Paraquedismo
O paraquedismo (pré-AO 1990: pára-quedismo) é praticado por desportistas (paraquedistas) que saltam de aeronaves, ou lugares fixos (BASE jumping), fazendo uso de um pára-quedas (invólucro contendo uma vela dobrada desenhada a desdobrar-se aumentando sua superfície de contato com o ar) para diminuir sua velocidade de queda, sendo possível realizar saltos de grandes altitudes sem sofrer danos corporais.
Até o registro do dia 13. de Julho de 2011 havia 275 profissionais cadastrados junto a Federeção Brasileira de Pará-quedismo habilitados a minstrar cursos e realizar saltos duplos, antes de contratar o serviço do profissional verifique o tipo de habilitaçao no link da Federeção Brasileira de Pará-quedismo [1]
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[editar] História
O paraquedismo não é um esporte criado há pouco tempo.
O sonho tem início registrado ainda na mitologia, que mostra Dedalo e seu filho Ícaro na busca de alçar vôo com asas de penas de pássaro ligadas por cera.
Em 1306 aparecem registros de acrobatas chineses que se atiravam de muralhas e torres empunhando um dispositivo semelhante a um grande guardachuva que amortecia a chegada ao solo.
Em 1495, Leonardo da Vinci escreveria em notas: "Se um alguém dispuser de uma peça de pano impermeabilizado, tendo os poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode atirar-se de qualquer altura, sem danos para si". Da Vinci é considerado também o precursor como projetista de um pára-quedas.
Em 1617, o italiano Fausto Veranzio salta com um "paraquedas" da torre da catedral de Veneza, aterrando ileso diante dos espectadores.
Em 1783, Sebastian Lenormand constrói e patenteia um paraquedas com o qual repetidamente executa saltos.
Em 1785, Jean Pierre Blanchard constrói e salta com um paraquedas feito de seda, sem a armação fixa que até então era utilizada para manter o velame aberto.
Em 1797, Andre-Jacques Garnerin, em Paris, salta de um balão a uma altura aproximada de 2000 pés. Garnerin prossegue saltando regularmente e a ele a história deu a honra de ser considerado o primeiro paraquedista do mundo. Em 1802, em Londres, Garnerin salta a 8000 pés, um recorde para a época.
Em 1808, pela primeira vez o paraquedas foi usado como salva-vidas quando o polonês Kuparenko o utiliza para saltar de um balão em chamas.
Em 1837, acontece o primeiro acidente fatal com um paraquedista, quando Robert Cocking falece em razão do impacto contra o solo. Cocking saltava com um paraquedas com o desenho de um cone invertido que se mostrou inadequado, não resistiu à pressão e fechou.
Em 1887, o Capitão americano Thomas Baldwin inventa o equipamento que se ajusta ao corpo do paraquedista, substituindo os cestos até então utilizados. Este invento foi um novo e importante passo para o desenvolvimento do paraquedismo.
Em 1901, Charles Broadwick inventa o paraquedas dorsal, fechado dentro de um invólucro, como os que hoje são utilizados pelos pilotos de aviões militares. O sistema de abertura do paraquedas era um cabo amarrado ao balão.
Em 1911, Grant Norton realiza o primeiro salto utilizando um avião. Norton decolou levando o paraquedas nos braços e na hora do salto arremessou-o para fora sendo por ele extraído da aeronave.
Em 1919, Leslie Irvin executa o primeiro salto livre, abrindo o paraquedas, por ação muscular voluntária durante a queda livre.
Em 1930, os russos organizam o primeiro Festival Desportivo de Paraquedismo.
Em 1941, o exército alemão emprega o paraquedas como equipamento de guerra, lançando pára-quedistas militares para conquistar a Ilha de Creta.
Dai em diante o pára-quedismo se desenvolve numa velocidade vertiginosa, seja quanto aos equipamentos, técnicas de salto e tipos de competição.
[editar] A História da CBPq
No Brasil o paraquedismo tem inicio com Charles Astor, em 1931, no Aeroclube de São Paulo. Atuou sozinho formando alunos pelo Brasil e foi sem sombra de dúvida o maior incentivador do esporte em nosso País.
Em 1941, Ada Rogato, foi a primeira paraquedista mulher no mundo a saltar de um helicóptero. Foi também a primeira a saltar de paraquedas no Chile, Paraguai e Uruguai [2].
Em 1941, no Campo dos Afonsos - RJ acontece o primeiro salto coletivo na América do Sul, realizado por 12 alunos de Astor.
De 1941 a 1943 funcionaram duas escolas de pára-quedismo no Rio Grande do Sul, uma no Aeroclube e outra na Varig.
