Oferenda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Oferenda sendo feita no Lago Paranoá, em Brasília.

No candomblé, uma oferenda é necessariamente um sacrifício de origem animal, mas o abate-ritual dos animais como é feito na maioria das religiões. Também serve para alimentar uma comunidade inteira, pois, nas casas de candomblé não é permitido a compra em supermercados, de frangos empanados para oferecer aos Orixás. Para o Candomblé tudo que a natureza produz é sangue, e um sacrifício, requer a utilização de vários tipos de sangue, vindos das mais variadas fontes da natureza, atribuindo vida. Na Umbanda, uma "oferenda" não pode conter um sacrifício animal.

O animal abatido vai das mãos do axogun para as mãos da cozinheira (Iyabassê), que vai preparar o alimento tanto para o Orixá como para todos os presentes.

Todas as partes do animal são separadas. A parte genital do animal e o sangue pertencem ao Orixá.

Mas o resto do animal é cozido e preparado para serem servidos no final da festa, aos visitantes e filhos da casa. Sacrifício não é sinônimo de assassinato. Todo homem sacrifica necessariamente num sentido religioso, e mata para sobreviver. O sentido expiatório, não é aplicado ao Candomblé por um motivo aparentemente simples: no Candomblé, não existe pecado, portanto não há o que expiar.

Além dos animais, outras comidas são preparadas dependendo do Orixá que está sendo homenageado, o amalá para Xangô, o Ipeté para Oxum, o acarajé para Iansã, tudo será colocado diante do assentamento do Orixá como oferenda. Toda essa comida serve para alimentar uma comunidade inteira de filhos de santo e suas famílias que geralmente moram nas proximidades do terreiro.

Referência[editar | editar código-fonte]

"Comidas de Santo e Oferendas", de Jose Ribeiro. Editora ECO, 5a. edição, 1973, brochura, 123 págs. ISBN 8573290269

Ícone de esboço Este artigo sobre religião é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.