Operadora móvel com rede virtual

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Operadora móvel com rede virtual (sigla MVNO correspondente em inglês a Mobile Virtual Network Operator), denominado normalmente por operador móvel virtual, consiste na prestação do serviço móvel celular através do uso da rede de uma operadora tradicional, sem que se detenha rede própria para tanto. A MVNO deve ter uma marca forte, estrutura de atendimento ao cliente, vendas e marketing, porém, não necessita das áreas técnicas de desenvolvimento, como Engenharia e TI.

A operadora percebida pelo cliente detém toda a estrutura comercial e de atendimento, mas sua rede é virtual, pois, como citado, pertence a uma das operadoras tradicionais que partilha a receita gerada e recebida com a Operadora Virtual.

Geralmente as MVNO atuam em nichos de mercado onde as operadoras tradicionais não queiram ou não possam atuar, atingindo consumidores atraídos pela força da marca ou pelo foco dado a este determinado mercado.

[editar] Portugal

Em Portugal já existem este tipo de operadoras reguladas pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), tendo esta definido o enquadramento regulatório da actividade destes operadores a 9 de Fevereiro de 2007[1]. A primeira a aparecer foi a Talk Talk Mobile (pertencente à The Phone House), depois veio a Worten Mobile (perencente à Worten). Seguiram-se a Rede4 (pertencente à Optimus), a Uzo (pertencente à TMN), a Vodafone Directo (pertencente à Vodafone). Mais recentemente, a Phone-ix (pertencente aos CTT), a ZON Mobile (pertencente à ZON Multimédia) e a Continente Mobile (pertencente à Continente), bem como a Benfica Telecom, parte integrante da Benfica TV, que pertence ao clube de futebol Sport Lisboa e Benfica.

[editar] Brasil

No Brasil ainda não existem MVNOs. No final de 2009 a ANATEL abriu uma consulta pública para a proposta de regulamentação da atividade. Após receber contribuições, principalmente das operadoras atuais, a Agência reguladora está elaborando a regulamentação definitiva. Diversas empresas, como Pão de Açúcar, Carrefour, Banco do Brasil, GVT, Abacomm e Spring Wireless, já demonstraram interesse em entrar nesse mercado.

Já em 2010, a ANATEL autorizou atividades de operadoras virtuais no país, abrindo caminho para a atuação das MVNOs no Brasil. Cite-se que recentemente, segundo notícia da Folha de São Paulo[2], a seguradora Porto Seguro e a TIM assinaram um acordo de compartilhamento de infraestrurura de telefonia celular para lançar a primeira operadora móvel virtual brasileira. A informação foi comunicada ao mercado pela seguradora no dia 14/02/2011. A operação será realizada em conjunto com a brasileira Datora Telecom. A TIM será a fornecedora da rede e o acordo abrange sua utilização em todos os Estados do país. A operadora informou ainda que mantém conversas avançadas com outras potenciais operadoras virtuais.

[editar] Referências

  1. Enquadramento regulatório da actividade dos operadores móveis virtuais (MVNO) - Anacom - Portugal
  2. "Porto Seguro faz acordo com TIM para lançar operadora de celular".
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