Paama

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16° 28′ S 168° 13′ E

Paama, ilhas vizinhas e cidades principais

Paama (Língua paama: Voum[1] ) é uma pequena ilha em Malampa, Vanuatu, cujas extensões são de 88 km N-S e somente cerca 5 km L-O no seu ponto mais largo. A ilha é dominada por colinas que atingem no norte uma altura de 550 m. Hoje a maioria de seus habitantes vive em vilarejos próximos ao litiral e cultivam seus jardins nas encostas próximas. A produção de agricultura é basicamente para subsistência, mas algo é exportado para venda Port Vila (capital de Vanuatu em Éfaté) em Luganville (Espiritu Santo).

Localização[editar | editar código-fonte]

Paama fica pouco distante ao sul de Ambrym, um pouco mais a leste de Malakula, a cerca de 75 km do grande vulcão Lopevi (Ulvae, vernacular Cf. Crowley 1982), e a umas curta distância norte da ilha de Epi. Em dias claros, todas as linhas vizinhas a Paama são visíveis de vários locais da ilha. Numa noite clara, o brilho vermelho dos dois vulcões gêmeos de Ambrym pode ser visto com clareza da praia de areia negra de Liro. A hoje desabitada ilha Lopevi domina vista ao leste da cidade de Lulep, na costa noroeste da Paama. O vulcão ativo é razoavelmente regular, entrado em erupção a cada dois anos aproximadamente, causando problemas às populaces das cidades do nordeste da ilha, Lulep e Luli. A cinza vulcânica ácida cai sobre jardins e hortas, arruina as plantações e ainda desgasta e destroi os telhados das casas feitos de palmas “sago natangura”.

Cidades[editar | editar código-fonte]

Na area norte da ilha á uma faixa gramada que serve como pista de aeroporto, com base na cidade de Tavie. Aterrisar e decolar desse aeroporto é muito difícil, pois ser uma das mais curtas áreas de pouso de todo Vanuatu. A maior cidade é Halos.

Liro, o centro administrative e do conselho da ilha, é a cidade mais populosa da ilha. O edifício do Conselho, que fica a cerca de cem metros da praia teria sido a residência do Ver. Maurice Frater, missionário da Igreja Presbiteriana em Vanuatu no início do século XX. 1900s[2] [3] .

População[editar | editar código-fonte]

Hoje, a população da ilha é de cerca de duas mil pessoas, a maioria vivendo no litoral oeste. Porém, a quantidade de pessoas que se declaram Paameses é bem maior, sendo umas 7 mil que vivem dispersas por todo Vanuatu, as quais assim se declararam no Censo de 1999. Paama apresente o maior índice emigração (para outros pontos do país e para o exterior) de todas as 83 ilhas de Vanuatu. [4]

Idioma[editar | editar código-fonte]

Os habitantes falam a língua paama, chamada paamês pelo linguísta Terry Crowley, embora os residents não tenham uma palavra para denominar a língua. Trata-se de uma língua Vanuatu Oriental, um cognato da língua Ambrym Sudeste, porém as duas não são tão próximas que permita uma inteligibilidade mútua.[5] . Além de falar o paamês, a maioria dos habitants fala também o Bislama, uma das três línguas oficiais de Vanuatu [6] .


Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Crowley, Terry. 1982. The Paamese Language of Vanuatu. Pacific Linguistics, Series B – No. 87. Canberra: ANU Printing Services.
  2. Frater, Maurice. 1928 [1922]. Midst Volcanic Fires. James Clarke & CO., Limited.
  3. Miller, J. Graham. 1989. Live: Book Six: The Northern Islands. Port Vila, Vanuatu: Presbyterian Church of Vanuatu.
  4. Haberkorn, Gerald. 1989. Port Vila: Transit Station or Final Stop? Recent Developments in Ni-Vanuatu Population Mobility, Pacific Research Monograph No. 21. Canberra: Australian National University Press - Haberkorn, Gerald. 1992. ‘Temporary versus Permanent Population Mobility in Melanesia: A Case Study from Vanuatu’. International Migration Review, Vol. 26, No. 3. (Autumn, 1992).
  5. Crowley, Terry. 1982. The Paamese Language of Vanuatu. Pacific Linguistics, Series B – No. 87. Canberra: ANU Printing Services.
  6. Crowley, Terry. 1990. Beach-la-Mar to Bislama: The Emergence of a National Language in Vanuatu. Clarendon Press: Oxford.