Pânico (Jovem Pan)

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Pânico
Formato Humorístico
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Apresentador(es) Emilio Surita
Emissora(s) de rádio Brasil Jovem Pan FM
Transmissão 1993 - presente

Pânico é um programa de rádio transmitido pela Jovem Pan FM desde 1993. Tem como característica o tom humorístico escrachado, no qual as principais gags são exploradas a partir de seus integrantes, convidados e ouvintes. Conta ainda com versões televisivas, transmitidas pela RedeTV! de 2003 a 2011, chamada Pânico na TV, e desde abril de 2012 pela Rede Bandeirantes, chamada Pânico na Band. Com uma audiência estimada em dezessete milhões de ouvintes, distribuídos em 749 municípios brasileiros, o programa é transmitido de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h, e ouvintes de todo o país, podem acompanhar o programa pelo site do "Pânico na Band".

A história do Pânico[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

O Pânico começou como um programa voltado para o público adolescente, originalmente apresentado por Emilio Surita, Marcelo Baptista (o "Cabeça") e Fernando Mello, mais conhecido como Maestro Billy. Porém, muitos dos ouvintes que entravam no ar ao vivo para pedir brindes, como bonés, camisetas e ingressos, passaram a ser xingados pelos apresentadores, o que tornou o programa mais divertido e atraiu a atenção de seus produtores, que o transformaram até chegar no formato conhecido hoje.

Emilio ficava no estúdio da rádio enquanto Marcelo Batista e Billy transmitiam da Avenida Paulista, em São Paulo (e por isso o nome do programa, uma brincadeira com o trânsito caótico de São Paulo e o nome da rádio, Jovem Pan), geralmente fantasiados de personagens conhecidos, como (Batman, Robin, Homem-Aranha, etc), entrevistando transeuntes. Após seis meses, surgiu o personagem Piru (Ricardo Zanella), que respondia cartas de ouvintes no quadro "Pergunte ao Piru", logo em seguida substituído por Marcos Chiesa, o Bola, no quadro "Pergunte ao Bola". A dupla Emilio e Bola uniram-se então ao humorista André Damasceno, que representava o personagem Samanta. Nesta época, o programa Pânico consistia simplesmente no atendimento telefônico dos ouvintes, que ligavam para fazer perguntas aos membros do programa ou simplesmente para participar e deixar recados. Entrevistas eram muito raras e os locutores faziam perguntas para serem respondidas no ar. Por vezes promoções foram lançadas, como as "Olimpíadas do Pânico".

A primeira mulher no Pânico e o Portuga[editar | editar código-fonte]

Sabrina e Vicentinho
Brasília - Com chapéu que ganhou durante viagem a Moçambique, o deputado Vicente Paulo da Silva (Vicentinho) dança forró com a repórter Sabrina Sato.

Após a saída do Maestro Billy, Teobaldo e Samanta, uma nova dupla de personagens entrou no Pânico: Paty Lane, uma patricinha, filhinha de papai e primeira mulher do programa, e o Portuga, supostamente um radialista português em estágio na rádio brasileira. Ambos se tornaram muito populares e por muitos dias as perguntas da audiência se concentraram nos dois personagens, principalmente Paty Lane, que era constantemente cobrada pelo público pelo seu jeito supostamente esnobe. No programa do dia 02 de julho de 2009, o apresentador Emilio Surita revelou para uma ouvinte que Paty Lane tinha morrido num acidente de ônibus quando viajava de São Paulo para o Paraná.

Aparições na TV[editar | editar código-fonte]

O sucesso do Pânico rendeu o papel de jurados no programa Ratinho Livre, na Rede Record. Bola, Japa, Ceará e Paty Lane formavam o time de jurados do programa apresentado aos sábados. Antes disso o programa 190 Urgente (apresentado por Ratinho na CNT/Gazeta) havia feito uma matéria especial com a trupe. Foi uma das primeiras aparições do pessoal nas telas da TV. Patrícia de Sabrit, em seu extinto programa, também fez uma matéria especial sobre a Turma do Pânico.

Novos Personagens[editar | editar código-fonte]

Conforme os integrantes foram deixando o programa, Emílio, que sempre procurou dar oportunidade a novos talentos, introduziu apresentadores e personagens, como o "Japa" (Marcos Aguena) dono do personagem "Carlos Caramujo", o "Carioca" (Márvio Lúcio) e "Arnóbio" - depois mudado para "Ceará" (Wellington Muniz), dono do personagem "Paulo Jalaska". Antes mesmo da chegada de Márvio, como personagem do Pânico, Marcos Aguena e Wellington Muniz faziam sucesso com o quadro dos palhaços "Carequinha e Chupetão". Aguena também criou o personagem "Pato" que por muito tempo teve espaço fixo no programa.

A drag queen Nany People[editar | editar código-fonte]

Houve também a participação, por seis meses, da drag queen Nany People, que mais tarde tornou-se famosa por trabalhar com a apresentadora Hebe Camargo.

A primeira musa[editar | editar código-fonte]

O número de convidados famosos crescia na proporção do sucesso do programa, então, após a saída de Nany People, entrou aquela que seria a primeira musa do Pânico, Mariana Kupfer. Pela primeira vez, o programa tinha uma mulher bonita no elenco. Todavia, o "reinado" de Mariana durou pouco. Depois que Mariana retornou de um breve afastamento para participar do programa televisivo Casa dos Artistas, segundo a opinião de Emilio, teria se tornado uma "chata insuportável", "perfazendo-se" (sic) por ter feito parte do programa do SBT e acabou se afastando do programa em abril de 2003. Mas segundo a própria Mariana o motivo real foi não suportar o deboche e maus tratos dirigidos à ela por Emilio e Bola, que segundo ela não faziam aquilo em tom de brincadeira mas sim pra humilhá-la de verdade.