Em 1944, o Capitão Roberto de Pessoa o primeiro militar brasileiro a realizar um curso de paraquedismo, tendo que fazê-lo no exterior. O Capitão de Pessoa foi "brevetado" nos EUA e em 1945 o Exército Brasileiro envia aos EUA mais 34 militares, que ao retornarem passam a integrar a recém criada Escola de Pára-quedistas do Exercito Brasileiro, atual Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, organização militar integrante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, com sede no Rio de Janeiro, RJ.
No meio civil apenas eram realizadas, esporadicamente, algumas demonstrações. Em 1958 é criada no Rio de Janeiro a equipe Ícaros Modernos que, em 1961, se tornaria um dos primeiros clubes brasileiros de paraquedismo.
No final dos anos 50 o paraquedismo deixou de ser vinculado ao DAC (Departamento de Aeronáutica Civil) e então um grupo de jovens de São Paulo e do Rio de Janeiro resolveu reorganizá-lo e dar-lhe um cunho moderno.
O pioneirismo feminino foi registrado em 1941: Ada Rogato foi a primeira paraquedista mulher no mundo a saltar de um helicóptero. Em São Paulo os principais atuantes eram Miguel Pacheco Chaves, Carlos Tender Guimarães, Decio Faria de Almeida e João Augusto MacDowell entre outros e no Rio, Francisco Clayton Lemos do Rego e Nelson Palma.
Com o inicio desse movimento agregaram-se muitos apoiadores que ajudaram na organização e na parte jurídica.
Quem regia o esporte na época era o Ministério da Educação e Cultura através do CND (Conselho Nacional de Desportos). Era necessário ter pelo menos 3 federações para se ter uma confederação e assim ser reconhecido pelo CND.
Em 1962 foi fundada a Federação Brasileira de Pára-quedismo e que por meio de uma Assembléia Geral foi dissolvida em 30/03/1963 e criada a Comissão de Organização da UBP (União Brasileira de Pára-quedismo) com o intuito de definir objetivos da nova entidade, sua estrutura e sua filiação aos órgãos máximos do esporte nacional e internacional.
Os clubes eram filiados diretamente à UBP que funcionava como órgão gestor nacional.
Reconhecida pelo CND, a UBP realizou o primeiro campeonato brasileiro de paraquedismo em 1964 na cidade de Campina Grande - PB em que se sagrou campeão Luiz Olintho Teixeira Schirmer.
A partir daí surgiram inúmeros clubes e equipes por todo o Brasil.
Paralelamente também no meio militar o paraquedismo se desenvolvia como esporte tendo as competições com os civis contribuído muito para o seu crescimento.
A União Brasileira de Pára-Quedismo atingiu os objetivos para os quais foi criada: estruturar o pára-quedismo como esporte dando condições para sua filiação ao Conselho Nacional de Desportes (CND) e a Federação Aeronáutica Internacional (FAI).
Essas atividades desenvolvidas nos anos 1963 e 1964 culminaram com o envio da primeira delegação brasileira de pára-quedismo ao 7° Campeonato Mundial organizado pela FAI em 1964 na Alemanha Ocidental (RFA) e permitiram a perpetuação do pára-quedismo esportivo brasileiro superando definitivamente as barreiras oficiais e burocráticas até então existentes.
Essa delegação era composta por Carlos Alberto Tender Guimarães, Miguel Francisco Pacheco Chaves, Nelson José Pereira e João Augusto MacDowell.
Foram criadas as 3 primeiras federações (Paraná, São Paulo e Rio de Janeirol) e assim em 1975 a UBP transforma-se em CBPq (Confederação Brasileira de Pára-quedismo).
[editar] No Brasil
No BRASIL o paraquedismo tem inicio com CHARLES ASTOR, em 1931, no Aeroclube de São Paulo. Atuou sozinho formando alunos pelo BRASIL e foi sem sombra de dúvida o maior incentivador do esporte em nosso País.
Em 1941, no Campo dos Afonsos - RJ acontece o primeiro salto coletivo na América do Sul, realizado por 12 alunos de CHARLES ASTOR.
De 1941 a 1943 funcionaram duas escolas de pára-quedismo no Rio Grande do Sul, uma no Aeroclube e outra na VARIG.
Em 1944, o Capitão ROBERTO DE PESSOA é o primeiro militar brasileiro a realizar um curso de paraquedismo, tendo que fazê-lo no exterior. O Capitão DE PESSOA foi "brevetado" nos EUA e em 1945 o Exército Brasileiro envia aos EUA mais 34 militares, que ao retornarem passam a integrar a recém criada Escola de Pára-quedistas do Exercito Brasileiro, atual Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil, organização militar integrante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, com sede no Rio de Janeiro, RJ.
