Pachtuns
Os pachtuns (em pachto: پښتون, transl. Pashtūn ou Pakhtūn; em urdu: پٹھان, transl. Paṭhān; em hindi: पठान, transl. Paṭhān), são um grupo etnolingüístico localizado principalmente no leste e no sul do Afeganistão e, no Paquistão,1 nas províncias da Fronteira Noroeste e do Baluchistão e nas áreas tribais administradas pelo governo federal. Os pachtuns caracterizam-se pela sua língua (o pachto), pelo seu código de honra religioso pré-islâmico e pela prática do islã.
Embora raramente unidos, os pachtuns sobreviveram a uma história turbulenta, que começou há séculos. Sua história recente teve início com o Império Durrani, a partir de 1747. A proeza marcial pachtun já era famosa no tempo de Alexandre, o Grande, e os pachtuns foram um dos poucos povos que lograram conter o imperialismo britânico no século XIX, derrotando por duas vezes as forças expedicionárias enviadas da Índia, a primeira vez em 1839-1842 e a segunda em 1878-1880. A participação dos pachtuns foi essencial para combater a invasão do Afeganistão pela União Soviética, entre 1979 e 1989, com o mais famoso dos líderes guerrilheiros desta etnia a ser Gulbuddin Hekmatyar. Mais recentemente, formavam o principal grupo étnico dos talibãs, havendo atuado na ascensão e queda daquele movimento liderado pelo mulá Mohamad Omar. Derrubado o regime talibã em finais de 2001, os pachtuns modernos têm se envolvido na reconstrução do Afeganistão e o presidente Hamid Karzai é um dos seus. Mas no Sul do Afeganistão, os talibãs têm reconquistado influência junto das tribos pachtuns. Este grupo étnico forma também uma importante comunidade no Paquistão, onde constituem a segunda maior comunidade.
Estima-se a população total de pachtuns em mais de 40 milhões de pessoas, embora seja difícil contá-la por não ter havido censos populacionais no Afeganistão desde 1979. No Paquistão, sua natureza migratória e o hábito de isolar as mulheres complicam a tarefa de contagem.
Referências
- ↑ Afghanistan: Glossary (em inglês). Página visitada em 27 de janeiro de 2013.