Orçamento anual de tesouraria

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A elaboração do Orçamento Anual de Tesouraria contempla todos os fluxos financeiros provisionais de exploração e extra-exploração, independentemente da sua origem ou destino, tais como, ciclos das operações de exploração, das operações de investimento e das operações financeiras. Este orçamento agrega os orçamentos de exploração, de investimentos e financeiro, mais ou menos sintetizado.

Instrumento essencial para a gestão financeira a curto prazo da empresa, uma vez que o conhecimento antecipado dos fluxos financeiros prováveis possibilitará a procura das melhores soluções, ou seja, daquelas que visam a maximização da tesouraria global ao menor custo e sem desencadear desequilíbrios conjunturais ou estruturais de tesouraria.

Deverá construir-se o modelo-tipo, que mais se ajusta a cada Empresa, tendo em conta a sua actividade e/ou sazonalidade e controlar mensalmente o plano de investimentos, o plano financeiro e o orçamento de exploração.

Contudo para a qualidade desta análise é fundamental que todos os restantes departamentos contribuam correctamente na sua elaboração.

Será também de bom termo que se façam os ajustes/correcções necessárias semestralmente, quanto mais rápido realizarmos os ajustes/correções menos surpresas teremos.

Em caso de desvios, o gestor financeiro deverá corrigir os orçamentos previsionais e efectuar novas previsões para os 3 meses seguintes.

A materialização, em termos de fluxos financeiros previsionais, de todos os objectivos e políticas de curto prazo da empresa, concretiza-se no Orçamento Anual de Tesouraria.

Planeamento financeiro[editar | editar código-fonte]

O planeamento financeiro é o processo seguido por uma empresa para se informar acerca dos recursos financeiros que tem ao seu dispor, de que recursos necessita e onde pode procurar recursos suplementares.

O Planeamento de longo prazo tem uma natureza estratégica, definindo objectivos de vendas e rentabilidade num período mais alargado, que pode ir de três a cinco anos. Neste caso, pretende-se analisar o impacto conjunto das diferentes funções da empresa, focando-se no global e contornando os detalhes. Trata-se de abordar todos os pequenos investimentos da empresa como um todo consolidado e projectar os resultados que, no seu conjunto, poderão gerar no horizonte temporal definido.

Planeamento Financeiro de curto prazo[editar | editar código-fonte]

No Planeamento de curto prazo o horizonte de planeamento raramente vai além dos 12 meses. A empresa pretende assegurar que terá recursos financeiros suficientes para satisfazer os seus compromissos de curto prazo em condições vantajosas, evitando rupturas de tesouraria.

Poder-se-á considerar ainda, que este orçamento representa um precioso documento para o conhecimento e controlo dos “fluxos monetários que são caracterizados por uma grande sensibilidade”, expressão esta da autoria de Pinto de Matos.

De referir que a preparação deste orçamento implica uma série de pressupostos objectivos e políticas de curto prazo, quer de natureza económica quer de natureza financeira.

No entanto, a validação final destes objectivos e políticas apenas deve ser efectuada após o conhecimento dos fluxos financeiros provisionais, que se encontram quantificados no próprio Orçamento de Tesouraria.

Conhecido o Orçamento Anual de Tesouraria e verificada a inexistência de necessidades adicionais, está-se então em condições de completar a Conta de Exploração e Resultados e construir o Balanço Provisional.

O orçamento resulta dos planos de acção valorados, evidenciando estimativas de custos, proveitos e outras relativas a actividade económica e financeira da empresa.

Verifica-se uma estreita interligação entre o planeamento e a orçamentação, sendo esta uma importante ferramenta de implementação da estratégia da empresa.

A sua principal peça operacional é o Orçamento de Exploração.

Um Orçamento de Exploração rigoroso e devidamente actualizado é uma ferramenta de gestão de curto prazo fundamental para reduzir os riscos do negócio e simultaneamente avaliar a gestão corrente dos responsáveis pela execução da mesma.

O Orçamento de Exploração, obtido com base nos pressupostos da política financeira da empresa, tem uma relação estreita com a parte operacional da Demonstração de Resultados. É formado pela agregação de vários orçamentos.

