P5+1

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Representantes dos países do P5+1, da UE e do Irã anunciam o acordo sobre o programa nuclear iraniano (Lausanne, abril de 2015).

O P5+1 é um grupo de países que, em junho de 2006, juntaram esforços diplomáticos para negociações sobre o programa nuclear do Irã.[1] O grupo é constituído pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia) mais a Alemanha. O P5+1 é às vezes referido como E3+3 ou UE3+3, em alusão aos três países da União Europeia aí representados.



História[editar | editar código-fonte]

O P5+1 foi constituído quando China, Rússia e os Estados Unidos se juntaram aos países UE3, em junho de 2006 para oferecer uma proposta para negociações abrangentes com o Irã.

Em março de 2008, o P5+1 concordou em "remontar" a proposta de 2006, a fim de especificar alguns dos benefícios que seriam oferecidos ao Irã como parte de um acordo de longo prazo sobre o seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, a decisão de rever a proposta de 2006 coincidiu com a adoção da Resolução 1803, a terceira resolução da ONU com a finalidade de impor sanções ao Irã.[1]

Acordo preliminar[editar | editar código-fonte]

Em 2 de abril de 2015, em Lausanne, Suíça, depois de uma semana de reuniões, as negociações entre o P5+1 e o Irã chegaram a um acordo preliminar, que prevê uma redução considerável do enriquecimento do urânio iraniano e, em contrapartida, põe fim às sanções impostas ao Irã. Na ocasião, previu-se que a versão definitiva fosse concluída até 30 de junho do mesmo ano. Segundo o Presidente Obama, trata-se de um acordo histórico, que deve afetar decisivamente as relações entre os países do Oriente Médio, como Síria, Iraque, Iêmen, bem como o conflito entre Israel e a Palestina.[2] Os principais líderes envolvidos no acordo usaram as redes sociais para informar sobre os significativos avanços inciais.[3]

Por outro lado, o acordo preliminar foi severamente criticado por Israel - que não é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e é o único país do Oriente Médio a possuir armamento nuclear.[4] [5] O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu considerou o acordo como uma ameaça à existência de Israel, podendo levar a uma terrível guerra.[6]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]


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