Olimpíada Brasileira de Matemática

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A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) realizada desde 1979, é uma competição dedicada aos alunos brasileiros ou de escolas e universidades brasileiras das redes pública e privada desde o 6º ano do ensino fundamental até estudantes universitários em nível de graduação.

Objetivos:

  • Interferir decisivamente na melhoria do ensino de Matemática em nosso país estimulando alunos e professores a um desenvolvimento maior propiciado pelas condições que atualmente podemos oferecer: a realização da OBM.
  • Descobrir jovens com talento matemático excepcional, e colocá-los em contato com matemáticos profissionais e instituições de pesquisa de alto nível, propiciando condições favoráveis para a formação e o desenvolvimento de uma carreira de pesquisa.
  • Selecionar os estudantes que representarão o Brasil em olimpíadas internacionais de Matemática.
  • Organizar no Brasil as diversas competições internacionais de Matemática.

Quem promove a Olimpíada?

A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Os níveis de participação[editar | editar código-fonte]

A OBM realiza-se anualmente em quatro níveis, de acordo com a escolaridade do aluno:

  • Nível 1 - para alunos matriculados nos 6º e 7º anos do ensino fundamental quando da realização da primeira fase da OBM.
  • Nível 2 - para alunos matriculados nos 8º e 9º anos do ensino fundamental quando da realização da primeira fase da OBM ou que, tendo concluído o ensino fundamental menos de um ano antes, não tenham ingressado no ensino médio até a data da realização da primeira fase da OBM.
  • Nível 3 - para alunos matriculados em qualquer série do ensino médio quando da realização da primeira fase da OBM ou que, tendo concluído o ensino médio menos de um ano antes, não tenham ingressado em curso de nível superior até a data de realização da primeira fase da OBM.
  • Nível Universitário - para alunos que ainda não tenham concluido o curso superior (normalmente estudantes universitários em nível de graduação, podendo ser estudantes de qualquer curso e qualquer período).[1]

As fases da OBM[editar | editar código-fonte]

Para os Níveis 1, 2 e 3, a OBM realiza-se em três fases. A primeira fase é realizada no primeiro semestre, a segunda e a terceira no segundo semestre.

Para o Nível Universitário, a OBM é realizada em duas fases, ambas aplicadas no segundo semestre, coincidindo em dia e horário com a segunda e terceira fases dos níveis 2 e 3.

As datas são fixadas anualmente pela Comissão de Olimpíadas da SBM.

Estrutura das provas[editar | editar código-fonte]

Níveis 1, 2 e 3[editar | editar código-fonte]

Primeira fase:

Uma prova de múltipla escolha, realizada nas escolas cadastradas, com 20 a 25 questões com duração de 3 horas.

Segunda fase:

Uma prova contendo parte A e B, realizada nas escolas cadastradas, com duração de 4 horas e 30 minutos.

Terceira fase:
  • Nível 1 - Uma prova discursiva com cinco problemas com duração de 4 horas e 30 minutos.
  • Níveis 2 e 3 - Duas provas discursivas realizadas em dois dias consecutivos com três problemas em cada dia com uma duração de 4 horas e 30 minutos por dia.

As provas são realizadas em local determinado pelo coordenador regional.

Nível universitário[editar | editar código-fonte]

Primeira fase

Uma prova discursiva, realizada nas universidades cadastradas, com seis problemas com duração de 4 horas e 30 minutos, aplicada no mesmo dia e horário da Segunda Fase dos níveis 1, 2 e 3.

Segunda fase

Duas provas discursivas realizadas em dois dias consecutivos, com três problemas em cada dia com duração de 4 horas e 30 minutos por dia, aplicadas no mesmo dia e horário da Terceira Fase dos níveis 2 e 3.

As provas são realizadas em local determinado pelo coordenador regional.

A pontuação final[editar | editar código-fonte]

Níveis 1, 2 e 3

A pontuação final dos alunos que participarem das três fases será feita pelas bancas atribuindo-se um ponto a cada questão da primeira fase, 10 pontos para cada problema da segunda fase(quatro para algumas) e 50 pontos para cada problema da terceira fase. Fica estabelecido que a promoção para a terceira fase levará em conta os pontos acumulados nas duas primeiras.

Nível universitário

A pontuação final dos alunos que participarem das duas fases será feita pelas bancas atribuindo-se 10 pontos a cada questão da primeira fase e 50 pontos para cada problema da segunda fase. Fica estabelecido que a promoção para a segunda fase levará em conta os pontos acumulados na primeira fase.

Os prêmios[editar | editar código-fonte]

São oferecidos prêmios aos alunos que obtiverem as melhores pontuações finais. Esses prêmios são chamados de Medalhas de Ouro, Medalhas de Prata e Medalhas de Bronze e as quantidades de medalhas oferecidas atenderão aproximadamente a proporção 1 : 2 : 3.

São oferecidas menções honrosas a critério da banca.

A Semana Olímpica[editar | editar código-fonte]

A Semana Olímpica é uma atividade que vem sendo realizada desde 1998, destinada a reunir os alunos premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática, estes alunos participam de um treinamento intensivo junto a uma equipe de professores de diversas partes do país, cuja finalidade é dar início ao processo de seleção das equipes que irão representar o Brasil nas diversas competições internacionais de Matemática.

