Overbooking

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Overbooking ou Overselling (Português: sobrevenda) é um termo usado pelas companhias para referir-se a prática de vender um serviço em quantidade maior do que a capacidade que a empresa pode fornecer. Tal prática é comum no setor de transporte de passageiros (viário e aéreo) e na Hotelaria.


Transporte Aéreo[editar | editar código-fonte]

A Origem[editar | editar código-fonte]

Até o começo dos anos 90, o aproveitamento médio dos voos regulares era de aproximadamente 60%. A baixa ocupação permitia às empresas conviverem com os passageiros “no-show” sem aplicar penalidade e revalidando os respectivos bilhetes para outro voo ou reembolsando o valor pago. [1]

A partir dos anos 90 com a diminuição da interferência do governo, a globalização, e principalmente a maior liberdade de concorrência, a procura ficou maior do que a oferta no segmento de transporte aéreo, fazendo o “no-show” virar efetivo prejuízo, já que estes assentos deixaram de ser vendidos e a companhia ainda terá a obrigação de remarcar o voo ou reembolsar o bilhete do passageiro faltante. Como solução para evitar o prejuízo as empresas do segmento vendem uma quantidade de assentos maior do que a quantidade disponível, usando como referência a porcentagem de “no-show” que acontece em um voo regular observado por um período de tempo. Entretanto, por se basear apenas em uma estimativa, com frequência se apresentam para o embarque um número de passageiros superior ao número de assentos disponíveis, fazendo com que alguns passageiros fiquem impedidos de embarcar, dando origem ao overbooking.[1]


Cálculo[editar | editar código-fonte]

Ao realizar um voo regular observa-se uma taxa de ocupação. Porém essa raramente representa todos os lugares da aeronave porque existe na maioria dos casos uma porcentagem de “no-show”. Considerando uma aeronave de 100 lugares onde foram vendidos 100 bilhetes, mas só 90 passageiros se apresentaram para o embarque, existe uma taxa de 90% de ocupação e 10% de “no-show”. Se esta taxa se estabilizar por um período considerável a companhia passa a vender 110 lugares (100% da aeronave + 10% da taxa de “no-show”), assim, se a estimativa “no-show” for real, a aeronave ainda estará otimizada.


A Responsabilidade (Brasil)[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a prática do overbooking não é vedada e nem bem definida por lei, porém, isso não exclui a companhia aérea de prestar todo serviço de assistência material prevista na Resolução nº 141 da ANAC nos casos de atraso, cancelamento ou preterição de embarque.[2] O passageiro pode também exigir seus direitos pelo Código de Defesa do Consumidor caso o overbooking vir a ser danoso (já que se trata de um contrato de transporte que não foi cumprido).[3]


Hotelaria[editar | editar código-fonte]

Em hotelaria se usa o termo quando um estabelecimento hoteleiro tem atingido seus limites de ocupação e tem excesso de clientela que não pode albergar-se. Este estado pode estar causado por má gestão de um turoperador, ou bem pelo departamento de gestão de reservas do hotel, que pode possuir um número desatualizado do inventário quando os apartamentos estão em reformas ou inativos por qualquer motivo. Para solucionar uma sobrevenda os hotéis contam com gestões realizadas de antecedência com hotéis vizinhos, sendo nestes casos uma ação de ajuda mútua ante este tipo de emergência. Quando não há prévio acordo com outro hotel, se aloja os clientes em qualquer hotel à conta do estabelecimento que sofre a sobrevenda ou à conta do turoperador, dependendo de quem tem cometido o erro. Os turoperadores que efetuam uma sobrevenda a alojar os clientes em outro hotel da mesma categoria e endereço em que possuem garantia de habitações.


Referências

  1. a b Alex Castaldi Romera. Exposição de motivos da proposta de resolução que estabelece as regras de compensação aos passageiros vítimas da situação de “overbooking” (PDF) (em português) pp. 1-6. ANAC. Página visitada em 12/11/12.
  2. Diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC (09/03/2010). RESOLUÇÃO Nº 141 (PDF) (em português) pp. 1-6. ANAC. Página visitada em 12/11/12.
  3. Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero (Dezembro 2011). Guia do Passageiro (PDF) (em português) pp. 23-25. ANAC. Página visitada em 12/11/212.
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