P-3 Orion

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Lockheed P-3 Orion
Descrição
Fabricante Lockheed Martin
Entrada em serviço Agosto de 1962
Missão Patrulhamento marítimo
Tripulação 10 ou 11
Dimensões
Comprimento 35.61 m
Envergadura 30,38 m
Altura 10,29 m
Área (asas) 120,8 m²
Peso
Tara 27.892 kg
Peso bruto máximo 61,235 kg kg
Propulsão
Motores 4x turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv cada
Performance
Velocidade máxima 761 km/h
Alcance 3,835 km
Tecto máximo 8.626 m
Notas
Consultar a secção Especificações

P-3 Orion é uma aeronave de patrulhamento marítimo de longo alcance e guerra ASW com base em terra, é utilizado por cerca de duas dezenas de operadores e iniciou a sua carreira em 1962 substituindo o envelhecido P2V Neptune ao serviço da Marinha Norte-Americana.
Derivado de uma versão comercial o Lockheed L-188 Electra, e produzido ao longo de três décadas continua nos nossos dias a ser a única plataforma de patrulhamento marítimo baseada em terra, que em 2012 entrará para o restrito clube dos aviões com mais de cinquenta anos de serviço contínuo com o mesmo utilizador, neste caso a Marinha Norte-Americana, que gradualmente está diminuindo os seus efectivos, planeando a sua substituição com início em 2013, pelo P-8A Poseidon derivado do transporte comercial Boeing 737-800.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 1957 o chefe das Operações Navais da Marinha Americana, publicou os requisitos, para uma nova aeronave de patrulha marítima de longo raio de acção e com base em terra, dos quais se destacam os seguintes critérios:

  • Cabine mais espaçosa que a do P-2 Neptune.
  • Um raio de acção maior e capacidade para permanecer na zona de patrulha por mais tempo que o P-2 Neptune.
  • Um período de desenvolvimento curto.
  • Um baixo custo de aquisição por aeronave.

Em Maio de 1958 a Lockheed foi seleccionada para construir o novo avião, com um projecto baseado no L-188 Electra um transporte civil de passageiros, que por si só atendia a maioria das especificações requeridas.[1]
De imediato todo o programa foi acelerado decorridos três meses, a 19 de Agosto a Lockheed faz voar o terceiro

P-3C Orion da US Navy

L-188 Electra de produção (c/n 188-1003), como primeiro protótipo, no mês seguinte é inspeccionada a maqueta do avião de produção e somente nove meses após ter sido seleccionada é assinado um contrato de pré produção em Fevereiro de 1959.[2]
A primeira unidade a ser equipada com o Orion foi o Esquadrão de Patrulha nº 8 (VP-8), baseado na base aeronaval de Patuxent River em Agosto de 1962 substituindo os envelhecidos P2V-5F. Nos cinco anos seguintes os P-3A equiparam mais 14 Esquadrões de primeira linha. Em 1966 é introduzido o P-3B e ambas as versões voaram ao longo da costa da Indochina durante o conflito do Vietname. O P-3C inicia a actividade operacional junto do Esquadrão Vp-30 no final de 1969 e continuou em produção para a Marinha Americana até depois de 1986, quando ainda faltavam substituir três Esquadrões que voavam o P-3B.[3]

Produção[editar | editar código-fonte]

A produção do P-3 Orion estendeu-se ao longo de mais de três décadas, entre Outubro 1960

Números da produção total do P-3 Orion[4] [5]
Produção Lockheed
Variante Quantidade
P-3A 158
P-3B 144
YP-3C 1
P-3C 117
P-3C Update I 31
P-3C Update II 55
P-3C Update II½ 62
P-3C Update II¾ 3
P-3F 6
RP-3D 1
WP-3D 2
P-3C CUP 41
P-3C CUP+ 8
CP-140 18
CP-140A 3
Sub-Total 650
Produção Kawasaki
P-3C Update II½ 66
P-3C Update III 30
P-3C Update III+ 2
EP-3C 5
UP-3C 1
UP-3D 3
Sub-Total 107
Produção Total - 757

e finais de 1995. Inicialmente na fábrica da Lockheed em Palmdale na Califórnia e já na fase final da produção devido a uma importante reorganização interna e uma encomenda Sul Coreana que suportou os custos, obrigou à mudança de toda a linha de montagem para a fábrica de Marietta na Georgia, onde aí foram construídos os oito últimos exemplares. No total a Lockheed produziu 650 aeronaves incluindo as três primeiras para o Japão conforme o acordo de produção sob licença. A Kawasaki Heavy Industries, fabricou sob licença toda a frota para suprir as necessidades das forças de auto defesa do Japáo , num total de 107 exemplares. Também os motores de todas as aeronaves de produção Japonesa foram construídos sob licença da General Motors nas instalações da Ishikawajima Harima Heavy Industries Company.[6]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Algumas datas importantes no desenvolvimento, produção e operacionalidade do P-3 Orion em modo não exaustivo (compilação de dados).[7] [8] [9]

  • 1957 - A Lockheed propõe o L-188 Electra para atender às exigências da US Navy para uma plataforma de patrulhamento marítimo.
  • Maio de 1958 - Assinatura do contracto de pesquisa e desenvolvimento.
  • 19 de Agosto de 1958 - Primeiro voo do protótipo YP3V-1.
  • 25 de Novembro de 1959 - Primeiro voo do segundo protótipo, com uma fuselagem mais curta (cerca de 2,13m])

e a maioria dos aviónicos planeados já montados.