Principais fontes de financiamento de curto prazo[editar | editar código-fonte]

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O fundo de maneio é gerido através de decisões financeiras que modificam a relação entre os seus componentes. Aos aumentos do valor do activo circulante em relação às dívidas a curto prazo, corresponde um acréscimo do fundo de maneio, enquanto a situação contrária, se traduz numa redução. A opção por qualquer uma das situações descritas afecta a rendibilidade e o risco das empresas. A redução do fundo de maneio através da substituição de dívidas de curto por dívidas de médio e longo prazo, contribui de forma negativa para a rendibilidade, porque as segundas suportam taxas de juro mais elevadas, mas reduz o risco, na medida em que não exige de imediato o pagamento dos encargos e o reembolso do capital. Em síntese, o problema da gestão do fundo de maneio está relacionado com o objectivo geral das decisões financeiras, que se traduz na maximização da rendibilidade e na minimização do risco. O risco pode ser reduzido através da escolha das fontes de financiamento mais adequadas. Este objectivo só é atingido quando são conhecidas as características específicas das principais fontes de financiamento de curto prazo. Entre estas fontes de financiamento consideram-se os empréstimos bancários e o papel comercial, os fornecedores, os adiantamentos de clientes, as garantias e o crédito do estado. Pela importância que os empréstimos bancários assumem para a gestão corrente das empresas são estudadas diversas modalidades como os descobertos bancários, o desconto de facturas, o desconto de warrants, os créditos documentários, as garantias bancárias e o desconto de títulos, que inclui o desconto de livranças, o crédito por desconto ao cedente, o crédito por desconto ao fornecedor e o crédito por aceite. Estas fontes de financiamento são estudadas segundo três parâmetros fundamentais comuns que podem utilizar-se na sua avaliação: o custo total, a natureza das aplicações a que se destinam e o efeito sobre o risco financeiro das empresas. A qualidade da gestão do fundo de maneio está relacionada com as decisões tomadas ao nível do activo circulante, cuja gestão assenta em três regras básicas: 1) redução das disponibilidades ao valor mínimo possível; 2) receber o mais rapidamente possível as dívidas dos clientes; e, 3) acelerar ao máximo a rotação das existências. O cumprimento destas regras é conseguido através da definição de políticas financeiras, cuja execução pode ser controlada através da análise dos rácios de funcionamento. Ao nível das disponibilidades é preciso decidir qual o nível mínimo a manter em caixa, de modo a garantir os pagamentos relativos ao funcionamento da empresa. Ao nível das dívidas de terceiros e das existências a regra é conseguir uma gestão eficiente que reduza ao máximo o investimento, porque a contribuição destas rubricas para a rendibilidade da empresa é muito reduzida. Assim, são apresentados modelos de gestão de stocks, que têm por objectivos a manutenção da actividade normal e a minimização do custo de oportunidade do capital. A redução do investimento em contas a receber exige a manipulação de dois instrumentos de gestão fundamentais: a política de crédito e a gestão das cobranças. Nesta matéria é preciso não esquecer que uma boa política de crédito e uma eficaz gestão das cobranças permite o financiamento da tesouraria a mais baixos custos e com menor risco. Assim, impõe-se a necessidade de estudar os efeitos das alterações da política de crédito sobre a tesouraria e o desenvolvimento de modelos de gestão de cobranças que permitam o recebimento das dívidas nas respectivas datas de vencimento.

Existem diversas fontes alternativas de financiamento de curto prazo, isto é, financiamentos com um prazo de exigibilidade até um ano. Os mais relevantes são:

Capitais alheiosCrédito bancário: Operação pela qual uma instituição bancária coloca à disposição de um cliente determinado montante e este se compromete a reembolsar a instituição na data fixada antecipadamente, acrescido dos juros previamente combinados. O crédito bancário poderá tomar a forma de crédito direto, caso em que a instituição bancária coloca fundos à disposição de empresas e particulares (exemplos: desconto de títulos, capital de giro, contas garantidas, cheques especiais, abertura de crédito através de conta corrente ou de empréstimo). Quanto ao crédito bancário indireto, a instituição bancária desembolsa fundos caso o beneficiário do crédito não assuma os compromissos (exemplos: garantias bancárias, avais ou aceites bancários).

