Os Segredos do Pai-Nosso

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Os Segredos do Pai-Nosso é uma coleção do escritor e psiquiatra brasileiro Augusto Cury, em que há um estudo aprofundado a respeito do Pai Nosso, uma oração cristã que, segundo a Bíblia, foi ensinada por Jesus Cristo como um modelo de oração. Mas, este estudo não foi feito sob o ponto de vista religioso nem teológico, mas sim sob o ponto de vista psicológico e filosófico.[1]

A oração[editar | editar código-fonte]

1º parte

Pai Nosso, que estás nos Céus,
Santificado seja o teu nome;
Venha o teu Reino;
Faça-se a tua vontade,
Assim na Terra como no Céu;

2º parte

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
E perdoa-nos as nossas dívidas
Assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
E não nos deixes cair em tentação;
Mas livrai-nos do mal
"Pois teu é o Reino,
O poder e a glória para sempre.
Amén.

Dados Gerais da Coleção[editar | editar código-fonte]

Segundo Cury, esta oração tão importante e recitada revela detalhes sobre as necessidades, desejos, prazeres, angústias, sentimentos, emoções e, em suma, o caráter psicológico e a personalidade de Deus e dos homens, que se relacionam e procuram entre si.

De modo curioso, Augusto Cury não defende e nem recorre a nenhuma religião ou crença para apoiar suas teses. Todo o texto discorre a partir de indagações científicas e filosóficas e também do debate dos conceitos e teses de filósofos e de ateus mundialmente renomados, incluindo Nietzsche e Diderot.

A Solidão de Deus[editar | editar código-fonte]

No primeiro livro, A Solidão de Deus, discute-se a primeira parte da oração que revelaria a necessidade carente de Deus de acabar com a Sua eterna solidão, através do Seu relacionamento afectivo e paterno (guiado e irrigado pelo Seu infinito amor) com os humanos, que muitas vezes O decepciona, porque são as únicas criaturas livres e com capacidade de amar.

Neste livro, que é subdividido em 13 capítulos, Cury tratou também de diversos assuntos, como a paixão de Cristo, bem como a Vontade, o Projecto e o Reino de Deus. Ele comprovou também, usando meramente argumentos filosóficos e psicológicos, a existência real de Jesus Cristo (mas não dos seus milagres) e do próprio Deus, que é um Ser diferente e distante mas simultaneamente semelhante e próximo dos seres humanos.

Afinal, a grande conclusão do texto mais recitado e menos compreendido da história é a seguinte: Deus e o ser humano são dois seres solitários que vivem no teatro da existência procurando-se ansiosamente um ao outro no pequeno parêntese do tempo... - Os Segredos do Pai Nosso. 1ª ed. Editora Pergaminho SA, 2008, pág. 167
Capítulo 1-O homem que proferiu a oração do Pai-Nosso[editar | editar código-fonte]

"Pode-se usar qualquer teoria para explicar o mundo e a natureza - do big-bang à teoria da evolução biológica -, mas nenhuma delas pode incluir o "nada" ou o "vácuo existencial" na origem. Em algum momento da cadeia de indagações, Deus - ou o nome que se queira dar a ele - tem de aparecer. Só não aparecerá se a sequência de perguntas for interrompida, seja pelo ateísmo, pelo preconceito, seja, principalmente, pela dificuldade de expandir a arte da dúvida e o mundo das ideias."

Capítulo 2-A solidão de Deus[editar | editar código-fonte]

"Ao se posicionar como Pai, Deus bradou que precisa de filhos. Mostrou que é vítima da mais complexa e poética solidão. Ele pode apreciar a existência de bilhões de planetas, pode admirar milhões de espécies da natureza, mas tem uma dramática necessidade psíquica de se relacionar e construir laços afetivos com filhos."

