Cosmogonia

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Cosmogonia (do grego κοσμογονία; κόσμος "universo" e -γονία "nascimento") é o termo que abrange o período de explicações míticas sobre as origens do cosmos (como diz o nome "Cosmogonia", ainda não se usa a palavra universo, pois o conceito de cosmos era sobre algo "fechado" e a ideia de universo só irá aparecer na Baixa Idade Média, com Giordano Bruno, que substitui a ideia de cosmos fechado para a ideia de universo aberto e infinito. Ver Alexandre Koyré), de acordo com as religiões, mitologias e ciências através da história.

Cosmologia e Cosmogonia[editar | editar código-fonte]

Tanto o vocábulo cosmologia como o vocábulo cosmogonia partilham do mesmo radical grego cosmo, que remete a mundo. Enquanto o sufixo logos da cosmologia designa saber ou ciência, o sufixo gon da cosmogonia lhe dá o significado de "Imaginar, produzir, gerar", discernindo daí que enquanto a cosmologia é a ciência que estuda o universo, a cosmogonia é uma das diversas teorias ou explicações que determinada religião ou cultura deu à origem do universo e seus principais fenômenos.

O Big Bang[editar | editar código-fonte]

Como a ciência não prescinde de provas e demonstrações concretas, teria sido apenas um ensaio cosmogônico quando o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître(1894-1966) sugeriu pela primeira vez que o universo teria tido um início repentino numa grande explosão - O Big Bang.

Entretanto em 1929 essa hipótese passou a ser plausível a partir das observações feitas por Milton La Salle Humason no Monte Palomar, do fenômeno da degradação das linhas espectrais da luz (efeito Doppler) que sugeria que o todos os corpos celestes progressivamente se afastam uns dos outros, do que facilmente se conclui que, algum dia, há muito tempo atrás, todo o universo estivesse contido em um único ponto.

Traduzida em números, esta descoberta permitiu ao astrônomo Edwin Hubble deduzir uma progressão aritmética que mais tarde foi chamada de Constante de Hubble que até hoje é a régua cósmica utilizada para confirmar as teorias dos astrônomos e cosmólogos do mundo inteiro.

As diversas descobertas no campo da física atômica que se seguiram, que demonstram que quantidades titânicas de energia podem não apenas transformar como criar matéria (E=mc²), ao par do estudo da história recente das galáxias, deram mais prestígio ainda à essa teoria agora famosa como a Teoria do Big Bang.

Essa teoria, revisada e corrigida, explica o surgimento do universo a partir do acúmulo de imensurável quantidade de energia em um único ponto, chamado de singularidade primordial que teria explodido, e no momento da explosão teria originado não apenas toda a matéria de que se compõe o universo, como ainda teria originado o tempo, a gravitação universal, e as outras leis físicas até então inexistentes.

A origem da vida[editar | editar código-fonte]

Além da origem do universo físico, a cosmogonia ocupa-se também da origem da vida. Depois que a teoria de geração espontânea, que postulava que a formação de organismos podia ocorrer facilmente a partir da matéria inanimada, foi derrubada por Louis Pasteur, a ciência passou a questionar quais as condições excepcionais em que a vida poderia ter surgido, na Terra, como propõe a maioria dos pesquisadores atuais, ou fora dela, como defendem os adeptos da panspermia.

A questão do mito[editar | editar código-fonte]

Um mito é um relato em forma de narrativa com carácter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O termo é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objectivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente fantástico) de diversas comunidades. No entanto, até acontecimentos históricos se podem transformar em mitos, se adquirem uma determinada carga simbólica para uma dada cultura. Na maioria das vezes, o termo refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem uma mitologia - por exemplo, a mitologia grega e a mitologia romana.

Todas as culturas têm seus mitos, alguns dos quais são expressões particulares de arquétipos comuns a toda a humanidade. Por exemplo, os mitos sobre a criação do mundo repetem alguns temas, como o ovo cósmico, ou o deus assassinado e esquartejado cujas partes vão formar tudo que existe.

Mito não é o mesmo que fábula, conto de fadas, lenda ou saga.