No meio civil apenas eram realizadas, esporadicamente, algumas demonstrações. Em 1958 é criada no Rio de Janeiro a equipe ÍCAROS MORDERNOS que, em 1961, se tornaria um dos primeiros clubes brasileiros de paraquedismo.
No final dos anos 50 o paraquedismo deixou de ser vinculado ao DAC (Departamento de Aeronáutica Civil) e então um grupo de jovens de São Paulo e do Rio de Janeiro resolveu reorganizá-lo e dar-lhe um cunho moderno.
Em São Paulo os principais atuantes eram Miguel Pacheco Chaves, Carlos Tender Guimarães, Decio Faria de Almeida e João Augusto MacDowell entre outros e no Rio, Francisco Clayton Lemos do Rego e Nelson Palma.
Com o inicio desse movimento agregaram-se muitos apoiadores que ajudaram na organização e na parte jurídica.
Quem regia o esporte na época era o Ministério da Educação e Cultura através do CND (Conselho Nacional de Desportos). Era necessário ter pelo menos 3 federações para se ter uma confederação e assim ser reconhecido pelo CND.
Em 1962 foi fundada a Federação Brasileira de Pára-quedismo e que por meio de uma Assembléia Geral foi dissolvida em 30/03/1963 e criada a Comissão de Organização da UBP (União Brasileira de Pára-quedismo) com o intuito de definir objetivos da nova entidade, sua estrutura e sua filiação aos órgãos máximos do esporte nacional e internacional.
Os clubes eram filiados diretamente à UBP que funcionava como órgão gestor nacional.
Reconhecida pelo CND, a UBP realizou o primeiro campeonato brasileiro de paraquedismo em 1964 na cidade de Campina Grande - PB em que se sagrou campeão Luiz Olintho Teixeira Schirmer.
A partir daí surgiram inúmeros clubes e equipes por todo o Brasil.
Paralelamente também no meio militar o paraquedismo se desenvolvia como esporte tendo as competições com os civis contribuído muito para o seu crescimento.
A União Brasileira de Pára-Quedismo atingiu os objetivos para os quais foi criada: estruturar o pára-quedismo como esporte dando condições para sua filiação ao Conselho Nacional de Desportes (CND) e a Federação Aeronáutica Internacional (FAI).
Essas atividades desenvolvidas nos anos 1963 e 1964 culminaram com o envio da primeira delegação brasileira de pára-quedismo ao 7° Campeonato Mundial organizado pela FAI em 1964 na Alemanha Ocidental (RFA) e permitiram a perpetuação do pára-quedismo esportivo brasileiro superando definitivamente as barreiras oficiais e burocráticas até então existentes.
Essa delegação era composta por Carlos Alberto Tender Guimarães, Miguel Francisco Pacheco Chaves, Nelson José Pereira e João Augusto MacDowell.
Foram criadas as 3 primeiras federações (Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro) e assim em 1975 a UBP transforma-se em CBPq (Confederação Brasileira de Pára-quedismo).
No Brasil para a prática do paraquedismo regulamentada pela Confederação Brasileira de Pará-quedismo (CBA).
Atualmente estão em operação diversas áreas de salto no Brasil (local onde se pratica o pará-quedismo de forma regular), em que se realizam saltos esportivos e saltos duplos em locais (http://www.cbpq.org.br/areas.php) e com profissionais devidamente homologados para instrução de alunos e realização de saltos duplos(http://www.cbpq.org.br/profissionais.php).
[editar] Modalidades
Existem várias modalidades de salto em pára-quedas:
- Salto semi-automático
- Formações em queda livre (FQL ou TR (trabalho relativo)
- Estilo livre (freestyle)
- Pouso de precisão
- TRV (formações de velames)
- Freefly (FF)
- Skysurf
- Salto Tandem ou Salto Duplo
- BASE jumping
- Wingsuit
- Pilotagem de velames (swooping)
[editar] Galeria de fotos
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Acampamento de paraquedistas, equipe do exército brasileiro em Avaré.
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No avião Bandeirante, preparo para o salto em Avaré.
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TRV - Rio de Janeiro
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Paraquedista das Forças Aliadas, pronto para saltar na Normandia (França), durante o desembarque do Dia-D, batalha decisiva da II Guerra Mundial.
[editar] Ligações externas
- Página oficial da modalidade de Paraquedismo Militar - Comissão Desportiva Militar do Brasil, Ministério da Defesa (em português) (em português)
- Página oficial da Confederação Brasileira de Para-quedismo (em português) (em português)
- Federação Portuguesa de Paraquedismo (em português) (em português)
- Associação de Paraquedismo militar europeu (em inglês)
- Escola de Paraquedismo em Boituva - São Paulo - Brasil (em português) (em português)
- Salto Duplo em Boituva - São Paulo - Brasil (em português) (em português)