Orgulho branco

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Orgulho branco[1] é uma ideologia racista e de tendência nazista que prega o orgulho de pertencer à raça branca. As bandeiras do grupo são as seguintes: defesa da pureza racial, ataque ao multiculturalismo perverso e antinatural, retorno dos brancos à Europa para unificar a raça e defesa da superioridade dos países nórdicos. Os apologistas dessa ideologia não se relacionam com pessoas de outras raças, defendem o conceito biológico de raça, rechaçam a miscigenação racial, negam serem racistas, afirmam que existem brancos puros e mestiços de pele branca, não aceitam o rótulo de nazistas e sugerem que a África é subdesenvolvida devido à sua população negra.

Citações do grupo:

  • "Noruega, Suécia, Finlândia estão numa região fria pra caramba e estão entre os melhores países do mundo. O que os africanos fizeram nas terras deles?";
  • "O que seria dos EUA, Brasil e Austrália se não fosse a colonização europeia? Estariam até hoje com as mesmas civilizações que acreditavam em Astrologia, ouviam velhos patéticos como se fossem poços de sabedoria e tinham um monte de superstições".

E ainda:

  • "Brancos são mais inteligentes que os negros”.

Embora[2] o racismo e o preconceito sejam proibidos pela legislação brasileira, os apologistas do orgulho branco mantêm páginas no Facebook, que têm causado indignação entre os internautas, com diversas denúncias à rede social e às autoridades. Nas palavras de uma psicóloga: “Denunciei porque ela é preconceituosa, argumenta em prol de uma raça original, da pureza. São argumentos que fundamentam discursos como o nazista”. Uma dessas páginas possui mais de 2.800 curtidas e advoga uma luta contra a extinção da raça.

Entretanto, Maurício Santoro, assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, assegura: “A própria ideia de que a humanidade se divide em raças definidas, e é possível identificá-las, é completamente absurda do ponto de vista biológico. Essa é uma concepção do século XIX que não se sustenta mais”. E o promotor de justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Mario Higuchi Júnior, esclarece que “qualquer tipo de conduta que traga algum traço de discriminação racial pode ser considerado crime”.

Referências

  1. Entrevista com defensores do orgulho branco. Yahoo, página acessada em 15 de novembro de 2013.
  2. Pàgina racista no Facebook. O Tempo Brasil, página acessada em 15 de novembro de 2013.

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