As várias visões religiosas[editar | editar código-fonte]

Até o iluminismo, as pessoas mais esclarecidas das várias culturas eram os sacerdotes, aos quais cabia responder às indagações sobre a origem do universo, e a causa dos fenômenos à volta do homens. Assim, as diversas religiões construíram seus mitos para explicar a criação do mundo.

O mito sumério[editar | editar código-fonte]

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Inicialmente transmitido oralmente, o mito sumério da criação constituiu um dos primeiros escritos da humanidade, vertido em caracteres cuneiformes no poema épico Enuma Elish que se disseminou por toda a Mesopotâmia e daí, teria influenciado outras cosmogonias consolidadas posteriormente, como a egípcia, a semita e até mesmo a romana por intermédio da helênica.

Nele a criação é representada como um processo de procriação a partir de Apsu elemento masculino das águas doces e Tiamat, elemento feminino que representa o oceano e o caos, que criaram em seis dias os seis deuses que representavam os principais fenômenos do universo. Estes deuses, por sua vez, criaram o restante do universo, iniciando por Marduque que, depois de derrotar Tiamat, criou a terra com as partes desmembradas de seu corpo e os homens com o seu sangue.

A explicação bíblica[editar | editar código-fonte]

A Tora e a Bíblia apresentam, nos versículos de 1 a 19 do primeiro capítulo do livro de Gênesis, o relato da criação dos céus e da terra pelo Deus único e omnipotente, que teria executado a obra criativa em seis dias e descansado no sétimo, tornando-o sagrado, embora alguns argumentem que os seis "dias" são simbólicos. Hoje já existe entre algumas correntes teológica da fé cristã a aceitação de quê o mundo passou a existir por meio de um "Big Bang". Essa tese cientificista, neste caso, se coaduna com o texto torádico e bíblico: Haja luz! (Gênesis Cap.1:3.)

Teoria nipônica[editar | editar código-fonte]

A mitologia japonesa explica que no início, os deuses não estavam satisfeitos com a quantidade de comida fornecida no Universo. Então eles criaram esferas giratórias com gente para serví-los. Só que suas mulheres não deixaram dando força aos habitantes dos planetas e assim se iniciou uma guerra que foi tão intensa que foi daí que surgiu o Sol. Os deuses acabaram perdendo a arma que lhes dava a força e o poder para os terráqueos, que criaram tudo o que há na Terra, como árvores e frutos para poder ter condições de viver.

Os brâmanes[editar | editar código-fonte]

A visão bramânica do mundo e sua aplicação à vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres, das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe no mundo.

Visão islâmica[editar | editar código-fonte]

O Islâmismo partilha da mesma fonte cosmogônica dos judeus e cristãos, os escritos atribuídos ao profeta Moisés. Outros Livros passíveis de crédito islâmico são: os Salmos, o Evangelho, e O Corão que é o derradeiro e completo livro sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé.

No budismo[editar | editar código-fonte]

A religião budista abstrai a existência de deus criador para se focar exclusivamente na busca do nirvana. Para essa religião, que se inicia com o despertar de Buda e não revolve outras áreas do conhecimento, o universo é simplesmente o que sempre foi "desde o tempo sem início".

Mito inuit[editar | editar código-fonte]

Os inuits explicam a Origem do Universo tal como a conhecem as culturas ocidentais e a ciência, apontando para o modelo de ordem cósmica. Estes mitos tem lugar em Tshishtashkamuku, a terra dos Mishtapeuat. Eles também acreditavam que o milho era um presente de seu deus, por isso comem muito milho.

Teoria espírita[editar | editar código-fonte]

O Espiritismo tende a concordar com as descobertas científicas,porém colocando Deus como agente propulsor da criação do Universo."Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".[1]

Outros mitos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kardec, Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos: princípios da doutrina espírita: filosofia espiritualista. 14. ed. de bolso. ed. Rio de Janeiro: [s.n.], 2007. Capítulo Capítulo I. 65 pp. ISBN 978-85-7328-484-3. Visitado em 29/11/2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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