Oficina G3

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Oficina G3
Informação geral
Também conhecido(a) como G3
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Metal Cristão, Metal Progressivo, Groove Metal, Power Metal (atualmente)

Rock Cristão, Pop Rock, Rock Progressivo, Post-Grunge (meio) Rock Cristão, Hard Rock, Heavy Metal (início)

Período em atividade 1987-atualmente
Gravadora(s) Gospel Records (1987-2000)
MK Music (2000-atualmente)
Página oficial [1]
Integrantes Juninho Afram (vocal, guitarra)
Duca Tambasco (baixo e vocal de apoio)
Jean Carllos (teclado, vocal gutural)
Mauro Henrique (vocal, violão)
Ex-integrantes PG (vocal)
Walter Lopes (bateria)
Luciano Manga (vocal)
Túlio Régis (vocal)
Wagner Maradona (baixo)
Marcio de Carvalho (teclado)
Alexandre Aposan (bateria)

Oficina G3 é uma banda de metal e rock cristão formada em São Paulo, Brasil. Foi fundada por Juninho Afram, Wagner García e Walter Lopes, no fim dos anos 1980. Em atividade desde 1987, passou por vários estilos musicais, como o hard rock, pop rock, nu metal até chegar ao metal progressivo atual que tem influências de metalcore, entre outros, tendo várias formações ao longo dos anos. A banda já foi indicada para o Troféu Talento em várias categorias, para o Troféu Promessas em 2011 e para o Grammy Latino nos anos de 2005, 2007 e 2009, nesse último vencendo com o álbum Depois da Guerra.

Na época em que o conjunto começou, o rock ainda era tabu em igrejas cristãs brasileiras, e o grupo foi um dos primeiros a mesclar vertentes mais pesadas do rock com a música cristã no Brasil, assim como o Resgate, Katsbarnea e Fruto Sagrado. Logo a Oficina G3 se tornou ícone do incipiente gênero do rock cristão brasileiro, tornando-se conhecido entre os admiradores desse estilo no país. Apesar de, em parte, seus integrantes terem sido rejeitados por muitos pastores e lideranças religiosas, o visual da banda, com integrantes tatuados e de cabelos compridos, em geral atraía o público cristão jovem.[1]

A banda mudou os seus rumos ao fim da década de 1990 quando o cantor PG entrou no lugar de Luciano Manga. Grande parte do apelo de "banda de rock pesado" foi deixado de lado e o grupo passou a ter um estilo mais guiado pelo pop rock. Foi a fase de maior popularidade da banda, ganhando novos fãs, principalmente após a assinatura com a gravadora MK Music. Entretanto, após a saída do cantor em 2003, a Oficina G3 voltou a ter como estilo predominante outras variações do rock, mais especificamente o metal progressivo. Os vocais foram assumidos por Juninho Afram, e a banda prosseguiu sua carreira efetivamente. Nesta nova fase o conjunto recebeu duas indicações ao Grammy Latino e sete ao Troféu Talento, também logrando relativo sucesso com boa parte dos fãs, vendendo vinte e mil cópias do álbum Além do que os Olhos Podem Ver em três dias,[2] alcançando disco de ouro posteriormente.[3]

É atualmente composta por quatro integrantes: Mauro Henrique (Vocal), Jean Carllos (Teclado e vocal gutural), Duca Tambasco (Baixo e vocal de apoio), e Juninho Afram (Vocal e Guitarra), o qual é o único integrante original. São reconhecidos por suas proficiências em seus instrumentos,[2] estando frequentemente presentes em matérias de revistas especializadas em música.[4]

História[editar | editar código-fonte]

1987-1989: O início[editar | editar código-fonte]

