Oligarcas russos

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A expressão oligarcas russos ou magnatas russos, surgida após o colapso da União Soviética, refere-se a um pequeno grupo homens de negócio que adquiriu enorme riqueza, significativa influência política e, frequentemente, também o controle dos meios de comunicação, em algumas das antigas repúblicas soviéticas.[1]

Os oligarcas ganharam destaque em 1992, explorando o mercado que emergiu do caos com o colapso do país devido aos seus problemas económicos, quando uma equipe de jovens reformadores liderados por Anatoly Chubais começou a criar as bases de uma economia capitalista na Rússia. Foi criado um esquema em que cada cidadão russo recebia um bônus, representando sua parcela da riqueza nacional. Milhões de russos empobrecidos venderam esses bônus a preços muito baixos a poucos compradores que assim acumularam enorme fortuna em ativos remanescentes da economia soviética falida. Alguns também se beneficiaram da privatização de empresas estatais a preços reduzidos e aproveitando a lacuna entre oferta e procura que se vivia na época, começaram por importar bens baratos e passaram gradualmente a negociar produtos mais avançados. Abriram bancos, assim que economia desregulada o permitiu, assegurando que o banco central gerasse hiperinflação, e emprestaram dinheiro ao Estado, tendo como garantia acções das empresas estatais mais valiosas. Exploraram os recursos naturais do país, ao obterem licenças para os exportar.

O governo da época via este processo como um mal menor, comparado com o peso no orçamento das indústrias subsidiadas e ao défice do Estado. Houve também guerras entre os oligarcas, na disputa pelas melhores fatias do bolo estatal.

Como resultado desse processo, um pequeno grupo de empresários adquiriu quase a metade de todos os ativos financeiros da Rússia. Entre os pioneiros, o mais rico é Boris Berezovsky, que começou seu império empresarial com um negócio que lhe garantia direitos exclusivos na venda de carros Lada.

Os oligarcas chegaram ao seu auge em 1996, durante o governo de Boris Yeltsin, quando os grandes empresários, além da sua força econômica, começaram a ter também enorme poder político. Na época, a parcela da mídia russa em poder do setor privado era controlada por dois oligarcas - Berezovsky e Vladimir Gusinsky. Para eles, era essencial que Yeltsin continuasse presidente e portanto investiram pesado na sua reeleição.

Mas, desde 31 de dezembro de 1999, quando Yeltsin renunciou e Vladimir Putin assumiu interinamente a presidência da Federação Russa - sendo depois eleito, em 2000, e reeleito, em 2004 - os oligarcas ligados a Yeltsin foram totalmente alijados do círculo próximo ao poder. Passaram a ser investigados e alguns foram presos sob acusações tais como a de roubar propriedade estatal em 1994. Boris Berezovsky e Vladimir Gusinsky foram forçados a se exilar em Londres e em Israel, respectivamente.[2]

Posteriormente, a crise econômica de 2008 também não poupou os oligarcas russos, mesmo aqueles mais próximos de Putin.[3]

Referências

  1. David E. Hoffman, The Oligarchs: Wealth and Power in the New Russia, PublicAffairs (2003) ISBN 1-58648-202-5
  2. BBC Brasil, 25 de outubro de 2003 "Oligarcas russos estão sob pressão," por Nikolai Gorshkov e Stephen Dalzielli.
  3. Financial Times, 25 de outubro de 2008 [http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2008/10/25/ult579u2618.jhtm Oligarcas russos: navegando de lado (em português)

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