Oração de São Francisco de Assis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Estátua de jardim de São Francisco de Assis cercado por pássaros, por seu amor à natureza o santo é associado ao movimento de defesa da ecologia.

A Oração da Paz, também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.

Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.

No Brasil mais antiga versão conhecida desta oração é publicada em Anais da Câmara dos Deputados do Brasil em 1957.[1]

Texto original[editar | editar código-fonte]

O texto original desta oração é:

Belle prière à faire pendant la Messe

Seigneur, faites de moi un instrument de votre paix.
Là où il y a de la haine, que je mette l’amour.
Là où il y a l’offense, que je mette le pardon.
Là où il y a la discorde, que je mette l’union.
Là où il y a l’erreur, que je mette la vérité.
Là où il y a le doute, que je mette la foi.
Là où il y a le désespoir, que je mette l’espérance.
Là où il y a les ténèbres, que je mette votre lumière.
Là où il y a la tristesse, que je mette la joie.
Ô Maître, que je ne cherche pas tant à être consolé qu’à consoler, à être compris qu’à comprendre, à être aimé qu’à aimer, car c’est en donnant qu’on reçoit, c’est en s’oubliant qu’on trouve, c’est en pardonnant qu’on est pardonné, c’est en mourant qu’on ressuscite à l’éternelle vie.

La Clochette, n° 12, dec. 1912, p. 285.

A tradução em português[editar | editar código-fonte]

Uma das mais conhecidas traduções para a língua portuguesa desta oração é:

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a .
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna!
Amém.

Adaptações em música[editar | editar código-fonte]

Existem várias adaptações cantadas da canção em português.

A primeira, intitulada "Oração de São Francisco", foi composta em 1968 pelo padre jesuíta paraguaio Casimiro Abdon Irala Arguello, mais conhecido como Padre Irala, SJ, e lançada num compacto duplo em 1968 chamado Irala Canta. É a mais fiel à letra em português e a mais popular no Brasil. O compacto vendeu bem para os padrões de música católica popular, e é facilmente encontrado em lojas de antiguidades de música. Em 1989, a canção foi regravada por Fagner, no álbum O Quinze[2] , e em 2003, ela apareceu numa versão acústica na voz de Ana Carolina no DVD Estampado[3] . Em 2013, a canção foi regravada para a trilha sonora oficial da JMJ 2013, No Coração da Jornada, sendo interpretada por Adriana Arydes, Eliana Ribeiro, Guilherme Sá, Irmã Kelly Patrícia, Padre Fábio de Melo e Padre Marcelo Rossi[4] . Ainda em 2013, uma versão instrumental foi lançada pelo Grupo OPA[5] .

Em 1974, uma versão composta por Omar Cardoso e Nelson Luiz foi gravada por Carmélia Alves no álbum Ritmos do Brasil com Carmélia Alves[6] .

Ainda em 1974, uma versão em espanhol foi composta por Darío Julio Gianella Castañé sob o pseudônimo Manasés com o nome "Señor, Haz de Mí un Instrumento de Tu Paz". Ganhou letra em português como "Senhor, Fazei de Mim (Um Instrumento de Tua Paz)", e foi gravada pelo grupo Os Meninos de Deus, integrantes da corrente cristã de mesmo nome, no álbum Aperte... Não Sacuda[7] , famoso por outro hit, "Aleluia"[8] . A canção foi depois regravada por Astúlio Nunes, cantor católico, em 1983, reintitulada como "Senhor, Fazei de Mim um Instrumento de Vossa Paz"[9] , e alcançando relativo sucesso no meio católico. Em 1999, foi regravada por padre Fábio e padre Zeca no álbum Nosso Coração Está em Deus[10] . A canção foi gravada pelo Padre Marcelo Rossi no disco Canções para um Novo Milênio, de 2001, levando o título "Oração de São Francisco",[11] também presente na coletânea Seleção Essencial, de 2005; ainda, o Padre Marcelo Rossi fez outro registro da canção no CD e DVD Paz Sim, Violência Não, de 2008.

Em 1981, Vanusa fez uma versão,[12] gravada em seu álbum homônimo lançado no mesmo ano[13] .

Nos anos 1980, Frei Fabreti fez uma versão bastante adaptada da oração intitulada "Oração pela Paz", também conhecida por seu verso inicial, "Cristo, Quero Ser Instrumento".

Em 2013, uma versão foi gravada por Luan Santana por ocasião da JMJ 2013.[14]

Interpretação ao vivo pelo coro do CEIC no Teatro da FEP, em Curitiba, em 2001 - arranjo vocal e regência: Jayme Amatnecks

Interpretada por Os Meninos de Deus

Interpretada pelo próprio Frei Fabreti, OFM.

Problemas para escutar estes arquivos? Veja a ajuda.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Christian RENOUX, La prière pour la paix attribuée à saint François, une énigme à résoudre, Paris, Editions franciscaines, Paris, 2001
  • Christian RENOUX, La preghiera per la pace attribuita a san Francesco, un enigma da risolvere, Padova, Edizioni Messagero, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências