Ostracismo

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ostrakon, ὄστρακον

O ostracismo era uma punição existente em Atenas, no século 5, onde o cidadão, geralmente um político, era votado para ser banido ou exilado, por um período de dez anos. Todos os anos, durante a sexta pritania a questão de se um ostracismo deveria ser votado naquele ano era colocada para a eclésia,[1] se assim decidido, o ostracismo tomava lugar na Ágora durante a oitava pritania.[2]

O termo deriva do método de votar que consistia na escrita do eleito em um pedaço de cerâmica, o óstraco. [2]

Procedimento[editar | editar código-fonte]

Segundo Plutarco na obra Aristides o procedimento consistia de prover cada eleitor com um óstraco, ou pedaço de cerâmica, para escrever nele o nome do cidadão que quisesse remover da cidade e então o pedaço deveria ser deixado na ágora.[3]

Os arcontes primeiro contavam o número total de óstracos que foram empilhados porque se o número de peças fosse inferior a seis mil, a votação ao ostracismo era encerrada. Em seguida, as peças eram separadas por nomes, e a pessoa que tivesse recebido a maioria dos votos eram então condenada ao banimento por dez anos, ainda com o direito de desfrutar da renda de sua propriedade.[4] O antigo historiador grego Filocoro definiu que o eleito ao castigo deveria ter seis mil votos, sendo improvavél que a destituição de direitos civis fosse feita sem a reunião de um volume considerável de votos.[5]

O resultado da votação era proclamado na Pnyx e a vítima deveria deixar a cidade em dez dias, por durante dez anos. Originalmente, o banido poderia se instalar em qualquer área do território ático, mas em 480, passou a ser proibida a instalação ao lado do cabo Geraestos (ao sul de Euboea) e do cabo Skyllaion (a leste de Argolis).[5]


Referências

  1. Simon Hornblower; Antony Spawforth; Esther Eidinow. The Oxford Classical Dictionary. Oxford University Press; 2012. ISBN 978-0-19-954556-8. p. 1053.
  2. a b Nigel Wilson. Encyclopedia of Ancient Greece. Routledge; 2013. ISBN 978-1-136-78800-0. p. 528.
  3. Plutarco, Aristides, 7.4
  4. Plutarco, Aristides, 7.5
  5. a b G. Glotz. The Greek City and Its Institutions. Routledge; 2013. ISBN 978-1-136-19699-7. p. 172.
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