Operação Serval
| Intervenção militar no Mali (Operação Serval) |
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| Parte da(o) Revolta no norte do Mali e Insurgência islâmica no Magrebe | |||||||
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Apoio logístico: |
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A intervenção militar no Mali, denominada Operação Serval (em francês: Opération Serval, uma referência ao felino africano), é uma operação militar realizada no norte do país, no início de 2013, pelas Forças Armadas Francesas, com apoio logístico das Forças Armadas dos Estados Unidos e de outros países europeus. A intervenção estrangeira ocorreu a pedido da junta militar que governa o Mali desde o golpe de 201221 e contou com o apoio de vários países africanos e ocidentais22 23 24 , tendo sido autorizada pelas Nações Unidas25 . O objetivo declarado da intervenção é deter o avanço de tuaregues e rebeldes islâmicos do Azauade, supostamente ligados à Al Qaeda, os quais26 governam de facto o norte do país desde 2012, podendo eventualmente chegar à capital, Bamako.
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Antecedentes [editar]
Em janeiro de 2012, após um influxo de armas que ocorreu após a Guerra Civil Líbia, tribos tuaregues do Movimento Nacional de Libertação do Azauade (MNLA) começaram uma rebelião contra o governo central do Mali.27 Em abril, o MNLA afirmou que havia atingido seus objetivos e cancelou sua ofensiva contra o governo, proclamando a independência do Azauade.28 Em junho de 2012, no entanto, o MNLA entrou em conflito com os grupos islamitas Ansar Dine e o Movimento para a Unidade e Jihad na África Ocidental (MUJAO) após os islâmicos começarem a impor a sharia no Azauade.29 Em 17 de julho, o MUJAO e o Ansar Dine haviam expulsado o MNLA de todas as grandes cidades.30 Em 1 de setembro de 2012, a cidade de Douentza, na região de Mopti, até então controlada pela milícia Iso Ganda, foi tomada pelo MUJAO,31 e em 28 de novembro de 2012, o MNLA foi expulso de Léré, Região de Timbuktu pelo Ansar Dine.32
Assim, o resultado inesperado da revolta tuaregue e do colapso do Estado do Mali após o golpe de Estado de março, foi o estabelecimento de um miniestado fundamentalista islâmico no norte do país.30
Pedido de intervenção [editar]
Em 24 de setembro de 2012, o governo do Mali voltou-se para as Nações Unidas, a fim de solicitar que uma força militar internacional ajudasse o Exército do Mali a recuperar o controle do Azauade.
O pedido foi apresentado pelos então presidente e primeiro-ministro do país africano, Dioncounda Traoré e Cheick Modibo Diarra, respectivamente, através de uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon.21
Em 20 de dezembro de 2012, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio uma força militar conjunta africana (AFISMA), sendo a aprovada a proposta por unanimidade pelos 15 membros do Conselho e na presença do ministro das Relações Exteriores do Mali, Tieman Coulibaly.
Operação [editar]
Críticas [editar]
Embora explicitamente o presidente francês, François Hollande, justifica a participação francesa por razões de paz e rejeita a existência de interesses políticos ou econômicos com estas palavras:
A França é um país livre, tem valores" [...] "Nós não estamos defendendo nenhum interesse político ou econômico no Mali, apenas defendemos a paz33
Estudiosos como G. Labarthe, fundador da agência de notícias suíça DATAS e especialista em África, assegura que parece claro que a França e os outros países envolvidos no Mali também estão se movendo no interesse de garantir as jazidas minerais da região34 , como aconteceu na Líbia há dois anos. Durante os meses antes da intervenção Le Monde publicou diversos artigos sobre a importância das jazidas de urânio e questionou uma possível intervenção militar.35
A organização Global Research também mostra que em torno de Faléa na região de Kayes, no sul do país, há importantes jazidas de urânio cujo acesso poderia ser potencialmente importante para a indústria nuclear francesa. Na mesma região, a corporação canadense Rockgate leva anos fazendo prospecção. Existem também jazidas de urânio importantes na região de Gao. Além disso, a AQMI (Al Qaeda no Magreb Islâmico) manteve a 7 reféns franceses e os islâmicos ameaçam segurança para toda a região do Sahel, que abriga milhares de cidadãos franceses, cujo lider foi dado como morto, mas a informação ainda não foi confirmada.36 37
Referências
- ↑ EUA enviam tropas em apoio a missão no Mali
- ↑ Malí: Washington pone a disposición de Francia aviones de transporte 17 de enero de 2013 - AFP
- ↑ Regering keurt steun aan militaire interventie in Mali goed
- ↑ Canada sending C-17 transport plane to help allies in Mali
- ↑ Danmark sender transportfly ind i kampene i Mali
- ↑ España confirma que intervendrá en Malí. Cuartopoder, 2013.
