Ouya

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OUYA
Ouya Logo (Color).svg
Ouya video game microconsole (9172860385) with transparency.png
O Ouya e seu controle.
Tipo Console
Geração 8ª geração
Lançamento 25 de junho de 2013
Preço
inicial
US$99 (aproximadamente R$200)
Sistema
operacional
Android Jelly Bean 4.1
CPU Processador Tegra quad-core
Capacidade de
armazenamento
8 GB
Memória 1 GB RAM
Exibição HDMI 1080p
Controladores Controle sem fio
Conectividade USB 2.0
Serviços
on-line
Wi-Fi 802.11 b/g/n
Bluetooth LE 4.0
Página oficial Ouya.tv

O Ouya (estilizado OUYA) é uma consola de código aberto com Android como sistema operacional. O produto, idealizado por Julie Uhrman, tem como envolvidos o co-criador do Xbox, Ed Fries, como conselheiro,[1] e o designer Yves Béhar.[2] Todas as unidades serão enviadas com um kit de desenvolvimento de software incluido gratuitamente, além de permitir que o seu hardware seja alterado livremente pelo utilizador.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Anúncio[editar | editar código-fonte]

O Ouya foi anunciado a público no dia 10 de julho de 2012, como um console de videogames criado por um time de profissionais, de acordo com a CEO de Boxer8, Julie Uhrman. Às 6 da manhã (PST) do mesmo dia, uma campanha foi iniciada no site Kickstarter para a arrecadação de 950 mil dólares para medirem quantas pessoas estavam interessadas pelo projeto. Boxer8 confirmou estar em posse de um protótipo com software em funcionamento e HUD.[4] O aparelho foi projetado para funcionar com o Android 4.0, mas com poucos dias depois a Google anunciou o Android Jelly Bean 4.1.1, no final de Outubro saiu no blog do Ouya que ele virá com o jelly bean, com algumas mudanças, como o fato de utilizar uma loja exclusiva ao invés do Google Play. O console mostrou ter configurações de hardware alta, e veio com o preço de 99 dólares (95 dólares para aqueles que "pré-compraram" através do Kickstarter). Após oito horas do início da campanha, Ouya atingiu sua meta, o valor total de arrecadação foi $8,596,474[5] . De acordo com o Kickstarter, ao atingir essa meta, Ouya mantém o recorde de melhor performance no primeiro dia.[6] Ouya se tornou o oitavo projeto no Kickstarter a angariar mais que 1 milhão de dólares.

A página da campanha de Ouya no Kickstarter também continha uma introdução ao console, incluindo amostras do controle touchpad de 3 polegadas, a placa-mãe e a interface na loja Ouya, mostrando vários jogos de criadores independentes com o potencial de aparecerem na plataforma, incluindo Minecraft,[7] Canabalt, Super Meat Boy e vários outros.[8]

No dia seguinte, 11 de julho de 2012, Ouya excedeu 300% de sua meta, para um total de $2.850,000 de 22.747 compradores. O time do projeto disse que está prestando atenção no comentários daqueles que pagaram pela campanha, deixando claro que não lançariam um console com tecnologia atrasada.

Finalmente, no dia 25 de junho de 2013, o Ouya foi lançado em várias lojas dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, como Best Buy, GameStop, Target e Game, por US$99 (aproximadamente R$230), e rapidamente se esgotou na Amazon e na Target. No Brasil o primeiro modelo já apareceu em sites de leilão, por R$650. [9] [10]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O console foi inicialmente pensado por Julie Uhrman, quando esta se deparou com a migração dos desenvolvedores de jogos dos consoles para os aparelhos portáteis, devido ao ambiente mais aberto.[11] Uhrman imaginou se seria possível utilizar o sistema operacional aberto, o Android, em um console e, ao conversar com outras pessoas da área decidiu iniciar a criação do Ouya.[11]

Características[editar | editar código-fonte]

O Ouya tem como objetivo a abertura do mercado de consoles,[11] por esse motivo, algumas de suas principais características incluem um hardware modificável de baixa entrada, um SDK gratuito para todos os donos do produto e a possibilidade de reproduzir a maior parte dos jogos já existentes para celulares Android.[3] O console possui um controle sem fio semelhante ao de outros já existentes, com duas alavancas analógicas, um direcional digital, oito botões de ação e um touchpad de 3 polegadas no seu centro.[3] Obs:Recentemente, vazaram várias imagens do Ouya na internet... E com isso, acabou sendo revelado o cancelamento do primeiro design do joystick, que consistia em ter 4 botões desenhados com quatro círculos (um em cada, com cores diferentes). Em vez disso, o controle do novo console foi redesenhado e agora seus botões terão as letras O,U,Y e A sobre eles. As cores dos botões que formam a palavra OUYA são vermelho, azul, verde e laranja.

