Operação Prato

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Foi uma operação militar realizada pelo Primeiro Comando Aéreo Regional - I COMAR, órgão da Aeronáutica brasileira sediado em Belém, capital do Pará, entre os meses de outubro e dezembro de 1977, para investigar o aparecimento e movimentação dos chamados Objetos Voadores Não Identificados - OVNI, nos municípios de Vigia do Nazaré, Colares e Santo Antônio do Tauá[1] , além de estranhos fenômenos associados ao corpos luminosos não identificados, chamados pela população de "chupa-chupa"[2] , relativos a ataques com raios de luz, causadores de queimaduras, perfurações na pele e mortes[nota 1] . Documentos oficiais guardados no Arquivo Nacional em Brasília e documentos vazados sob a guarda da Revista UFO são os principais registros do período[nota 2] . Também envolveram-se nas investigações dos fenômenos os extintos Serviço Nacional de Informações - SNI[3] e o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica - CISA[4] .

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Caso da Ilha dos Caranguejos-MA[editar | editar código-fonte]

A Ilha dos Caranguejos, na Baía de São Marcos, cerca de 30 km da Ilha de São Luiz no Maranhão é a segunda maior do estado. É desabitada, sujeita a inundações pelas marés, repleta de cobras e mosquitos. 

No dia 25/04/77 quatro homens se dirigiram a Ilha dos Caranguejos de barco, para a coleta de madeira. Por força das marés, os quatro ao final dos trabalhos precisavam esperar até a meia-noite para que a maré subisse novamente e o barco fosse liberado para navegar. Por volta das 20h00min foram dormir, sendo acordados pelos solavancos da maré no casco somente as 05h00min. Um dos homens, Apolinário, dormindo no convés, acordou e logo foi acudir Auleriano e Firmino no porão, ambos reclamando de dor. Apresentavam queimaduras de segundo grau. O quarto homem, José, deitado na rede, estava morto. Apolinário a muito custo conseguiu trazê-los da ilha para o continente. A polícia maranhense investigou o caso e nunca chegou a uma conclusão. Os três sobreviventes nunca lembraram dos acontecimentos daquela madrugada, mesmo após hipnose regressiva pelo doutor Silvio Lago. A única referência do causador da tragédia foi atribuída a um dos sobreviventes, Firmino, que teria dito "um fogo" antes de desmair [5] .

O Instituto Médico Legal - IML do Maranhão determinou a morte de José como causada por hipertensão, gerando um acidente vascular cerebral, devido a choque emocional. Os ferimentos de Firmino e Auleriano foram comprovados em corpo de delito[6] [7]

A imprensa do Maranhão rapidamente noticiou a tragédia. O Jornal Pequeno em 29/04/77: "Misterioso Acontecimento na Ilha dos Caranguejos". O Estado do Maranhão em 01/05/77: "Sobreviventes da Ilha dos Caranguejo estão incomunicáveis". O mesmo jornal em dias posteriores continuou a dar cobertura ao caso[8]

Notícia do jornal O Liberal de Belém, Pará, associou o caso a estranhas luzes voadoras não identificadas sobre municípios do Maranhão, dizendo sobre o povo de São Luiz: “todos se recordavam que, em meados de maio último, uma luz misteriosa e muito brilhante, surgindo repentinamente, provocou a morte de um homem a bordo de uma embarcação ancorada ao largo da ilha dos Caranguejos”. Registra também na notícia que os noticiários de televisão da capital São Luiz divulgavam as ocorrências das estranhas luzes em Cajapió. E mais, conta uma história detalhada sobre o que ocorreu no barco, sobre uma luz brilhante que invadiu o porão da embarcação, vinda de um "objeto volumoso e pesado", contrastando com os depoimentos conhecidos dos sobreviventes de que nada lembram dos acontecimentos daquela noite[nota 3] .

Duas hipóteses surgiram na época para explicar o caso: algum tipo de descarga elétrica de fenômeno atmosférico, como um raio, defendido por médicos e policiais ou a ação mortal das luzes voadoras, os famosos discos voadores, divulgada pela imprensa.