A banda teve início na década de 1980, uma época marcada pelo surgimento de várias bandas de rock cristão no Brasil, intensificado pelo Movimento gospel, que difundiu o gênero pelo país. Nessa época surgiram na música cristã brasileira inúmeras bandas de rock cristão, sendo que os grupos Resgate, Contato Vital, Fruto Sagrado, Katsbarnea, Livre Arbítrio, Metal Nobre, Catedral, Stauros e a Oficina G3 foram as únicas que alcançaram notoriedade nacional durante a época.[5] Em 1987, na Igreja Cristo Salva, em São Paulo, Juninho Afram, Walter Lopes e Wagner García, frequentadores do local, juntaram-se e formaram um grupo musical, a fim de suprir a necessidade de mais músicos naquela congregação. Eles formaram assim o grupo 3 daquela igreja. Somaram-se a eles subsequentemente Luciano Manga e Túlio Régis, ambos vocalistas, além de James Conway e Marcos Pereira, ambos nas guitarras, e Márcio Woody de Carvalho no teclado.[6] [7]

Como o grupo não tinha nome ainda na época, decidiram chamá-lo pela sigla G3, abreviatura de Grupo 3 (pelo fato de que eram o terceiro grupo de louvor da Igreja Cristo Salva). Mais tarde, resolveram mudar de nome e escolheram Oficina. Por essa época, a banda se inscreveu num concurso de talentos cristãos sob o nome Oficina G3, nome provisoriamente adotado. Esse nome, segundo Luciano Manga, foi adotado no final dos anos 1980, por uma sugestão de um amigo dos integrantes da banda. Na ocasião, o grupo participaria em um evento chamado Terça Gospel, no Dama Shock, e este amigo era dono de uma agência de publicidade, e achava que este nome seria chamativo.[6]

Posteriormente os membros da banda passaram a frequentar a Igreja Metodista de Santo Amaro e tocar na Renascer em Cristo onde foram contratados pela Gospel Records. Por esse tempo o grupo ganhou alguma notoriedade pelo seu estilo hard rock, que era algo raro no meio da música cristã brasileira. Nessa época a banda já se apresentava no Dama Shock, em São Paulo, junto a outras bandas, onde ganharam uma certa relevância.[8] [9]

1990-1997: Primeiras gravações[editar | editar código-fonte]

Duca Tambasco ingressou no Oficina G3 em 1994, após a saída de Maradona.

Em 1990 o grupo lançou o LP ao vivo, gravado em uma apresentação na casa de eventos Dama Shock. Por essa época já havia sido adotado o nome oficial do conjunto.[10] [11] Passado algum tempo, alguns integrantes da banda a deixaram, nomeadamente o baixista Wagner García e o vocalista Túlio Régis, entrando Duca Tambasco e ficando com apenas um vocalista.[6] Segundo Túlio, sua saída foi provocada por problemas pessoais, e com o grupo.[12]

Em 1993, a banda gravou Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho. Lentamente começam a se tornar conhecidos no Brasil, atraindo um considerável número de fãs e admiradores pelo país. Como não era muito comum haver bandas cristãs de rock no início da década de 1990, algumas vezes a banda era discriminada por lideranças religiosas, algumas alegando que sua música era satânica. O visual da banda, marcado por tatuagens, piercings e cabelos compridos contribuía para esse efeito, mas o mesmo visual representava um atrativo para a sua audiência, tanto cristã quanto secular.[6] A terceira gravação, intitulada Indiferença, somente aconteceu em 1996, ano que também marcou a entrada Jean Carllos no grupo. O trabalho mostrava o virtuosismo da banda, com duas faixas dedicadas a solos de guitarra e uma outra a um solo de baixo. Um dos solos de guitarra era um prelúdio instrumental à canção Glória (versão rock em português do hino The Battle Hymn of the Republic), que por muito tempo foi uma das músicas mais tocadas em suas apresentações.[6]

Indiferença representou o auge da popularidade do Oficina G3 na fase inicial do grupo, e também o fim dela, já que, após esse álbum, Luciano Manga necessitou deixar o grupo porque era pastor. Por conta do fato, Manga e os membros da Oficina G3 escolheram PG, que era membro da igreja ao qual faziam parte para assumir a posição de vocalista do conjunto. Assim que PG ingressou, Luciano Manga se retirou da banda. A partir daí o conjunto mudou de estilo e de público-alvo, passando a ter uma sonoridade baseada no pop rock, que desagradou a muitos dos seus fãs antigos.[6] [13]

1998-2003: Fase pop rock[editar | editar código-fonte]

PG foi o cantor que substituiu Luciano Manga na banda durante 5 anos.