Capítulo 3-A solidão gerada pela virtualidade da consciência existencial[editar | editar código-fonte]
Capítulo 4-A solidão intrapsíquica e a solidão social[editar | editar código-fonte]
Capítulo 5-Deus não é autista[editar | editar código-fonte]
Capítulo 6-Pai-Nosso: um golpe mortal contra a discriminação[editar | editar código-fonte]
Capítulo 7-Um Pai que está nos céus: contra a superprotecção[editar | editar código-fonte]

"Aparentemente as idéias de Freud sobre o ateísmo são pro­fundas, mas na realidade eu as considero simplistas e até super­ficiais. Não é a simples busca da proteção de um pai protetor que leva o ser humano a crer em Deus, mas sua insaciável procura pelas origens, gerada pela consciência existencial.(...)A depressão do pai da psicanálise seria sinal de sua fragilida­de psíquica, como ele pensava? De modo algum. Diante do caos da vida,o grande Freud se comportou como um ser humano, e não como um intelectual. Teve uma reação desesperadora, re­cusando-se a aceitar a finitude da existência. Sua depressão era uma reação inconsciente em busca da eternidade."

Capítulo 8-Santificado seja o Teu nome[editar | editar código-fonte]
Capítulo 9-Venha a nós o Teu reino[editar | editar código-fonte]
Capítulo 10-Seja feita a Tua vontade[editar | editar código-fonte]
Capítulo 11-A vida humana transcorre no parêntese do tempo[editar | editar código-fonte]

"Observando a destruição e o sofrimento causados pelo ter­remoto de Lisboa, Voltaire expressou com argúcia três simples mas grandiosos questionamentos ou hipóteses: ou Deus não existe, ou existe, mas não quer executar a própria vontade, ou quer executá-la, mas não pode. O iluminista tocou no centro da oração do Pai-Nosso".

"Por tudo isso, procurarei expor, e não impor, as respostas que encontrei sobre as reações do Autor da existência. Elas atin­gem frontalmente as indagações de Voltaire."

Capítulo 12-A paixão de Cristo pelo prisma da psicologia[editar | editar código-fonte]
Capítulo 13-Procurando o Deus desconhecido[editar | editar código-fonte]

"Nietzsche era de fato um ateu? Queria destruir a idéia de Cristo do seu imaginário? Achava uma estupidez psicológica o ser humano procurar por Deus nessa curtíssima trajetória exis­tencial? Considerava um desperdício ocupar a mente com as idéias sobre Deus? Não!(...)"oração filosófica" feita pelo próprio Nietzsche, e que é muito pouco conhecida. Esta oração foi traduzida pelo ilustre Leonardo Boff diretamente do alemão (Boff, 2000)(...)

Quando todos pensavam que Nietzsche fosse o mais radical dos ateus, na realidade era um filósofo desesperado em busca de uma experiência radical com um Deus vivo, e não com o deus construído pelos seres humanos.Nietzsche era um anti-religioso que, com uma coragem úni­ca, anunciou a morte de Deus. Mas não é a morte do Deus do Pai-Nosso, mas do deus criado pelo ser humano, o deus cons­truído à imagem e semelhança do seu individualismo, arrogân­cia e autoritarismo. O deus que é um joguete nas mãos huma­nas, que faz guerras, que subjuga e exclui."

A Sabedoria nossa de cada dia[editar | editar código-fonte]

Entretanto, no segundo, e último livro da coleção, A Sabedoria nossa de cada dia, são abordados temas mais relacionados à vida humana, tendo como principal base a segunda parte da oração. Neste livro, discute-se os problemas internos dos próprios seres humanos e a sua personalidade por vezes doentia, bem como os meios de vencer os males psicológicos humanos, a partir dos ensinamentos presentes na oração do Pai-Nosso. Ele compara estes ensinamentos de sabedoria como o "pão psicológico e espiritual" que os homens devem tomar todos os dias, para nutrir a sua personalidade, inteligência e emoção, e alcançar assim a tranquilidade, a paz e a felicidade tão desejada pela Humanidade.


Referências

  1. Os segredos do Pai-Nosso / Augusto Cury. - Editora Sextante, 2006.ISBN 85-7542-256-1;Na internet digitalizado por Levita Digital

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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