Um dos requerimentos para se poder publicar um novo jogo através da loja virtual do console é que pelo menos uma parte do conteúdo do mesmo deve ser de acesso gratuito.[2]

Também foi confirmado que o console terá um ciclo de lançamento anual, com uma nova versão mais moderna e potente lançada a cada ano. Entretanto, todo o conteúdo poderá ser transferido de uma versão para outras do console.[12]

Especificações técnicas[editar | editar código-fonte]

  • Processador Tegra 3 quad-core
  • 1GB RAM
  • 8GB de memória interna
  • Conexão HDMI para a TV, com suporte a 1080p
  • Wi-Fi 802.11 b/g/n
  • Bluetooth LE 4.0
  • Múltiplos USB 2.0
  • Controle sem-fio com dois sticks analógicos, d-pad, oito botões de ação, um botão de sistema, e touchpad de 3 polegadas
  • Android Jelly Bean 4.1
OUYA Developer Console

Crítica e recepção[editar | editar código-fonte]

Pré-lançamento[editar | editar código-fonte]

Em seu texto para o site para desenvolvedores de jogos eletrônicos, Gamasutra, Kris Graft discute a validade do Ouya como uma tecnologia disruptiva.[13] Graft passa pelos vários atributos que qualificariam uma tecnologia como disruptiva, de acordo com Clayton M. Christensen, no final dando uma pontuação ao produto, qualificando-o como disruptivo (posição no mercado, preço baixo, facilidade de uso etc.). Para Graft, o preço baixo do Ouya "é um componente chave para ser considerado uma tecnologia disruptiva, já que isso inerentemente abre o mercado a uma nova população de consumidores", porém ele critica o fato da plataforma cobrar uma taxa de 30% sobre o preço de qualquer transação realizada em sua loja, "o modelo central da companhia parece emular a estratégia do mercado digital atual adotada pelos donos de consoles, PC e portáteis." O que ele considera algo negativo, pois irá manter o status quo do mercado atual.[13]

Ian Fisch, também para o site Gamasutra, escreveu uma lista de críticas ao futuro console, chamando a iniciativa negativamente de "inocente".[14] Em seu texto, Fisch cita sete razões pelas quais acredita que o Ouya não será um sucesso, entre elas: a quantidade de jogos de qualidade do Android é muito baixa; desenvolvedores independentes não irão preencher esse vazio e os jogos estão se distanciando da televisão. Uma de suas maiores críticas sendo o fato de que esse console não terá como competir com os consoles de gerações atuais, assim como com o computador pessoal.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ouya: The $99 Google Android game console backed by Ed Fries, the man behind Xbox (em inglês) (5 de julho de 2012). Página visitada em 11 de julho de 2012.
  2. a b Report: Xbox co-creator backing $99, Android-based game console (and all its games are free!) (em inglês) Joystiq (3 de julho de 2012). Página visitada em 11 de julho de 2012.
  3. a b c $99 Ouya wants to bust down console gaming’s walled gardens (em inglês) (10 de julho de 2012). Página visitada em 12 de julho de 2012.
  4. Ouya: The New Play in Gaming (em inglês) (10 de julho de 2012). Página visitada em 11 de julho de 2012.
  5. Kickstarter (17 de Novembro de 2012). [www.kickstarter.com/projects/ouya/ouya-a-new-kind-of-video-game-console/posts/339520/ Ouya no Kickstarter] (em inglês) Joystiq. Página visitada em 17 de Novembro de 2012.
  6. Ouya’s Big Day (em inglês) (11 de julho de 2012). Página visitada em 11 de julho de 2012.
  7. Mike Jackson (12 de julho de 2012). Minecraft not confirmed for Ouya, says Mojang (em inglês). Página visitada em 16 de julho de 2012.
  8. Jessica Conditt (16 de julho de 2012). Influential indies on the brouhaha around Ouya (em inglês) Joystiq. Página visitada em 16 de julho de 2012.
  9. Rafael Monteiro (25 de junho de 2013). Ouya chega às lojas, esgota na Amazon e é alvo de polêmica sobre pirataria (em português) TechTudo. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  10. Rafael Monteiro (25 de junho de 2013). Videogame Ouya, financiado pelo Kickstarter, começa a ser vendido (em português) O Globo. Página visitada em 5 de julho de 2013.
  11. a b c Jim Sterling (16 de julho de 2012). OUYA interview: Julie Uhrman tackles consoles & critics (em inglês) Destructoid. Página visitada em 16 de julho de 2012.
  12. Ouya será um console Anual Zeegamers (7 de Fevereiro de 2013).
  13. a b Kris Graft (11 de julho de 2012). Ouya - just how disruptive is it? (em inglês) Gamasutra. Página visitada em 12 de julho de 2012.
  14. a b Ian Fisch (11 de julho de 2012). OUYA, the Android console - naivete at work? (em inglês). Página visitada em 12 de julho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]