Ozotoceros bezoarticus

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Como ler uma caixa taxonómicaVeado-campeiro[1]
Veado-campeiro.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 NT pt.svg
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Género: Ozotoceros
Ameghino, 1891
Espécie: O. bezoarticus
Nome binomial
Ozotoceros bezoarticus
(Linnaeus, 1758)
Espécie-tipo
Cervus bezoarticus
(Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Ozotoceros bezoarticus map.svg
Subespécies
Ver texto
Sinónimos[3]

O veado-campeiro (nome científico: Ozotoceros bezoarticus), também chamado veado-branco, veado-galheiro, suaçutinga e suaçuapara,[4] é um veado campestre, encontrado em grande parte da América do Sul, ao sul da Amazônia. Tais cervídeos medem cerca de 1 metro de comprimento, com pelagem dorsal marrom, contorno da boca, círculo ao redor dos olhos e barriga brancos e galhada com três pontas e cerca de 30 cm de altura.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Veado-campeiro" é um animal à sua preferência por viver em ambientes descampados.[4] "Veado-galheiro" é uma referência a suas galhadas, que podem ter até três terminações e medir até 25 centímetros de comprimento.[4] "Suaçutinga" vem do termo tupi para "veado branco", suasu'tinga.[5] "Suasuapara" vem do termo tupi suasua'para, "veado curvo", numa referência aos seus chifres curvos.[5]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Este veado é encontrado mais comumente sozinho ou em grupos de até três animais; porém, já foram encontrados grupos de até 11 indivíduos. Possuem chifres de três pontas que podem alcançar 30 cm de comprimento; sua galhada é composta de dois chifres: um galho cuja ponta é voltada para frente e o outro com duas pontas, para trás. Esta composição começa a aparecer após o terceiro ano de vida do animal.

São animais extremamente ágeis, podendo correr a 70 km/h e pular obstáculos sem diminuir a velocidade. Os saltos são suficientes para cruzar pequenos rios; quando não, nadam com facilidade.

A hierarquia social é determinada através de disputas nas quais os machos empurram seus adversários com os chifres, numa prova de força. Esta disputa não tem por objetivo perfurar o oponente e o dano mais comum é a quebra de algumas pontas; porém podem ocorrer casos de perfuração.

Sua população está bastante reduzida por causa da caça, da febre aftosa (transmitida pelo gado), das queimadas e da perda do habitat natural, decorrente da ocupação agropecuária do cerrado e pampas. Ironicamente, muitos fazendeiros culpam o veado pela disseminação da febre aftosa e acabam abatendo o animal para proteger o gado.

Alimentam-se essencialmente de gramíneas, e desprezam os capins mais adequados para o gado. Porém se alimentam de outras plantas que quase nenhum outro animal come como o alecrim-do-campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens de barbatimão.

Existem três subespécies de veado-campeiro:

  • O. bezoarticus bezoarticus - Campos do Brasil Central para o sul até o Uruguai
  • O. bezoarticus leucogaster - Sudoeste do Brasil, na região do pantanal
  • O. bezoarticus celer - nos pampas da Argentina.

As populações das três subespécies não estão em contato.

O nascimento dos filhotes chatos e de alimentos, no fim das enchentes do pantanal ou após as queimadas naturais, épocas em que ervas, gramíneas e arbustos começam a rebrotar.

Referências

  1. Grubb, P.. Order Artiodactyla. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 117 pp. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494.
  2. Gonzalez, S. & Merino, M.L. . Ozotoceros bezoarticus (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 17 de dezembro de 2012.
  3. Jackson, J.E.. (1987). "Ozotocerus bezoarticus". Mammalian Species 295: 1-5.
  4. a b c Ferreira, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 757
  5. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 617

Ver também[editar | editar código-fonte]