Com a entrada do novo vocalista, a banda grava em 1998 o álbum Acústico, com duas canções inéditas e regravações. Um ano depois lançou o Acústico ao Vivo, este alcançando a marca de mais de cem mil cópias vendidas.

Segundo Túlio Regis, a posterior entrada da Oficina G3 no cast da gravadora MK Music coincidiu com a saída da banda de pop rock Catedral da mesma. Ao mesmo tempo, tal saída do grupo da Gospel Records causou insatisfação com esta, isto porque a Oficina G3 era quem mais vendia ali. E, por um contrato artístico repressivo, o grupo permanecia, até que Túlio ajudou na contratação com a MK.[12]

O grupo então assinou contrato com a gravadora, saindo da Gospel Records, e no ano de 2000 lançou o álbum O Tempo.[14] O disco tornou-se um grande sucesso comercial, e esse sucesso chegou a chamar a atenção até mesmo das mídias seculares, com vídeos musicais da banda sendo apresentados no canal Multishow e na MTV Brasil.[15] [16] O Tempo contou com a produção musical de Geraldo Penna, que já trabalhava com o Oficina G3 anteriormente. O álbum superou a marca das 170 mil cópias vendidas.[14] [17]

Em 2001, o grupo foi o único de música cristã a participar do Rock in Rio 3, e neste evento lançou o DVD O Tempo.[18] No ínterim entre O Tempo e a obra posterior, o baterista Walter Lopes deixou a banda por motivos pessoais,[19] entrando em seu lugar o músico Johnny Mazza, como freelancer que permaneceu até o final de março de 2003. Após a saída de Johnny Mazza, Lufe, assume a bateria da banda, mas também não como integrante oficial.[7]

No mesmo ano o quarteto lançou Humanos, álbum que seguiu a tendência pop rock, no qual porém nota-se uma sensível diferença no estilo. O uso de riffs e solos de guitarras mais marcantes, e a presença muito maior de distorções do que no álbum passado, contudo sem representar uma volta ao estilo hard rock, aproximando-se muito mais ao nu metal - que era uma das tendências daquele momento - de bandas como Linkin Park e P.O.D..[14] O álbum recebeu várias avaliações negativas da crítica especializada. Numa análise do Whiplash.net, por exemplo, Humanos recebeu nota 4 de 10, onde o resenhista declarou: "O cd desemboca num rockzinho básico, adocicado, leve e melodioso. O que se segue é uma sucessão de baladas que os diabéticos não irão aguentar. Trancar um deathbanger numa sala e colocar Humanos para rodar me parece uma definição perfeita de tortura."[20]

Em setembro de 2003 PG também decidiu sair da banda para se dedicar à carreira pastoral, entretanto a notícia só foi divulgada dois meses depois.[21] Segundo PG, a saída da banda foi pacífica,[22] entretanto não foi o mesmo dito pelos integrantes da Oficina G3. Duca Tambasco, por exemplo, declarou: "A gente ficou sabendo através de um comunicado."[23] Por conta de tais mudanças na estrutura interna da banda, Juninho Afram assumiu a posição de vocalista enquanto o conjunto procurava um novo membro.[24]

Cquote1.svg A gente realmente ficou muito decepcionado, a gente não esperava que as coisas acontecessem dessa forma. É imposssível ficar indiferente diante de coisas do tipo: “olha, amanhã eu vou ser presidente da GM do Brasil e não posso mais tocar no Oficina G3.” Vou estar mentindo se falar que a gente é amigo hoje. Não dá pra dizer que continuamos amigos. Mas isso não é bom pra gente, pra mim, pro Juninho, pro Duca, pro PG! E pra ninguém. Cquote2.svg
Jean Carllos, durante uma entrevista em 2004.[23]

2004-2007: Após a saída de PG[editar | editar código-fonte]

"Mais Alto"
Foi o primeiro single de Além do que os olhos podem ver.