Variantes / actualizações[editar | editar código-fonte]

  • YP-3V - Protótipo demonstrador do conceito e avaliação, dois construídos, o primeiro voou pela primeira vez a 19 de Agosto de 1958.[9]
Pormenor da consola central do cockpit de um P-3C da US Navy
  • P-3A (CS) - Alguns P-3A modificados com o radar AN/APG-66, para auxílio do serviço de fronteiras dos Estados Unidos, na intercepção de aeronaves efectuando voos clandestinos de transporte de narcóticos.[10]
  • CP-3A - Conversão de 30 P-3A da US Navy para a função de transporte apoio logístico. Logo após a assinatura do contrato, o projecto foi cancelado devido à mudança de especificações propostas pela marinha Americana.[12]
  • EP-3A - Conversão de alguns exemplares P-3A destinada a reconhecimento electrónico, possuem a particularidade de não serem todos iguais, devido à profusão de antenas nem sempre P-3A nos mesmos locais.[12]
  • 'NP-3A - Pelo menos dois P-3A incluindo o primeiro protótipo YP-3A[nota 1] convertidos para a função de teste e desenvolvimentos de longa duração.[12]
  • RP-3A - Mudança de designação em 1994 das versões UP-3A, RP-3A, RP-3D e EP-3B.[12]
  • TP-3A - Devido à falta de P-3C durante 1984 para actividades operacionais, foram colocados em condições de voo

alguns P-3A designados TP-3A que os substituíram no treino de tripulações, libertando os C para o serviço operacional.[12]

  • UP-3A - Designaçao dada a lguns P-3A despojados dos sistemas de armas e ASW e convertidos para transporte de passageiros entre as unidades da marinha Americana.[12]
  • VP-3A - Conversão em 1975 de três WP-3A já retirados, mais tarde juntaram-se mais dois P-3A, para o transporte de individualidades VIP e ou altas patentes. As aeronaves foram equipadas com assentos confortáveis, sistemas de televisão e de música, bem como acomodações para dormidas durante o voo.[12]
  • WP-3A - Versão de reconhecimento meteorológico derivada da versão P-3A, quatro exemplares foram convertidos e entregues durante 1970 à marinha Americana, substituindo os anteriores WC-121N[nota 2] [9]
  • P-3B - Segunda versão de produção, 125 unidades construídas, equipada com motores mais potentes e sem necessidade de injecção de água etilizada, os exemplares da marinha Americana estavam capacitados para transporte e disparo do míssil AGM-12 Bullpup.[9]
  • EP-3B - Também conhecidos como Batrack, são dois P-3A modificados para a função de detecção de sinais de radar nas costas marítimas da ex União Soviética e comunicações de navios da mesma nacionalidade navegando em aguas internacionais.[12]
  • NP-3B - Pouco se sabe sobre esta variante, apenas que uma aeronave (#152739) operou sob esta designação, às ordens de uma unidade "secreta" NAWC-23.[12]
  • P-3C - Terceira versão de produção produzida com avanços significativos ao nível da recolha e disponibilização de dados da situação táctica, centralizados na introdução de um computador digital central, aumentando a eficácia da tripulação na resposta a situações de emergência. Primeiro voo a 18 de Setembro de 1968, construídos 267 aviões.[9]
P-3C da US Navy, aproximando-se da sua base no Hawaii.
  • P-3C Update I/II/II½/III - Programas de melhorias sucessivas nas aeronaves da US Navy, mantendo os equipamentos operacionais sempre actuais e compatíveis com as ameaças.[12]
  • P-3C Update IV - Proposta da Boeing para actualização de todos os P-3C da US Navy, nunca realizada [13]
  • P-3C CUP - Actualização CUP (Capability Upkeep Program) de dez P-3C Holandeses, mesmo antes de serem vendidos a Portugal e a Alemanha.[12]
  • EP-3C - Designação errada referida por algumas fontes, referindo-se a cinco EP-3 de produção Kawasaki Heavy Industries que possuem semelhança exterior com os EP-3E da US Navy.[12]
  • UP-3C - Variante desenvolvida pela Kawasaki Heavy Industries para treino e apoio da versão EP-3, executa também calibração de radares, após o cancelamento da versão NP-3C. Primeiro voo em 1995.[12]
  • RP-3A - Conversão de dois P-3A destinados a projectos de longa duração na pesquisa oceanográfica.[12]
  • RP-3D - Reconfiguração ainda na fase de fabrico de um P-3C, especialmente para a missão de mapeamento magnético do planeta, com a duração estimada de cinco anos, foi dispensada toda a componente ASW, o porão de armamento foi substituído por um tanque adicional de combustível com a capacidade 4 500 litros e todos os sistemas principais requeridos para a missão foram duplicados adicionado ainda um sistema de navegação por satélite.[9]
    Após esta missão o protótipo do P-3C foi convertido para esta configuração, substituindo o original, posteriormente foram acrescentados mais dois P-3B convertidos, substituindo os RP-3A nas missões de pesquisa magnética e acústica oceanográfica no âmbito do esquadrão de desenvolvimento oceanográfico VXN-8.[14]
  • EP-3E Aries / Aries II - Versões de vigilância electrónica EP-3E Aries baseado nos P-3A/B em operação desde 1970, em 1990 são substituídos por células P-3C.[12]
  • P-3F - Versão destinada ao Irão.[12]
  • P-3G - Versão mais curta equipada com a actualização Update IV e novos motores. Cancelada.[12]
  • P-3N - Designação dada a dois P-3B Noruegueses depois de despojados dos sistemas de armas e convertidos para transporte de passageiros (30), patrulha de águas costeiras e treino de tripulações.[12]
  • P-3P - Seis unidades P-3B para a Força Aérea Portuguesa, ex Força Aérea Australiana que retornaram à Lockheed como parte do pagamento de novas aeronaves de substituição P-3C. Conversões efectuadas uma pela Lockheed, as restantes cinco efectuadas localmente pelas OGMA, para um padrão muito próximo ao P-3C Update II½, mas com especificidades únicas.[11]
  • CP-140 Aurora - Versão Canadiana do P-3C, mas equipado com os sistemas do S-3 Viking.[12]
  • CP-140A Arcturus - Três P-3C encomendados à Lockheed em 1989mas montados no Canada, destinados a missões de treino, vigilância das actividades pesqueiras e patrulha da área polar. Equipados apenas com radar de busca e sistema de comunicações.[12]
  • P‑7A - Designação temporária para o que foi apontado como substituto do P-3 equipado com o pacote de actualização da Boeing UPDATE IV e maior autonomia. Também designado LRAACA, cancelado.[13]

