Operação Northern Watch

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Operação Northern Watch
Zonas de exclusão aérea no Iraque
Jaguar GR1As 54Sqn RAF 2002.jpeg
Três caças Jaguar da RAF sobrevoando o deserto iraquiano em 2002.
Data 1 de janeiro de 199717 de março de 2003
Local Norte do Iraque
Desfecho Superioridade aérea alcançada
Suspensa por causa da Operação Liberdade do Iraque
Combatentes
Flag of Iraq (1991-2004).svg Iraque  Estados Unidos
 Reino Unido
 Turquia
Forças
Vários caças e defesas antiaéreas Pelo menos 50 aeronaves e 1400 combatentes em algum período[1]
Baixas
Desconhecido
Algumas instalações de defesa e sistema de armas antiaéreas destruídas
Nenhuma

A Operação Northern Watch (em português Vigília do Norte), que sucedeu a Operação Provide Comfort, foi uma missão duradoura conduzida em conjunto por uma Força Taréfa conjunta de americanos e europeus feita para implementar uma zona de exclusão aérea ao norte do paralelo 36 no Iraque. A missão começou em 1 de janeiro de 1997.

A coalizão formada por Estados Unidos, Reino Unido e pela Turquia, com uma força de 45 aeronaves[2] apoiados por 1400 homens no solo, foi responsável por esta operação. Do pessoal envolvido, pelo menos 1 100 eram americanos que incluía marinheiros, soldados e pilotos da Força Aérea.

Originalmente, o governo turco deu permissão para que a operação durasse seis meses. Os turcos subsequentemente aprovaram mais duas extensões de 6 meses cada, mas deram a entender que não seria uma operação permanente.

No primeiro ano da missão, o norte do Iraque estava quieto, com nenhum confronto entre aeronaves da coalizão e da força aérea iraquiana.

As forças envolvidas na Northern Watch não tomaram parte da Operação Desert Fox, que aconteceu em dezembro de 1998. Depois deste confronto, o Iraque anunciou que não iria mais reconhecer as zonas de zonas de exclusão aérea sobre o país e então começaram a atacar aeronaves da coalizão. De dezembro de 1998 a março de 1999, aerovanes americanas e aliadas que sobrevoavam o norte do Iraque foram alvos constantes de artilharia antiaérea e de mísseis terra-ar. Os americanos responderam bombardeando as bases de defesa e resposta aérea iraquianas que disparavam contra eles, destruindo boa parte dos locais de lançamento de misseis de defesa do Iraque.[3]

Aeronaves da coalizão voavam pelo menos 18 vezes por mês e normalmente eram recebidas a tiro. A arma mais utilizada pelos iraquianos eram canhões e metralhadoras antiaéreas. Apesar de Saddam Hussein, o então presidente do Iraque, oferecer uma recompensa de US$14 mil dólares para quem abatesse uma aeronave da coalizão, nenhum avião foi derrubado.[4]

Durante os primeiros meses de 1999, as atividades da coalizão no Iraque foram interrompidas enquanto aeronaves de combate aliadas eram transportadas para a Itália para tomar parte da chamada Operação Forças Aliadas na Iugoslávia.[5]

Houve poucas missões até a invasão do Iraque em 2003. A última patrulha aérea de combate aconteceu em 17 de março de 2003 (a partir da Base Aérea de İncirlik). Seis semanas depois, a operação foi oficialmente encerrada em 1 de maio de 2003.

Um total de 36 000 missões de combate e patrulha foram executadas durante a Northern Watch e pelo menos 40 000 combatentes serviram durante a operação.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]