A Baixada Maranhense[editar | editar código-fonte]

O jornal o Estado do Maranhão em 14/07/77 noticiou vários relatos de encontros com as estranhas luzes voadoras, entre a população da Baixada Maranhense, microrregião com 21 municípios, geograficamente localizada próximo a Baia de São Marcos e a Ilha dos Caranguejos. No município de São Bento um lavrador viu um misterioso objeto em forma de pipa, tão luminoso que caiu do cavalo e desmaiou. Na fazenda Ariquipa, um homem foi queimado por uma tocha vinda de uma grande bola. Em Bom Jardim uma mulher foi atingida por um raio emitido por uma bola de fogo e desmaiou, sem queimaduras[9] .

Mapa de Municípios do Maranhão com relatos de OVNI em 1977, após o Caso da Ilha dos Caranguejos, citados em notícias de jornais, direta (uma cidade específica) ou indiretamente (toda a Baixada Maranhense). Interligam-se historicamente aos acontecimentos da famosa Operação Prato no Pará.

No município de Pinheiro uma viatura levando o delegado e soldados foi perseguida por um Objeto Voador Não Identificado - OVNI que emitiu sinais luminosos , interpretado como uma tentativa de comunicação. No município de São Vicente do Ferrer o delegado sacou o revolver para atirar num OVNI sobre sua residência mas a forte luz emitida o impediu[nota 4] .

Na capital federal, Brasília, as notícias também chegaram. O Jornal de Brasília em 30/07/77, trazia informações do Maranhão, dando conta da extensa área geográfica onde eram observadas luzes no céu. Habitantes dos municípios de Perimirim, São Bento, Santa Helena, Pinheiro, Guimarães e Bequimão na Baixada Maranhense sofriam crises nervosas. O líder do Governo na Assembléia Legislativa, conta que ele e mais cem pessoas viram um ponto de luz irradiando focos de luz no Porto de Itauna e que os "lavradores temem também ser vítimas da luz que queima e adoece a quem ela atinge". O deputado estadual, porém, alerta não haver registro de casos de queimaduras. A notícia finaliza com uma estimativa grandiosa, atribuída ao Coordenador de Segurança do Estado: 50% da população da Baixada Maranhense já tinha visto o “estranho objeto[10] .

Medo e Pavor em Viseu-PA[editar | editar código-fonte]

O município de Viseu no Pará, localiza-se as margens do Rio Gurupi, fronteira natural entre os estados do Pará e Maranhão.

A imprensa também registra nesse município o aparecimento de luzes no céu e supostos ataques com raios a população, além da presença de uma entidade capaz de sugar sangue de suas vítimas. O período temporal das notícias no Pará coincide com a das publicadas no Maranhão. Em 10/07/77 várias histórias foram publicadas sobre a "lanterna com luz forte" que rondava os arredores de Viseu, como Curupati, Urumajó e Itaçu. Como a de dois moradores mortos após serem chupados por uma luz que voava, mas o delegado e um deputado esclareciam que ninguém sabia informar a identidade das vítimas[nota 5] .

Em 11/07/77 uma extensa matéria é publicada com diversas histórias. Na Vila do Piriá, a 14 km de Viseu, "a luz do Diabo" causou uma doença num morador, acabando com sua vitalidade. Informava que dezenas de caboclos do lugar haviam vivido aventuras com a luz voadora. Na Vila do Itaçu, 15 km de Viseu, ninguém havia visto a luz, mas todos acreditavam. Em Viseu um menino de nove anos foi envolvido por uma luz amarela que depois subiu ao céu em velocidade vertiginosa, ficando acamado por três dias com tremores e febre. Dois pescadores viram um "tamborão" luminoso e voador se aproximar da canoa onde estavam. Um caçador foi atingido pela luz em seu braço, dizendo que ela parecia furar sua carne e osso "e sentiu que toda a sua vitalidade estava sendo sugada"[nota 6] .

Os Fenômenos Chegam a Baia do Marajó[editar | editar código-fonte]

Recorte de exemplar do jornal A Província do Pará de 20/10/1977, 1º Caderno, pág. 15, título “As evoluções dos objetos nos céus da Vigia”. Os números (1 a 5) foram inseridos para representar a sequência dos deslocamentos. As trajetórias 4 e 5 foram entre Candeuba e Arapiranga, com Arapiranga deslocada na figura publicada, talvez para efeito de melhor visualização.

Entre o município de Viseu e a Baia do Marajó temos uma extensa faixa de cerca de 260 km de litoral, pelo qual as luzes voadoras foram deixando rastros. Antes de chegar a Baia, há registros de observações e ataques de luz em vários municípios. Em Quatipuru/PA[11] e Maracanã/PA[12] a presença de luzes com ataques de raio.