Empréstimos de curto prazo: O objetivo é financiar operações de curto prazo (a 90, 120 ou 180 dias), por exemplo, para resolver dificuldades de liquidez momentâneas. Como contrapartida, as empresas no fim do prazo convencionado com a instituição bancária terão de restituir o valor do empréstimo acompanhado de juros postecipados.

Empréstimos em conta corrente: Trata-se de contas correntes em que a instituição bancária coloca à disposição da empresa um limite de crédito contratado. Geralmente estas contas são válidas por 180 dias, podendo, no entanto ser renovadas ciclicamente. Implicam o pagamento de juros por parte da empresa contraente e uma garantia.

Capital de Giro: Tem por objetivo ultrapassar dificuldades de tesouraria momentâneas e implica a aceitação por parte da instituição bancária (geralmente só concedida aos melhores clientes). Este tipo de crédito é mais caro do que o crédito normal, pois à taxa de juro das operações ativas acrescentam-se normalmente dois pontos percentuais.

Crédito por assinatura: Consiste no cumprimento de uma obrigação pela instituição bancária, condicionada ao não cumprimento de outra obrigação assumida pela empresa. Quer isto dizer que se a empresa não assumir a sua responsabilidade a instituição bancária procede ao pagamento da respectiva obrigação (exemplos: aval bancário e a fiança ou garantia bancária). No entanto, a instituição bancária cobra geralmente uma comissão de garantia (por um período de 3 meses).

Crédito documentário: Sob ordem de uma empresa (o fornecedor), uma instituição bancária responsabiliza-se por colocar determinado montante à disposição do vendedor (o beneficiário), normalmente por intermédio de outra instituição bancária (o correspondente). Assim, o vendedor tem a vantagem de garantir o recebimento do montante da venda. Este tipo de financiamento é, geralmente, utilizado em operações de exportação/importação.

Factoring: Sistema aperfeiçoado de cobranças de vendas a prazo. Trata-se de uma atividade que assegura o seu financiamento corrente através da tomada de créditos sobre terceiros, substituindo assim o crédito de tesouraria. Através da cessão financeira, o intermediário financeiro (a factor) adquire os créditos em curto prazo que os fornecedores (os aderentes) concedem aos seus clientes (os devedores) e que advém da venda de produtos ou da prestação de serviços.

Na essência, o factoring consiste no seguinte processo: O comerciante, vendedor de bens ou serviços, emite uma factura a prazo ao comprador, factura essa que prevê explicitamente um prazo determinado de pagamento.

O processo de celebração de um contrato de factoring pode ser resumido em quatro grandes passos:

1º Apresentação de proposta de adesão: o aderente fornece os seus dados económico-financeiros e uma listagem de clientes propostos como devedores, acompanhados de informação relativa a cada um destes.

2º Análise e decisão da operação: o factor - instituição financeira -, aprecia a cobertura do risco do crédito através da obtenção de referências acerca da idoneidade e situação financeira dos devedores propostos pelo aderente. Estabelece de seguida as condições de remuneração, o limite global a atribuir ao aderente e o limite aceite para cada devedor. Este por sua vez irá notificar cada um dos devedores da cessão dos seus créditos a uma instituição de factoring.

3º Contrato de factoring: celebrado por escrito outorgado por aderente e factor, por um período máximo de um ano, renovável.

4º Cessão de créditos: a cessão de créditos verifica-se a partir do momento em que o factor aceita e contrata, como seus, os créditos constantes da proposta de adesão.

O diferimento que é inerente ao prazo de pagamento onera as necessidades de fundo de maneio e pode conduzir a indesejáveis rupturas de tesouraria. Antecipar o recebimento do “dinheiro na rua” pode ser determinante para a sobrevivência normal de uma pequena/média empresa.

O factoring baseia-se numa troca económica real e reconhecida pelo fisco, em que um terceiro - a entidade financeira – adianta o valor da factura menos um ganho financeiro, comprando de facto os direitos de crédito que obrigam o comprador/cliente. O factoring introduz um efeito psicológico que pode ser indutor ao pagamento atempado: o cliente comprador passa a ter que cumprir a sua obrigação junto de uma entidade financeira, o que esbate as normais e rotineiras relações entre fornecedor/comprador que, quase sempre, transportam hábitos e formas de cumprir mais distendidas.

