Os Anais de Primavera e Outono

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Retrato de Confúcio como erudito. Dinastia Qing.

Os Anais de Primavera e Outono (chinês: 春 秋; pinyin: Chūnqiū) é uma das mais antigas crônicas históricas chinesas, atribuída tradicionalmente a Confúcio, no período de 770 a.C. a 476 a.C., durante a Dinastia Zhou, e incluído na lista dos Cinco Clássicos.[1] Trata-se de uma relação de acontecimentos que relata o reinado dos doze duques do estado de Lu, de 722 a.C. a 481 a.C., ordenados por estações (daí o seu nome).[2]

Primaveras e outonos[editar | editar código-fonte]

Não há prova alguma da autoria dos Anais de Primavera e Outono, mas tanto a tradição, que se remonta até Mêncio, no século IV,[2] assim como os trabalhos aos que Confúcio se dedicava tornam provável que fosse ele o que contribuísse ou finalizasse o texto.[3] Chengley diz n´A história de Confúcio que este considerava os primeiros anos de Zhou ocidental como o melhor tempo, o modelo para mudar a sociedade do seu tempo. Por isso e para preparar os seus seguidores na distinção do correto e do incorreto, Confúcio reuniu sistematicamente todos os registros históricos soltos, começando por volta de 722 a.C. (ano em que começou o duque Yin de Lu) até 481 a.C. (décimo quarto ano do reino do duque Ai de Lu).[4]

A crônica dá nome a todo o período coberto pelos anos que registra, ainda sob a soberania da dinastia Zhou,[3] e consiste numa anotação minuciosa de nascimentos, matrimônios e mortes, sequência de governantes, vitórias e derrotas, secas, fomes, inundações, eclipses... mas sem qualquer comentário que interprete explicitamente os dados.[2] Isto faz que a "exemplaridade" da obra resulte ser enigmática para o leitor moderno; a sua virtude "dissuasória" derivaria do julgamento da posteridade para as maldades cometidas que registrava.[3]

Comentários[editar | editar código-fonte]

Entre os clássicos do confucianismo contam-se três comentários aos Anais de Primavera e Outono: o Zuo Zhuan (Comentário de Zuo), o Gongyang Zhuan (Comentário de Gongyang) e o Guliang Zhuan (Comentário de Guliang).[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Extraordinária História da China, Sérgio Pereira Couto. Ed. Universo dos Livros, SP - 2008.
  2. a b c (Choyd 2008), p.7
  3. a b c Segundo Pérez Arroyo em (Confúcio 2002), nota 30, livro III
  4. (chengley 2006), p.204
  5. Leibniz, Gottfried Wilhelm. Discurso sobre la teología natural de los chinos. [S.l.: s.n.], 2005. p. 51. ISBN 9789875741782.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]