Operação Dínamo

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Operação Dínamo - Retirada de Dunquerque
Frente Ocidental
Segunda Guerra Mundial
DunkerqueRetirada2war.jpg
Ondas de Evacuação das Tropas Aliadas.
Data 26 de Maio a 4 de Junho de 1940.
Local França França
Resultado Vitória alemã - Retirada dos Aliados
Combatentes
Aliados
Reino Unido Reino Unido
França França
Bélgica Bélgica
Eixo
Flag of German Reich (1935–1945).svg Alemanha
Comandantes
Reino Unido Lord Gort
França Maxime Weygand
Flag of German Reich (1935–1945).svg Gerd von Rundstedt
Flag of German Reich (1935–1945).svg Ewald von Kleist
Militares britânicos sendo evacuados de Dunquerque.

Evacuação de Dunquerque, Milagre de Dunquerque ou Operação Dínamo, foi uma notável operação militar da Segunda Guerra Mundial. Quase trezentos e quarenta mil soldados aliados foram evacuados sob intenso bombardeio, entre 26 de maio e 4 de junho, da cidade francesa de Dunquerque até a cidade inglesa de Dover. Um desastre decorrente da invasão da França pela forças nazistas em 10 de Maio de 1940, que avançou rapidamente devido a falta de efetiva resistência aliada.1 2

Comandada pelo vice-almirante Bertram Ramsay, a intenção inicial era evacuar cerca de 45 mil homens da Força Expedicionária Britânica em dois dias, mas, em breve, o objectivo foi alterado para resgatar 120 mil homens em cinco dias.

Os exércitos britânicos, francês e belga, desdobrados ao longo de uma frente de 250 Km, curvados para dentro do Canal da Mancha, estavam cercados pelos alemães. E as tropas exaustas, empurradas constantemente para trás pelo Panzers inimigos, apertavam nervosamente os fuzis e esperavam em silencioso terror. A retirada era inevitável. De fato, na manhã de 26 de Maio de 1940, Anthony Eden, Ministro da Guerra, havia autorizado um recuo geral para a costa, mas o General John Vereker, 6º Visconde de Gort, o franco e vigoroso Comandante-chefe da Força Expedicionária Brtitânica, na França, tinha suas dúvidas.

A perspectiva da derrota viera com surpreendente e terrível rapidez. Durante oito meses, muitos dos 390.000 homens do exército de Lord Gort tinham desfrutado de uma boa vida. Iludidos de que a Linha Maginot, com seus 400 Km para o sul, era inexpugnável, haviam construído 400 casamatas de concreto armado, cavado trincheiras e fossos antitanques nos moldes semelhantes àqueles da Primeira Guerra Mundial, à espera dos alemães. Subitamente, em 10 de Maio, dez divisões blindadas alemãs e 117 divisões de infantaria irromperam pela neutra Holanda, esmagando suas defesas, sucedendo-se o mesmo com a Bélgica e com o Luxemburgo, também neutros. Pouco depois sete divisões rompiam as linhas do exército francês em Sedan, atravessando facilmente as florestas e as colinas das Ardenas.

Os ingleses acorreram em socorro, atravessando a Bélgica com a expectativa de realização de grandes feitos, porém a campanha se revelou um pesadelo e a posição aliada se tornou insustentável.

A partir da ordem de Sir Eden, originou-se um deslocamento de tropas sem precedentes até então. Milhares de soldados, sob fogo cerrado das divisões alemães, deslocaram-se ao longo desta linha em diração ao mar. A retirada de um número tão grande de soldados e equipamentos era, por si só, uma tarefa monumental, sob ataque pesado do inimigo então era algo que se mostrava surreal. Acompanhando a esta movimentação estava a temível Luftwaffe em todo seu esplendor, que praticamente sem resistência no ar, bombardeava sem pudor nenhum as tropas em retirada.

O erro[editar | editar código-fonte]

Cenas do resgate em Dunquerque

A retirada só foi efetivada devido a um erro estratégico, cuja motivação é desconhecida, sendo até hoje um mistério para os historiadores da Segunda Guerra Mundial.

A evacuação, mesmo de uma pequena parte da Força Expedicionária Britânica, constituiria um fato surprendente, pois Dunquerque só se manteve graças a uma inexplicável reviravolta na estratégia alemã. Em 23 de Maio, quando seus tanques já se encontravam a 20 Km de Dunquerque, o então General Gerd von Rundstedt, baixou um ordem : "Deter-se na linha do Canal A e instalar-se".

Ao contrário dos audazes comandantes das divisões Panzers, como Rommel, o prudente Rundstedt, de 65 anos, não aceitava o novo conceito no emprego de tanques. Mais uma vez durante a Campanha das Ardenas, ele havia ordenado várias paradas, com receio de que as Divisões Blindadas se distanciassem muito das tropas de infantaria, que viriam logo atrás, para apoio e consolidação do terreno. Somado a isto, seu entendimento era de que a planície pantanosa do Flandres não era propícia ao emprego de blindados, o que poderia atolar os Panzers e prejudicar o plano original, que era a ação sobre o coração da França.

Em 28 de maio, além das embarcações a ajudar na operação, foram chamados mais dez contratorpedeiros que tentaram naquela manhã uma nova operação de resgate. Vários milhares acabaram por ser resgatados, embora os contratorpedeiros não puderam se aproximar o necessário da praia. Outras operações de resgate no resto do dia 28 tiveram mais sucesso, tendo resgatado mais 16 000 homens, mas as operações aéreas alemãs aumentaram e várias embarcações foram afundadas ou bastante danificadas, incluindo nove contratorpedeiros. Durante a Operação Dínamo, a RAF perdeu 177 aviões e a Luftwaffe 132, sobre Dunquerque.

Em 29 de maio, a divisão panzer alemã que se aproximava parou em Dunquerque, deixando assim o resto da batalha para a infantaria e força aérea. Na tarde do dia 30, um outro grande grupo de embarcações menores conseguiu resgatar 30 mil homens. No dia 31 de maio, as forças aliadas estavam comprimidas num espaço de 5 km desde De Panne, Bray-Dunes a Dunquerque; nesse dia mais de 68 mil soldados foram evacuados, e outros 10 mil, durante a noite. Em 1 de junho, outros 65 000 foram resgatados e as operações continuaram até 4 de Junho.

Um total de cinco nações fizeram parte da evacuação de Dunquerque: Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos e Polónia.

Data Tropas evacuadas das praias Tropas evacuadas do Porto de Dunquerque Total
27 Maio - 7.669 7.669
28 Maio 5.930 11.874 17.804
29 Maio 13.752 33.558 47.310
30 Maio 29.512 24.311 53.823
31 Maio 22.942 45.072 68.014
1 Junho 17.348 47.081 64.429
2 Junho 6.695 19.561 26.256
3 Junho 1.870 24.876 26.746
4 Junho 622 25.553 26.175
Totais 98.780 239.446 338.226

Grandes perdas de navios[editar | editar código-fonte]

As perdas mais importantes da Royal Navy na operação foram seis navios de guerra:


A Marinha Francesa perdeu três navios de guerra:

Referências

  1. "1940: Dunkirk rescue is over – Churchill defiant." BBC, 2008. Página acessada em 25 de julho de 2010.
  2. Longden 2009, p. 1.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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