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Com três integrantes fixos, a banda então lança o trabalho Além do que os Olhos Podem Ver,[25] com participação do guitarrista Déio Tambasco apoiando Afram, e este ficando dividido entre a guitarra e os vocais.[26] A sonoridade novamente sofre uma transformação nesse ponto, transitando para um estilo de metal progressivo com outras influências, como ainda o nu metal. Comparados aos álbuns anteriores, o álbum também apresentou como característica uma cessão maior de tempo para destacar os instrumentistas, possuindo solos de guitarra ou de baixo em quase todas as faixas. Apesar da obra ser caracterizada por uma sonoridade muito mais pesada, que é apreciada por um grupo muito restrito de ouvintes, o trabalho teve uma recepção muito boa, chegando a vender vinte mil cópias em apenas três dias e a ganhar um disco de ouro no período de um mês,[2] além de ter sido indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.[27]

Algum tempo depois anunciam o lançamento de um novo álbum, que seria chamado Elektracústika. Antes do início das gravações, os músicos temporários, Déio Tambasco e Lufe, saíram e foram substituídos por Alexandre Aposan na bateria e Celso Machado na guitarra. Em 2007 lançaram o álbum, Elektracustika, adotando um título mais curto em detrimento do antigo título.[28] O disco trouxe em seu repertório várias regravações ao lado de algumas canções inéditas. A proposta do trabalho era de criar uma sonoridade rica e criativa, explorando o formato acústico com suas trivialidades e limitações.[29] As canções mostraram uma oscilação entre o vigor dos instrumentos elétricos e o clima intimista do formato acústico, sendo mais abrangente em relação ao público se comparado com a obra anterior, já que não limitou os ouvintes àqueles que gostam de rock pesado. Apesar de não ter sido um proposta musical inédita no meio secular, representou uma novidade no estilo da banda, com arranjos muito bem trabalhados se comparado à maioria dos trabalhos acústicos. O trabalho foi bem recebido pela crítica, e chegou a concorrer ao Grammy Latino no ano de 2007. Possui alguns pontos marcantes, como o uso de flauta irlandesa em algumas das canções[30] e uma presença maior do vocal de apoio de Jean Carllos e Duca Tambasco. A banda fez uma pequena turnê nos Estados Unidos, e anunciou, por ocasião do aniversário de vinte anos de carreira, o lançamento de um DVD comemorativo, porém poucos detalhes foram dados a respeito.[31]

2008-atualmente: Entrada de Mauro Henrique, D.D.G. e Histórias e Bicicletas[editar | editar código-fonte]

Mauro Henrique, o atual vocalista da Oficina G3.
Usina onde foi gravado o D.D.G. Experience, um dia antes da gravação do DVD.

Posteriormente, a banda anunciou oficialmente a entrada de um novo vocalista chamado Mauro Henrique. Este já estava há um tempo convivendo com a banda, inclusive fazendo participações especiais em shows. A banda já estava trabalhando em seu novo álbum, Depois da Guerra, lançado em dezembro de 2008. O mesmo estava sendo produzido totalmente para as linhas vocais de Afram; nesse meio tempo a entrada de Mauro Henrique foi anunciada, e o CD sofreu algumas mudanças para ser adaptado à sua voz, além de novas faixas e mudança na ordem das músicas.[32] Sua sonoridade continuou no metal progressivo.[33] A obra foi considerada como a melhor do gênero no ano, recebendo críticas positivas da crítica especializada em geral.[29] Através do trabalho o Oficina também conquistou o prêmio de Melhor álbum cristão em Língua portuguesa no Grammy Latino 2009 e um disco de ouro da ABPD.[3]

Cquote1.svg Nosso primeiro sentimento é de felicidade. Não pelo título especificamente, mas pela abertura. Sempre nos esforçamos para fazer um trabalho de qualidade à altura da mensagem que levamos: Jesus Cristo. Somos idealistas e gostaríamos muito que todo mundo deixasse o preconceito de lado e experimentasse o que experimentamos, que é viver com Deus. Isso é o que nos motiva. Ficamos muito felizes que essa galera passou por cima dos rótulos e se dispôs a ouvir nosso trabalho. E mais ainda: Que gostaram! É rock'n roll sem fronteiras! Cquote2.svg
Declaração de Juninho Afram sobre a repercussão de Depois da Guerra no meio secular.[29]

