Othon Moacir Garcia
Othon Moacir Garcia[1] (Mendes, 1912 — Rio de Janeiro, 2002) foi um filólogo, lingüista, ensaísta e crítico literário brasileiro. Othon Garcia se elegeu membro da Academia Brasileira de Filologia (cadeira 21) e da Sociedade Brasileira de Filologia.
Sua principal obra é Comunicação em prosa moderna: aprendendo a escrever, aprendendo a pensar. A obra, mais do que um manual de estilo, é um instrumento para, a partir do desenvolvimento do raciocínio lógico, o aprimoramento das competências relacionadas à comunicação escrita. Trata-se, parafraseando o autor, de ensinar a escrever, ensinando a pensar. Seu plano divide-se em dez partes:
- Fr. - A frase
- Voc. - O vocabulário
- Par. - O parágrafo
- Com. - Eficácia e falácias da comunicação
- Ord. - Pondo ordem no caos
- Id. - Como criar idéias
- Pl. - Planejamento
- Red. Téc. - Redação Técnica
- Pr. Or. - Preparação dos originais
- Ex. Exercícios.
A abordagem de Garcia é inovadora, dentre outros aspectos, por subverter a lógica de ensino da análise sintática, atribuindo ao contexto, mais do que à memorização de conjunções, o papel mais relevante na matéria. Ademais, o livro é recorrente nas bibliografias dos principais concursos públicos do Brasil, entre eles, o concurso de admissão à carreira de diplomata, conhecido por seu rigor na avaliação das competências em expressão escrita do candidato.
Othon Moacir Garcia escreveu ainda Esfinge Clara: palavra-puxa-palavra em Carlos Drummond de Andrade.
Referências
- ↑ Pela grafia original do nome, Othon Moacyr Garcia.