O encontro ocorre todo ano sempre em diferentes cidades do Brasil. Durante o evento, os alunos participam de aulas avançadas de matemática, ministradas por uma equipe de professores selecionados por todo o país. Além das aulas, há palestras que apresentam outras olimpíadas para os estudantes, entre elas a Olimpíada de Matemática do Cone Sul, Ibero-americana de Matemática (OIM), Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) e a Competição Internacional de Matemática para Estudantes Universitários (IMC), o que acaba motivando os alunos a participarem do processo de seleção internacional.

Na Semana Olímpica realiza-se também a primeira reunião anual da Comissão de Olimpíadas da SBM que permite avaliar as Olimpíadas de Matemática do ano anterior e planejar a próxima Olimpíada Brasileira de Matemática.

Lista das Semanas Olímpicas[editar | editar código-fonte]

Abaixo temos os locais das Semanas Olímpicas e os anos da OBM considerada no evento:

IV - 2000 - Salvador (BA)

V - 2001 - Vila Velha (ES)

VI - 2002 - Goiânia (GO)

VII - 2003 - Belo Horizonte (MG)

VIII - 2004 - Ibiúna (SP)

IX - 2005 - Juiz de Fora (MG)

X - 2006 - São José do Rio Preto (SP)

XI - 2007 - Fortaleza (CE)

XII - 2008 - Nova Friburgo (RJ)

XIII - 2009 - São José do Rio Preto (SP)

XIV - 2010 - Itatiaia (RJ)

XV - 2011 - Maceió (AL)

XVI - 2012 - Aracaju (SE)

XVII - 2013 - Florianópolis (SC)

A Revista Eureka![editar | editar código-fonte]

A publicação é de distribuição gratuita para as instituições participantes na competição e pode ser consultada livremente pela Internet.

Editada semestralmente, a revista Eureka! tem como finalidade principal ampliar o acesso dos estudantes e professores a material teórico de qualidade, voltado especificamente para competições de matemática, além de preencher a escassez de publicações semelhantes em língua portuguesa.

O objetivo é proporcionar material de treinamento de alto nível para que professores e alunos de todo o país possam se preparar para a OBM e para outras olimpíadas de matemática, além de manter a comunidade olímpica atualizada sobre as várias olimpíadas internacionais das quais o Brasil participa.

A revista traz enunciados de provas internacionais e os resultados obtidos pelas equipes brasileiras, artigos de matemática olímpica, seção de problemas propostos, soluções de problemas publicados em números anteriores, além de incluir as colaborações enviadas por seus leitores. Além da versão impressa, a revista está também disponível no site da Olimpíada Brasileira de Matemática, onde é possível ter acesso gratuito a todos os números editados até hoje.

Olimpíadas Internacionais[editar | editar código-fonte]

A Olimpíada Brasileira de Matematica (OBM) coordena a participação brasileira nas seguintes olimpíadas internacionais:

  • Olimpíada Internacional de Matemática (IMO)
  • Olimpíada Ibero-americana de Matemática (OIM)
  • Olimpíada de Matemática do Cone Sul
  • Olimpíada de Matemática de Maio
  • Olimpíada Ibero-americana de Matemática Universitária (OIMU)
  • International Mathematical Competition for University Students (IMC)
  • Romanian Master in Mathematics (RMM)
  • Competencia Ibero-americana Interuniversitária de Matemáticas
  • Asian Pacific Mathematics Olympiad (APMO)
  • Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
  • Canguru de Matemática Brasil

Olimpíadas Regionais[editar | editar código-fonte]

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) apoia a realização de competições regionais e estaduais de matemática por meio do Programa Nacional de Olimpíadas de Matemática [2] . Dentre elas, há algumas muito tradicionais, como a paulista e a fluminense. Para uma lista completa, veja lista das olimpíadas regionais de matemática no Brasil.

Programa Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti)[editar | editar código-fonte]

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) em colaboração com a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) criaram em 2012 o programa Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti). O programa, que é oferecido ao longo do ano, consiste em módulos de quatro aulas presenciais por semana, abrangendo os conteúdos de álgebra, combinatória, geometria plana e teoria dos números. As aulas são abertas para todos os estudantes matriculados na rede pública ou privada, a partir do oitavo ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio.

Paralelamente, o programa disponibiliza aulas em vídeo, gravadas no Instituto Nacional da Matemática Pura e Aplicada (Impa) por uma equipe de destacados professores que contam com ampla experiência em treinamento para competições nacionais e internacionais, além de materiais teóricos que contemplam todo o currículo básico da matemática olímpica.

Atualmente (2013) existem Polos com aulas presenciais em Fortaleza, Rio de Janeiro, Parnaíba, Salvador, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e São Paulo.

Referências

  1. Regulamento. Olimpíada Brasileira de Matemática (2013). Página visitada em 10 de junho de 2013.
  2. Site da OBM. Olimpíada Brasileira de Matemática (2013). Página visitada em 24 de junho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]