Em 20/10/77, a população do município de Vigia do Nazaré, 99 km de Belém, presenciou as 18h45min o ostensivo surgimento de objetos cruzando o céu, causadores, aparentemente, de um apagão de energia elétrica. O prefeito relata ter ouvido rumores nas ruas “dando conta que um objeto estranho cruzava os céus em espantosa velocidade e lançando uma luz amarela. Como já tivesse ouvido falar na aparição desses objetos, correu até a janela de sua casa, divisando então a olho nu quando um subia da Ilha de Tapará que fica localizada por trás da cidade sem ruídos e sem deixar rastros tomava rumo do povoado de Santo Antônio de Ubintuba”[nota 7] . A reportagem de 20/10/77 do jornal A Província do Pará sobre objetos sobrevoando Vigia do Nazaré e sobre o desespero reinante no povoado de Santo Antônio do Ubintuba (“Ubintuba pode ser abandonada”), acrescida da manifestação do prefeito claramente a favor da ajuda militar, coloca em cena o Primeiro Comando Aéreo Regional, o I COMAR, órgão da Força Aérea Brasileira, sediado em Belém.

A missão[editar | editar código-fonte]

Sob o comando do Capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima, que deu o nome à missão e formada por mais de duas dezenas de militares[13] , a equipe investigou a área que fica no litoral próximo ao município de colares, munidos de câmeras fotográficas e filmadoras de 8 e de 16 mm. Seu principal objetivo era observar e registrar, de todas as formas possíveis, as estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes. O posto médico da cidade havia realizado atendimentos a diversas pessoas vítimas de queimaduras cujos responsáveis, segundo a população, eram estranhas luzes vindas do céu. O fenômeno era conhecido como chupa-chupa e a história estava criando certa histeria entre os moradores que, buscando uma controversa explicação religiosa, atribuía os ataques ao "diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos". Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico, que levava muitos cidadãos a se organizarem para fazer vigílias e usar fogos de artifício na tentativa de afugentar as misteriosas luzes.

A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros, a equipe do Capitão Hollanda Lima não registrou ocorrências, porém o cenário iria se modificar radicalmente segundo o militar.[14]

Testemunho[editar | editar código-fonte]

Em 1997, vinte anos depois, Hollanda Lima concedeu uma entrevista aos pesquisadores Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit relatando os acontecimentos e as atividades de sua equipe nos dois últimos meses da operação. Posteriormente, Hollanda também concedeu entrevista a emissora de Televisão, Rede Globo, em edição especial do programa “Linha Direta”, uma produção teledramática sobre a Operação Prato. Segundo ele, sua equipe presenciou as mais surpreendentes e estranhas manifestações de natureza desconhecida. Além de ter presenciado, os militares registraram os erráticos movimentos de pequenos objetos luminosos que julgou serem “sondas ufológicas”. Constataram também a presença de gigantescas naves que executavam manobras que destruiriam qualquer aeronave conhecida. Seriam maiores que “um prédio de trinta andares” em seu comprimento e emitiam luzes de várias cores. Tais “espaçonaves” recolhiam regularmente as “sondas pesquisadoras”.

Em sua entrevista, Hollanda Lima declarou que dois agentes do Serviço Nacional de Informação, também tiveram a oportunidade de presenciar estas manifestações envolvendo os objetos gigantes. O capitão pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões. As cores também variavam e supunha ele que indicavam a função ou o tipo de manobra do “aparelho”.

A equipe também recolheu relatos incríveis contados pela população ribeirinha. Alguns envolvendo seres luminosos saídos do interior de estranhos objetos. Esses seres arrebatavam pessoas com sua luminosidade. Outros sugavam o sangue das pessoas que capturavam. Um fato registrado é que na maioria dos episódios havia a presença de uma ou mais testemunhas.[15]

A Operação Prato foi tema de um documentário do The History Channel, que no Brasil foi exibido com o título O Caso Roswell Brasileiro, dentro da série Arquivos Extraterrestres.

Os relatórios da Operação Prato[editar | editar código-fonte]

Originalmente, o Capitão Hollanda Lima dizia que apesar de crer na possibilidade de vida extraterrestre não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares, contudo mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na região, pois teria visto, filmado e fotografado OVNIS sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado.

