Públio Licínio Crasso Dives Muciano

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Públio Licínio Crasso Dives Muciano (em latim Publius Licinius Crassus Dives Mucianus; 180 a.C.130 a.C.) era filho biológico de Públio Múcio Cévola, cônsul em 175 a.C. Foi adotado por seu tio Públio Licínio Crasso.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Muciano obteve o cargo de pontífice máximo em 132 a.C., após a morte do exilado pontífice Públio Cornélio Cipião Násica Serápio. Em 131 a.C. foi eleito cônsul junto a Lúcio Valério Flaco, que era o Flâmine Marcial (Flamen Martialis; alto sacerdote de Marte). Muciano proibiu ao seu colega ir combater a Eumenes III e increpou-o por descuidar os seus deveres sagrados. Enquanto Valério Flaco permanecia em Roma, Muciano obteve o comando contra Aristônico (Eumenes III), que ocupara o trono de Pérgamo, após Átalo I deixar em herança o seu reino a Roma. Muciano foi o primeiro pontífice máximo em abandonar voluntariamente a Itália (pois Násica Serápio fora expulso da Itália pelo Senado). Crasso Muciano foi derrotado pelo exército de Aristônico e, enquanto se retirava, foi capturado pelo inimigo (ao ser capturado, ocultou a sua identidade para não contribuir mais à humilhação).

Segundo fontes antigas, era um homem muito rico e culto, que falava com soltura variantes do grego. Tanto el como o seu irmão apoiavam as reformas políticas e econômicas e, portanto, eram fiéis partidários de Tibério Semprônio Graco (m. em 133 a.C.), que estava casado com a sobrinha da sua esposa, uma Cláudia. Crasso Muciano contraiu mais tarde matrimônio com a filha mais nova do irmão pequeno de Tibério, Caio Semprônio Graco.

Família[editar | editar código-fonte]

Públio Licínio Crasso Dives Muciano era filho de Públio Múcio Cévola, cônsul em 175 a.C. e a sua esposa Licínia, irmã de Públio Licínio Crasso. O seu tio paterno Quinto Múcio Cévola fora cônsul ao ano seguinte, em 174 a.C. O seu irmão maior, Públio Múcio Cévola alcançou o consulado em 133 a.C., pelo qual Crasso Muciano era relacionado com vários cônsules. O seu avô paterno Públio Múcio Cévola fora pretor em 215 a.C. mas caiu enfermo e falecera antes de poder apresentar-se às eleições para o consulado.

Crasso Muciano nasceu provavelmente por volta de 188 a.C. A data da sua adoção pelo seu tio materno é desconhecida. Casou-se com Cláudia, irmã de Ápio Cláudio Pulcro, cônsul em 143 a.C., censor e Princeps Senatus, (porta-voz da Câmara) em 136 a.C. Com Cláudia teve vários filhos, dos quais ao menos um filho e duas filhas sobreviveram. A sua filha menor casara com o reformista tribuno da plebe Caio Semprônio Graco, que faleceu em 121 a.C. A sua bisneta Fúlvia foi a terceira mulher de Marco Antônio.

O seu primo foi Quinto Múcio Cévola Áugure, cônsul eleito em 117 a.C., era amigo e patrono de Marco Túlio Cícero, além de ser o seu tutor. O sobrinho de Crasso Muciano foi o famoso retórico e jurista Quinto Múcio Cévola. Ambos faleceram durante a Guerra Social.

A família Múcia obteve vários consulados entre 175 a.C. e o 95 a.C.; além disso, ao menos três dos cônsules obtiveram o cargo de pontífice máximo (incluindo a Crasso Muciano, que era um Múcio biológico).

Referências

  • Crassus Dives Mucianus, Publius Licinius. (2007). En Encyclopædia Britannica.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Publio Licinio Craso Dives Muciano».
Precedido por:
Públio Popílio Lenate e Públio Rupílio
Cônsul da República Romana
com Lúcio Valério Flaco

131 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Cornélio Lêntulo e Marco Perperna