Nos dias 25 e 26 de julho de 2009, o Oficina G3 realizou, na cidade de Santa Bárbara d'Oeste a gravação do DVD D.D.G. Experience. Gravado numa usina abandonada, foi dirigido por Hugo Pessoa,[34] que cuidara anteriormente de gravações premiadas, como o Ao Vivo no Maracanãzinho, da banda Trazendo a Arca.[35] A produção também contou com o efeito bullet-time.[21]

Em 2011 a banda iniciou a turnê Your Tour G3. O repertório, escolhido pelo público trouxe alguns sucessos da banda com canções do último disco. Entretanto tal escolha foi criticada por muitos.[36] Em agosto, o grupo foi indicado em algumas categorias do Troféu Promessas: Melhor DVD, onde foi finalista[37] [38] e Melhor Banda, também finalista com Cassiane & Jairinho, Ao Cubo, Livres para Adorar e Trazendo a Arca. O conjunto perdeu para o Trazendo a Arca.[37]

Em 16 de agosto de 2011 a Oficina G3 anunciou, oficialmente a entrada de Alexandre Aposan como baterista do conjunto, que já estava há um certo tempo trabalhando com a banda.[39] A banda continuou se apresentando e divulgando a YourTourG3. Em 2012, a banda participou do Festival Promessas em Recife ao lado de vários músicos cristãos.[40]

Em agosto de 2012, a banda foi para Londres onde iniciou as gravações de mais um trabalho, sendo auxiliado por Leonardo Gonçalves e tendo a produção da própria Oficina G3.[41]

No dia 01 de março de 2013, a banda divulga o título definitivo de seu novo álbum, Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança). O anúncio aconteceu durante uma reunião da banda com a presidente da gravadora MK Music, Yvelise de Oliveira. Nesse encontro, a banda apresentou ainda as músicas que farão parte do CD, e o encarte desenvolvido para o novo projeto.[42] No mesmo dia, uma versão não masterizada do single "Confiar", que fora divulgado na Rádio 93 FM[43] , vazou na internet e teve imediata repercussão entre os admiradores da banda.[44] [45]

O trabalho foi lançado no dia 30 de abril de 2013 no iTunes, e em poucas horas esteve dentre os mais vendidos da loja virtual, indicando a relevância do trabalho em seu estilo.[46] Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) seguiu a linha progressiva do trabalho anterior, com influências alternativas e experimentais. O single "Confiar" passou a ser executado logo após o seu lançamento, alcançando uma quantidade considerável de visualizações no YouTube.[45] Ainda, a participação do músico Leonardo Gonçalves em "Lágrimas", de Roberto Diamanso em "Encontro" foram algumas das novidades da obra.[47]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Junho Afram, único integrante original do Oficina G3
Atuais membros
  • Juninho Afram: É o guitarrista do grupo desde a sua formação e vocalista esporádico (tendo assumido os vocais temporariamente no ínterim da saída de PG e da entrada de Mauro Henrique). Nasceu na cidade de São Paulo, e desde adolescente envolveu-se com a música, tendo entrado num conservatório de violão clássico aos treze anos. Posteriormente, estudou guitarra com Mozart Mello no IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia), além de também ter estudado canto lírico na Universidade Livre de Música por dois anos e meio. Fundou a Oficina G3 em 1987, junto com amigos da igreja. É o único membro que permanece desde o início da banda, estando nela há mais de vinte anos. É considerado um dos melhores guitarristas do Brasil, tanto por ouvintes de música secular quanto de cristã.[48] Juninho Afram integra o Tagima Dream Team, que reúne alguns dos melhores músicos do Brasil, onde é o principal endorser, com dois modelos de guitarra vendidos com sua assinatura. Também é professor de guitarra e colunista de uma revista sobre música e instrumentos musicais.[49] [50]
  • Jean Carllos: Natural de Brasília, Jean integrou-se ao conjunto em 1995, e além de tecladista em 2002 se tornou vocal de apoio no disco Humanos, de 2002. Jean Carllos começou sua carreira musical aos 8 anos. Tocou violão durante alguns anos em uma banda mirim na igreja presbiteriana do guará II. Teve seu primeiro contato com o teclado aos 13 anos. Teve como escola a musica executada na igreja. Formou o “Vértice”, banda de hard rock gospel brasiliense que já no seu primeiro ano participou da tradicional Festa dos Estados, um dos maiores evento na agenda cultural do DF.
  • Duca Tambasco: Apesar de não ser membro da formação original da banda, entrou nela quando a banda estava no seu segundo álbum, em 1994. Nasceu numa família cristã, e junto com os seus irmãos Rodrigo e Déio Tambasco, foi incentivado desde criança a tocar música na igreja a qual frequentava. Começou a tocar contrabaixo aos oito anos de idade. Na adolescência participou de várias bandas, entre elas Anno Domini, onde tocava com o seu irmão Déio Tambasco e com o baterista Lufe.[51]
  • Mauro Henrique: É cantor, compositor e produtor musical. Tornou-se membro do grupo em meados de 2008, ingressando durante a gravação do disco Depois da Guerra. Antes disso foi vocalista das bandas FullRange e Vértice.[52] É o atual vocalista do conjunto,[32] sendo o quarto a ocupar esse título.
  • Alexandre Aposan: Começou a tocar bateria aos quatro anos de idade.[53] Foi integrado ao Oficina G3 em agosto de 2011.[39] Já gravou com Paulo César Baruk, Thalles Roberto, Templo Soul, FullRange, Leonardo Gonçalves, entre outros artistas do segmento.[53] Paralelamente ao Oficina G3 lançou o disco Ao Som dos Tambores.[54] Em julho de 2014, o baterista anunciou seu desligamento da banda no intuito de dedicar mais tempo aos seus trabalhos pessoais.
Ex-membros

