Os Irmãos Karamazov

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Notas de Dostoiévski para o capítulo 5 da obra.

Os Irmãos Karamazov (em russo Братья Карамазовы, Brátia Karamázavi, AFI ['bratʲjə karə'mazəvɨ]), romance de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879, é uma das mais importantes obras das literaturas russas e mundiais, ou, conforme afirmou Freud[1]: "a maior obra da história".

É uma obra aclamada pela crítica e trata-se de uma narração muito pormenorizada como que de uma testemunha dos aludidos fatos numa cidade afastada russa. O narrador pede constantes desculpas ao leitor por não saber alguns fatos, por considerar a própria narrativa longa (mesmo nos formatos grandes o livro passa de 700 páginas) e por considerar seu herói alguém pouco conhecido ou, até mesmo, desimportante. A narrativa não só conversa com o leitor, mas é onipresente e também indica ou infere os pensamentos dos incontáveis personagens.

[editar] Sinopse

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Trata-se de um caso de parricídio na família supracitada. Em virtude, segundo quase todos os personagens, de todo o tipo da sublevação dos valores sociais: má criação, falta de religiosidade, falta de esperança e outros mais citados ao longo do livro.

Há, contudo, também um erro de julgamento. Mas um martírio ou culpa que também deve ser aceito de uma forma ou de outra, por uma razão ou por outra, segundo Aliéksiei Fiodórovitch Karamazov, o herói do narrador, um noviciado nas atividades monásticas que, seguindo as instruções de seu mestre Zósima deve "voltar ao mundo". Pessoa, o herói, tranquila, ponderada, extremamente justa e cheia de compaixão.

Ivã Fiodórovitch Karamazov, irmão de Aliéksiei, é o mais instruído, o mais viajado, justamente o niilista e que doutrinou Smerdiakov, criado da casa, o "tudo é permitido". O próprio Ivã pode ser comparado ao Dostoievski que se sentiu profundamente atordoado com o fato de que, quando saiu para estudar em Moscou, abandonando o pai, este foi vítima dos próprios criados. Ivã, tal qual o Dostoievski da época, estavam no ostracismo religioso; e demasiado apegados a se instruir.

Dmítri Fiodórovitch Karamazov, o terceiro irmão, é "o meio termo entre o bem e o mal" (sic.), infere-se contudo, que o bem e o mal seriam justamente o cristianismo e o niilismo, respectivamente, na opinião do autor. É importante ressaltar que este ressentimento para com o niilismo por Dostoievski é também em virtude do tédio que os socialistas russos com quem estreitou relações pregavam e viviam, sempre desesperançados. É também importante notar que se trata do niilismo passivo, e não do ativo, como aquele descrito por Nietzsche.

Caterina Ivanovna, ex-noiva de Dmítri, é, na verdade, a jovem Polina, que Dostoievski conheceu quando se refugiou de seus credores na Europa. Não são raras as referências a ela em sua vasta obra, cada qual, com um nome diferente.[carece de fontes?]

Referências

[editar] Ligações externas

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