A entidade financeira organizada, quando adianta o dinheiro, comprando direitos de crédito, já se muniu com todas as informações necessárias para mitigar riscos.

A vocação normal de um produtor ou comerciante não é construir cenários de risco! A da entidade financiadora é! A entidade financiadora, normalmente, cria plafonds prévios para cada cliente do cedente (vendedor) dos créditos inerentes às facturas, mediante prazos e riscos. Esses plafonds reflectem necessidades diante das capacidades previsionais para comprar e cumprir.

O factoring ou cessão financeira tem pois três figurantes: O cedente – aderente –, que adquire direitos de crédito por transacções económicas enquanto vendedor de bens ou serviços. O cessionário – factor –, que compra os direitos de crédito que são inerentes a uma factura. O cliente do cedente – devedor -, que vai cumprir a sua obrigação ressarcindo o cessionário.

Dentro do grande princípio jurídico da liberdade contratual nos negócios, as partes podem construir diferentes modalidades de factoring, com base em contratos com cláusulas diferentes. a) O factoring com direito de regresso. b) O factoring sem direito de regresso. c) O full factoring.

Na primeira, o factor repercute o não cumprimento do devedor no cedente, havendo pois por base a constituição de uma responsabilidade solidária com direito de regresso, tal como a que é vigente nas letras e livranças.

Na segunda esse tipo de responsabilidade solidária é afastado. O factor assume os riscos de insolvência do devedor.

No full factoring o factor acumula, sem direito de regresso, três papéis: 1. Faz serviço de gestão e cobrança de créditos. 2. Cobre os riscos de insolvência do devedor. 3. Financia o aderente, adiantando-lhe meios financeiros para lhe financiar o seu ciclo. Neste caso o ganho financeiro desta intermediação deve cobrir o risco e o custo das tarefas.

Em linguagem de marketing – e no que diz respeito ao ciclo de vida dos produtos -, poder-se-á dizer que a letra e a livrança são produtos a tender para a senilidade, depois de terem amadurecido até aos anos 80 do século passado, e que o factoring é ainda um produto estrela, com propensões para o crescimento.

Com o desenvolvimento do comércio internacional, o factoring tornou-se também um bom auxiliar instrumental para as exportações dada a sua flexibilidade funcional.

O factoring permite às empresas, para além de se financiarem, a racionalização das suas políticas de dação de crédito, em montantes e por clientes.

Além disso, evita custos administrativos de cobrança, permitindo uma especialização em que cada participante faz a actividade para que está vocacionada.

Não é um instrumento isento de riscos.

Acarreta custos necessariamente a ponderar. Segundo a legislação, a comissão máxima pelo serviço de cobrança sem adiantamento é de 3% sob o valor da factura, o que por si só revela um elevado custo financeiro.

A concentração excessivamente nos créditos de curto prazo, é um perigo que a aderente estará a correr. Este perigo reveste-se de especial importância quando os créditos de curto prazo têm um valor mínimo de expressivo face aos créditos totais e decorrem unicamente da venda de produtos ou da prestação de serviços.

Para além de tudo isto, os adiantamentos realizados em moeda estrangeira não cobrem os riscos de câmbio.

Sociedades financeiras para a aquisição de crédito: Instituições interbancárias que exercem atividades de financiamento de aquisição a crédito de bens e serviços (concedem crédito direto ao fornecedor, descontos, prestam garantias ou antecipam fundos sobre créditos, por exemplo), bem como, prestam serviços diretamente relacionados com as formas de financiamento referidas, tais como gestão de créditos.

Papel comercial: Títulos de dívida emitidos por empresas e instituições não governamentais, em curto prazo (o prazo máximo de cada emissão é de dois anos), constituindo uma alternativa aos tradicionais títulos de renda fixa, em termos de aplicação de fundos.