- ↑ [1]. ABC, 2013.
- ↑ BBC: UK troops to assist Mali operation to halt rebel advance
- ↑ Francia continúa operación en Malí, detenido avance islamista AFP - 11 de enero de 2013
- ↑ Mueren “un centenar” de islamistas en combates en Malí AFP - 12 de enero de 2012
- ↑ Soldados franceses repelen insurgentes en Malí Ene - 12,12
- ↑ Daniel, Serge. «Mali's isolated junta seeks help to stop Tuareg juggernaut», ModernGhana.com, 30 de marzo de 2012. Consultado el 14 de julio de 2012.
- ↑ «Mali Tuareg rebels' call on independence rejected», BBC, 6 de abril de 2012. Consultado el 14 de julio de 2012.
- ↑ BBC: Mali conflict: UN backs France's military intervention
- ↑ Francia bombardea a rebeldes en Mali mientras llegan más tropas a Bamako Reuters - 13 de enero de 2013
- ↑ Francia confirma los bombardeos de cuatro cazas Rafale en Gao 13-01-2013 - Europa Press
- ↑ Alemanha vai enviar 300 militares para o Mali 13-01-2013 - Exército brasileiro]
- ↑ Terra: Llegan a Malí 40 togoleses, primeros soldados de fuerza africana
- ↑ Se intensifica la ofensiva internacional sobre Mali AFP y Reuters - 14 de enero de 2013
- ↑ Se agrava la crisis en Mali por avance de islamistas sobre tropas de Francia EFE y REUTERS - 14 de enero de 2013
- ↑ a b Malí pide a la ONU autorizar una intervención militar internacional en el norte del país
- ↑ Togoleses en Malí
- ↑ Chad envía contingente de tropas especiales a Malí
- ↑ Envía Nigeria a Malí primeros refuerzos para Francia
- ↑ El Consejo de Seguridad de la ONU autoriza el envío de una misión militar a Malí
- ↑ Mali lanza una ofensiva apoyada por Francia y África Occidental contra los rebeldes salafistas
- ↑ Mali Besieged by Fighters Fleeing Libya. Stratfor. Página visitada em 22 de Março de 2012.
- ↑ "Tuareg rebels declare the independence of Azawad, north of Mali", Al Arabiya, 6 de Abril de 2012. Página visitada em 6 de Abril de 2012.
- ↑ Serge Daniel. "Islamists seize north Mali town, at least 21 dead in clashes", Google News, 27 de Junho de 2012. Página visitada em 27 de Junho de 2012.
- ↑ a b Adam Nossiter. "Jihadists' Fierce Justice Drives Thousands to Flee Mali", 18 de Julho de 2012. Página visitada em 23 de Novembro de 2012.
- ↑ "Mali: des islamistes à la lisière Nord-Sud", 1 de Setembro de 2012. Página visitada em 13 de Janeiro de 2013.
- ↑ "Ban Ki-moon met en garde contre une intervention au Mali", 29 de Novembro de 2012. Página visitada em 13 de Janeiro de 2013.
- ↑ La sombra del uranio sobrevuela Malí Público 18/01/2013
- ↑ Riquezas minerais, além do combate ao terror, explicam intervenção francesa no Mali. Opera Mundi.
- ↑ L'intervention militaire au Mali n'est pas une solution Le Monde 20/06/2012
- ↑ Líder da al Qaeda está vivo, diz serviço de monitoramento ESTADÃO - 3 de março de 2013
- ↑ Las claves de la rebelión en Malí.
Ver também [editar]
Ligações externas [editar]
- História do Mali é marcada por conflitos separatistas desde o início do século XX. Da colonização francesa até a guerra na Líbia, conflitos do passado ajudam a explicar crise atual. Opera Mundi, 19 de janeiro de 2013 por João Novaes
- No Mali, não há uma guerra do bem contra o mal. Análise de Owen Jones, do jornal britânico The Independent, lembra que, até há pouco, o governo perseguia e matava muçulmanos, que agora se voltam contra ele. Muitos dos revoltosos são tuaregues expulsos da Líbia pós-Kaddafi. Carta Maior, 18 de janeiro de 2013.