Operação Desert Fox

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Operação Desert Fox
Desert fox missile.jpg
Data 16–19 de dezembro de 1998
Local Golfo Pérsico, Iraque
Desfecho Cessar-fogo; grande parte da infra-estrutura iraquiana é destruída.
Combatentes
Flag of the United States.svg Estados Unidos,
Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido
Flag of Canada.svg Canadá
Flag of Iraq (1991-2004).svg Iraque
Principais líderes
Flag of the United States.svg Anthony Zinni Flag of Iraq (1991-2004).svg Saddam Hussein
Forças
30,500 desconhecida
Vítimas
nenhuma 600-2,000 mortes[1]

O bombardeio do Iraque de dezembro de 1998 (codinome Operação Desert Fox ou Operação Raposa do Deserto) foi uma grande campanha de quatro dias de bombardeio sobre alvos no Iraque de 16 a 19 de dezembro de 1998 pelos Estados Unidos e Reino Unido. Foram quatro dias de bombardeios aéreos, a maior ofensiva militar contra o Iraque desde a Guerra do Golfo, com o objetivo de "debilitar a capacidade iraquiana de produzir e usar armas de destruição em massa" após Bagdá ter sido acusada de interromper a cooperação com os inspetores de armas da ONU. Durante 70 horas, o país é alvo de bombardeios e mísseis que destroem instalações militares e civis. Setenta pessoas morrem, de acordo com o governo iraquiano

Nos meses anteriores aos ataques, havia aumentado a tensão entre o órgão de inspeção de armas da ONU no Iraque (a Unscom) e o governo iraquiano. O país vinha se recusando a cooperar plenamente com os fiscais, e estava lhes negando o acesso aos chamados “palácios presidenciais” do presidente Saddam Hussein. O argumento usado pelas autoridades iraquianas para justificar suas decisões foi que os fiscais estavam fazendo trabalho de “espionagem” para o serviço de inteligência dos Estados Unidos.

A campanha de bombardeio tinha sido prevista desde Fevereiro de 1998 e realizada com amplas críticas e apoio, tanto nos EUA como no exterior.[2] A Arábia Saudita, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos anunciaram inicialmente que negariam o uso de bases militares locais dos EUA para o efeito de ataques aéreos contra o Iraque.[3] Tornaram-se uma das bases da invasão do Iraque em 2003, quando Saddam Hussein foi removido do poder.

A ofensiva é seguida de embates no decorrer de 1999, nas zonas de exclusão aérea criadas após a Guerra do Golfo. O Iraque declara essas zonas ilegais e passa a atacar aviões ocidentais que patrulham a região. A Força Aérea dos Estados Unidos e a britânica respondem com bombardeios contra alvos estratégicos.

Referências

  1. Twentieth Century Atlas - Death Tolls. users.erols.com. Página visitada em 2008-10-27.
  2. Headlines of February 16, 1998 Democracy Now!
  3. The Possibility of "Mini-Nukes" On Iraq, Democracy Now!, February 17, 1998