O Hot Money é também uma fonte de financiamento a curtíssimo prazo que poderá ser utilizado pelas empresas. A principal finalidade dos empréstimos Hot Money é disponibilizar fundos a muito curto prazo, até um mês, a taxas directamente ligadas à evolução das taxas interbancárias de curto prazo, que permitem fazer face a necessidades pontuais de tesouraria dos Clientes. Trata-se pois de empréstimos de muito curto prazo, envolvendo montantes elevados, disponibilizados integralmente. O pagamento de juros e reembolso único são efectuados no vencimento da operação (juros postecipados). Para ter acesso a este tipo de instrumento, este terá de ser negociado directamente com a sala de mercados dos bancos (habitualmente as grandes empresas têm este acesso) ou através do gestor de conta. Este tipo de empréstimo origina uma enorme vantagem para as empresas, pois, dá a possibilidade de estas satisfazerem pontualmente necessidades de tesouraria com financiamentos de muito curto prazo, de forma célere dado que estes contratos já estão pré confirmados com os bancos. Assim, o segmento alvo é empresas com necessidade de financiamento permanente, mas variável para o exercício da sua actividade. O montante é definido caso a caso e depende da necessidade de cada empresa no momento, sendo prática comum existir um valor mínimo para a contratação.

Outros Financiamentos de Curto Prazo[editar | editar código-fonte]

Descoberto Bancário[editar | editar código-fonte]

Um descoberto bancário é a situação em que o saldo de uma conta de depósitos à ordem está negativo, pode ser:

- Autorizado, se a sua ocorrência foi previamente autorizada, geralmente pela negociação de um limite de descoberto, como se uma linha de crédito se tratasse. Concessão de um limite de crédito que permite a movimentação a débito de importâncias superiores ao saldo disponível existente na conta DO em determinado momento, por parte do Cliente, formalizado através de contrato de abertura de crédito, que estabelece todas as condições subjacentes ao financiamento.

- Não autorizado, no caso em que ocorre mesmo sem acordo prévio, no entanto, com o anuimento do banco (de outra forma a operação que gera o saldo negativo poderia ser rejeitada). Neste caso, pode acontecer o banco cobrar comissões acrescidas pela ocorrência.

Finalidade: Disponibilizar fundos que permitam fazer face a necessidades irregulares de tesouraria do cliente.

Descoberto Potencial[editar | editar código-fonte]

Atribuição de um plafond, permitindo a movimentação a débito, nas contas DO, de importâncias superiores ao saldo disponível existente em determinado momento utilizando o saldo de valores pendentes de boa cobrança.

Finalidade:Permitir às Empresas que recebem frequentemente por cheque a utilização dos saldos assim que os valores são depositados.

Vantagens:Utilização imediata de fundos pendentes de boa cobrança sem necessidade de recorrer a crédito.

Prazo:O prazo de cada utilização é o legalmente estipulado para a devolução de cheques.

Desconto de Remessas Documentárias[editar | editar código-fonte]

As Remessa Documentária é uma operação em que o vendedor despacha a mercadoria, contudo, os documentos, nomeadamente os que dão a sua posse, são remetidos, em geral, através do seu banco para um banco da praça do comprador, que os entregará mediante determinadas condições.

O Desconto de Remessas, processa-se da seguinte forma:o banco, adianta os fundos sobre o valor da operação, creditando o cedente/sacador/exportador e ficando ressalvado do direito de regresso contra aquele no caso de incumprimento do comprador.

Vantagem: permite antecipar os fundos relativos às vendas a prazo.

Desconto de Carta de Crédito Documentário[editar | editar código-fonte]

Carta de Crédito Documentário é uma operação através da qual um banco (emitente), a pedido de um seu cliente (ordenador), garante ao beneficiário (exportador), em geral através de um banco do seu país (banco notificador), o pagamento de determinado montante, mediante a entrega dos documentos relativos à transacção comercial em causa.

O Desconto de uma Carta de Crédito Documentário, processa-se da seguinte forma:o banco, adianta os fundos sobre o valor da operação, creditando o cedente/sacador/exportador, e ficando sem direito contra aquele no caso de incumprimento do comprador.

Vantagem: o exportador recebe à vista o valor descontado da sua venda a prazo.

Referências

  • “Avaliação de Empresas e Negócios”, de João Carvalho das Neves, McGraw-Hill
  • “Princípios de Gestão Financeira”, de H. Caldeira Menezes, Editorial Presença

Ligações externas[editar | editar código-fonte]