Utilizadores[editar | editar código-fonte]

Militares[editar | editar código-fonte]

A vermelho actuais utilizadores, a azul ex utilizadores (Países Baixos)
Após ter descartado várias propostas da Lockheed para o fornecimento de um substituto do Breguet Atlantique, na função de patrulhamento marítimo, os Alemães voltaram a manifestar interesse em 2003, quando o governo Holandês anunciou a intenção de vender toda a sua frota de 13 P-3C CUP. Um acordo final foi celebrado para a venda de oito unidades,[nota 3] a primeira das quais foi entregue a 28 de Fevereiro de 2006.[15]
Em Dezembro de 2010 estavam os oito exemplares no activo.[16]
O governo Argentino efectuou várias tentativas para adquirir o P-3 Orion. A primeira em 1976 directamente aos Estados Unidos que recusaram a venda e ofereceram em troca, quatro SP-2H Neptune os quais foram aceites e constituíam em Maio de 1982 a única capacidade de patrulhamento marítimo da Argentina, quando eclodiu a guerra das Malvinas/Falklands, a qual veio a a inviabilizar a compra já acordada de oito P-3B, Australianos em segunda mão, por receio que fossem utilizados para atacarem as forças Britânicas, ainda devido a este conflito o governo Norte-Americano passou a mostrar relutância na venda de equipamento militar, atitude que só mudou após o apoio e participação da Argentina na grande coligação de países que participaram na operação tempestade no deserto para a libertação do Koweit. Finalmente em 1997 foi aprovada a venda de seis aeronaves P-3B excedentes da US Navy e armazenadas no AMARC,[nota 4] o primeiro foi entregue a 7 de Dezembro de 1997 e o último em 11 de Julho de 1999.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam três exemplares no activo.[16]
P-3W Australiano
A Real Força Aérea Australiana é um dos maiores operadores do Orion. Em 1964 encomendou 10 P-3A, posteriormente a encomenda foi modificada para P-3B. Em Maio de 1975 foram encomendados mais oito P-3C II acrescidos de mais duas unidades em Novembro de 1976, os quais começaram a ser entregues em finais de 1977. Finalmente em 1982 foram encomendados mais dez P-3C II½ para substituírem os P-3B iniciais, os quais foram devolvidos à Lockheed[nota 5] como parte do pagamento. A primeira aeronave deste novo lote foi entregue em Novembro de 1984.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam no activo 19 unidades.[16]
FAB - P-3 Orion
Consultar Emprego na Força Aérea Brasileira
Encomendados 18 exemplares em Novembro de 1975 e entregues entre 1980 e 1981 com a designação CP-140, em 1989 foram adquiridos mais três CP-140A Arcturus uma versão simplificada e integrada nas forças canadianas com a função de treino das tripulações.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais 19 unidades.[16]
P-3ACH da armada Chilena
Recebeu oito unidades P-3A em segunda mão ex US Navy, no inicio de 1993. Duas aeronaves foram desmanteladas para fornecerem peças, outras duas foram armazenadas e podem adquirir condição de voo em 35 dias. As restantes quatro foram modernizadas, três como P-3ACH a outra foi convertida para transporte de passageiros UP-3A.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais três P-3ACH.[16]