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Esta tabela não corresponde ao tempo real de cada músico na banda, mas sim a suas participações ativas nos discos.

Discografia[editar | editar código-fonte]

A discografia do Oficina G3 compreende nove álbuns de estúdio, três ao vivo e cinco coletâneas. Somando todas as vendas, o conjunto vendeu mais de um milhão de cópias em discos, um recorde para bandas de rock cristão da América Latina.[55]

Álbuns de estúdio

Videografia[editar | editar código-fonte]

  • 2001 - O Tempo ( Ao Vivo )
  • 2000 - Sempre Mais
  • 2005 - Lugar Melhor
  • 2007 - Eu, Lázaro

Estilo e influências[editar | editar código-fonte]

Jean Carllos, tecladista do Oficina G3 em uma apresentação da banda.

A banda possui influências diversas, as quais podem ser notadas com maior ou menor intensidade em seus álbuns, que refletem cada um dos diferentes gêneros musicais pelos quais passou. Nota-se, por exemplo, a influência das bandas de rock norte-americanas Bride, Stryper (influências especialmente notórias nos primeiros álbuns, em especial pelo estilo glam rock das canções, e da aparência dos integrantes), Petra, Newsboys, DC Talk (cujo integrante Kevin Max já cantou com o Oficina G3, na ocasião de um concerto em junho de 2003, em São Paulo[56] ), P.O.D.[14]

Além das bandas de música cristã, pode-se incluir entre as influências a banda Deep Purple, e os músicos Yngwie Malmsteen, Oscar Peterson, Charlie Parker, Bach, Chopin, Tom Jobim e ainda Laurens Hammond.[57]

A banda já passou fixamente por três fases: hard rock (primeiros três álbuns, com o vocalista Manga), pop rock (próximos 4 álbuns, com o vocalista PG), e metal progressivo (últimos quatro álbuns, dois de Juninho Afram como vocalista, e os dois ultimos com Mauro Henrique).[13] Apesar de terem esses três estilos bem definidos em suas respectivas fases, também exploraram outros gêneros musicais durante sua história. Entre os estilos que os influenciaram estão o power metal, heavy metal, new metal, metalcore, thrash metal, glam rock, metal neoclássico, música instrumental, música erudita, música experimental, e a MPB.[58]

A banda também influenciou outros músicos e personalidades. Mara Maravilha, antes de tornar-se evangélica, regravou a canção "Naves Imperiais" - composta por Túlio Régis e presente no álbum Ao Vivo - em seu disco, Curumim, de 1991.[59] No DVD Vem, esta é a hora - Ao Vivo do grupo Vineyard Music Brasil gravado em 2008, Juninho Afram participa da canção "Quebrantado" ao lado de Luciano Manga.[60] Várias outros músicos gospel declaram que costumam ouvir o Oficina G3: Luiz Arcanjo, vocalista do Trazendo a Arca;[61] Marco Antônio, ex-vocalista do Fruto Sagrado;[62] Dudu Borges, produtor e tecladista do Resgate;[63] entre outros.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Oficina G3 em concerto no Jesus Vida Verão, em 2007.