O comando da Aeronáutica oficializou o término da operação após quatro meses e ordenou o regresso da equipe. Porém o capitão disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo mas não com a mesma intensidade e casos de vítimas das queimaduras não foram mais registrados.

Uyrangê Bolívar Hollanda Lima foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro em 2 de Outubro de 1997, ou seja, dois meses após sua entrevista ser dada. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam que Uyrangê passava por uma profunda depressão devido a experiência que sofreu com os fatos ocorridos e portanto cometeu suicídio, enquanto uma outra corrente de ufólogos afirma não acreditar que Uyrangê tenha cometido suicídio, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato. Todo o material registrado pela sua equipe durante a Operação Prato ficou em posse da FAB, que só começou a liberar os arquivos ao público em 2008.

Notas

  1. Jornal O Liberal, Objeto voador apavora Umbituba, 16/10/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.
  2. A autenticidade dos documentos da Aeronáutica sob guarda do Arquivo Nacional é incontestável. Os documentos vazados sob guarda da Revista UFO foram entregues antes da liberação do documento oficial Registro de Observações de OVNI e um cruzamento minucioso entre os documentos garante a autenticidade dos vazados, além da idoneidade da própria revista.
  3. Jornal O Liberal, Luz dos mistérios volta aos céus do Maranhão, 14/07/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.
  4. Jornal O Liberal, Objeto voador misterioso apavora todo o Maranhão, 29/07/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.
  5. Jornal O Liberal, LUZ MISTERIOSA APAVORA VISEU, 10/07/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.
  6. Jornal O Liberal, LUZ MISTERIOSA AINDA CAUSA PAVOR EM VISEU, 11/07/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.
  7. Jornal A província do Pará, As evoluções dos objetos nos céus da Vigia, 20/10/1977 - arquivado na Biblioteca Pública de Belém.

Referências

  1. I COMAR. Registros de Observações de OVNI Arquivo Nacional. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  2. I COMAR. Relatório de Missão, Operação Prato – Comentários Revista UFO/documentos vazados. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  3. Agência do SNI de Belém, dossiê 3252/83. Objetos Voadores Não Indentificados – OVNI http://www.fenomenum.com.br/, crédito Revista UFO. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  4. I COMAR. Relatório de Missão, Operação Prato Revista UFO/documentos vazados. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  5. Bob, Pratt. Capítulo 19 Morte na Ilha do Caranguejo. Perigo Alienígena no Brasil: Perseguições, Terror e Morte no Nordeste (em Português). [S.l.]: Editora Biblioteca UFO, 2003. 171-185 pp. ISBN 85-87362-15-1
  6. SSP/MA. Corpo de Delito de Auleriano http://www.fenomenum.com.br/, crédito Edson Boaventura Junior. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  7. SSP/MA. Corpo de Delito de Firmino http://www.fenomenum.com.br/, crédito Edson Boaventura Junior. Visitado em 25 de agosto de 2014.
  8. Pablo Villarrubio Mauso. Estranhas mortes na Ilha dos Caranguejos Revista UFO. Visitado em 27 de agosto de 2014.
  9. Equipe UFO. As mortes começaram no Maranhão Revista UFO. Visitado em 27 de agosto de 2014.
  10. Jornal de Brasília 30/07/77. Objeto luminoso esta causando medo no Maranhão Arquivo Nacional. Visitado em 27 de agosto de 2014.
  11. I COMAR, 2a Seção. Informe 01/79 Ernesto Revista UFO/documentos vazados. Visitado em 12 de Setembro de 2014.
  12. 4o Distrito Naval, 2a Seção. Objetos Não Indentificados – Estado do Pará - Desde Abril/77 http://www.fenomenum.com.br/, crédito Revista UFO. Visitado em 12 de Setembro de 2014.
  13. Guilherme Poggio (20 de julho de 2009). Operação Prato.
  14. GEVAERD, A. J. Amazônia: campo de experimento de seres alienígenas. Ufo. Campo Grande: Mythos Editora, ano 21, no 114, set. 2005, p. 14-36.
  15. GEVAERD, A. J. Dossiê Amazônia: continua a busca de informações sobre as ações militares na região. Ufo. Campo Grande: Mythos Editora, ano 21, no 115, out. 2005, p. 26-35.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Manifesto da Ufologia Brasileira
  2. Matéria no Portal/Revista Vigília
  3. SNI investigou óvnis durante a ditadura/FAB

Fontes[editar | editar código-fonte]