Pós-colheita

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Mangas com diferentes graus de amadurecimento.

O termo Pós-Colheita refere-se ao estudo e ao conjunto de técnicas aplicadas à conservação e armazenamento de produtos agrícolas como grãos, frutas, hortaliças, tubérculos, entre outras logo após a colheita até o consumo ou processamento. Essas técnicas são importantes pois, ao contrário dos alimentos de origem animal, os tecidos destes produtos permanecem íntegros e mantendo seus processos fisiológicos e bioquímicos normais.[1] [2] As mesmas técnicas, com suas devidas especificidades, são aplicada também a produtos agrícolas não comestíveis como flores e plantas ornamentais, por exemplo.[3]

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Secagem de pimentas em Milyanfan, Quirguistão.

Dependendo dos tratamentos dados, os produtos terão níveis diferentes de qualidade final assim como diferentes perdas em função de deterioração desses produtos.[4] Em cada etapa é necessário a aplicação de um conjunto de técnicas para garantir a manutenção da qualidade. Atualmente existem tecnologias disponíveis para todas as etapas dessa cadeia que visam a manutenção da qualidade, o aumento da vida de prateleira e da oferta de produtos "in natura".[2] entre essas técnicas estão o uso de temperaturas baixas, atmosfera modificada, atmosfera controlada, limpeza, sanificação, bem como a combinação destas.

O objetivo fundamental da tecnologia pós-colheita, portanto, é manter os produtos agrícolas recém colhidos em condições adequadas, evitando perda de umidade e o desenvolvimento de alterações químicas indesejáveis, além de evitar danos físicos e retardar a deterioração desses produtos.[5]

Processos fisiológicos de uma planta viva[editar | editar código-fonte]

Entre os diveros processos que continuam a acontecer em vegetais colhidos, os mais importantes são a fotossíntese e a respiração. Na fotossíntese há a formação de compostos orgânicos ricos em energia a partir de dióxido de carbono e água com o uso da energia captada da luz solar pela clorofila. A respiração seria o processo reverso, ou seja, a quebra dessas moléculas com consequente liberação da energia acumulada.[1] Além desses, outro de grande importância é a transpiração, que é a perda de água dos tecidos ém forma de vapor.

Processos fisiológicos pós-colheita[editar | editar código-fonte]

Mesmo após a colheita, os tecidos de frutas e hortaliças permanecem com sus funções fisiológicas normais. No entanto, separadas da planta mãe ou do solo, passam a usar suas reservas de substrato ou de compostos orgânicos ricos em energia, como açúcares e amido, a fim de respirar e assim produzir a energia necessária para manterem-se vivas. De todos os processos metabólicos, a respiração é o mais importante e pode ser afetado por fatores próprios internos ou ambientais.[1]

As transformações desencadeadas pela respiração desses tecidos são:[1]

  • O consumo dos compostos de reserva promovem a perda de peso seco, valor nutritivo e aroma;
  • Manutenção da textura e o sabor das plantas, contudo a continuidade do processo de forma acelerada diminui a vida de prateleira dos produtos.
  • A produção de água;
  • Produção de excedentes de energia, além da utilizada para manutenção dos tecidos, que é liberada para o ambiente em forma de calor.
Fatores que afetam a respiração

A respiração é afeta por uma grande quantidade de fatores ambientais que incluem: luz, estresse químico (como o uso de fumigantes, por exemplo), estresse radioativo, estresse aquoso, reguladores de crescimento e ataque de microrganismos patogênicos. Contudo, as principais são temperatura, composição atimosférica e estresse físico.[6]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]