. Atualmente os municípios da região que contam com penitenciárias são:

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Rodovia Raposo Tavares, uma das principais da região.


As rodovias hoje, são o principal meio de transporte da região, coincidindo com o que acontece no restante do território nacional. Com o fim do transporte ferroviário na região, as rodovias se tornaram o principal meio de transporte local. O traçado das rodovias, coincide com antigo traçado das ferrovias, que são longitudinal e paralelas entre si, ligando sempre à capital estadual. As principais rodovias da região são:

Com a falência do sistema Ferroviário na região, hoje apenas servindo a região de Araçatuba, o sistema rodoviário na região está em grande ascensão. Hoje, oito empresas se destacam no Transporte Rodoviário da Região, sendo que algumas delas, se destacam entre as maiores empresas de ônibus do país, que são: Expresso de Prata (servindo a Alta Paulista), Expresso Adamantina (servindo a Alta Paulista), Guerino Seiscentos (servindo a Alta Paulista), Reunidas Paulista (servindo o Vale do Tietê), Viação Andorinha (servindo a Alta Sorocabana), Viação Jandaia (servindo a Alta Paulista e Alta Sorocabana) e Viação Princesa (servindo a Alta Paulista e o Médio Paranapanema).

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

As estradas de ferro, que foram fundamentais para a colonização da região, hoje se encontram desativadas, e estão pertencendo à América Latina Logística (ALL).

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Abaixo segue a lista de alguns Centro-Oeste Paulistas ilustres:

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2013) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2013). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  2. Sud Mennucci: A primeira cidade com internet para todos Luis Nassif Online (12 de janeiro de 2011). Página visitada em 25 de abril de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]