Ao longo de sua carreira, o Oficina G3 alcançou marcas notáveis para uma banda de música cristã: já tocou para oitocentas mil pessoas na Marcha para Jesus, em São Paulo;[64] já se apresentou nos estádios Maracanã, Pacaembu e Canindé, tendo nos três concertos um público superior a cem mil pessoas; foi a única banda de música cristã a tocar no Rock in Rio III;[14] e além de outras marcas consideráveis. A banda também já realizou algumas turnês pelos Estados Unidos, Europa e América Latina.[65]

O grupo já foi aclamado em várias ocasiões por seu trabalho na música cristã, chegando a ser indicado para o Grammy Latino nos anos de 2006, 2008 e em 2009, na categoria Melhor Álbum de música cristã em Língua Portuguesa, apesar de ter ganhado a premiação no último ano. Também, entre os anos de 2003 a 2009, a banda foi indicada para o Troféu Talento catorze vezes, vencendo em cinco. 2009 foi o ano de maiores vitórias do conjunto no prêmio, tendo sido indicado em duas categorias e tendo vencido em ambas.[66] [67] [68] [69] [70] [71] [72] Em 2010, o grupo venceu na categoria Melhor Banda no Troféu Melhores do Ano.[73]

Os músicos do grupo frequentemente são reconhecidos pela proficiência em seus instrumentos. Jean Carllos e Duca Tambasco estão frequentemente presentes em revistas especializadas em instrumentos, Juninho Afram já foi por vezes considerado um dos melhores guitarristas do Brasil, sendo comparado à Kiko Loureiro, Edu Ardanuy e outros grandes guitarristas, [49] [74] e Alexandre Aposan é hoje considerado um dos melhores bateristas do Brasil, sendo comparado à Aquiles Priester, entre outros grandes bateristas.[carece de fontes?]