Em Setembro de 1991 o governo da Coreia do Sul encomenda oito P-3C-Update III+, apesar da iminência do fecho da linha de produção, que por motivos de reorganização interna da Lockheed, foi integralmente mudada para Marietta na Georgia, com os respectivos custos reflectidos no preço final das aeronaves e um atraso de dois anos na entrega dos mesmos. Após a entrega em 1995 do último P-3 foi considerada a compra de um segundo lote de oito aeronaves, para equipar um segundo esquadrão. Em 2002 é aprovada a venda do segundo lote, constituído por oito P-3B ex US Navy a modernizar pela Korean Aerospace Industries (KAI).[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais 11 exemplares.[16]
A Força Aérea Espanhola recebeu três P-3A Orion em 1973 ex US Navy para substituição dos Grumman HU-16 Albatross, com a perda de uma das aeronaves em 1977 o número de unidades disponíveis revelou-se demasiado escasso. Foram alugados quatro P-3A à marinha Americana que se mantiveram em serviço até 1998, quando foram substituídos por cinco P-3B adquiridos à Real Força Aérea Norueguesa e terminava o período de aluguer. Com início em 2002 foi implementado um programa de modernização liderado pela EADS/CASA semelhante ao utilizado para modernizar os P-3AM da Força Aérea Brasileira e designados P-3M.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais 7 unidades P-3B/M.[16]
Um par de P-3A sobrevoando a "Golden Gate", S. Francisco, California no ano de 1960
O P-3 entrou ao serviço da US Navy em Agosto de 1962 substituindo os P-2 Neptune e os hidroaviões Martin SP-5B. Ao longo da sua vida operacional três principais variantes foram utilizadas, estando ainda actualmente ao serviço o P-3C Update III. Foram ou são ainda usadas versões especializadas para as mais diversas missões.Depois de um longo processo de selecção, em 4 de Junho de 2004 a US Navy decidiu que o P-3C Orion será substituído pela versão de patrulha marítima do Boeing 737-800ERX. Esta decisão foi anunciada dez dias depois, no dia 14 de Junho de 2004. Um total de 109 Boeing P-8A serão adquiridos com a primeira entrega para a VP-30 em 2012. Dois meses depois, em 2 de Agosto de 2004,o Embraer ERJ-145 foi seleccionada para a substituição da frota EP-3E. O primeiro ERJ-145 deverá entrar em serviço em 2012 também.[15]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais 16 EP-3E e 150 P-3C .[16]
A Grécia recebeu ao abrigo do acordo de cooperação com os Estados Unidos quatro P-3A e seis P-3B dos stocks armazenados no AMARC deserto do Arizona. Os P-3A recebidos em Maio de 1995 foram destinados a treino de manutenção e como fonte de peças, os P-3B depois de adquirirem condição de voo ainda nos Estados Unidos, foram entregues em Maio de 1996 e não sofreram qualquer actualização.[15]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais seis P-3B.[16]
O Irão encomendou em 1973 seis aeronaves p-3F, similares ao P-3C, mas com uma mistura de aviónicos pertencentes aos modelos P-3A/B/C, devido a algumas restrições na politica de exportação de tecnologia dos Estados Unidos em vigor na época. Após a revolução Islâmica em 1979 e subsequente embargo de armas e peças de substituição, a operacionalidade dos aviões foi afectada, mas recorrendo ao mercado negro, quebras do embargo por parte de países menos escrupulosos e fabrico doméstico de peças sem autorização, a condição de voo tem sido assegurada, desconhecendo-se a operacionalidade efectiva.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais cinco P-3F.[16]
P-3C da força marítima de auto defesa do Japão

.

