Orlando Lovecchio Filho
Orlando Lovecchio Filho (Santos, 31 de janeiro de 1946) foi uma vítima brasileira de um atentado à bomba perpetrado pela Vanguarda Popular Revolucionária, organização armada de esquerda, ocorrido na madrugada de 19 de março de 1968 defronte do então consulado estadunidense na cidade de São Paulo, à época localizado no Conjunto Nacional, na avenida Paulista. Tinha na época 22 anos de idade.
Foi considerado suspeito de ser um dos integrantes do grupo que colocou a bomba e foi investigado, tendo sido preso e acusado de atividade política subversiva. Sofreu tortura moral, perseguição, medo, humilhação, trauma emocional e psicológico. Somente passados vários anos, quando os verdadeiros autores se pronunciaram, conseguiu obter prova definitiva de sua inocência.
Como consequência dos ferimentos sofridos devido à explosão da bomba, teve a perna esquerda amputada. Na época havia concluído o curso de piloto comercial e voava como profissional autônomo para completar horas de vôo a fim de seguir a carreira de piloto comercial. Desde então tenta obter do governo justa e digna indenização.
Com a Lei nº 10.923, de 22 de junho de 2004[1], que foi proposta em 2001 e aprovada somente em 2004, foi conferido a Orlando Lovecchio Filho o direito a uma pensão alimentícia vitalícia de valor fixado em R$ 500,00.
Diógenes Carvalho Oliveira, membro da Vanguarda Popular Revolucionária e que conduziu o atentado que causou a perda da perna de Orlando, recebeu R$ 400.000,00 a título de indenização e recebe, ainda, R$ 1.627,00 de pensão do governo brasileiro, por ter sido um perseguido pelo regime militar de 1964.
[editar] Fontes
- Congresso Nacional Brasileiro-Lei nº 10.923, de 22 de julho de 2004
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- Congresso Nacional Brasileiro-Projeto de Lei nº 5626/2005
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/387002.pdf
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- Congresso Nacional Brasileiro-Projeto de Lei nº 1279/2007
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[2] [3] FOLHA DE SÃO PAULO de 20 de março de 1968 ULTIMA HORA de 21 de março de 1968 FOLHA DE SÃO PAULO de 21 de março de 1968 DIARIO DA NOITE de 27 de março de 1968 ) FOLHA DE SÃO PAULO de 18 de maio de 1992