Oximoro
Oximoro - ou: oximóron, paradoxismo1 (do grego ὀξύμωρον, composto de ὀξύς "agudo, aguçado" e μωρός "estúpido") é uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando assim um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor. Trata-se duma figura da retórica clássica2 . Mas, dependendo do contexto, ele pode ser um vício de linguagem.
Descrição [editar]
Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se o leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso: um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa.
Exemplos [editar]
1.Esse poema de Luís de Camões é construído sobre oxímoros:
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Amor é fogo que arde sem se ver |
— Luís de Camões
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2. Um outro exemplo conhecido é a frase dita pelo personagem central do programa Chaves, quando repete: "Foi sem querer querendo". Exemplo histórico é o slogan - "É proibido proibir", de Maio de 68.
- inocente culpa
- lúcida loucura
- silêncio eloqüente
- gelo fervente
- declaração tácita
- ilustre desconhecido
- guerra sem guerra
Referências
- ↑ Dicionário Aurélio, verbetes oximoro e oximóron
- ↑ Claudio Moreno. Sua Língua. Página visitada em 13 de dezembro de 2009.