A Força Marítima de Autodefesa do Japão recebeu 107 aeronaves P-3 nas suas várias versões, das quais 102 são de construção Nipónica, três de construção Lockheed e as duas últimas de montagem local efectuada pela Kawasaki Heavy Industries que também procedeu à sua construção.
Actualmente estão operacionais, cinco EP-3, 98 P/OP-3C e quatro UP-3C.[16]
A Noruega foi o primeiro utilizador Europeu do P-3. Adquiriu cinco P-3B em 1969 e mais dois ex US Navy em 1980, entretanto os cinco aviões originais foram vendidos à Espanha e os restantes dois actualizados para o padrão P-3C mas com sensores não acústicos, foram ainda provisionados com 39 lugares sentados e designados P-3N e utilizados em patrulhamento costeiro, transporte e trino de tripulações.[5]
Foram adquiridos após negociações com a US Navy e a Lockheed quatro P-3C entregues entre Março e Julho de 1989. Entre Dezembro de 1997 e Março de 2000 sofreram uma actualização UIP (Update Improvement Program) e foram designados P-3C UIP.[15]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais quatro P-3C UIP e dois P-3N.[16]
A Nova Zelândia foi o primeiro operador internacional, quando em 1964 encomendou cinco P-3B. em 1985 foi comprado um sexto avião ex RAAF á Lockheed. Após ter sido completado um programa de actualização de aviónicos,foram todos designados P-3K. Mais recentemente foram sujeitos a uma revitalização estrutural sendo expectável que se mantenham operacionais para além de 2015.[5]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais seis P-3K.[16]
O Paquistão é o único operador da versão híbrida P-3C Update II¾. Três exemplares encomendados em 1988, apenas foram entregues em 1997 devido a um embargo à venda de armamento, apesar de já estarem pagos.[5]
Em Outubro de 1999 um acidente fatal destruiu uma das aeronaves, as restantes duas foram retidas em terra até 1995, quando a Lockheed subcontratou a empresa portuguesa OGMA para adquirirem novamente a condição de voo.[15]
Devido ao auxílio Paquistanês no combate ao terrorismo internacional, foi aprovado a venda de mais sete "P-3C" a serem modernizados e entregues até finais de 2012.[17]
Em Dezembro de 2010 estavam operacionais seis P-3C e outros dois aguardavam entrega.[16]
P-3P da FAP, pertence ao museu do ar, Sintra
Consultar Emprego na Força Aérea Portuguesa
Cinco P-3A adquiridos em 1993, dois dos quais para instrução em terra e fornecimento de peças, um terceiro (n.º 152184) foi convertido para UP-3T utilitário de transporte, posteriormente para VP-3T transporte executivo. Os restantes dois foram actualizados para o padrão requerido pela aviação naval Tailandesa e designados P-3T. Todas as aeronaves receberam sistemas de navegação e radares meteorológicos do tipo comercial.[5]
Em Dezembro de 2010 apenas um exemplar P-3T estava operacional.[16]
A Marinha de Taiwan adquiriu em 2007 ao abrigo do Programa de vendas Militares ao Estrangeiro 12 aeronaves P-3C, provenientes dos excedentes da US Navy armazenados no AMARC. Após uma reabilitação total que os capacitará para mais 15 000 horas de voo, serão actualizados integralmente com uma "suite" electrónica de última geração. É expectável que o primeiro seja entregue no decorrer de 2012.[15]

Ex utilizadores[editar | editar código-fonte]

A marinha Holandesa encomendou 13 P-3C Update II½ em 1978, para substituir os envelhecidos SP-2H Neptune. Estas aeronaves foram entregues entre 1982 e 1984 e operaram no 301º esquadrão de transição e 302º esquadrão operacional, baseados na Base aeronaval de Valkenburg[nota 6] e com destacamentos em Keflavík na Islândia e Curação nas Antilhas Holandesas. Tal como outros utilizadores também estes P-3C Update II½ foram actualizados para o padrão CUP (Capability Upkeep Programme), por constrangimentos orçamentais esta actualização foi apenas aplicada a dez unidades. Em 2003 o governo decidiu desfazer-se, ainda por constrangimentos orçamentais, da componente de patrulha marítima e as aeronaves foram vendidas a Portugall e a Alemanha.[5]

Civis[editar | editar código-fonte]

  • Aero Union - Actualmente a única entidade civil não governamental, a utilizar o Orion no combate a fogos florestais, para o que está equipada com com sete P-3A e um P-3B ex US Navy. Foram modificados com a adição de um tanque ventral interno, com capacidade até 11.350 litros de retardante.[18]

Emprego na Força Aérea Brasileira[editar | editar código-fonte]

Desde 1976, quando voou pela última vez o P-2 Neptune (designado P-16 no Brasil), que a Força Aérea Brasileira não possuía um avião com base em terra, capaz de assegurar o patrulhamento marítimo e luta ASW, exceptuando a utilização do Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha também apelidado "Bandeirulha", uma plataforma com limitações severas tanto ao nível de autonomia como de meios.
Após avaliação das várias opções existentes no mercado a opção recaiu na utilização de várias células P-3 ex US Navy e armazenadas no AMARC (309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group).[19]