Referências

  1. Elnet. Juninho Afram, da banda Oficina G3, fala sobre a vida de roqueiro em sintonia com o evangelho. Crentes.net. Página visitada em 25 de abril de 2012.
  2. a b c Heck, Márcio (11 de março de 2005). CD Além do que os Olhos Podem Ver(Oficina G3) - Análise. Super Gospel. Página visitada em 17 de abril de 2012.
  3. a b G3. ABPD. Página visitada em 17 de abril de 2012.
  4. Dias, Juliana (12 de novembro de 2004). Revista Guitarx traz entrevista com Juninho Afram, do G3. Whiplash.net. Página visitada em 22 de novembro de 2007.
  5. Sousa, Salvador de (12 de agosto de 2007). Breve histórico do rock evangélico. Arquivo Gospel. Página visitada em 17 de abril de 2012. "O rock evangélico começa a todo vapor no início dos anos 1990, em função especialmente do Movimento Gospel que teve início oficialmente em 1989."
  6. a b c d e f Manga, Luciano. Meus dias no Oficina G3 (em português). [S.l.]: MK Editora, 2009. ISBN 9788589516945 Página visitada em 24 de abril de 2012.
  7. a b Oficina G3. Metal Gospel. Página visitada em 24 de abril de 2012.
  8. Fonseca, Celso (8 de junho de 1990). Caindo no rock e nas graças divinas. Jornal da Tarde.
  9. Reportagens. James Conway. Página visitada em 17 de abril de 2012.
  10. Oficina G3 - Ao Vivo 1990 Dama Xoc. Ivox. Página visitada em 24 de abril de 2012.
  11. Vídeo Naves Imperiais (1990). Gospel+. Página visitada em 24 de abril de 2012.
  12. a b Entrevista com Túlio Regis, ex-Oficina G3. Ruben Mukama. Página visitada em 9 de maio de 2013.
  13. a b Oficina G3 - rock cristão respeitado e longevo. Whiplash (2 de outubro de 2005). Página visitada em 24 de abril de 2012. "Ouvimos de tudo, inclusive heavy metal, e alguma coisa sempre acaba te influenciando. Honestamente nunca parei para analisar como que estão soando as nossas músicas! Agora eu já sei que se alguém me perguntar sobre o CD, eu posso dizer que tem um toque de "metal progressivo" (sobre álbum Além do que os Olhos Podem Ver)'"
  14. a b c d e Oficina G3 lança seu disco mais pesado. Universo Musical. Página visitada em 23 de abril de 2012. ""Tenho ouvido muito uma banda chamada P.O.D., que tem um som parecido com o Linkin Park (um dos principais nomes do new metal). Procuramos ficar antenados, conhecer outras vertentes do rock", conta Juninho."
  15. Transmissão de clipe do Oficina G3 gera repercussão no Orkut. Guia-me (22 de julho de 2009). Página visitada em 24 de abril de 2012.
  16. Jesus Cristo superstar. IstoÉ. Página visitada em 24 de abril de 2012.
  17. Humanos. Universo Musical. Página visitada em 25 de abril de 2012.
  18. Rock In Rio - Por Um Mundo Melhor. Ivox (12 de janeiro de 2001). Página visitada em 22 de novembro de 2007. "Tenda Brasil: Oficina G3, Habagaceira (Escalada do Rock), Relespública, Patrícia Coelho, Sandra de Sá, Luiz Melodia, Jair Rodrigues, e Arnaldo Antunes"
  19. Entrevista: Walter Lopes. Super Gospel. Página visitada em 23 de abril de 2012.
  20. Angelo, Maurício (25 de maio de 2003). Humanos - Oficina G3 - Resenhas de CDs (em português). Whiplash.net. Página visitada em 7 de julho de 2012.
  21. a b Lima, Felipe Rodrigues (21 de março de 2011). DVD DDG Experience (Oficina G3) - Análise. Super Gospel. Página visitada em 23 de abril de 2012.
  22. Entrevista: PG. Super Gospel. Página visitada em 23 de abril de 2012.
  23. a b G3 ManiA (17 de abril de 2004). Oficina G3 fala sobre o novo CD da banda e o Juninho como vocalista (em português). Som da Vida. Página visitada em 9 de junho de 2012.
  24. G3ManiA. Oficina G3 fala sobre o novo CD da banda e o Juninho como vocalista. Super Gospel. Página visitada em 23 de abril de 2012.
  25. Além do que os olhos podem ver. Universo Musical. Página visitada em 23 de abril de 2012.
  26. Déio Tambasco. Super Gospel (25 de janeiro de 2004). Página visitada em 23 de abril de 2012.
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  63. Entrevista: Dudu Borges. Super Gospel. Página visitada em 20 de abril de 2012.
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  65. Conexão G3. Conexão G3. Página visitada em 25 de abril de 2012.
  66. Troféu Talento. Conheça os indicados e os vencedores ao Troféu Talento 2003. Universo Musical. Página visitada em 26 de abril de 2012.
  67. Super Gospel. Conheça os indicados ao Troféu Talento 2006. Página visitada em 29 de outubro de 2011.
  68. Super Gospel. Confira a lista completa dos vencedores do Troféu Talento 2006. Página visitada em 29 de outubro de 2011.
  69. Super Gospel. Confira a lista de ganhadores do Troféu Talento 2008. Página visitada em 29 de outubro de 2011.
  70. Gospel+. Conheça os indicados ao Troféu Talento 2008. Página visitada em 29 de outubro de 2011.
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  72. Notícias Gospel. Conheça os vencedores do Troféu Talento 2009. Página visitada em 29 de outubro de 2011.
  73. Exibir Gospel. Troféu Melhores do Ano acontece com a ausência da maioria dos indicados. Página visitada em 2 de março de 2012.
  74. Cristina Judar (setembro de 2003). Reunião de Peso. Revista Cover Guitarra. Página visitada em 22 de novembro de 2007.

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