Olga (filme)

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Olga
Capa d'filme Olga.jpg
Pôster oficial do filme.
 Brasil
2004 • cor • 141 min 
Direção Jayme Monjardim
Coprodução Bruno Wainer, Marc Beauchamps
Roteiro Rita Buzzar
Elenco Camila Morgado
Caco Ciocler
Fernanda Montenegro
José Dumont
Eliane Giardini
Floriano Peixoto
Gênero Drama biográfico
Idioma português
Figurino Paulo Lois
Edição Pedro Amorim
Estúdio Globo Filmes
Distribuição Lumière Pictures
Lançamento Brasil 20 de agosto de 2004[1]
Orçamento R$ 12 milhões[2]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Olga é um filme brasileiro realizado em 2004 pelo diretor Jayme Monjardim, inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes. No filme, estrelam Camila Morgado[3] como a protagonista, Caco Ciocler também, como Luís Carlos Prestes e Fernanda Montenegro como Dona Leocádia Prestes, mãe de Luís Carlos Prestes.

Olga foi um grande sucesso de bilheteria; 385 mil pessoas o assistiram apenas no fim de semana de estréia no Brasil. A obra também recebeu três prêmios no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2005, mas teve recepção negativa da imprensa alemã.[4]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Olga Benário (Camila Morgado) é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou. Em Moscou, Olga faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 2 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão feminina do Campo de Concentração de Barnimstrasse. Afastada da filha, Olga é então enviada para o Campo de Concentração de Ravensbrück, onde é morta na Câmara de Gás.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

O filme Olga levou oito anos para chegar aos cinemas. Em 1997, a produtora e roterista do filme, Rita Buzzar, iniciou a negociação da cessão dos direitos da biografia homônima escrita por Fernando Morais,[5] negociação essa concluída em 1997 com a produtora Nexus, de Rita. Antes disso, os direitos do livro estavam com Sílvio Tendler, documentarista que já tinha levado ao cinema as histórias de Jango e de JK.[6] Em 1998, foi anunciado que a co-produção seria da brasileira Globo Filmes; embora o projeto inicial da Nexus previsse uma co-produção alemã, com parte das filmagens na Europa. Rita diz, "os produtores de lá queriam diretor e elenco alemães, e eu não concordei".[7]

Na época também foi anunciado que o mesmo seria dirigido por Luiz Fernando Carvalho e teria a atriz Patrícia Pillar como a protagonista, com o início das filmagens em setembro do mesmo ano, o que levou cinco anos.[8]

Olga foi o primeiro filme de Jayme Monjardim, especialista em telenovelas. Rita Buzzar, já havia trabalhado anteriormente com Monjardim na telenovela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de 1990. Decididos a fazer uma reconstituição correta do contexto histórico, Monjardim e a equipe de produção foram à Alemanha, onde conheceram os lugares freqüentados por Olga e os campos de concentração onde ela esteve prisioneira. Os cenários foram reconstituídos em estúdio no Brasil. As cenas que se passavam no Rio de Janeiro foram realizadas em locações. A fotografia é Ricardo Della Rosa, também estreante em longa-metragens. A trilha sonora esteve a cargo de Marcus Viana, compositor com quem o diretor também já havia trabalhado em diversas ocasiões na televisão.

Em 20 de outubro de 2003 a produção de Olga recriou a Alemanha com neve artificial em Bangu, o bairro mais quente da cidade do Rio de Janeiro. A antiga fábrica de tecidos de Bangu virou o campo de concentração de Havensbruck, para onde Olga Benário foi levada.[9]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Critica[editar | editar código-fonte]

Olga não teve boas resenhas de alguns críticos especializados, que consideraram, à época do lançamento, o filme excessivamente "televisivo". Contando uma história de amor típica das telenovelas, o filme usa muitos recursos desta linguagem, tais como close-ups extremos, plano e contraplano nos diálogos e música incidental em quase todas as cenas. A maior parte dos comentários de especialistas foram bastante negativos, e quase unânimes em sua rejeição ao trabalho de Monjardim.

Nestas resenhas, destaca-se como objeção mais freqüente a superficialidade do roteiro, que teria se fixado no aspecto romântico da história de Olga e Prestes sem retratar com muita precisão o período histórico, nem as motivações das personagens. Alguns críticos julgaram também os diálogos pobres e excessivamente didáticos, e tampouco as interpretações mereceram elogios, sendo usualmente consideradas artificiais e excessivamente teatrais. Embora com recepção negativa da crítica, o filme ficou entre os dez mais assistidos nos cinemas brasileiros em 2004, com venda de 3.075.742 ingressos no país.[10]

Ao ver o filme, Anita Leocádia Prestes, filha de Olga, comentou que não gostou do final, lamentando que o filme terminasse com a sua mãe na câmara de gás. Ela diz, "era preciso mostrar que há esperança e que houve vitória."[11]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O longa-metragem, de Jayme Monjardim, tornou-se o filme nacional mais visto na época em seu primeiro fim de semana de exibição -- foram exatamente 385.968 pessoas que pagaram ingresso. Com isso, superou Cazuza - O Tempo não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, que vendeu 294.194 bilhetes em seus três primeiros dias de exibição.[12] [13] Ao todo o filme levou 2.921.501 de pessoas para o cinema no Brasil, arrecadando R$ 21 milhões de reais.[14]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Brasil Prêmio ABC de Cinematografia

Brasil Grande Prêmio Cinema Brasil

Cuba Festival de Havana

  • Prêmio do Público: 2005

Brasil Prêmio Qualidade Brasil

Indicações[editar | editar código-fonte]

Brasil Grande Prêmio Cinema Brasil

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Filme Olga. Globo Filmes. Página visitada em 21 de outubro de 2012.
  2. Críticas AdoroCinema. Página visitada em 21 de outubro de 2012.
  3. Olga vai representar o Brasil no Oscar 2005.
  4. Tadeu, Felipe (07 de setembro de 2006). Filme "Olga" decepciona crítica alemã Deutsche Welle. Visitado em 26 de dezembro de 2008.
  5. Portal oficial do filme Olga. Visitado em 31 de dezembro de 2008.
  6. Flores, Rudney (4 de março de 2004). Uma história de amor. Gazeta do Povo.
  7. Couto, José Geraldo (6 de novembro de 2003). Morais dá aval a "Olga" romantizada. Folha de São Paulo.
  8. Dantas, Rui (23 de agosto de 1998). Making Of - Globo Filmes vai produzir longa baseado em "Olga". Folha de São Paulo.
  9. AdoroCinema. Curiosidades, bastidores, novidades, e até segredos escondidos de "Olga". Página visitada em 21 de outubro de 2012.
  10. Fonseca, Rodrigo (29 de dezembro de 2004). O tempo não pára. Jornal do Brasil.
  11. Filha de Olga não gostou do final de “Olga”. Jornal O Globo (13 de agosto de 2004).
  12. Bilheterias Cazuza - O Tempo Não Pára. AdoroCinema. Página visitada em 21 de outubro de 2012.
  13. Bilheteria Brasil: Olga. AdoroCinema. Página visitada em 21 de outubro de 2012.
  14. Especial - As 10 Maiores Bilheterias de 2004. CinePop. Página visitada em 21 de outubro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]