O pedido aos Estados Unidos em 1998 de 15 células P-3C resultou na oferta em 1999 de 12 P-3A, oito para actividade operacional e quatro para canibalização de peças,[nota 7] destinados a operar no 4°/7°GAV sediado na Base Aérea de Santa Cruz. No ano de 2000 as tripulações destinadas a operar o P-3 começaram a receber instrução em Portugal na Base Aérea Nº6, Montijo, logo após o início da instrução o programa de aquisição dos P-3 foi cancelado, pela presidência de Lula da Silva. Retomado novamente a 4 de Novembro de 2002 foi escolhida a empresa EADS/CASA após concurso internacional e contracto assinado em Maio de 2005. As outras empresas que concorreram, abandonaram o concurso, por acharem que o preço oferecido era insuficiente para a concretização de uma modernização segundo os padrões actuais. Restaram a EADS/CASA e a Lockheed que apresentou um preço mais baixo, mas achava que além da modernização dos aviónicos era também necessária uma intervenção na estrutura da célula para prolongar o limite de vida útil da aeronave, devido a problemas de corrosão e fissuras encontradas na junção das asas com a fuselagem, em aeronaves operacionais [nota 8] . O governo Brasileiro declinou esta actualização, argumentando que os P-3A não acusavam esse problema estrutural. a modernização consiste na total revitalização da estrutura da aeronave, montagem de um sistema táctico totalmente integrado de concepção das Construcciones Aeronáuticas S.A. e substituição dos motores originais pelos Allison T56-A-14 e no acordo de modernização está ainda contemplada a instrução de tripulações a efectuar por uma unidade da Força Aérea Espanhola.[15] [20]
A Força Aérea Brasileira recebeu no dia 3 de Dezembro de 2010, a primeira aeronave P-3AM Orion, na base de solenidade em Madrid, Espanha e durante o ano de 2011, serão efectuados rigorosos testes tendentes à sua aceitação definitiva. As aeronaves estão destinadas a equipar o 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, a operar na Base Aérea de Salvador,[21]

Elementos sobre os P-3A da FAB em processo de modernização para P-3AM[22] [23]
Modelo N.º de produção Data de entrega Retirado/armazenado Matrícula FAB
P-3A Bloco 35 151356 20/02/1964 09/01/1986 7210
P-3A Bloco 50 152140 25/05/1965 19/07/1990 7203
P-3A Bloco 50 152146 22/01/1965 08/07/1990 7211
P-3A Bloco 55 152162 28/05/1965 26/07/1990 7205
P-3A Bloco 55 152167 28/06/1965 29/03/1990 7208
P-3A Bloco 55 152168 30/06/1965 17/01/1990 7209
P-3A Bloco 60 152173 11/08/1965 23/03/1990 7206
P-3A Bloco 60 152174 17/08/1965 22/06/1990 7201
P-3A Bloco 60 152175 25/08/1965 12/01/1990 7207
P-3A Bloco 60 152180 07/11/1965 23/03/1990 7200
P-3A Bloco 60 152186 23/11/1965 18/12/1989 7202
P-3A Bloco 60 152187 08/12/1965 31/01/1990 7204

Emprego na Força Aérea Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Desde 1977 data em que foram desactivados os P-2 V5 Neptune que o patrulhamento marítimo em Portugal, era efectuado por aeronaves não vocacionadas para a missão.[nota 9] Devido aos compromissos assumidos no âmbito da Aliança Atlântica era imperioso a aquisição de uma aeronave de patrulhamento marítimo e luta ASW.
Em 1 de Outubro de 1985 foi assinado com a Lockheed o contracto de aquisição de seis P-3B ex Força Aérea Australiana. Após a modernização, para atender aos requisitos de Portugal e da NATO e capacitar a aeronave para os padrões actuais, foram designados P-3P e entregues a partir de 7 de Agosto de 1988 para equipar a esquadra 601 "Lobos" sediada na Base Aérea N.º 6 (BA6) no Montijo.[24]
A modernização efectuada equiparou os P-3P aos P-3C Update II½ da marinha Americana, mas com alguns equipamentos únicos, como os "display" tácticos e o radar de busca semelhante ao usado pela Nova Zelândia nos seus P-3K. A primeira aeronave foi modernizada nas instalações da Lockheed em Burbank Califórnia e as restante cinco nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) em Alverca.[20]
Após uma certa indefinição entre sujeitar os P-3P a um programa de extensão de vida útil e outro de modernização para o padrão P-3C CUP+, para o que chegou a haver um entendimento com a Lockheed e uma aprovação do parlamento Português. Foi decidido comprar cinco aeronaves Holandesas, duas na versão P-3C CUP e três na versão P-3C Update II½, através da assinatura de uma carta de intenções em 17 de Setembro de 2004 e acordo final em 21 de Fevereiro de 2005. Os aviões foram todos entregues até meados de 2007 e entraram em processo de modernização (conforme tabela abaixo publicado) para a versão P-3C CUP+, uma das mais avançadas em operação. O primeiro avião já modernizado foi entreguea Esquadra 601, em Agosto de 2010, seguido de um segundo em Fevereiro de 2011, os restantes serão entregues até meados de 2012.[20] [24]