Novos membros e a grande musa do Pânico[editar | editar código-fonte]

Nos anos de 2002 e 2003, entraram para o programa Vinicius Vieira, no papel de Zé Fofinho, Carlos Alberto da Silva, como o Mendigo, Amanda Ramalho, considerada a crítica do programa, Marcelo Senna, gago por usar um fone com atraso no retorno (delay), e a ex-BBB Sabrina Sato. Com essa formação veio o grande salto: seu próprio programa de TV. O sucesso do rádio logo se tornou evidente na versão televisiva, mas em meados de 2005 houve uma baixa. Marcos Aguena saiu da Jovem Pan e também do programa de televisão, aposentando assim seus personagens "Mestre Fyoda" e "Carlos Caramujo, o repórter surdo". Em 2006, Danielle Souza, a Mulher-Samambaia, deixou de ser apenas uma dançarina de palco para participar ativamente do programa.

Em 2007, Wellington Muniz conhecido como o Ceará, deixou a Jovem Pan para dedicar-se exclusivamente ao Pânico na TV. Ainda em 2007, o programa ganha mais um personagem gay, Christian Pior, interpretado por Evandro Santo, um estilista deslumbrado com o glamour e o mundo da moda. Em 2008, uma renovação no elenco trouxe a entrada de Fábio Rabin, que interpretava o Silveira. No mesmo ano houve a entrada de Eduardo Sterblitch como César Polvilho e Paulo Serra como Vovô, no Pânico na Rádio, ambos já trabalhavam no Pânico na Tv. Em 2009, muitos integrantes acabaram saindo do programa de tv e da rádio. Esses são: Danielle Souza, que deixou o programa para participar da primeira temporada do reality-show A Fazenda na Rede Record; Fabio Rabin e Paulinho Serra que se transferiram para a MTV. Neste mesmo ano, o Corinthiano Zina passa a integrar o elenco do programa.

Integrantes Somente no Programa de Rádio[editar | editar código-fonte]

Amanda Ramalho[editar | editar código-fonte]

Amanda Ramalho (São Paulo, 15 de março de 1986) era uma assídua ouvinte do programa, conhecida como "Pimentinha" e "Amanda do Capão Redondo" e trabalha no programa desde 2003. Amanda é conhecida por perguntas provocativas aos convidados do programa e por sua falta de senso de humor, o que faz com que seja classificada como depressiva e bipolar. Em 2011, passou a participar do Pânico na TV tendo quadro próprio. Ela também possui um quadro no TV Vírgula que se chama "Só os Top, só as Vip", que também é transmitida pela rede conddy no Youtube.

Marcelo Senna[editar | editar código-fonte]

Ele interpreta um gago e usa um fone com atraso no retorno (delay), fazendo com que ele não responda no tempo adequado. É também chamado de 'Homem-Hino' pelo fato de saber o hino de diversos clubes de futebol do Brasil. Além disso, é chamado de homossexual ("moça") pelos outros integrantes do programa.

Rodrigo Scarpa: de ouvinte à integrante mais conhecido[editar | editar código-fonte]

Rodrigo Scarpa, mais conhecido por "Repórter Vesgo" era em 1996 apenas mais um ouvinte do Pânico, que ligava e participava da programação. Depois de anos de insistência, conseguiu mostrar seu talento a Emílio Surita e hoje é um dos integrantes do programa mais conhecidos.

Davis Reimberg[editar | editar código-fonte]

Davis ficou conhecido após postar um vídeo no Youtube defendendo Xuxa Meneghel, depois disso fez participações em alguns quadros do programa Pânico na TV, atualmente integra o elenco do Programa Pânico na rádio Jovem Pan.

O CD do Pânico[editar | editar código-fonte]

Com a chegada do personagem Teobaldo, vindo de outro quadro da Jovem Pan, foi lançado o projeto de um CD de músicas do Pânico, produzido por Rick Bonadio e lançado pela gravadora Paradoxx Music, em 1996. O CD vendeu mais de 300 mil cópias. Quase todas as letras são de autoria de Rosana Hermann, como a infame versão de "Je T'aime Moi non Plus", "Ilha da Uta", "E o Meu Tá Murcho", "Vida de Boston", "Quero te Fu". Seu principal hit foi a canção "Macacaralho" (e sua versão mais amena, o "Macacaraio"), que levou o grupo a se apresentar no programa Domingo Legal e Programa Livre, ambos do SBT.

Faixas do CD[editar | editar código-fonte]

  • 01. Macacaralho
  • 02. Je T'aime Moi Non Plus
  • 03. Ilha da Uta
  • 04. Menina Beethoven
  • 05. Rap do Corno
  • 06. Criança Abundança
  • 07. E o Meu Tá Murcho
  • 08. Vida de Boston
  • 09. Chama o Hugo
  • 10. Cucurucucu
  • 11. Quero te Fu
  • 12. Pulga na Cueca
  • 13. Macacaraio (versão papai-mamãe)
  • 14. Cucurucucu (versão papai-mamãe)
  • 15. Larga-Larga Pega-Pega

Membros[editar | editar código-fonte]

Ex-Membros[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]