Situação dos P-3P e P-3C CUP+ da Força Aérea Portuguesa
FAP Modelo
original
Origem Modelo
actual
Estado em Dezembro 2010
14801 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Retirado - DGMFA, Alverca
14802 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Retirado - Base Aérea 6, Montijo
14803 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Retirado - Base Aérea 11, Beja
14804 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Retirado - CFMTFA (ex Base Aerea 2), Ota
14805 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Operacional, Esquadra 601 Base Aérea 11, Beja
14806 P-3B RAAF/Lockheed P-3P Retirado - Museu do Ar, Sintra
14807 P-3C CUP RNN A modernizar para a versão P-3C CUP+ nas OGMA, Alverca
14808 P-3C Update II½ RNN P-3C Update II½ Operacional, Esquadra 601 aguarda modernização p/ P-3C CUP+
14809 P-3C Update II½ RNN Em modernização para P-3C CUP+ na Lockheed, USA
14810 P-3C CUP RNN P-3C CUP+ Operacional, Esquadra 601 Base Aérea 11, Beja
14811 P-3C Update II½ RNN A modernizar para a versão P-3C CUP+ nas OGMA, Alverca
Obs:RAAF = Força Aérea Australiana; RNN = Marinha de Guerra Holandesa; CFMTFA = Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea

Envolvimento operacional[editar | editar código-fonte]

Sempre que foi julgado necessário os Orion Portugueses foram chamados a executar missões no âmbito da NATO ou da União Europeia, destacam-se as mais importantes:[24]

Controlo marítimo do mar Adriático afim de fazer cumprir o embargo de armas, decretado pela resolução das Nações Unidas à Servia e Montenegro. Os P-3P envolvidos efectuaram 576 missões com um total de 3 712 horas de voo.
  • Operação Active Endeavour Março de 2005 até ao presente - no âmbito da Nato
Duas missões mensais com a duração aproximada de oito horas cada, visa o controlo de actividades ilícitas no mar Mediterrâneo em conjunto com outros meios navais da Aliança Atlântica.
Operação de um P-3P a partir da ilha de Malta controlando o fluxo migratório do Norte de África para a Europa
Operação do último P-3P ainda operacional a partir das ilhas Seychelles no oceano Índico, para controlo da pirataria Somali naquela região do globo.

Especificações[editar | editar código-fonte]

As dimensões externas mantiveram-se constante desde o P-3A até ao CP-140, enquanto que os pesos e performance tiveram pequenas variações. Os dados são referentes à variante P-3C.[25] [26]

Propulsor de um EP-3E.
  • Dimensões
  • Pesos e Cargas
  • Peso em vazio - 27,890 kg
  • Peso máximo de combustível - 28,350 kg
  • Carga máxima dispensável (armas, sonobóias) - 9,071 kg
  • Peso máximo à descolagem - 61,235 kg
  • Peso máximo à aterragem - 47,119 kg
  • Performance
  • Velocidade máxima a 4,500m com 47,625Kg - 761Km/h
  • Veloc. de cruzeiro económica a 7,620 m com 48,895 kg - 607Km/h
  • Velocidade de patrulha a 457 m com 49,895 kg - 381 km/h
  • tecto de serviço - 8,625 m
  • Taxa máxima de subida a 500m - 594 m/minuto
  • Corrida de descolagem c/ obstáculo de 15m - 1,673 m
  • Distância de aterragem a 15 m de altura - 1,673 m
  • Raio operacional - 3,835 km
Perspectiva da introdução de uma sonobóia submarina num dos casulos de ejecção.
  • Raio operacional c/ 3 horas sobre zona alvo - 2,494 km
  • Resistência máxima a 4,500m com 2 motores - 17 h 12 min
  • Resistência máxima a 4,500m com 4 motores - 12 h 20 min

Motores[editar | editar código-fonte]

Todas as versões excepto P-3A

  • 4x Turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv de potência cada


Armamento[editar | editar código-fonte]

Até 9 toneladas de cargas internas e externas podem ser combinadas com as seguintes opções:

  • Compartimento interno
  • 8x Torpedos Mk 46/50
  • 8x Cargas de profundidade MK 54
  • 3x Minas de 450Kg MK 36/52
  • 3x Cargas de profundidade MK 57
  • 2x Cargas de profundidade MK 101
  • 1x Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
  • Suportes externos da secção central (2+2)
  • Suportes exteriores (3+3)
  • 2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
  • 2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes
  • 2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes

P-3C Orion

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Usado também pela NASA no anos 60 no apoio ao programa Apolo e Gemini
  2. Derivado do EC-121 Constellation, que por sua vez derivava da versão comercial
  3. As restantes cinco aeronaves foram cedidas à Força Aérea Portuguesa.
  4. Local inicialmente destinado a armazenar os aviões e mísseis excedentes das forças armadas Americanas. Actualmente é o centro de armazenagem e reciclagem de todas as aeronaves e mísseis retirados do activo. Situa-se no deserto do Arizona junto à Base Aérea de Davis-Monthan.
  5. Seis destes aviões foram vendidos a Portugal originando o P-3P
  6. Encerrada em 2006 após a venda da totalidade dos seus P-3 a Portugal e à Alemanha.
  7. Indicações mais actuais apontam para dez aeronaves operacionais e duas para peças
  8. O que obrigou à reabertura da linha de montagem da Lockheed, para o fabrico de novas asas, destinadas a todos os aviões que estão em fase de modernização, ou venham a estar
  9. Principalmente por C-130 Hercules e ou CASA C-212 Aviocar

Referências

  1. Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, pag. 4, ISBN 0897474783
  2. René J. Françillon, Lockheed Aircraft since 1913, Naval Institute Press, 1988, pag. 408, ISBN 0870218972
  3. René J. Françillon, Lockheed Aircraft since 1913, Naval Institute Press, 1988, pag. 416, ISBN 0870218972
  4. P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 Orion production details. Janeiro 2011. Página visitada em Abril 2011.
  5. a b c d e f g h i j k l m Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, pag. 38-41, ISBN 0897474783
  6. P-3 Orion Research Group. History of the Lockheed Martin P-3 Orion. Julho 2008. Página visitada em Abril 2011.
  7. Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, ISBN 0897474783
  8. René J. Françillon, Lockheed Aircraft since 1913, Naval Institute Press, 1988, ISBN 0870218972
  9. a b c d e f g John W.R. Taylor, Jane's. ALL THE WORLD'S AIRCRAFT. 1975-1976, Jane's yearbooks London, ISBN 0354005219
  10. Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, pag. 8-9 ISBN 0897474783
  11. a b P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 operators. Dezembro de 2010. Página visitada em Abril de 2011.
  12. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x P-3 Orion Research Group - P-3 Variants último acesso: Abril 2011
  13. a b Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, pag. 27, ISBN 0897474783
  14. René J. Françillon, Lockheed Aircraft since 1913, Naval Institute Press, 1988, pag. 414, ISBN 0870218972
  15. a b c d e f g h P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 operators. Dezembro 2010. Página visitada em Abril 2011.
  16. a b c d e f g h i j k l m n o FLIGHT INTERNATIONAL, Flightglobal Insight - World Air Forces 2010 (em formato pdf)
  17. Lockheed to Upgrade 7 P-3Cs for Pakistan (25 Novembro de 2009). Lockheed to Upgrade 7 P-3Cs for Pakistan. Página visitada em Março 2011.
  18. Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004,pag. 40 ISBN 0897474783
  19. Guilherme Poggio. P-3 Orion, a mais nova plataforma ASW do Brasil. Página visitada em Abril 20011.
  20. a b c P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 variants. Dezembro 2010. Página visitada em Abril 2011.
  21. Fernando Valduga. FAB recebe aeronave P-3 Orion para patrulhar área do pré-sal. Dezembro de 2010. Página visitada em Abril de 2011.
  22. JoeBaugher. US Navy and US Marine Corps BuNosThird Series (150139 to 156169). Março 2011. Página visitada em Abril 2011.
  23. P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 Location Report. Janeiro 2011. Página visitada em Abril 2011.
  24. a b c Esquadra 601 da FAP. História da Esquadra. 2011. Página visitada em Abril 2011.
  25. P-3 Orion Research Group. Lockheed Martin P-3 Orion technical data. Julho 2008. Página visitada em Abril 2011.
  26. globalsecurity.org. P-3 Specifications. Página visitada em Abril 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Richard S. Dann, P-3 Orion In Action, Squadron Signal, 2004, ISBN 0897474783
  • Kenneth Munson, Bombers in service patrol and transport aircraft since 1960, Blandford Press, 1972, ISBN 0713707445
  • Colonel Walter J. Boyne, USAF (Ret.), Encyclopedia of Modern U.S. Military Weapons, The Army Times Publishing Company, 1998, ISBN 0425164373
  • Gerard Frawley and Jim Thorn, The International Directory of Military Aircraft, 1996/97, Aerospace Publications Ltd, ISBN 1 87567120X
  • René J. Françillon, Lockheed Aircraft since 1913, Naval Institute Press, 1988, ISBN 0870218972
  • John W.R. Taylor, Jane's. ALL THE WORLD'S AIRCRAFT. 1975-1976, Jane's yearbooks London, ISBN 0354005219

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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